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Bater
ou Correr (Shanghai Noon, Estados Unidos, 2000. Estréia nesta
quinta-feira em São Paulo e Rio de Janeiro)
Jackie Chan é o maior astro de Hong Kong. No entanto, sua simpatia
genuína e agilidade assombrosa são apenas dois dos pontos fortes da
comédia Bater ou Correr - cujo título parodia o de Matar ou Morrer,
um clássico do faroeste protagonizado por Gary Cooper. Com diálogos
saborosos, muito acima da média das produções do gênero, a fita traz
Chan no papel do guarda imperial Chon Wang (que soa, não por acaso,
como John Wayne), encarregado de buscar a princesa fujona Pei Pei
nos Estados Unidos. Atrapalhado como ele só, Chan se mete em confusões
com bandidos, índios e xerifes. Mas prova que quem é bamba nas artes
marciais não precisa de revólver. Até sua trança ele usa nas inacreditáveis
cenas de luta, filmadas sem truques nem retoques de computador. Como
nenhum caubói que se preze cavalga sozinho, Chan aparece aqui muito
bem assessorado por Owen Wilson, roteirista de filmes independentes
e comediante inspirado. Com sua cara de surfista e seu pendor para
a falação, Wilson é o complemento ideal para o astro chinês neste
western-chop suey, uma mistura bem dosada de comédia de Charlie Chaplin,
faroeste e filme de ação de Hong Kong.
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