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O melhor da cidade
Guia 2002/2003 |
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Exposições
Orlando
Margarido
ESTRÉIAS
IOLE
DE FREITAS. As oito esculturas transparentes de policarbonato,
cristal ou jateado, da artista vêm se juntar à instalação
exposta no Centro Universitário Maria Antônia. Como
de hábito no trabalho de Iole, as formas se retorcem e se
articulam, criando o efeito de volumes maiores ou menores, de acordo
com a posição do olhar. US$ 6.000 a US$ 25.000. Gabinete
de Arte Raquel Arnaud. Rua Artur de Azevedo, 401, Pinheiros,
3083-6322. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h
às 14h. Até 27 de outubro. A partir de quinta (19).
Vernissage na quarta (18), 20h.
JULIO
VILLANI E TEMPORADA DE PROJETOS. O artista paulistano residente
em Paris há duas décadas banca o "padrinho"
de Adalgisa Campos e Laura Belém nesta nova etapa do projeto.
A criação de Villani tem fôlego. Em uma instalação,
dois vídeos mostram um papagaio interagindo com pinturas
históricas, a exemplo da Mona Lisa e do Abaporu. Em conjunto,
quinze acrílicas com algodão homenageiam o argentino
Lucio Fontana. Há ainda um objeto feito com papel, madeira,
molas de batedores de claras e um ventilador a provocar um jogo
de sombras e transparências com rostos humanos. Também
paulistana, Adalgisa exibe uma seleção de desenhos
com diversos padrões de piso, resultado da técnica
com fita adesiva que aplica diretamente no chão. Discípula
do teatro de bonecos do alemão Thomas Kampe, a mineira Laura
Belém apresenta dezesseis figuras batizadas de birutas, infladas
ou esvaziadas por um sistema de computador. Paço das Artes.
Avenida da Universidade, 1, Cidade Universitária,
3814-4832. Segunda a sexta, 11h30 às 18h30; sábado
e domingo, 12h30 às 17h30. Grátis. Até 13 de
outubro. A partir deste domingo (15).
MARCIA
PASTORE. Formas que sugerem instabilidade são trabalhadas
pela artista em duas peças de gesso com dimensões
de até 2,5 metros. As esculturas de Marcia estão muito
bem acompanhadas por trabalhos de outras três colegas. Regina
Johas expõe obras de duração limitada. Os objetos
de adesivo translúcido, uma vez aplicados na parede, só
saem se destruídos. A artista também mostra suas esculturas-jogos,
módulos de acrílico que podem ser manipulados pelo
visitante. Já Ricardo Homem se volta às linguagens
tradicionais da pintura e do desenho, presentes em quinze trabalhos.
Marcelo Coutinho apresenta a instalação Alhime, que
inclui um inesperado cercado de madeira e arame com galinhas vivas.
A obra dá seqüência ao projeto audiovisual desenvolvido
por ele desde 1999. Centro Universitário Maria Antônia.
Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque,
3255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado, domingo
e feriados, 9h às 21h. Grátis. Até 6 de outubro.
A partir de sexta (20). Vernissage na quinta (19), 20h.
Anônimo/Marlene Dietrich Collection, Berlin

Marlene
Dietrich: retratos de uma diva |
MARLENE DIETRICH - UM LENDA EM IMAGENS. Para acompanhar o evento
em homenagem a Marlene Dietrich - e também a sua conterrânea,
a diretora Leni Riefenstahl - foram escolhidas 38 imagens de um
espólio de 15.000 registros da celebrada intérprete
alemã. Dietrich (1901-1992), a predi-leta do diretor Josef
von Sternberg e por ele descoberta em O Anjo Azul, pode ser vista
em grandes momentos da carreira hollywoodiana e também na
intimidade. Sala Cinemateca. Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila
Mariana,
5084-2318.
Terça a domingo, 17h às 22h. Grátis. Até
6 de outu-bro. A partir de quarta (18).
