Xuxa


A loirinha chegou lá
(VEJA, 25 de setembro de 1991)

Com um faturamento de 19 milhões de dólares, Xuxa estréia na lista dos quarentas artistas mais ricos do mundo e consagra sua trajetória de sucesso

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Coube a uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e divulgada na semana passada coroar uma das mais extraordinárias e intrigantes histórias de sucesso já ocorridas no Brasil. Aos 28 anos, a gaúcha Maria da Graça Meneghel, a Xuxa, rainha das brincadeiras dos baixinhos e dos devaneios dos altinhos, foi incluída entre os quarenta mais bem pagos artistas do mundo. Conforme um levantamento da revista americana Forbes, especializada em economia, até o final de 1991 Xuxa terá faturado uma bolada de 19 milhões de dólares, ou quase 10 bilhões de cruzeiros. Segundo a Forbes, Xuxa é 37º mais rica atração do show business internacional, um reino onde se movem estrelas de Hollywood, a primeira linha da música pop e pesos pesados da TV americana.

Kini Basinger, Alain Delon, George Harrison e Sidney Sheldon? Nem aparecem na lista. Harrison Ford, Woody Allen e Julia Roberts? Também não aparecem na revista. Bob Dylan, Sinéad O'Connor e Pink Floyd? Nem pensar. Mel Gibson e Vanilla Ice? Bem. Gibson, o ator de Mad Max, está em 38º lugar: atrás de Xuxa. E Vanilla Ice, um dos monarcas do rap musical, encontra-se em 40º. É verdade que Xuxa recebeu muito menos que os cinco integrantes do The New Kids on the Block, Madonna e o ator Kevin Costner, de Dança com Lobos. Mas o simples fato de embolsar 19 milhões de dólares num único ano de atividade demonstra que Xuxa se tomou um potentado econômico inédito no Brasil e raro mesmo em escala internacional. Não há uma única estrela da França no levantamento da Forbes - até Gérard Depardieu ficou de fora. Também não há alemães nem japoneses. O Brasil já teve Zélia Cardoso de Mello, uma loira que arrasou a economia junto com Collor. Também está às voltas com a loira Rosane Collor, a primeira-dama que presidiu a LBA. Mas ainda bem que tem Xuxa, uma loira de 19 milhões de dólares.

Desde 1987 que a Forbes faz seu levantamento através de centenas de questionários enviados a artistas do mundo inteiro. Xuxa é o primeiro nome brasileiro que aparece na lista, o que significa que nunca um artista nacional embolsou tanto dinheiro em tão pouco tempo. Num país onde o IBGE informa que quem recebe cinco salários mínimos por mês já pode se considerar um privilegiado, a dinheirama que Xuxa embolsa é tão colossal que mesmo pessoas que sobrevivem bem acima desse patamar não conseguem fazer idéia do que significa. Um exemplo brasileiro: com 19 milhões de dólares um cidadão pode comprar quarenta apartamentos de 500 metros quadrados nos melhores bairros do eixo Rio - São Paulo, alugar cada um por 5 000 dólares mensais e embolsar uma renda mensal de 200 000 dólares. Um exemplo internacional: calcula-se que qualquer cidadão capaz de amealhar 2 milhões de dólares pode parar de trabalhar e viver bem pelo resto da vida. A fórmula é separar a metade desse dinheiro e guardá-la num banco suíço para engordar com juros. Com a outra metade, é possível adquirir uma residência confortável em qualquer parte do mundo, comprar um carro do ano e levar a vida em ritmo de férias permanentes. Por esse cálculo, Xuxa, solteira sem filhos e que começou a trabalhar como modelo aos 16 anos para ajudar no orçamento da família, poderia se aposentar amanhã e garantir um padrão de vida confortável por muitas gerações

