Fernando Collor de Mello

Perfil

NOME Fernando Collor de Mello

IDADE

PROFISSÃO/CARGO Ex-presidente, atual senador (PTB-AL)

PARTIDO PTB

Escândalos
Confira em que escândalos esse personagem se envolveu – e sua participação em cada um
  • Caso Collor
    • Envolvimento

      Collor se elegeu em 1989 com mais de 35 milhões de votos, e, aos 41 anos, tornou-se o mais jovem presidente da história do país. Ele assumiu o governo em um cenário de hiperinflação. Sua primeira medida na Presidência foi pôr em prática um plano de Reconstrução Nacional, dividido em planos Collor I e II. Em março de 1990, o governo ressuscitou o cruzeiro como moeda, demitiu funcionários públicos, congelou salários e preços e confiscou depósitos bancários. As medidas, profundamente impopulares, não surtiram o efeito desejado e abalaram a imagem do presidente. Seis meses depois, um novo pacote, também sem êxito, culminou na demissão da ministra da Fazenda, Zélia Cardoso. Já com a popularidade em risco, Collor não tardaria a sofrer um novo golpe: foi atingido pelas denúncias do irmão em maio de 1992. Naquele mesmo mês, foi aberta uma CPI para averiguar o caso - e teve início uma avalanche de denúncias contra o presidente. A mais contundente delas feita pelo motorista Eriberto França, que confirmou aos parlamentares que a empresa Brasil-Jet, de PC Farias, pagava as contas da Casa da Dinda, residência do presidente. Tentando permanecer no Planalto, Collor amparou-se numa farsa batizada por seu secretário, Cláudio Vieira, de Operação Uruguai. O presidente alegou que havia conseguido um empréstimo de 5 milhões de dólares com uma empresa de Montevidéu - e assim obtido o dinheiro com que pagava suas contas. O plano da Operação Uruguai falhou porque Sandra Oliveira, secretária da empresa ASD, do empresário Alcides Diniz, declarou na CPI ter presenciado reuniões nas quais os documentos apresentados por Collor em sua defesa foram forjados. O relatório da CPI apontou as ligações de Collor com o esquema e, em 1º de setembro, um pedido de impeachment foi entregue à Câmara. Vinte oito dias mais tarde, o pedido foi aprovado na Câmara. Encaminhado ao Senado, foi votado em tempo recorde: bastaram duas horas para que Collor fosse afastado do cargo. Seu vice, Itamar Franco, assumiu em 2 de outubro. O julgamento que tiraria do presidente os direitos políticos ocorreu em 29 de dezembro. Ao perceber que os parlamentares lhe cassariam a presidência, Collor renunciou - mas a sessão seguiu, e resultou no impeachment.

      O que aconteceu

      Collor perdeu os direitos políticos por oito anos. Partiu para um exílio no bairro de Bay Harbour, em Miami. Em dezembro de 1994, foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal da acusação de corrupção passiva no esquema PC. Em 2002, filiado ao inexpressivo PRTB, tentou em vão candidatar-se a prefeito de São Paulo - não conseguiu autorização da Justiça Eleitoral para mudar seu domicílio eleitoral de Maceió para a capital paulista. Em 2006, catorze anos depois da queda, voltou à vida política ao ser eleito senador por Alagoas, cargo que ocupa até hoje.

      Entenda o escândalo

      Atualizado em 17/04/2012

  • Dossiê Cayman
    • Envolvimento

      Ao lado do irmão Leopoldo, o ex-presidente foi um dos autores da “denúncia” feita com base nos documentos falsificados. Collor achava que o dossiê era verdadeiro e fez tudo para comprá-lo e divulgá-lo na surdina. Desembolsou 2,2 milhões de dólares para patrocinar a farsa.

      O que aconteceu

      Foi indiciado em 2002 pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de formalmente acusado de pagar pelo dossiê.

      Entenda o escândalo

      Atualizado em 17/04/2012

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Edição: Carolina Farina e Daniel Jelin     Reportagem: William Magalhães     Design: Sidclei Sobral     Programação: Caroline Rozendo e Lucas Dantas
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