ESTRÉIAS

AMÉLIA TOLEDO. A inscrição em letras garrafais Favor Tocar na parede da galeria recepciona o público para a exposição da veterana artista paulistana. Os oito trabalhos em grandes dimensões dão continuidade a já consagrada carreira de Amélia. O uso de materiais díspares, como pedra e acrílico, e sempre com a capacidade de mexer com o lúdico fazem parte da pesquisa da artista. Aos 75 anos, ela cria desenhos, pintura, gravuras, jóias, instalações... R$ 22.000,00 a R$ 45.000,00. Galeria Nara Roesler. Avenida Europa, 655, Jardim Europa, 3063-2344. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h. Até 20 de outubro. Vernissage na quinta (20), 21h. A partir de sexta (21).

CULTURA BRASILEIRA I. A Casa das Rosas quer mesmo ser um foco de resistência artística contra o mercantilismo e a globalização cultural. Para tanto foi organizada essa exposição dedicada a três pensadores da cultura brasileira. São eles: Mário Pedrosa, Mário Schenberg e Darcy Ribeiro. Participam, entre outros, Afrânio Pessoa, Antonio Henrique Amaral, Dora Longo Bahia, Leda Catunda e Siron Franco. Estão previstos debates e, na abertura, a apresentação musical do grupo Ripa na Chulipa. Casa das Rosas. Avenida Paulista, 37, 251-5271, Metrô Brigadeiro. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 15 de novembro. Vernissage na quinta (20), 20h. A partir de sexta (21).

IRAN DO ESPÍRITO SANTO. Sob o nome de Nada Mais Natural, a individual do artista nascido em Mococa soma cinco conjuntos de trabalhos realizados nos últimos três anos. Em Correções estão três esculturas em granito. Na série Relevos ele exibe pequenos quadros que fazem referências à arquitetura. O terceiro trabalho trata-se de Floresta Paralela - uma pintura em forma de código de barras na parede da galeria. Completam a mostra a obra Nostalgia, um tapete de lã confeccionado no Nepal, e uma escultura sem título que faz lembrar um buraco de fechadura cromada. "Trabalho com a representação da natureza e com a artificialidade", explica Iran. US$ 3.000,00 a US$ 30.000,00. Galeria Fortes Vilaça. Rua Fradique Coutinho, 1500, Vila Madalena, 3032-7066. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até 20 de outubro. Vernissage na terça (18), 20h. A partir de quarta (19).

MARIA VILLARES. A inspiração da desenhista e gravurista para a sua produção atual é a paisagem urbana do bairro londrino de Bloomsbury. Ela mostra em Papéis: 1998-2001 quarenta trabalhos, entre desenhos e monotipias. R$ 1.200,00 a R$ 3.500,00. Galeria Nara Roesler. Avenida Europa, 655, Jardim Europa, 3063-2344. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h. Até 21 de outubro. Vernissage na quinta (20), 21h. A partir de sexta (21).

OS 40 ANOS DO MUSEU DE ARTE BRASILEIRA. A exposição comemorativa a um dos museus mais atuantes da cidade exibe apenas 76 peças de um acervo de 2.500 obras. A curadora Maria Izabel Ribeiro selecionou trabalhos de mestres como Anita Malfatti, Lasar Segall, Volpi, Portinari, Flávio de Carvalho e Ismael Nery. Também podem ser conferidos alguns documentos da instituição, que completa quatro décadas este mês. Museu de Arte Brasileira. Rua Alagoas, 903 (Faap), Pacaembu, 3662-1662, ramal 1133. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriado, 13h às 18h. Grátis. Até 16 de dezembro. Vernissage na terça (18), 20h. A partir de quarta (19). A exposição foi adiada.

PAULO VON POSER. O artista marca a sua presença no circuito das artes plásticas voltando-se com freqüência às rosas. Mais amadurecido, ele apresenta na individual Horizontes um série de dezoito obras em que continua a recorrer à flor. Ela aparece estilizada em paisagens tropicais e em ambientes urbanos. O símbolo da rosa, bela e romantizada, se opõe a agressividade urbana e em ambientes devastados pela poluição. Há ainda fotografias e exercícios de desenhos ao ar livre. R$ 350,00 a 10.000,00. Galeria Francine. Alameda Lorena, 1998, Jardim Paulista, 3081-5564. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até 6 de outubro. Vernissage na quarta (19), 20h. A partir de quinta (20).