Nossa senhora - No império de 19 milhões de dólares anuais de Xuxa, o filé mignon não se encontra no programa da Rede Globo, nas lojas de discos nem na publicidade. Ele está nas prateleiras de supermercados, nos grandes magazines e lojas de brinquedos. O rosto da apresentadora enfeita uma linha de sessenta produtos, numa parafernália que vai de cabides a carrinhos elétricos, de biscoitos a cadernos escolares, e ainda comporta barracas de acampamento e velocípedes. A cada ano a Grendene, por exemplo, lança dois modelos de sandálias e sapatos com seu nome. As vendas são um sucesso invariável. No Brasil, a marca anual é de 4 milhões de pares vendidos. Nos Estados Unidos, já chegou a 1 milhão, o mesmo patamar do México. Em Porto Rico, são 500 000 pares uma em cada três porto-riquenhas anda com um par de Xuxa no pé. Ela também empresta seu nome à terceira sopa infantil mais vendida da multinacional Nestlé no país e abocanha 8% do que se vende nas prateleiras refrigeradas de iogurtes. Na Grendene, calcula-se que um produto idêntico, mas sem o nome de Xuxa, venda 40% a menos.

"Ela é um fenômeno nacional", afirma Pedro Grendene, que assinou o primeiro contrato de licenciamento com Xuxa, em 1986. Hoje, a empresa fatura 220 milhões de dólares por ano, é a segunda maior companhia do país em seu setor e, nesse bolo, a marca Xuxa vale 8% de todo o faturamento. Em média, Xuxa embolsa 10% do preço de cada produto que leva sua marca. Só da Grendene isso quer dizer quase 1,8 milhão de dólares. Somado ao kit completo de produtos, chega-se a 4 milhões. "Xuxa é a Nossa Senhora da Era Industrial", afirma o publicitário Juho César Ribeiro, presidente da agência Talent. "E a protetora dos baixinhos e a santa dos empresários." A outra grande avenida de dinheiro da apresentadora são os discos. A cada vez que um baixinho obriga os pais a comprar o novo disco da Xuxa, 1 dólar, ou seja, 20% do preço pelo qual a gravadora Som Livre o vende às lojas, pinga no bolso da apresentadora. Nos últimos dois anos, apenas com a vendagem do LP Show da Xuxa 5 e de seu primeiro LP em espanhol ela ganhou 2,7 milhões de dólares.

Não é a única forma através da qual Xuxa ganha dinheiro com discos. Ela também é dona de um selo junto à gravadora RGE, pelo qual lançou no ano passado seis LPs de sub-Xuxas e sub-Xuxos, como Paquitas, Paquitos, Lambada da Xuxa e o Carnaval dos Baixínhos. Juntos, os seis LPs venderam 1,9 milhão de cópias, o que rendeu a Xuxa mais 1 milhão de dólares - nesse caso, ela divide os 20% com os artistas que promove. Reunidos, o licenciamento de imagem e os discos respondem por 50% de suas receitas. A outra metade do império ampara-se nos programas de TV no Brasil e no exterior, comerciais, filmes, vídeos, shows e outras empresas menores vinculadas ao complexo.

Para apresentar seus shows, Xuxa cobra o maior cachê entre os artistas nacionais: 100 000 dólares, em média. A título de comparação, Roberto Carlos cobra 65 000 dólares para pisar num palco. Com vinte shows programados para este ano, só aí embolsa mais milhões de dólares. Quando aparece num comercial, Xuxa ganha uma barbaridade - 200 000 dólares, o mesmo cachê pedido pela americana Julia Roberts para fazer uma publicidade no Brasil para uma empresa multinacional. Nessa malha de negócios, o Xou da Xuxa, apresentado pela Globo, uma relíquia. Funcionou como o grande trampolim, mas hoje em dia é encarado por ela como uma vitrine para a abertura de novas portas. Não que seu faturamento na Globo seja modesto. Entre cachês e contratos de merchandising - à base de 10% do que a emissora cobra dos anunciantes - Xuxa tira anualmente quase 2 milhões de dólares. Ocorre que, pelo patamar conquistado por Xuxa, a Globo e o Brasil estão ficando acanhados para a sua capacidade de ganhar dinheiro. No exterior, ela pode ficar ainda mais rica.

