Publicidade
 

 
 
 



O melhor da cidade

Guia 2002/2003
CARTA AO LEITOR
RESTAURANTES
BARES
COMIDINHAS
CRÔNICA
ABC
CINEMAS
CONCERTOS
DANÇA
EXPOSIÇÕES
FILMES
PARA AS CRIANÇAS
SHOWS
TEATRO
   

Teatro

Mônica Santos


ÚLTIMA SEMANA

ANTÔNIO — DA TUA NECESSÁRIA POESIA, de Clarisse Abujamra. Musical. Em cena, a atriz relembra os Antônios que passaram por sua vida (Abujamra, Fagundes, Gadis...). As lembranças chegam por meio da poesia de Fernando Pessoa, Camões, Drummond, Brecht e outros. O baixista Itamar Collaço faz a trilha ao vivo. Direção de Márcia Abujamra (60min). Livre. Estreou em 4/5/2002. Teatro Crowne Plaza (153 lugares). Rua Frei Caneca, 1360, Cerqueira César, 289-0985, Metrô Consolação. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Estac. c/manobr. (R$ 7,00). Até este domingo (15).

AUTO DA PAIXÃO E DA ALEGRIA, de Luis Alberto de Abreu. Comédia. O texto, de surpreendente engenhosidade, obriga os atores Aiman Hammoud, Edgar Campos, Mirtes Nogueira e Luti Angelelli a se multiplicar em vinte personagens no palco. Entre eles, os quatro saltimbancos que narram, de maneira hilariante porém respeitosa, a passagem de Jesus pelo sertão nordestino, mote da peça. Com a Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes. Direção de Ednaldo Freire (90min). 12 anos. Estreou em 11/7/2002. Teatro Paulo Eiró (600 lugares). Avenida Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro, 5546-0449. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 10,00. Até domingo (22). Para domingo (22), ingressos a R$ 1,00 (leia Tome Nota).

A BESTA DA LUA, de Richard Kalinoski. Drama. O texto duro e realista centra-se em dois sobreviventes de um genocídio na Armênia, no início do século passado. Aram (Ricardo Napoleão) e Seta (Beatriz Sayad), que se conheciam apenas por fotos, casam-se por correspondência e se estabelecem na América. O peso das tradições e as incertezas do mundo novo vão tornar-se menos sufocantes quando um menino de rua entra na vida do casal. Em atuação primorosa, Walter Breda é o narrador do comovente drama. Direção de Maria Thaís (90min). 12 anos. Estreou em 9/8/2002. Teatro do Sesc Belenzinho (264 lugares). Avenida Álvaro Ramos, 915, Belenzinho, 6605-8143, Metrô Belém. Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 15,00. FbN. Até domingo (22).

ESPERANDO GODOT, de Samuel Beckett. O clássico do teatro do absurdo ganha adaptação da companhia Armazém com música de Arrigo Barnabé. Marco da dramaturgia moderna, a peça do irlandês Samuel Beckett centra-se em dois sujeitos, Estragon e Vladimir, que, sentados à beira do caminho, aguardam em vão por Godot. A espera leva-os ao vazio e à reflexão. Com Patrícia Selonk, Simone Mazzer, Paulo de Moraes e Ricardo Grings. Direção de Paulo de Moraes (90min). 12 anos. Teatro Alfredo Mesquita (219 lugares). Avenida Santos Dumont, 1770, Santana, 6221-3657, Metrô Tietê. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 10,00. Estac. Até domingo (22). Para domingo (22), ingressos a R$ 1,00 (leia Tome Nota).


MACBETH,
de Shakespeare. Drama. A Cia. Fábrica São Paulo retoma a parceria com o inglês Robert MacCrea, que em 1998 dirigiu a trupe em A Falecida. Desta vez, o grupo encena a clássica tragédia sobre traição no reino da Escócia. A concepção procura questionar o conflito íntimo de um homem consumido pela idéia de assassinar o rei (100min). 14 anos. Estreou em 4/10/2001. Teatro da Cultura Inglesa de Pinheiros (195 lugares). Rua Deputado Lacerda Franco, 333, Pinheiros,
3032-4888. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00 (sex. e dom.) e R$ 25,00 (sáb.). Estac. (R$ 5,00). Até este domingo (15).

O SENHOR DE PORCENHAC, de Molière. Comédia. Júlia, filha única do abastado Oronto, está prometida em casamento a um fidalgo do interior, o senhor de Porcenhac. Entretanto, é apaixonada pelo jovem Eraste. Em rápidos jogos de cena, uma astuta empregada ajuda a moça a ficar com seu amado. Com o Grupo Anarcho’s de Teatro. Direção de Décio Alves (70min). 10 anos. Estreou em 28/11/2001. Teatro Fernando de Azevedo (500 lugares). Praça da República, 53, 3255-1384, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 10,00. Até este domingo (15).

 

EM CARTAZ

ACROBATAS, de Tankred Dorst. Drama. No começo do século XX, quatro integrantes de uma trupe circense americana expõem seu dia-a-dia. A trama procura fazer uma analogia entre a vida no circo e a cultura do entretenimento, na qual a imagem tem valor supremo. Mesmo construtor do magnífico texto Senhor Paul, o alemão Dorst, hoje com 76 anos, escreveu a peça em 1993. Com a Cia. Teatral Isla Madrassta. Direção de Ipojucan (75min). 16 anos. Instituto Goethe (200 lugares). Rua Lisboa, 974, Jardim América, 3088-4288. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 10,00. Até 20 de outubro. A estréia estava prometida para sexta (13).