WALDEMAR CORDEIRO. Ainda pouco valorizado no circuito das visuais, o artista italiano morto em 1973 recebe homenagens de uma galeria comercial. São 65 obras que traçam o perfil de um pesquisador de primeira. Graças a Cordeiro tivemos os primeiros trabalhos de arte eletrônica no país. Foi ele ainda um dos introdutores do movimento concretista, através do grupo Ruptura. A exposição coloca ao olhar do público pinturas, estudos sobre a flora brasileira e fotografias realizadas pelo artista que adotou a cidade. Muitos trabalhos, guardados pela família, permaneciam inéditos. O panorama cobre dos anos 40 aos 70. Está à venda um CD Rom sobre a produção de Cordeiro no valor de R$ 30,00. Galeria Brito Cimino. Rua Gomes Carvalho, 842, Itaim Bibi, 3842-0634. Terça a sábado, 11h às 19h. Grátis. Até 13 de outubro. Vernissage na terça (18), 20h. A partir de quarta (19).

 

EM CARTAZ

ARTE HOJE. Sob curadoria do crítico Carlos von Schmidt, a coletiva inaugura uma nova galeria na cidade, dedicada à arte moderna e contemporânea. Trinta e seis obras de vinte artistas fazem a festa visual. Tocadores de Ganzá, pintura de 1947 de Aldemir Martins, inicia o percurso da exposição. Há trabalhos de Ubirajara Ribeiro, Evandro Carlos Jardim, Luiz Sacilotto... e os novos talentos, como Alessandra Mastrogiovanni. R$ 2.500,00 a R$ 40.000,00. Arvani Arte. Rua Oscar Freire, 540, Jardim Paulista, 3082-1927. Segunda a sexta, 10h às 20h. Até dia 28.

ARTE NIPO-BRASILEIRA - MOMENTOS. A mostra faz um panorama dos artistas de origem japonesa no Brasil. Muitas surpresas plásticas e histórias foram levantadas pelo curador João Spinelli. Ele selecionou 100 trabalhos, pertencentes a coleções particulares, de 29 artistas. Entre eles, Flávio-Shiró, Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Fukushima, Toyota, Kusuno, Foujita e jovens revelações, como James Kudo. Galeria Euroart/Castelli. Rua Colômbia, 157, Jardim Europa, 3088-9797. Segunda a sábado, 11h às 19h. Grátis. Até 1º de outubro.

IV BIENAL BARRO DE AMÉRICA. O evento entrou de vez para o calendário das artes da cidade e chega à quarta edição. A mostra, realizada também em Caracas, exibe obras em barro confeccionadas por artistas de renome do Brasil e da Venezuela. Para representar os brasileiros foram convidados Sandra Cinto, Arthur Lescher, Florian Raiss, Marco Paulo Rolla, Maria Bonomi, Marlene Almeida e Menna Barreto. Os venezuelanos presentes são Mónica Montañes, Mercedes Elena González, Tilena Morales entre outros. Curadoria geral de Fábio Magalhães. Memorial da América Latina - Galeria Marta Traba. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, portão 5, 3823-9611, Metrô Barra Funda. Terça a sexta, 10h às 16h; sábado e domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 21 de outubro.

BRASILEIROS EM LONDRES. A mostra passa a ser o contraponto da exposição Os Britânicos no Brasil, em cartaz no mesmo local. Em dezoito painéis é revelada a atuação de 60.000 brasileiros que vivem e trabalham em Londres. Sete personagens ganham destaque por meio de fotos, como o bailarino Jean Abreu, a artista plástica Mariannita Luzzati e o escritor Jorge Fiori. Centro Brasileiro Britânico. Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, 3039-0567. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 13h. Grátis. Até dia 29.