Estouro argentino -Atualmente, Xuxa grava em Buenos Aires uma versão em castelhano de seu programa Chou da Xuxa, em co-produção com uma emissora local, a Telefé. O sucesso é maior que no Brasil. Xuxa lidera o horário com 24 pontos, o dobro da audiência do programa no Brasil e também duas vezes mais que a atração anterior do mesmo canal. Quando faz shows em estádios de futebol, suas apresentações lotam o gramado e as arquibancadas. A Telefé argentina paga a Xuxa um cachê experimental até modesto para os padrões xuxianos, de 70 000 dólares mensais. Também lhe dá uma participação sobre o faturamento em publicidade. Mas Xuxa dispõe, ainda, dos direitos de vender o programa para os demais países da América Latina. O preço é baixo, 5 000 dólares por programa. Só que, até agora, emissoras de dezesseis países já compraram o Choui da Xuxa. Na maioria deles a exibição já é diária. Se mantiver esse ritmo por um ano, em 1992, apenas nas TVs latino americanas Xuxa terá faturado exatamente 19,2 milhões de dólares, soma idêntica à que a Forbes estimou para seu império em 1991. Nos próximos dias, chegarão ao fim as negociações para um contrato ainda mais volumoso, para o lançamento de seu programa, em inglês, nos Estados Unidos. Estima-se que se o Xuxa Show ficar com 1 % da audiência do horário, sua fatia no bolo pode lhe render 45 milhões de dólares em um ano. Hoje, seu programa é exibido nos Estados Unidos pela rede Univision, dedicada a platéias hispânicas.

Xuxa teria tudo para ser feliz, mas nos últimos tempos anda macambúzia. "Eu não sou um personagem", desabafou diante dos baixinhos que assistiam a um show em São Paulo. "Sinto a situação do país como qualquer outra pessoa e me pergunto: ter esperança em quê, para quê?", perguntou, antes de anunciar que pensa em se mudar para Buenos Aires. Ainda em cena, Xuxa expôs ao público um drama pessoal. "Meu pai traiu minha mãe e isso eu não perdôo nunca", disse, referindo-se à separação de seus pais. Segundo um amigo da família, a separação foi precipitada depois que Xuxa chegou a sua casa de veraneio, no litoral do Estado do Rio, e encontrou o pai (que tem câncer) na cama com uma adolescente. Na terça-feira passada, nos camarins das gravações de seu programa, Xuxa voltou a demonstrar sua insatisfação com o Brasil e com ela própria. "Neste país ninguém tem respeito por nada, absolutamente nada. Lá fora se é mais bem tratado", disse. Falando sobre si, completou: "Eu já havia dito que ia parar há muito tempo. Não vou ficar trabalhando até os 65 anos como a Hebe Camargo. Tenho vontade de fazer outras coisas, voltar a estudar línguas".

Como sempre acontece, essas atitudes de Xuxa serviram de inspiração para diversos exercícios. Houve quem detectasse uma crise pessoal na apresentadora, semelhante à que levou o cantor Michael Jackson a entrar numa bolha de oxigênio para fugir da velhice quando atingiu o auge do sucesso. Também se apontou em Xuxa um símbolo das mazelas do país. Os nú­meros s da Forbes são mais para entender o que se passa do que a literatura disponível em botequins de intelectuais onde se enxergam símbolos até num copo de cerveja. O Brasil de Xuxa. Em 1991 não é muito pior que o país onde ela residia em 1981, quando disputava concursos de beleza em casas noturnas no Rio de Janeiro e contava com o auxílio de namorados para fazer publicidade e até conseguir vaga em filmes. Xuxa não é um símbolo do país, mas apenas de si própria. Os números da Forbes ensinam, que sua carreira mudou de escala. Da mesma forma que um dia Ayrton Senna teve de decidir se continuava correndo de kart em Interlagos ou ia buscar a sorte na Inglaterra, Xuxa chegou a um ponto de decisão. Xuxa é maior que a Globo e, como Ayrton Senna na Fórmula 1, pode vencer no mercado de dólares ao mesmo tempo­ em que leva uma vida mais tranqüila.