BABILÔNIA, de Reinaldo Maia. Musical. Um bando de mendigos peregrinos busca a Babilônia. Eles acreditam que lá existe um povo alegre, cheio da grana e digno de ser trapaceado. Com o grupo Folias d’Arte. Direção de Marco Antonio Rodrigues (80min). 12 anos. Estreou em 11/10/2001. Teatro Galpão do Folias (90 lugares). Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília, 3361-2223, Metrô Santa Cecília. Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 15,00. Até dia 29.

João Caldas/Formato Estúdio

Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos: como na Broadway


A BELA E A FERA,
adaptação de Linda Woolverton musicada por Alan Menken. Musical. Com aval dos estúdios Disney e dos criadores do espetáculo original, em cartaz na Broadway há oito anos, a superprodução custou 8 milhões de reais. O elenco, 100% brasileiro, reúne 42 atores e uma orquestra de 21 instrumentistas. Saulo Vasconcelos vive o príncipe transformado na horrenda Fera. Para livrar-se do feitiço, deve conquistar o coração de uma mulher sem a ajuda de sua beleza ou riqueza. É aí que entra a Bela, vivida por Kiara Sasso. Mas a moça está comprometida com o bonitão Gaston (Daniel Boaventura). As letras das músicas, escritas por Howard Ashman e Tim Rice, foram vertidas para o português por Claudio Botelho. Direção do americano Robert Jess Roth (160min, com intervalo de 20min). 4 anos. Estreou em 19/6/2002. Teatro Abril (1.527 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista,
3101-5055. Quarta a sexta, 21h; sábado, 16h e 21h; domingo, 15h e 20h. R$ 50,00 a R$ 150,00. Bilheteria: 11h/19h (seg. e ter.); a partir das 11h (qua. a sex.); a partir das 12h (sáb. e dom.). TM.

BLUE ROOM, de David Hare. Comédia. Christiane Torloni e Murilo Rosa apresentam dez historietas interligadas. Em todas elas, os desejos sexuais são o assunto principal. O taxista, a top model, o político e a empregada doméstica são alguns dos personagens vividos pela dupla. O acertado cenário, que conta com uma esteira rolante por onde entram e saem objetos de cena, confere um pouquinho de dinamismo à montagem. Direção de José Possi Neto (80min). 14 anos. Estreou em 27/6/2002. Tuca (711 lugares). Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, 3670-8453. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 10,00. Bilheteria: 15h/19h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). FbN. Até 27 de outubro.

CACHORRO!, de Ênio Gonçalves. Comédia dramática. Três sujeitos vivem debaixo de uma ponte. Numa noite de inverno, são surpreendidos por uma mulher à procura de um cachorro. Com Emerson Ribeiro, Ênio Gonçalves, José Ferro e Mara Faustino. Direção do autor (80min). 14 anos. Estreou em 10/10/2000. Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz (59 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 289-2358. Sábado, 19h; domingo, 18h. R$ 15,00. FbN.

CASA DE BONECA, de Henrik Ibsen. Drama. Ana Paula Arosio interpreta a doce e infantil Nora, educada para ser a mãe perfeita e a esposa obediente. Seu marido, Helmer Torvald (Marcos Winter), vive em função do trabalho, que lhe garante notoriedade e poder. Igualmente aprisionados, cada qual à sua maneira, são a amiga Cristine (Silvia Buarque), o advogado Krogstad (Floriano Peixoto) e o médico Rank (Michel Bercovitch). As amarras se soltam quando, depois de revelar um segredo ao marido, Nora decide partir em busca de auto-afirmação e liberdade. Direção de Aderbal Freire-Filho (120min). 12 anos. Estreou em 12/4/2002. Teatro Hilton (420 lugares). Avenida Ipiranga, 165, centro, 3259-6508, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00 (sex.), R$ 35,00 (dom.) e R$ 40,00 (sáb.). Bilheteria: 15h/20h (ter. a qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). FbN.

O CASAMENTO SUSPEITOSO, de Ariano Suassuna. Comédia. Ambientado no sertão nordestino, conta a história do atrapalhado casamento entre Geraldo e Lúcia. Dois amigos do casal, Cancão e Gaspar — um bem esperto e outro pra lá de covarde —, promovem situações hilárias envolvendo personagens típicos do sertão nordestino. De Gabriel Catellani. Com Anderson de Souza, Patrícia Mayer e Carol Sousa (90min). Livre. Estreou em 2/8/2002. Cine Teatro Recriarte Bijou (92 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 172, Consolação, 3257-2264. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 15,00. Até 27 de outubro.

COMO SE FAZIA UM DEPUTADO, de França Júnior. Comédia. No Rio de Janeiro do século XIX, dois políticos concorrentes — Limoeiro e Chico Bento — decidem "fabricar" um candidato para que vença as eleições. O escolhido é o correto bacharel Henrique, recém-formado em direito. Para levá-lo ao poder, usam de todos os artifícios, legais e ilegais. O autor faz uma dura crítica à oligarquia que dominava o país na época. Com Adilson Pereira, Gildo Fontolan, Robson Stancov, Patrícia Bispo e Sandra Nagy. Direção de Felippe Correa (80min). 12 anos. Estreou em 6/9/2002. Teatro Crowne Plaza (153 lugares). Rua Frei Caneca, 1360, Cerqueira César, 289-0985, Metrô Consolação. Sexta e sábado, 0h. R$ 15,00. Estac. c/manobr. (R$ 7,00). Até dia 28.