CAMINHOS DA FORMA, TRIDIMENSIONAIS DA COLEÇÃO MAC/USP. Cinqüenta e cinco esculturas do Museu de Arte Contemporânea da USP espalham-se generosamente pela galeria, sem obedecer a regras cronológicas ou temas limitadores. O visitante faz um passeio entre obras-primas do italiano Umberto Boccioni, do americano Alexander Calder e de muitos brasileiros, como Maria Martins, Luiz Hermano e Alex Flemming. Galeria do Sesi. Avenida Paulista, 1313, 284-3639, Metrô Trianon-Masp. Terça a sábado, 10h às 20h; domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis. Até 28 de outubro.

CLAUDE VIALLAT. Com passagem pelas bienais de Veneza e São Paulo, o artista francês volta à cidade para uma individual de perfil retrospectivo. Ele traz 24 telas, pintadas de 1966 a este ano. Sua trajetória é reconhecida mundialmente por ser um dos líderes do movimento Support/Surfaces, originado na França no final dos anos 60. Uma das marcas do artista está em pintar repetidas manchas coloridas no espaço de um quadro. MuBE. Avenida Europa, 218, Jardim Europa, 3081-8611. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 2,50 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos) e R$ 5,00. Até dia 30.

DE PICASSO A BARCELÓ. Uma das exposições mais caras do ano, com patrocínio de US$ 2 milhões, propõe uma viagem antológica pela arte espanhola do século XX. Sete salas, dois corredores e um salão do primeiro andar da Pinacoteca são ocupados por 103 obras de 73 artistas fundadores da modernidade. Dividida em três módulos cronológicos, a mostra reúne 82 pinturas e 21 esculturas vindas, na maioria, do Museu Reina Sofía, de Madri. Trabalhos de mestres como Picasso, Chillida, Miró, Dalí, Tàpies e, obviamente, Barceló estão reunidos. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 9h às 19h. Os portões fecham às 18h. Grátis. Até este domingo (16).

DESENHO NÃO É A COISA. O paulista Marcelo Salum e a mineira Adriana Leão expõem na coletiva trinta desenhos e gravuras. Os dois defendem o valor estético do desenho na produção da arte contemporânea. R$ 200,00 a R$ 3.500,00 (Marcelo) e R$ 700,00 a R$ 1.200,00 (Adriana). Sesc Paulista. Avenida Paulista, 119, 3179-3740, Metrô Brigadeiro. Segunda a sexta, 10h às 19h. Grátis. Até dia 28.

ESPELHO CEGO - SELEÇÃO DE UMA COLEÇÃO CONTEMPORÂNEA. Colecionador e marchand pernambucano radicado em São Paulo, onde era sócio da extinta Galeria Camargo Vilaça, Marcantônio Vilaça morreu no réveillon de 2000, aos 37 anos. Deixou para a família cerca de 400 obras. Dessas, 140 compõem a mostra. Dividida em cinco módulos, a exposição dá água na boca. Enfileiram-se trabalhos de estrangeiros badalados, como Paul McCarthy, Lari Pittman e Hernández-Diez. Dos brasileiros, a quem projetava comercialmente mundo afora, surgem Leonilson, Leda Catunda, Ernesto Neto, Vik Muniz, Adriana Varejão... MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5549-9688. Terça, quarta e sexta, 12h às 18h; quinta, 12h às 22h; sábado e domingo, 10h às 18h. R$ 2,50 (estudantes) e R$ 5,00. Grátis às terças (exceto feriados) e quintas a partir das 17h; grátis todos os dias para menores de 10 anos e pessoas com mais de 65 anos. Até 14 de outubro.

ESTER GRINSPUM. A artista pernambucana inverte as convenções e mostra ao público que o ateliê onde atua também é arte - e não apenas uma mera fábrica de obras. Setenta fotos escancaram seus afazeres. Na individual O Ateliê, Ester enfoca vários ângulos do ambiente de produção. Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado e domingo, 9h às 21h. Grátis. Até o próximo domingo (23).

FÁBIO KNEESE FLAKS. O artista de 24 anos retoma a natureza-morta e surpreende pela ironia. No lugar de frutas, legumes ou bichos, ele pinta vidros de compotas vazios. Os cinco quadros mostrados são enormes, com quase 2 metros de altura. R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00. Adriana Penteado. Rua Peixoto Gomide, 1503, Jardim Paulista, 3081-1012. Terça a sábado, 14h às 18h. Até sábado (22).