Por trás das cortinas do sucesso encontra­ outro talento indiscutível­. Com uma aparência oposta à de Xuxa - baixa, morena e atarracada - a maranhense Marlene Mattos, de 40 anos, funciona com uma máquina infernal de fazer dinheiro. As duas se conhecem quase por acaso, quando Xuxa apareceu na manchete para fazer sua estréia na TV , com o Clube das Crianças, e nunca mais se separaram. Sócia da apresen­tadora, ex-estudante de Direi­to, Marlene recebe 20% de cada dólar que Xuxa ganha com seus contratos e em troca articula novos negócios. É ela quem discute, ponto por ponto, os acertos com executivos das empresas que querem os serviços da empresa. Também foi ela quem padronizou como se fazem os negócios em nome de Xuxa. Não se acei­tam intermediários: se o inte­ressado é a Grendene, por exemplo, a conversa exige a presença, em pessoa, de Pedro Grendene.

Na semana passada, ao ser procurada por VEJA para fa­lar sobre a sua classificação na Forbes, Xuxa tentou dar a impressão de que não estava a par do assunto. "Verdade?", quis saber, com ar de desdém. "O que é isso, Marlene?", perguntou à sócía, sentada a seu lado. Marlene sabe o que é Forbes. "Se tudo der certo, no ano que vem a bolada será muito maior”, diz ela. Em volta de Xuxa circula uma fauna de amigos, parentes e agregados inevitáveis nas fortunas feitas a toque de caixa. Seu advogado, Luiz Cláudio Moreira, de 29 anos, que zela por boa parte da administração dos negócios, vem a ser marido da assessora de imprensa de longa data da apresentadora, Mônica Muniz. A rede de oito lojas 0 Bicho Comeu, outra das firmas ligadas ao grupo, e que comercializa roupas com a griffe Xuxa, é tocada por sua irmã Solange Meneghel.

Diante de suas cifras milionárias, pode-se imaginar o conglomerado Xuxa como uma grande empresa, com escritórios luxuosos e executivos formados na Harvard Business School. Na realidade, o complexo Xuxa é uma espécie de ação entre amigos, uma fábrica de dinheiro administrada como uma sapataria de fundo de quintal. Num mesmo casarão de três andares no bairro carioca do Jardim Botânico, por exemplo, funcionam três investimentos que nada têm a ver um com o outro. No térreo, fica PQT, butique da griffe de Paquitas, linha de roupas mais baratas. No 1º andar, há uma videolocadora e, no 2º, uma escola de manequins para meninas entre 5 e 17 anos. Em outro endereço fica a Xuxa Turismo, agência de viagens encravada no centro do Rio e cuja especialidade é trazer turistas do interior do país - de ônibus - para conhecer a Cidade Maravilhosa.

Sucesso loiro num país conhecido pela lendária beleza de suas mulatas, Xuxa é uma sucessão de paradoxos. Não sabe cantar nem dançar, mas ganha a vida cantando e dançando. Seu público é infantil, mas costuma se apresentar com shorts sumários que fazem mais sucesso entre adultos. Belíssima, aproxima-se da casa dos 30 anos na condição de solteira e seus namoros são promocionais, formando um arco que começou com Pelé, no final de 1980, e terminou Ayrton Senna no ano passado. Milionária e ambiciosa, é dessas pessoas que dão a impressão de ficar mais à vontade quando falam de animais e flores do que de dólares e marcos. Xuxa não é empresária, embora tenha seis empresas em seu nome, inclusive a Xuxa Internacional, com sede nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal no Caribe.