CONTOS DE SEDUÇÃO, de Johnathan Amacker, baseado em contos de Guy de Maupassant. Comédia. A montagem do Grupo Tapa é composta por seis histórias do escritor francês Maupassant (1850-1893), vitimado pela sífilis. Com o capricho e a simplicidade habituais, o diretor Eduardo Tolentino reuniu no palco um elenco afiadíssimo. Com Brian Penido Ross, Clara Carvalho, Sandra Corveloni e Zécarlos Machado (90min). 14 anos. Estreou em 6/9/2000. Teatro Sérgio Cardoso – Sala Sérgio Cardoso (886 lugares). Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 288-0136. Quarta, 21h. R$ 10,00. FbN. Até dia 26.

DE CASO COM A VIDA, adaptação de Flávio Marinho para peça de Paul Rudnick. Comédia. Sucesso nos cinemas sob o título Jeffrey — De Caso com a Vida, a história foi escrita pelo mesmo roteirista de Será que Ele É?, outra comédia de conteúdo gay também levada às telas com êxito. Aqui, o grande dilema na vida do nova-iorquino está em conviver com o celibato ou sofrer com a iminente ameaça da Aids. Gay assumido, o rapaz divide seu tempo entre a carreira de aspirante a ator e a de garçom em festas moderninhas. Seus princípios entram em jogo quando se apaixona por Sílvio, que é soropositivo. Com Gabriel Gracindo, Layla Brizola e Ricardo Macchi. Direção de Glorinha Beuttenmüller (60min). 16 anos. Estreou em 30/8/2002. Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (324 lugares). Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3277-3611, Metrô Vergueiro. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 12,00. Até dia 29.

DIVAS NO DIVÃ, de Chris Lynares. Comédia. Chris Lynares interpreta uma aspirante a diva de teatro durante uma sessão de terapia. Ela expõe medos, frustrações, sonhos... e também convida as mulheres da platéia a interagir. Direção de Dirce Helena Carvalho (90min). 10 anos. Estreou em 2/3/2002. Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (390 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 289-2358. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 25,00 (sex.) R$ 30,00 (sáb. e dom.). FbN. A reestréia estava prometida para sexta (13).

DORES DE AMORES II e III, de Leo Lama. Comédia. Em 1989, Malu Mader e Taumaturgo Ferreira estrelaram Dores de Amores. O segundo e terceiro capítulos chegam ao público agora, mas não com o par famoso em cena. Estão no elenco Eliane César, Marcelo Marcus Fonseca e Thaís Pimpão. O episódio batizado de O Andrógino (60min) trata de um casal que descobre novos sentimentos após uma relação sexual inusitada. O outro, A Nova Era (80min), enfoca as profundas transformações do par romântico depois de uma experiência mística e sensual. Direção do autor (90min). Teatro Augusta – Sala Experimental (40 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação, 3151-2464. O Andrógino: sexta, 21h30; sábado, 20h. A Nova Era: sábado, 22h30; domingo, 19h. R$ 20,00. As estréias estavam prometidas para sexta (13) e sábado (14).

ESPETO DE CORAÇÃO, de Gilberto Amendola. Comédia. Três amigos — um jornalista trash, uma atriz e um psicólogo gay — dividem apartamento e mantêm um constante jogo da verdade. Nesse clima, vêm à tona discussões sobre sexualidade, drogas e religião, entre outros temas. Com Walter Lins, Daniella Murias, Beto Lemos. Direção de Orias Elias (75min). 14 anos. Estreou em 21/6/2002. Teatro Studio 184 (100 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 184, Consolação, 3258-0741. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 5,00 (sex.) e R$ 15,00 (sáb. e dom.). Até 29 de outubro.

ESPÓLIO, de Gerson Steves. Drama. Inspirada em clássicos trágicos de Sófocles, a Cia. Teatro conta a história de Antígona. Ela vive atormentada pela memória do pai, Édipo, e pelo destino de ter de lutar por justiça no território de Creonte, um rei corrupto e sem ética. Direção de Paulo Fabiano (120min). 14 anos. Estreou em 9/8/2002. Estúdio Teatro (50 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 124, Consolação, 3231-0178. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 12,00.

O FALECIDO, de Antonio Rocco. Comédia. São duas historietas hilariantes. Em Amor à Vista, um rapaz tímido e uma noiva histriônica estão em um cartório, cada um à espera de seu parceiro, prontos para o casamento. O atraso dos pombinhos e a pressa do juiz conduzem a situação a um desfecho inacreditável. Na segunda trama, que dá nome à peça, o falecido acorda durante o velório e finge-se de morto. Passa a ouvir poucas e boas da boca da própria mulher, dos amigos e dos inimigos. Com Octávio Mendes, Adriana Ridolfi, Roney Facchini e Luciene Adami. Direção do autor (60min). 12 anos. Estreou em 1º/2/2002. Teatro N.Ex.T (60 lugares). Rua Rego Freitas, 454, Vila Buarque, 3106-9636, Metrô República. Sexta e sábado, 22h30. R$ 15,00. Estac. (R$ 5,00). Até 29 de outubro.

FRANKESTEIN, adaptação de Reinaldo Maia para o romance de Mary Shelley. Drama. O grupo Folias D’Arte reconta a fascinante história de terror sobre Frankenstein, o cientista que desafia a natureza e dá vida a uma criatura cheia de angústias. Direção do adaptador (80min). Estreou em 27/6/2002. Galpão do Folias (99 lugares). Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília, 3361-2223, Metrô Santa Cecília. Sexta, 21h. R$ 15,00. Até dia 27.