FELIZES PARA SEMPRE. Ambicioso projeto da dupla de diretores de teatro formada pelos irmãos goianos Adriano e Fernando Guimarães. A obra do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989) e a crença de que teatro e artes plásticas têm figurinhas a trocar são os pontos de partida. Três instalações interativas remetem o espectador às peças de Beckett: Abrigos, composta de armários hospitalares; Chapéus, com dez fotografias acompanhadas de textos; e Paisagem, duas séries de 100 fotos cada uma. Estão previstas palestras com críticos de arte e com a curadora da exposição, Marília Panitz. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3600, Metrô São Bento. Terça a domingo, 12h às 18h30. Grátis. Até 7 de outubro.

FUKUDA SHIGEO. O designer gráfico japonês de 79 anos é homenageado com a exposição de 67 cartazes promocionais, feitos por ele desde os anos 80. Identificado pelo humor e pelo domínio da ilusão de ótica, seu trabalho foi exposto em 1978 no Masp. Espaço Cultural Fundação Japão. Avenida Paulista, 37, 1º andar, 3141-0843, Metrô Brigadeiro. Grátis. Até 5 de outubro.

GILVAN NUNES. O ofício do artista mineiro é dedicado à pintura que, segundo ele, está mais viva do que nunca. Nas 12 acrílicas exibidas na individual, Nunes inscreve traços e desenhos gestuais que se assemelham a papéis de parede. O texto de apresentação da mostra é de autoria do crítico Marcus Lontra. R$ 4.500,00 a R$ 7.500,00. Galeria Thomas Cohn. Avenida Europa, 641, Jardim Europa, 3083-3355. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até 13 de outubro.

GRÁFICA 10. A exposição reúne obras de artistas do grupo homônimo paulistano, fundado em 1992 pelas gravuristas Helena Freddi e Salete Mulin. Cinqüenta gravuras em metal e trinta álbuns de gravuras exibem a pesquisa de Francisco Maringelli, Léa Soibelman, Ana Kalassa, Augusto Sampaio entre outros. R$ 100,00 a R$ 2.000,00. Escritório de Arte Gravura Brasileira. Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1325, Jardim Paulistano, 3064-8779. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 10h às 14h. Até 5 de outubro.

IMAGENS DO LICEU: TRABALHO DE MESTRES. A exposição procura reconstituir a presença do Liceu de Artes e Ofícios na estética paulistana entre 1873 e 1950. Nas oficinas da instituição foram produzidos com excelência de qualidade todo tipo de manufatura, de móveis, esculturas, ferramentas, vitrais e portas até detalhes de marcos da cidade, como no Teatro Municipal e no Obelisco do Ibirapuera. Ramos de Azevedo, Brecheret e Fiaminghi são alguns dos medalhões associados ao Liceu. A curadora Margarida Cintra Gordinho organizou mais de trinta painéis fotográficos e uma série de peças. Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios. Rua da Cantareira, 1351, Luz, 227-5611, Metrô Luz. Terça a domingo, 12h às 17h. Grátis. Até 31 de outubro.

IVANY KULCZYNSKI. As pesquisas sobre o potencial técnico e poético do vidro centram as atenções da artista gaúcha, que exibe 26 esculturas com o material. Tridimensionais, as peças travam um diálogo com a pintura, ao tratar da cor e de transparências. Conjunto Cultural da Caixa. Praça da Sé, 111, centro, 3107-0498, Metrô Sé. Segunda a sexta, 9h às 15h. Grátis. Até 11 de outubro.

MANABU MABE. Nascido no Japão e radicado no Brasil aos 10 anos, Mabe (1924-1997) foi autor de uma das obras abstratas mais líricas produzidas no país. Com ateliê ainda preservado no Jabaquara, ele volta a ser lembrado com a exposição de 27 pinturas e o lançamento do livro Chove no Cafezal (130 páginas, R$ 50,00), à venda no museu. A publicação ilustrada reproduz textos escritos por Mabe para o jornal japonês editado em São Paulo, Nihon Keizai Shimbun. Museu da Casa Brasileira. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, 3032-3727. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 2,50 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos) e R$ 5,00. Até dia 28.

