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Trecho de Jesus, o Maior Psicólogo
que Já Existiu, de Mark W. Baker
Ele disse: "Eu sou" E se na sua época
Jesus não soubesse quem era? Ou quais eram os seus dons?
E se ele só tivesse tomado consciência disso gradual-
mente, como acontece a cada um de nós? Ou talvez ele soubesse
desde criança que tinha uma vocação especial
e ficou esperando o momento em que seus poderes viriam à
tona. De qualquer modo, acredito que Jesus tinha de ir para o deserto
para saber quem ele era. A experiência no deserto tanto fazia
parte da sua formação e destino quanto faz parte da
sua e da minha.
Certa vez participei de uma reunião de incorporadores do
setor imobiliário para discutir um possível empreendimento
comum. Cada incorporador tinha vasta experiência na tarefa
que se propunha a realizar, mas, para surpresa do grupo, o empresário
que estava à frente do negócio ficou de pé
e começou a descrever em detalhes um de seus maiores fracassos
profissionais. Ele contou como sua avidez por ganhar dinheiro para
os investidores tinha feito com que não prestasse atenção
em alguns detalhes importantes sobre tendências da opinião
pública. Ele disse: "Sou muito mais cuidadoso agora
em reunir todos os dados antes de agir baseado em minhas idéias."
Outro incorporador admitiu, com o rosto levemente ruborizado,
que também não fora um gênio em determinada
ocasião. Na verdade, ele havia comprado um grande lote de
terra para erguer um prédio sem saber que o terreno era rocha
sólida.
O membro mais jovem do grupo ficou relutante quando chegou sua
vez de compartilhar seu erro. Ele gaguejou um pouco ao falar: "Bem,
todo mundo sabe que tive muitos êxitos." O líder
gentilmente o censurou: "Vamos, Charlie. Coloque sua pedra
na mesa. Se você nunca falhou, não pode fazer parte
deste grupo."
O que o líder estava querendo dizer era: "Se você
nunca foi testado pelo fogo, não sabe quem é. E, se
não sabe quem é, não pode ser um líder."
No deserto, Jesus teve de fazer escolhas bem claras em relação
a seus dons especiais. Quando ele estava com fome, o demônio
disse: "Se você é o filho de Deus, mande que estas
pedras virem pão." Mas Jesus não sucumbiu à
tentação.
O diabo, então, insistiu para que ele se jogasse do alto
do templo e testasse seu poder de voltar à vida eterna. Jesus
olhou Satanás no rosto e respondeu "Não".
Por fim, o demônio lhe mostrou todos os reinos do mundo e
disse: "Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e
me adorar." Jesus ordenou, então, que Satanás
fosse embora.
E finalmente, depois de quarenta dias de provação
no deserto (Mateus 4:1-11), surgiu uma pessoa que tinha muita certeza
sobre quem era e para o que fora chamada. Jesus enfrentou e venceu
a tentação de usar seus dons de forma egoísta.
Não é coincidência que, somente depois da
experiência do deserto, Jesus começasse a usar as palavras
"Eu sou" ao se descrever (João 4:25-26, 8:23, 15:5;
Lucas 22:27; Mateus 11:29). No Velho Testamento, quando os judeus
pediram a Deus uma descrição de Si Mesmo, a única
resposta que receberam foi "Eu sou o que sou" (Êxodo
3:14-15). A simplicidade de sua frase enfatizou Seu poder para eles.
As palavras "Eu sou" refletem, portanto, todo o poder
criador do Universo.
PERGUNTA
• Que "experiência no deserto" ajudou você
a enxergar seus dons mais nitidamente?
TAREFAS
• Liste com detalhes cada um dos seus "Eu sou".
• Forneça três descrições positivas
e fortes a seu respeito.
Ele se tornou aquilo que dizia ser
Jesus não olhou para trás, para os fatos
de sua vida, e disse: "Humm... Eu devo ser o filho de Deus."
Ele declarou ser o filho de Deus (João 10:36), e a prova
se seguiu.
Ele visualizava regularmente o sucesso de seus esforços.
"A ordem que eu dou não volta sem ter feito o que eu
quero. Ela cumpre tudo o que eu mando" (Isaías 55:11).
Provavelmente muitas pessoas descreveriam Jesus como um dos seres
mais humildes que já passaram pela Terra. Mas, se considerarmos
o que ele disse sobre si mesmo na Bíblia, veremos que tudo
o que falou a seu próprio respeito era positivo.
Jesus dizia que Deus sempre o ouvia (João 11:42) e que
ele sabia o que agradava ao Senhor. "Eu conheço Deus
porque venho Dele e fui mandado por Ele" (João 7:29).
Isso era vaidade? Ou era criatividade iluminada e autoconhecimento?
Se você ler o Velho Testamento, descobrirá que alguns
de seus mais belos versos foram recitados depois por Jesus sobre
si mesmo.
Há um provérbio que diz: "As pragas de um homem
cairão e se enredarão em torno dele como um manto."
Que imagem forte! E se todas as palavras que disséssemos
caíssem e se enrolassem em torno de nós como uma veste?
Que tipo de guarda-roupa teríamos?
As palavras têm força. E Jesus sempre pronunciou
palavras amorosas, poderosas e confiantes ao se referir a si próprio.
As pessoas que vencem falam bem de si para elas mesmas. Em nenhum
lugar do Evangelho Jesus se deprecia. O filho de Deus era pleno
de autoconhecimento e de amor-próprio.
PERGUNTAS
• Quem você diz que é, para você mesmo, no
dia-a-dia?
• Se cada palavra que você dissesse sobre si próprio
caísse e se enrolasse em torno de seu corpo como uma veste,
como seria o seu "guarda-roupa" verbal?
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