Um aspecto notável na carreira de Xuxa é a constatação de que ela se tomou capaz de embolsar 19 milhões de dólares por ano sem nunca ter contado com um esquema poderoso para empurrá-la. "Desde o começo da carreira, Xuxa sempre foi um burro de carga, trabalhava muito e podia se perceber que iria vencer a qualquer custo", diz o fotógrafo carioca Paulo Marcos, um dos primeiros a registrar com a câmara as poses de Xuxa, quando ela iniciava a carreira de modelo profissional aos 16 anos, e que mantinha com ela o que na época se chamava amizade colorida. "Ela é autêntica", afirma o psicólogo' infantil Haim Grunspun, professor da PUC de São Paulo. Grünspun é uma exceção entre os psicólogos, um conglomerado de inimigos profissionais de Xuxa, que há vários anos vem pesquisando o tema junto a sua clientela de baixinhos. "Minhas entrevistas revelam que as crianças não acham a Xuxa fingida, ao contrário do que ocorre com as outras apresentadoras infantis e mesmo com as Paquitas", diz Grünspun.

Ciente de que a mais luminosa mercadoria que tem a oferecer é ela própria, Xuxa tem um cuidado obsessivo com aquilo que se chama de imagem. Quando foi lançar a revista em quadrinhos que leva seu nome, exigiu que o desenho do personagem Xuxa fosse refeito duas vezes, para que as pernas ficassem menos grossas que as do modelo original e bastante parecidas com as de uma boneca que faz sucesso em escala internacional, Barbie. Nos velocípedes da Xuxa, determinou à fábrica que eles fossem produzidos nas cores amarela e lilás e adicionou ao design original dois lacinhos no guidão. Mas não é apenas no licenciamento que Xuxa demonstra esses cuidados. Pelo menos numa ocasião a preocupação já chegou a um ponto estratégico de sua fisionomia, o nariz. No início de sua carreira, quando posava nua, Xuxa tinha o nariz arredondado e curvado para baixo na ponta. Depois, à medida que o sucesso crescia, seu nariz perdeu a forma arredondada, tomou-se mais fino e ficou ligeiramente arrebitado. Nos círculos próximos a Xuxa, todos desmentem que ela tenha passado por uma cirurgia plástica. "Que eu saiba, isso nunca aconteceu", afirma João Araújo, presidente da Som Livre, a gravadora da Xuxa. Diante das fotos da apresentadora no início da carreira e hoje, os médicos dizem que, além de seu prodígio artístico, Xuxa carrega no rosto um autêntico milagre da natureza. Com o passar dos anos, a tendência no ser humano é que o nariz se tome maior e mais largo. No caso de Xuxa, teria acontecido o oposto.

Com um patrimônio conhecido de trinta imóveis, uma fazenda onde cria cavalos manga-larga, três sítios e um apartamento em Nova York, Xuxa anda pelo Rio de Janeiro a bordo de uma Lumina, perua importada da GM americana que custa 50 000 dólares. A condição de milionária implica uma rotina de muito suor. Numa semana típica, passa as segundas-feiras em seu escritório, discutindo contratos e novos negócios. Na terça e na quarta, cumpre uma jornada de trabalho coreana: passa doze horas seguidas enfurnada nos estúdios da Globo, em gravações que começam às 2 da tarde e terminam às 2 da manhã, sem intervalos para as refeições. Entre uma pausa e outra para a mudança de cenários, Xuxa belisca frutas no camarim. De quinta a domingo, tem shows que, nos fins de semana, incluem a indispensável matinê. Desde que alçou vôo para a internacionalização de seus negócios, a cada quinze dias pousa em Buenos Aires, onde grava dez programas em dois dias. E uma trabalheira alucinada, que alegra as crianças brasileiras e pode, como demonstra a Forbes, levá-la definitivamente a alegrar crianças de outros países.


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