Protógenes Queiroz

Perfil

NOME Protógenes Queiroz

IDADE

PROFISSÃO/CARGO Deputado federal (PCdoB); delegado afastado da PF

PARTIDO PCdoB

Escândalos
Confira em que escândalos esse personagem se envolveu – e sua participação em cada um
  • Caso Satiagraha
    • Envolvimento

      No afã de prender Daniel Dantas, cometeu falhas inaceitáveis ao não revelar detalhes do inquérito a superiores, usar agentes da Abin na investigação, utilizar algemas de maneira abusiva, convocar a televisão para gravar imagens dos presos. Com a ajuda de espiões da Abin, promoveu um festival de abusos que incluiu escutas ilegais contra ministros, senadores, juízes, advogados e jornalistas. O delegado centralizava o trabalho de uma imensa rede de espionagem que bisbilhotou secretamente desde a vida amorosa da então ministra Dilma Rousseff até a antessala do ex-presidente Lula, no Palácio do Planalto - passando pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador José Serra, além de senadores e advogados. Depois de tudo isso, produziu uma peça investigativa tosca, lavrada em um idioma parecido com o português e eivada de irregularidades - sendo a mais notável a fabricação de um flagrante feito com a cumplicidade do repórter de televisão César Tralli, da Rede Globo.

      O que aconteceu

      Acabou afastado das investigações e substituído pelo delegado Ricardo Saadi. Foi ainda processado pelas ilegalidades cometidas durante a Satiagraha e terminou condenado pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual. O primeiro ocorreu quando ele, em busca de holofotes, revelou detalhes da Satiagraha a jornalistas. O segundo, quando usou um vídeo feito pelos telejornalistas como prova contra um de seus acusados, mas mentiu à Justiça, dizendo que a própria PF havia colhido as imagens. Protógenes escapou da prisão já que o juiz converteu a pena de reclusão de 3 anos e 11 meses em prestação de serviços à comunidade, preferencialmente no atendimento a vítimas de queimaduras. O delegado é apontado como autor de outros crimes cometidos na Satiagraha, mas talvez nunca seja julgado por eles, já que o Ministério Público Federal decidiu não incluí-los na denúncia oferecida à Justiça. Dessa lista de ilícitos consta, por exemplo, a espionagem clandestina de políticos. Na sentença, o juiz Ali Mazloum escreveu que o comportamento do delegado "representa, precipuamente, a apuração de um método de polícia secreta, empreendido sob a égide da Constituição Federal, mas à margem das mais comezinhas regras do estado democrático de direito". Em 2010, Protógenes pegou carona na votação de Tiririca e se elegeu deputado federal. Justamente por isso, seus recursos contra a pena serão julgados pelo STF. Em 2012, Protógenes deve disputar a prefeitura do Guarujá, no litoral de São Paulo.

      Entenda o escândalo

      Atualizado em 17/04/2012

  • Caso Cachoeira
    • Envolvimento

      Protógenes foi o autor do requerimento de criação de uma CPI para investigar a ligação de políticos com Carlinhos Cachoeira. Ironicamente, ele próprio aparece em pelo menos seis conversas suspeitas com um dos mais atuantes integrantes do esquema Cachoeira: o sargento aposentado da Aeronáutica e ex-funcionário da Abin Idalberto Matias Araújo, o Dadá, conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo. O araponga esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha e, nas conversas, recebe orientações do ex-delegado sobre como agir para embaraçar a investigação contra ele aberta pela corregedoria da PF sobre desvios no comando da operação que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas.

      O que aconteceu

      Protógenes não reconheceu as conversas ("preciso ter acesso aos áudios") e afirmou que não sabia da ligação de Dadá com Cachoeira. Sob protestos da oposição, tornou-se integrante da comissão que investiga o bicheiro e o araponga, entre outros personagens. Em 9 de maio, o Conselho de Ética da Câmara abriu um procedimento preliminar para analisar se houve quebra de decoro, de que pode resultar sua cassação.

      Entenda o escândalo

      Atualizado em 19/04/2012

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Edição: Carolina Farina e Daniel Jelin     Reportagem: William Magalhães     Design: Sidclei Sobral     Programação: Caroline Rozendo e Lucas Dantas
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