Lenise Pinheiro

Beth Coelho, Clara Machado, Mika Lins e Paulo Gorgulho e Clara Machado: sob direção de Jô Soares


FRANKESTEINS,
de Eduardo Manet. Comédia dramática. Jô Soares adaptou, produziu e dirigiu a peça, de autoria do cubano naturalizado francês Eduardo Manet, de 71 anos. No funcional e minimalista cenário criado por Daniela Thomas, todo branco, como páginas a ser preenchidas, o autor promove o encontro de dois personagens clássicos da literatura inglesa do século XIX. Reúne Jane Eyre e o monstro de Frankenstein com suas criadoras, Charlotte Brontë (1816-1854) e Mary Shelley (1797-1851), respectivamente. Com Bete Coelho, Mika Lins, Clara Carvalho e Paulo Gorgulho. Direção de Jô Soares. Tarcísio Filho é o diretor-assistente (90min). 14 anos. Estreou em 15/8/2002. Teatro Cultura Artística – Sala Rubens Sverner (338 lugares). Rua Nestor Pestana, 196, centro,
3258-3616. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 (qui., sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 12h/19h (seg. a qua.); a partir das 12h (sex. a dom.). Cc.: todos (somente pelo 3258-3344).

GODSPELL, de Stephen Schwartz. Musical. A peça estreou em Nova York, no ano de 1971. Em 1973, virou filme. O Evangelho Segundo São Mateus é o ponto de partida para uma interpretação jovem e pouco ortodoxa das parábolas bíblicas. Entre elas, as do bom samaritano, do filho pródigo, do coletor de impostos... O elenco reúne doze atores-cantores dirigidos por Miguel Falabella, que não poupa as cenas de seu humor afiado. Direção musical de Josimar Carneiro (120min, com intervalo de 15min). 12 anos. Estreou em 10/4/2002. Teatro Imprensa (509 lugares). Rua Jaceguai, 400, Bela Vista, 3241-4203. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 35,00 (sex. e dom.) e R$ 40,00 (sáb.). FbN.

HAMLET, de Shakespeare. Drama. Além do diretor, parte do elenco do excelente SubUrbia (2001) também migrou de lá para encenar a clássica tragédia do bardo inglês. Aqui, a história de Hamlet traz o ator Marcos Damigo, de 28 anos, no papel do angustiado príncipe dinamarquês disposto a vingar a morte do pai. Selma Egrey e Hélio Cícero ficaram com os papéis de Gertrudes, a mãe de Hamlet, e Cláudio, o tio usurpador do trono. Direção de Francisco Medeiros (150min). 14 anos. Estreou em 10/8/2002. Teatro Popular do Sesi (466 lugares). Avenida Paulista, 1313, 3284-3639, Metrô Trianon-Masp. Quinta a domingo, 20h. Grátis. Ingressos distribuídos uma hora antes. Até 1º dezembro.

O HOMEM DE SOBRETUDO ESCURO, de Silvio Tadeu e Iná Carvalho. Suspense. Baseada em diversos contos de Agatha Christie, a trama envolve um inspetor de polícia, um assassinato e os hóspedes de uma pensão na Inglaterra. Com André Ruffo, Paulo Minetto e Tereza Penteado. Direção dos autores (90min). 14 anos. Estreou em 18/1/2002. Espaço Cultural Lélia Abramo (85 lugares). Rua Carlos Sampaio, 305, Paraíso, 3285-0027, Metrô Brigadeiro. Sábado, 20h30; domingo. 19h30. R$ 10,00. Até 5 de outubro.

INSANOS E VERDADEIROS, de Rodrigo Arrigoni. Drama. Prestes a receber alta do hospício onde vive, o poeta Adus se vê diante de um dilema: voltar à vida normal e perder o amor de uma enfermeira ou continuar preso no manicômio. Com a ajuda dos internos, ela organiza uma peça de teatro para a festa de despedida, na qual todos interpretam a si mesmos e mostram as razões pelas quais acabaram ali. Com a Cia. de Teatro Criando Condições. Direção de Hermano Leitão e Rodrigo Arrigoni (75min). 12 anos. Estreou em 2/8/2002. TBC – Sala Arte (140 lugares). Rua Major Diogo, 315, Bela Vista, 3115-4622. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 20h30. R$ 30,00. Cc.: todos. TM. Estac. (R$ 6,00). Até 20 de outubro.

INSÔNIA, de Alexandra Golik. Comédia. Duas irmãs, nascidas de uma clonagem e que nunca dormem, habitam um porão para lá de trash. Todos aqueles que ousam visitar as meninas acabam, literalmente, devorados por elas. Com uma série de idéias surrealistas, a Cia. Le Plat du Jour construiu um espetáculo divertido, cheio de suspense, no qual tudo pode acontecer. O ex-parlapatão Alexandre Roit divide a cena, e também a direção, com Alexandra Golik e Carla Candiotto (60min). 12 anos. Estreou em 14/9/2001. Teatro N.Ex.T (60 lugares). Rua Rego Freitas, 454, Vila Buarque, 3106-9636, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h30. R$ 15,00. Estac. (R$ 5,00). Até 27 de outubro.

INTIMIDADE INDECENTE, de Leilah Assumpção. Comédia campeã de bilheteria. Há um ano em cartaz, já foi vista por mais de 100.000 pessoas. A peça merece todo esse sucesso. No palco, Marcos Caruso e Irene Ravache dão vida a um adorável casal em crise conjugal. Pontuado de humor e emoção, o texto rendeu a Leilah Assumpção o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte para melhor autor de 2001. Direção de Regina Galdino (80min). 12 anos. Estreou em 10/8/2001. Teatro Renaissance (476 lugares). Alameda Santos, 2233, Cerqueira César, 3069-2233, Metrô Consolação. Sexta, 21h30; sábado, 20h e 22h; domingo, 19h. R$ 50,00. Bilheteria: 13h/20h (ter. a qui.); a partir das 13h (sex. a dom.). Ingressos antecipados, 3069-2233. FbN, ST, TIS. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 27 de outubro.

