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22 de junho de 2005
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Da própria adega

Muitos restaurantes permitem que
clientes levem o vinho de casa

Marcella Centofanti

 

Heudes Régis
A sommelière Alexandra Corvo: favorável à cobrança da rolha, mas não a preços abusivos


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Em boa parte dos restaurantes da cidade, o paulistano não vai passar por constrangimento se entrar carregando um vinho debaixo do braço. Levar a própria garrafa é uma prática comum entre enófilos e tem ganho mais adeptos nos últimos anos com o crescimento do mercado de vinhos na capital. Veja São Paulo pesquisou o procedimento dos 522 endereços publicados, em sistema de rodízio, no Roteiro da Semana. O resultado é curioso. Pouco mais da metade (279) aceita que o cliente leve a própria garrafa de casa, mas cobra o chamado serviço de rolha – taxa que varia de 5 (caso da pizzaria O Pedal) a 100 reais (La Tambouille e La Brasserie Erick Jacquin). Outros 144 lugares dão sinal verde e não adicionam nem um centavo na conta, como o Baby Beef Rubaiyat e o Fuentes. Os 99 restantes, entre eles o Massimo e o Skye, só aceitam servir bebidas que constam na própria carta.

É louvável que restaurantes autorizem o consumidor a levar o vinho de sua preferência. E é natural que diversos deles cobrem por isso. Além de taças, guardanapos e até decanters, algumas casas oferecem os serviços de profissionais especializados. A sommelière Alexandra Corvo, colunista de vinhos do Portal Veja São Paulo, considera, entretanto, que o preço da rolha muitas vezes é abusivo. "Em restaurantes caros, a rolha não deveria custar mais que 30 reais", afirma. O diretor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Arthur Azevedo, aconselha o cliente a tomar certos cuidados para evitar gafes. "Não é correto levar uma garrafa qualquer", aponta. "É preciso ser um vinho de qualidade, adequado ao cardápio." Afinal, a idéia é que se possa degustar um rótulo especial acompanhado de uma refeição de qualidade.

 

A etiqueta da rolha

Algumas dicas da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS)

• Confirme previamente se a casa aceita que o cliente carregue seu vinho. Avise que levará a garrafa  

• Leve uma garrafa de reconhecida qualidade e adequada ao restaurante  

• Procure conhecer com antecedência a carta de vinhos para não levar uma bebida que seja vendida na casa

• Se a rolha não for cobrada, compense a cortesia na taxa de serviço. Deixe, por exemplo, 15% em vez de 10%

     
   
 
 
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