MARCO BUTI. O gravurista italiano realiza série de 27 trabalhos em que os suportes são tampos de velhas mesas metálicas, usadas normalmente em botecos. Ele aproveita os vestígios deixados por usuários e redimensiona suas intervenções. Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado e domingo, 9h às 21h. Grátis. Até o próximo domingo (23).

MARCOS HERMES. Um dos fotógrafos mais badalados do mercado fonográfico exibe quarenta imagens coloridas de gente famosa do mundo da música. Marisa Monte, Ney Matogrosso, Caetano Veloso e integrantes do Pavilhão 9, Planet Hemp e Raimundos estão entre os retratados em plena atividade. Sting, Kiss, Sex Pistols e U2 também ganharam clicagens de Hermes. Aos 27 anos ele é autor de capas de trinta CDs e DVDs nos últimos dez anos. R$ 450,00 a R$ 3.000,00. Saraiva Mega Store. Shopping Morumbi, 5181-7901. Segunda a sábado, 11h às 22h; domingo e feriado, 14h às 20h. Grátis. Até 4 de outubro.

ODETTO GUERSONI. De gosto e técnicas refinados, o gravurista exibe três séries de trabalhos, totalizando 35 obras: xilogravuras, montagens modulares e gravuras-objetos. Premiado duas vezes pela APCA e com passagens pela bienal, ele explora formas geométricas e densidades cromáticas. Para Guersoni, o geométrico está latente em toda a natureza. R$ 300,00 a R$ 600,00. A Hebraica - Galeria. Rua Hungria, 1000, Jardim Paulistano, 3818-8888. Terça a domingo, 9h às 20h. Até 17 de outubro.

ORLANDO. O ilustrador expõe uma série de catorze desenhos batizada de Olha o Passarinho!. Como o nome sugere, a mostra refere-se àquele momento de suspense antes do clique fotográfico. Ele presta um divertido culto a todo fotógrafo amador ou profissional que busca a imagem certa para eternizá-la. Até o Lobo Mau aparece procurando o enquadramento certo de Chapeuzinho Vermelho, antes de atacá-la no bosque. R$ 1.560,00. Espaço Ophicina. Rua Harmonia, 303, Vila Madalena, 3814-0094. Segunda a sexta, 9h às 18h. Até dia 28.

ROSANA MONNERAT. A artista carioca se debruçou sobre uma das principais pinturas de Lasar Segall - a grande tela Navio de Emigrantes, de 1941 - para produzir vinte gravuras e uma escultura de grande formato. Rosana redesenha a cena dos europeus exilados pelo nazismo em viagem na proa de um navio. A individual Esconderijos da Memória abre nova temporada de mostras no museu. Museu Lasar Segall. Rua Berta, 111, Vila Mariana, 5574-7322, Metrô Santa Cruz. Terça a sábado, 14h às 19h; domingo, 14h às 18h. Grátis. Até 14 de outubro.

STENCIL ART NA CONTEMPORANEIDADE - HOMENAGEM A ALEX VALLAURI. O grafiteiro Alex Vallauri (1949-1987) é relembrado em uma coletiva montada na Zona Leste. Dele são exibidos 31 matrizes ou estênceis. O autor da bem-humorada e inesquecível Rainha do Frango Assado, estampada nos anos 80 em muros e viadutos da cidade, ganha homenagem dos seguidores Celso Githay, Cláudio Donato, Eduardo Castro, Eymard Ribeiro, Job Leocádio, Jorge Tavares, Júlio Barreto e Ozéas Duarte. Espaço de Artes Unicid - Universidade Cidade de São Paulo. Rua Cesário Galeno, 475, Tatuapé, 6190-1310, Metrô Carrão. Segunda a sexta, 10h às 21h; sábado, 10h às 15h. Grátis. Até dia 27.

TERESA BERLINK. Essa artista paulistana produziu série de dobradinhas de trabalhos que surtem um sugestivo efeito visual. Ela pintou quadros figurativos e deles reproduziu detalhes em forma de pequenas esculturas. Sobre mesas o espectador vê fragmentos que estão nos quadros. As imagens soturnas apelam, segundo Magnólia Costa, autora do texto do catálogo da exposição, ao universo feminino. Ou seja, realidade e fantasia se comunicam intensamente sem censura. No total são exibidas dez obras. R$ 2.500,00 a R$ 5.000,00. Galeria Millan. Rua Estados Unidos, 1581, Jardim Paulista, 3062-5722. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até dia 25.