INTIMIDADES II, de Aloísio de Abreu. Comédia. O sexo dá mote aos esquetes que compõem a montagem. Duas atrizes descasadas resolvem escrever uma peça relembrando suas aventuras amorosas ao longo dos anos. Elas recordam momentos engraçados, como quando uma delas teve de dividir seu tempo entre a mamadeira do filho pequeno e as ligações do disque-sexo, situação já explorada no filme Short Cuts, de Robert Altman. Direção do autor. Com Sylvia Bandeira, Betty Erthal e Fábio Pilar (60min). 12 anos. Estreou em 16/8/2002. Teatro Itália (370 lugares). Avenida Ipiranga, 344, centro, 3257-9092, Metrô República. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 25,00 (sex. e dom.) e R$ 30,00 (sáb.). Para domingo (22), ingressos a R$ 1,00 (leia Tome Nota).

LIBERTINAGEM, de Alexandre Darbilly. Drama. A peça foi inspirada livremente em poemas de Manuel Bandeira. Em um sótão abandonado, dois homens (Ygor Fiori e Alexandre Darbilly) travam um embate sadomasoquista. Direção do autor (50min). Estreou em 19/5/2001. 16 anos. Espaço Cultural Arte Güllik (30 lugares). Avenida Pompéia, 1227, Pompéia, 3862-2156. Sábado e domingo, 20h. R$ 5,00. Até dia 29.

MAJOR BÁRBARA, de Bernard Shaw. Comédia. No texto de 1905, montado no Brasil pela primeira vez, Sandra Corveloni interpreta Bárbara, filha do maior fabricante de armas do Ocidente (Zécarlos Machado). Para aliviar a consciência, ela entra para o Exército da Salvação. Em torno do embate moral entre pai e filha gravitam doze personagens. Minuciosamente dirigidos por Eduardo Tolentino, os atores do Grupo Tapa expõem com apuro a eloqüência característica de Shaw. São mais de duas horas de diálogos inteligentes (150min). 14 anos. Estreou em 8/11/2001. Teatro Sérgio Cardoso – Sala Sérgio Cardoso (886 lugares). Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 288-0136. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 10,00. Até dia 29. Para domingo (22), ingressos a R$ 1,00 (leia Tome Nota).

AS MALVADAS — ALL ABOUT SHARON, SHEILA AND SHIRLEY, de Alessandro Marson. Comédia. Inspirada na fita A Malvada, clássico dramático de 1950 do diretor Joseph L. Mankiewicz, a história da peça gira em torno de três mulheres histéricas, capazes de fazer qualquer coisa para alcançar o estrelato. Na montagem, porém, a crueldade cede lugar a um humor despretensioso. Adaptada para o cenário paulistano da década de 70, a peça propõe um desafio ao elenco — Sharon, Sheila e Shirley são interpretadas por Wanderley Damasceno, Hélcio Henrique e Daniel Gonzales. Direção do autor (70min). 12 anos. Estreou em 22/8/2002. Teatro Sérgio Cardoso – Mezanino (100 lugares). Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 288-0136. Sexta a domingo, 21h. R$ 10,00. Até 27 de outubro.

MENSAGEIRO DA AGONIA, adaptação de Altair Lima para Hamlet, de Shakespeare. Tragédia. Altair Lima transformou em monólogo a obra-prima e interpreta Horácio, melhor amigo do príncipe da Dinamarca. Como andarilho, ele vaga de cidade em cidade, narrando os ardis e traições que culminaram com a morte de todos os membros da família real. O espetáculo tem figurino inspirado nas obras de Arthur Bispo do Rosário. Direção do adaptador e ator (90min). 16 anos. Estreou em 11/11/2000. Teatro Sérgio Cardoso — Sala Paschoal Carlos Magno (144 lugares). Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 288-0136. Sexta e sábado, 0h. R$ 20,00. Até 16 de novembro. A reestréia estava prometida para sexta (13). Para domingo (22), ingressos a R$ 1,00 (leia Tome Nota).

AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM, adaptação de Marcelo Rubens Paiva para crônicas de Luis Fernando Verissimo. Comédia romântica que trata de situações embaraçosas relacionadas ao universo masculino. Vaidade, futebol, traição e mulheres são alguns dos temas recorrentes da bem-humorada montagem. Os momentos memoráveis ficam por conta dos atores Alexandre Freitas e Guilherme Uzeda, que interpretam um típico carioca fã de jiu-jítsu e um nordestino "arretado", respectivamente. Existem alguns problemas na adaptação do texto, que acaba não funcionando no palco tão bem como no livro. Mas não chegam a comprometer o riso. Com Sérgio Lelis, Luah Galvão e Vânia Cavazzana. Direção de Renata Soffredini (100min). 12 anos. Estreou em 7/8/2002. TBC - Sala Assobradado (270 lugares). Rua Major Diogo, 315, Bela Vista, 3115-4622. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00 (qui.), R$ 25,00 (sex. e dom.) e R$ 30,00 (sáb.). Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 7,00). Até 29 de dezembro.

O MISTÉRIO DE SÉRIO ROMÃO, de Kléber Mazziero. Musical. Malandro de pouco estudo, Sério Romão é obrigado a fugir de sua terra natal após envolver-se com uma mulher casada. Por conta de outros casos amorosos, ele vive de cidade em cidade, em vários cantos do mundo. Para descrever sua trajetória, o elenco interpreta dezessete canções nos idiomas dos países pelo qual o protagonista passa, como Itália, Portugal, Inglaterra, França, Índia e Peru. Com Angela Ponini, Cinira Fiuza e Sidney Ferreira. Direção do autor (120min). 14 anos. Estreou em 14/7/2002. Espaço Cultural Santo Agostinho (718 lugares). Rua Apeninos, 118, Liberdade, 3209-4858, Metrô Vergueiro. Quinta, 20h30. R$ 15,00. Bilheteria: 15h/20h (qua., sex. a dom.); a partir das 15h (qui.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até dia 27.