MORAR
NA METRÓPOLE - O OLHAR DE QUINZE ARQUITETOS. A revista
Arquitetura & Construção comemora quinze anos
e para celebrar convidou o mesmo número de arquitetos a participar
de uma empreitada instigante. Alexandre Brasil, Bruno Padovano,
Francisco Hue, Marcelo Rosenbaum, Roberto Loeb, entre outros, projetaram
uma casa para o morador urbano da era digital. O resultado da curadoria
de José Luiz Favaro é exposto em maquetes virtuais
que podem ser acessadas pelo público em cinco computadores.
Em paralelo, quinze painéis reproduzem as capas de aniversário
da publicação, além de trinta projetos arquitetônicos
bem-sucedidos. Há ainda uma homenagem a mestres da arquitetura
como Oscar Niemeyer, Oswaldo Bratke, Gregori Warchavichik, Rino
Levi e Lúcio Costa. Espaço Cultural Citibank. Avenida
Paulista, 1111,
5576-1880, Metrô Trianon-Masp. Segunda a domingo, 8h às
20h. Até 10 de outubro. A partir de sexta (20). Vernissage
na quinta (19), 20h.
Rômulo Fialdini

Dança
de Bandeirantes (1943), de Clóvis Graciano: na mostra Operários
na Paulista |
OPERÁRIOS NA PAULISTA - MAC/USP E ARTISTAS ARTESÃOS.
Trata-se de um belo complemento à homenagem ao pintor Francisco
Rebolo, que inclui uma individual do artista no MAM. Aqui, ele comparece
ao lado dos colegas do Grupo Santa Helena, a turma de artistas sediada
no palacete homônimo da Praça da Sé, no início
dos anos 30. O prédio foi derrubado para dar espaço
ao metrô, mas a herança dos nove paisagistas permaneceu.
De origem humilde, os filhos de imigrantes operários Aldo
Bonadei, Alfredo Rizzotti, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano,
Fulvio Pennachi, Humberto Rosa, Manoel Martins e Mario Zanini legaram
magníficos registros da São Paulo de arredores bucólicos,
naturezas-mortas e retratos. Uma centena dessas obras está
reunida nesta coletiva com peças do Museu de Arte Contemporânea,
Instituo de Estudos Brasileiros e Palácio do Governo, além
de coleções particulares. Centro Cultural Fiesp -
Galeria de Arte do Sesi. Avenida Paulista, 1313,
3146-7405, Metrô Trianon-Masp.
Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 10h às
19h. Grátis. Até 19 de janeiro. A partir de terça
(17). Vernissage na segunda (16), 19h.
EM
CARTAZ
ANA
ELISA DIAS BAPTISTA E NORMA MOBILON. As duas artistas tiveram
bons orientadores na arte da gravura. Ana Elisa, que estudou com
Evandro Carlos Jardim e Edith Derdyk, apresenta uma série
em metal e desenhos na técnica de água-forte. Sua
colega Norma, que já colaborou com Marcello Grassmann, prefere
a técnica gráfica e os desenhos de nanquim. R$ 100,00
a R$ 500,00. Gravura Brasileira. Alameda Gabriel Monteiro da Silva,
1325, Jardim Paulistano,
3064-8779. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 10h
às 14h. Até 5 de outubro.
ANTÔNIO
CARELLI. Este pintor e ceramista paulista sempre esteve próximo
de grandes personalidades das artes. Apesar disso, é um nome
pouco conhecido. Na década de 50, depois de integrar o Grupo
15, na companhia de Takaoka e Geraldo de Barros, Carelli rumou para
a França. Em Paris, executou painéis junto com Fernand
Léger e, assim como Tarsila do Amaral, foi aluno do pintor
André Lhote. De volta a São Paulo, virou parceiro
de Bonadei. Agora, numa amostra de sua produção recente,
a relação se dá em forma de homenagem. Em óleos
sobre tela, ele faz releituras de El Greco e Francis Bacon. Para
Lucas Cranach (1472-1553), criou Ninfa na Paisagem, menção
aos nus femininos do pintor alemão. Há ainda cinco
murais e dois mosaicos, faces exemplares da trajetória figurativa
de Carelli. No mesmo espaço, há mais três individuais.