VERA SANDRONI. As marcantes lembranças pessoais do golpe militar no Chile, em setembro de 1973, é a pedra de toque da instalação No Prisma do Tempo, de autoria da artista paulistana. Fotos digitalizadas, um painel espelhado e um vídeo formam a obra, que remete à memória, ao horror às guerras e à arte politizada. R$ 2.000,00 a R$ 17.000,00. Espaço Virgílio. Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros, 3062-9446. Segunda a sábado, 10h às 17h30; quarta, 14h às 20h. Até 1º outubro.

UMA VIAGEM COM ANITA - A FESTA DA FORMA E DA COR. A exposição de 35 pinturas e quarenta fotos de Anita Malfatti (1889-1964) mobiliza a participação das crianças. Além da recriação da pintura modernista O Farol em grandes dimensões, que leva à interatividade, há workshops abertos aos visitantes. Salão Cultural da Faap. Rua Alagoas, 903, Pacaembu, 3662-1662, ramal 1123. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis. Até este domingo (16).

VIVA O KITSCH! A exposição pode render um passeio divertido. Reúne 1.200 objetos que mostram o que é ser cafona de verdade. Constituída pelo crítico de arte Olney Krüse, a rica coleção foi integralmente doada por ele ao Masp. Há, é claro, indispensáveis pingüins de geladeira, boneca dorminhoca e muitas outras jóias do kitsch. As peças ficam expostas em altares dedicados a mitos pop, como James Dean, Elvis Presley e Marilyn Monroe. Masp Centro. Galeria Prestes Maia (entre a Praça do Patriarca e o Vale do Anhangabaú), Metrô Anhangabaú. Informações, 251-5644. Segunda a sábado, 11h às 17h. R$ 2,00 (estudantes) e R$ 4,00. Grátis para menores de 10 anos e pessoas com mais de 60 anos. Até 20 de dezembro.

VIK MUNIZ. O artista paulistano de 39 anos conquistou público e crítica na Europa e nos Estados Unidos, onde vive. Trabalha com a ilusão, ao fotografar desenhos e formas feitos com lixo, chocolate, cordas, arame, terra, açúcar... Aqui, ele mostra a série de 65 belas imagens batizadas de Clayton Days. Instituto Cine Cultural. Avenida Rebouças, 3507, Pinheiros, 3819-1666. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 10h às 17h. Grátis. Até sexta (21).

WALTÉRCIO CALDAS. Aclamado no exterior e disputado pelos colecionadores, o artista reaparece no circuito de exposições da cidade após sete anos. Caldas utiliza os materiais mais diversos - pele de coelho, acrílico, granito e aço inox - para compor oito esculturas surpreendentes. US$ 5.000 a US$ 50.000. Gabinete de Arte Raquel Arnaud. Rua Artur de Azevedo, 401, Pinheiros, 3083-6322. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até dia 29.

 

FOTOGRAFIA

LEONARDO FINOTTI. A individual Impercepções conta com onze fotos coloridas. O fotógrafo mineiro expõe um trabalho de minúcia técnica e extrema paciência. Ele postou sua câmara diante de gotas de leite em queda sobre uma superfície plana. Sem utilizar recursos tecnológicos avançados, o artista contou com a ajuda de colegas instruídos em engenharia mecânica para obter as impressionantes imagens. Conjunto Cultural da Caixa. Praça da Sé, 111, centro, 3107-0498, Metrô Sé. Segunda a sexta, 10h às 15h. Grátis. Até 11 de outubro.

SANDRA SANTOS. Na individual Retro-Verso, a fotógrafa santista exibe 28 imagens de elementos naturais do litoral nordestino. Ela dispensou filtros e outros recursos tecnológicos ao fotografar pedras, troncos e trechos de praias. R$ 300,00 a R$ 1.000,00. Salão Caramelo da FAU-USP. Rua do Lago, 876, Cidade Universitária, Butantã, 257-7688. Segunda a sábado, 8h às 18h. Grátis. Até dia 29.

 

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