OS MONÓLOGOS DA VAGINA, adaptação de Miguel Falabella para texto de Eve Ensler. Tragicomédia. O espetáculo é divertidíssimo. Cissa Guimarães, Totia Meirelles e Vera Setta apresentam um painel da feminilidade, tratando da primeira menstruação, da experiência da maternidade e da descoberta do orgasmo, entre outros temas. Direção de Miguel Falabella (90min). 14 anos. Estreou em 9/3/2001. Teatro Jardel Filho (676 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 884, Bela Vista, 3107-3364. Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado, 19h30 e 22h; domingo, 19h. R$ 25,00 a R$ 50,00. FbN. Até 27 de outubro.

A MULHER MACACO, de Paulo Faria. Drama. A trama se desenrola no mundo do circo. A chegada de uma cartomante traz revelações espantosas sobre o passado de Cida, a Mulher Macaco. Com a Cia. Pessoal do Faroeste. Direção do autor (70min). 14 anos. Estreou em 22/8/2001. Centro Cultural Capobianco (99 lugares). Rua Álvaro de Carvalho, 97, centro, 3151-2266, Metrô Anhangabaú. Sexta e sábado, 19h; domingo, 18h. R$ 15,00. Até dia 29.

NÃO ME CONTE VERDADES, de Tácito Rocha. Comédia dramática. A peça enfoca, com um certo humor, a situação de pacientes à espera de atendimento num posto de saúde. Com Ênio Gonçalves, José Ferro e Lourdes de Moraes. Direção de Luiz Serra e Marcos Cardelíquio (60min). 14 anos. Estreou em 4/7/2002. Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (317 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 289-2358. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 5,00 (qui.) e R$ 20,00 (sex., sáb. e dom.). A reestréia estava prometida para quinta (12).

NOSOTROS OU OS PRISIONEIROS DO AMOR, de Perito Monteiro. Comédia. Vencedora de um concurso, Maria (Daniele Pimenta) ganha um jantar com seu ídolo, o radialista Orlando Silvio (Edu Silva). Por timidez, ela manda a irmã, Ângela (Solange Moreno), em seu lugar. Direção de Edu Silva e Daniele Pimenta (75min). 12 anos. Estreou em 21/6/2002. Teatro Jardim São Paulo (371 lugares). Avenida Leôncio de Magalhães, 382, Jardim São Paulo, 6959-2952. Sábado, 21h, e domingo, 20h. R$ 10,00. Estac. c/manobr. (R$ 5,00). Até dia 29. Para domingo (22), ingressos a R$ 1,00 (leia Tome Nota).

Divulgação

Oswaldo Mendes, Carlos Palma e Flávia Pucci: o tempo em questão


A PERDIDA,
de José Sanchis Sinisterra. Comédia. Depois dos grandes sucessos Einstein e Copenhagen, Carlos Palma volta a investir no filão dos átomos, nêutrons e elétrons com mais um espetáculo relacionado à física. Desta vez, a trama centra-se numa conferência de estudiosos sobre a relação tempo e espaço na vida do homem. Com Oswaldo Mendes e Flavia Pucci. Direção de Marco Antônio Braz (95min). 12 anos. Estreou em 10/9/2002. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis,
3823-2323. Terça e quarta, 21h; quinta, 18h30 e 21h; sábado, 0h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 15h (ter. a qui.) e 14h (sáb.); 15h/21h (sex.); 12h/20h (dom.). Até 2 de novembro.

PÓLVORA E POESIA, de Alcides Nogueira. Drama. O tempestuoso relacionamento dos poetas Paul Verlaine e Arthur Rimbaud deu o que falar nos cafés parisienses do século XIX. E também resultou neste magnífico e poético espetáculo, vencedor de três prêmios Shell — autor, diretor e ator, para Leopoldo Pacheco. Este último interpreta Verlaine, cuja vida vira de pernas para o ar quando conhece Rimbaud (João Vitti). Com garra e paixão, os dois atores levam à cena a fúria que os guiou para um fim quase trágico. Ao vivo, o pianista Fernando Esteves permeia a trama com temas de Chopin. Direção de Márcio Aurélio (70min). 12 anos. Estreou em 6/7/2001. Tusp (120 pessoas). Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00.

PRÊT-À-PORTER 4, criação coletiva dos alunos do Centro de Pesquisa Teatral do Sesc, comandado por Antunes Filho. Drama. Como seus antecessores, reúne três esquetes que dispensam cenografias ou figurinos exagerados. Em Ah, Com’É Bella!, Juliana Galdino e Adriana Patias trabalham a infantilização da velhice. O encontro de um homem (Donizete Mazonas) e uma mulher (Suzan Damasceno), personagens de Os Esbugalhados Olhos de Deus, remete à passagem bíblica do lava-pés de Cristo. E em For He’s a Jolly Good Fellow duas irmãs (Juliana Galdino e Sabrina Greve) aguardam um telefonema importante enquanto preparam a festa de Natal. Após a apresentação, os artistas debatem a técnica de trabalho com a platéia, mas ninguém é obrigado a ficar (90min). 14 anos. Estreou em 13/4/2001. Sesc Consolação – Hall de Convivência (50 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação, 3234-3077. Sábado, 18h45. R$ 5,00 (estudantes, comerciários e pessoas com mais de 65 anos) e R$ 10,00. Bilheteria: 14h/21h (seg. a sex.); a partir das 15h (sáb.). FbN.

O PRIMO BASÍLIO, adaptação de Fausto Silvester para o romance de Eça de Queirós. Drama. A sonhadora Luísa (Paula Oliveira) trai o marido com Basílio (Sérgio Milagres), um primo que mora em Paris. A empregada Juliana (Ana Gomes) descobre cartas de amor entre os dois e começa a chantagear a patroa. Nada melhor do que ler o livro. Direção do adaptador (90min). 14 anos. Estreou em 5/5/1995. Recriarte Bijou (100 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 172, Consolação, 257-2264. Quinta, 20h30. R$ 15,00. Até 31 de outubro.

A PROPOSTA, de Ivan Cabral e Rodolfo García Vázquez. Comédia. Adaptação de O Pedido de Casamento, de Tchecov, na qual um proprietário rural, tímido e mesquinho, procura uma esposa. O alvo mais fácil é a mimada vizinha. Nesta versão, a encenação da trama serve de base para uma crítica bem-humorada ao teatro brasileiro da atualidade. Com o grupo Bravos Atores. Direção de Rodolfo García Vázquez (65min). 14 anos. Estreou em 26/7/2002. Centro Cultural São Paulo – Sala Paulo Emílio Salles Gomes (110 lugares). Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3277-3611, Metrô Vergueiro. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 10,00. FbN. Até 5 de outubro. Para domingo (22), ingressos a R$ 1,00 (leia Tome Nota).

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO, de Eduardo Lipiane. Comédia. Afonso Nigro, cantor da extinta boys band Dominó, interpreta os gêmeos caipiras Miroaldo e Riroaldo. Com a intenção de tornar-se uma estrela sertaneja, Miroaldo deixa a cidade onde vive para tentar a sorte em São Paulo. A confusão se arma quando ele resolve desistir da carreira e chama seu irmão para substituí-lo. Com Monica Lopez e Fernando Lyra Júnior. Direção de Sebastião Apolônio (80min). Livre. Estreou em 6/9/2002. Teatro da União Cultural Brasil-Estados Unidos (216 lugares). Rua Coronel Oscar Porto, 208, Paraíso, 0800-126474, Metrô Brigadeiro. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00 (sex. e dom.) e R$ 25,00 (sáb.). Ingressos antecipados, 0300-7893350. Estac. (R$ 5,00). Até 1º de dezembro.

RÉVEILLON, de Flávio Márcio. Tragicomédia. Desde sua primeira montagem, em 1975, com Regina Duarte e Yara Amaral, o texto do dramaturgo mineiro Flávio Márcio (1945-1979) já foi encenado em treze países. Ganhou também diversos prêmios. A história conta um dia (31 de dezembro de 1973) na vida de uma família da classe média paulistana. Embora tenha sido escrito há quase trinta anos, o texto continua atualíssimo em seu enfoque dos medos e desequilíbrios pertinentes à sociedade atual. Com Bianca Byington, Rui Rezende, Malu Valle, Gilberto Hernandez e Guilherme Sarmento. Direção de Michel Bercovitch (90min). 12 anos. Estreou em 6/9/2002. TBC – Sala TBC (370 lugares). Rua Major Diogo, 315, Bela Vista, 3115-4622. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00 (sex. e dom.) e R$ 25,00 (sáb.). TM. Estac. (R$ 7,00). Até 27 de outubro.

SABIÁ, de Paulo Faria. Drama. A peça focaliza o reencontro de duas amigas, que relembram os tempos da luta dos jovens contra o regime militar. Com Bri Fiocca, Sílvia Borges e Daniel Alvim. Direção de Eliana Carneiro e Paulo Faria (60min). 14 anos. Estreou em 17/1/2000. Centro Cultural Capobianco (99 lugares). Rua Álvaro de Carvalho, 97, centro, 3151-2266, Metrô Anhangabaú. Quarta e quinta, 19h. R$ 15,00. Até dia 27.

SAGRADA FAMÍLIA, de Fernando Bonassi. Drama. Assuntos pesados, como incesto, abuso sexual, traição, violência e pedofilia, permeiam o texto. O autor pretende expor a desestruturação de uma família de classe média diante de tais situações. Com a Cia. de Teatro Físico. Direção de Bru Palmieri (65 min). 14 anos. Estreou em 27/8/2002. Teatro N.Ex.T (60 lugares). Rua Rego Freitas, 454, centro, 3106-9636, Metrô República. Terça e quarta, 21h. R$ 15,00. Estac. (R$ 5,00). Até 23 de outubro.

Sete Minutos, de Antonio Fagundes. Comédia. Um inconveniente toque de celular numa sala de teatro basta para irritar atores e espectadores. Nas mãos de Fagundes, a chateação tornou-se o ponto de partida para escrever esta peça, estrelada por ele, que satiriza a relação do público com o palco. A acertada direção de Bibi Ferreira confere o timing certo às piadas. A fórmula só desanda quando o autor divaga em explicações socioeconômicas para justificar os maus modos da platéia. Com Suzy Rêgo, Tácito Rocha, Neusa Maria Faro, Denis Victorazo e Luiz Amorim (90min). 12 anos. Estreou em 18/7/2002. Teatro Cultura Artística – Sala Esther Mesquita (1.156 lugares). Rua Nestor Pestana, 196, centro, 3258-3344. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00 a R$ 60,00 (qui., sex. e dom.) e R$ 40,00 a R$ 70,00 (sáb.). Bilheteria: 12h/19h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui. a dom.). Cc.: todos. Até 10 de novembro.

SEXO, CRIAÇÃO COLETIVA. Comédia. Vinda de Brasília, a Cia. Os Melhores do Mundo já provou, com Rumo ao Planeta Boing, ter humor afiado. Agora, a trupe candanga incorpora esdrúxulos personagens, como atores de filmes pornôs fracassados e estereotipados machões, em risíveis momentos de intimidade. Entre falhas propositais e muita improvisação, os atores garantem boas gargalhadas. Direção do grupo (110min). 14 anos. Estreou em 2/8/2002. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Sexta, 21h; sábado, 20h e 22h; domingo, 20h. R$ 25,00 (sex. e dom.) e R$ 30,00 (sáb.). Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); a partir das 15h (sex.) e 14h (sáb. e dom.). Até dia 29.

SINGLE SINGERS BAR, de Dagoberto Feliz. Musical. Inspirados nos antigos cabarés, os atores do grupo Folias d’Arte apresentam um espetáculo recheado de números musicais. No roteiro estão Let’s do It, Let’s Fall in Love, de Cole Porter, e versões de Claudio Botelho para Class e Pinneaple (Kander & Ebb), entre outras. Direção do autor (60min). 12 anos. Estreou em 16/3/2002. Galpão do Folias (49 lugares). Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília, 3361-2223, Metrô Santa Cecília. Sexta e sábado, 0h. R$ 15,00.

SOBRE O AMOR E A AMIZADE, de Caio Fernando de Abreu. Drama. Com base em cinco crônicas do escritor gaúcho, morto em 1996, Jairo Mattos e Grace Gianoukas levam ao palco situações-limite de personagens típicos das metrópoles. Não faltam poéticos e amargurados questionamentos sobre a solidão e o medo de amar. Direção de William Pereira (70min). 16 anos. Centro Cultural Banco do Brasil — Teatro (131 lugares). Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3651, Metrô Sé. Quinta a domingo, 19h. R$ 15,00. Estac. com serviço de van na Rua da Consolação, 228 (R$ 7,00 por três horas). Até 20 de outubro. A estréia estava prometida para sábado (14).

O TAMBOR E O ANJO, de Anamaria Nunes. Drama. Ambientada nos anos 70, a peça conta a história de Eliane, uma jovem escritora internada num hospício. Por meio de seus escritos e da terapia a que é submetida, ela reconstrói, pouco a pouco, o quebra-cabeça de sua vida. Com a ala jovem do Grupo Tapa. Direção de André Garolli e Paulo Marcos (80min). 12 anos. Estreou em 16/3/2002. Teatro Sérgio Cardoso – Sala Sérgio Cardoso (886 lugares). Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 288-0136. Sábado, 21h. R$ 10,00. Até 13 de outubro.

TERCEIRAS INTENÇÕES, adaptação de Juca de Oliveira para peça de Claude Magnier. Comédia. Em cartaz nos anos 80 com o título de Uma Cama para Três, a peça ganha nova montagem. Fernando é um rico empresário que não tem tempo para a mulher, Ana Paula. Numa tentativa de reconciliação da desgastada relação, eles vão passar férias numa casa de campo. Acabam dando abrigo a Otávio, cujo carro quebrou nas proximidades. Está armado o triângulo amoroso. Com Taumaturgo Ferreira, Patrícia França e Paulo César Grande. Direção de Bibi Ferreira (100min). 14 anos. Estreou em 13/7/2002. Teatro Bibi Ferreira (387 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 931, Bela Vista, 3105-3129. Sexta, 21h30; sábado, 20h e 22h30; domingo, 19h. R$ 25,00 (sex. e dom.) e R$ 30,00 (sáb.). FbN. Até dia 29.

O TERRÍVEL CAPITÃO DO MATO, de Martins Penna. Comédia. André Camarão é um caçador de escravos fugitivos que, por ciúme, mantém presas em casa a mulher e duas filhas. Perspicaz, o trio dá um jeitinho de burlar o confinamento. Com a companhia Os Satyros. Direção de Rodolfo García Vásquez (50min). 12 anos. Estreou em 9/7/2002. Teatro Studio 184 (100 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 184, Consolação, 3258-0741. Terça e quarta, 21h. R$ 12,00.

A TRAÍDA, de Olayr Coan. Comédia. Uma sátira às reconstituições de crimes passionais exibidos em programas do gênero na TV é o mote da montagem. A perua Núbia Helena (Maristela Chelala) pede ajuda a sua irmã alcoólatra quando percebe que seu marido possui uma amante. Para resolver o problema contratam um professor de violão para prendê-lo em casa. Com Carol Brada, Daniel Warren, Roque Malízia e Rui Longo. Direção do autor (60min). 14 anos. Estreou em 29/8/2002. Teatro Sérgio Cardoso — Sala Paschoal Carlos Magno (144 lugares). Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 288-0136. Quarta e quinta, 21h. R$ 10,00. Até 10 de outubro.

Tripolli

Paulo Autran (na foto com Cecil Thiré): na pele de um Nobel de Literatura


VARIAÇÕES ENIGMÁTICAS, de Eric-Emmanuel Schmitt. Drama. Paulo Autran comemora seus 80 anos — 52 deles dedicados ao teatro — e presenteia os paulistanos com um novo espetáculo. Interpreta o fictício Abel Zorko, Prêmio Nobel de Literatura que vive isolado numa ilha da Noruega. Cecil Thiré é um jornalista interessado em fazer uma grande entrevista com o escritor. Direção de José Possi Neto (75min). 12 anos. Estreou em 8/9/2002. Teatro Faap (408 lugares). Rua Alagoas, 903, Pacaembu, 3662-1992. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00 (qui.),