A pintora Vera Martins reúne diversas técnicas exploradas
ao longo de sua trajetória, de tecidos a espinha de peixe,
em instalação com quarenta objetos e doze telas. O
japonês Nobuo Mitsunashi ocupa o espaço octogonal do
prédio com 32 peças de cerâmica e fibra de vidro,
num resultado semelhante ao de sua participação na
21ª Bienal de Arte de São Paulo. Por fim, um muro construído
com canudos plásticos de refrigerante e caixas de acrílico,
criação de Pazé, busca o efeito óptico.
Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2,
229-9844,
Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. Grátis.
Até dia 29.
ARTHUR
LUIZ PIZA. Hoje com 74 anos, mais de vinte deles vivendo em
Paris, Piza tornou-se um símbolo da arte abstrata brasileira.
Seus delicados relevos ora escondem, ora valorizam a luz. A Pinacoteca
promove uma retrospectiva composta de 180 obras. Pinacoteca do Estado.
Praça da Luz, 2,
229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às
18h. Grátis. Até dia 29.
CAETANO
DE ALMEIDA. As belas e coloridas composições desse
paulista de Campinas se equilibram entre o geométrico e o
figurativo, lembrando padronagens de tecidos ou elementos arquitetônicos.
As telas batizadas de Mundo Plano se inspiram em lembranças
de viagens à França e à Índia. US$ 3.500
a US$ 8.000. Galeria Luisa Strina. Rua Oscar Freire, 502, Jardim
Paulista,
3088-2471. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h
às 17h. Até 9 de outubro.
CHINA
- A ARTE IMPERIAL, A ARTE DO COTIDIANO, A ARTE CONTEMPORÂNEA.
Nos moldes didáticos da exposição sobre o Egito,
a supermostra reúne mais de 1.800 obras, entre objetos de
barro, bronze, porcelana e palha. Começa no período
do império, da fase neolítica às dinastias,
como a Ming. A arte de viver é relembrada no módulo
seguinte, fincado na Revolução Cultural de Mao Tsé-tung
e na medicina. A década de 80 marca a abertura e a chegada
de uma vanguarda chinesa. Há ainda uma sala dedicada ao artista
Chang Dai-Chien, nome de referência para a arte moderna chinesa.
Museu de Arte Brasileira - Faap. Rua Alagoas, 903, Pacaembu,
3662-1662. Terça a sexta, 10h às 20h; sábado
e domingo, 10h às 17h. Grátis. Até 3 de novembro.
COM
QUE CORPO EU VOU? Além do estilista Ronaldo Fra-ga, a
coletiva agrupa cinco artistas para discutir a visão do corpo
humano contemporâneo: Felix Bressan, com suas esculturas de
ferro fundido, Marta Strambi (objetos), Rosana Mariotto (cerâmica)
e os videoartistas Lia Chaia e Pazé. Espaço de Artes
da Universidade Cidade de São Paulo. Rua Cesário Galeno,
475, Tatuapé,
6190-1200, Metrô Carrão. Segunda a sexta, 9h30 às
21h; sábado, 10h às 15h. Grátis. Até
dia 28.
FLÁVIA
RIBEIRO. A carreira da artista paulista se inicia em um contexto
privilegiado. Integrante da Escola Brasil, Flávia estudou
desenho e gravura com Dudi Maia Rosa, um dos fundadores do grupo
nos anos 70. Desde então vieram novas experiências.
Esta individual comprova as mudanças. São dez esculturas
de metal dourado ou pátina escura, em formato esférico,
fundidas com moldes de gesso e cera. Há ainda a utilização
de materiais como o veludo. R$ 5.000,00 a R$ 45.000,00. Bolsa de
Arte do Rio de Janeiro/Galeria André Millan. Rua Rio Preto,
63, Jardim Paulista,
3062-2333/5722. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado,
11h às 17h. Grátis. Até 31 de outubro.
A
FORMA E A IMAGEM TÉCNICA NA ARTE DO RIO DE JANEIRO -- 1950/1975.
A idéia é apontar a contribuição
carioca na introdução da tecnologia na arte brasileira.
Foram reunidos quinze nomes nascidos ou radicados no Rio de Janeiro.
Entre eles, o potiguar Abraham Palatnik e seus sedutores Cinecromáticos,
e Athos Bulcão, o múltiplo artista que realizou experiências
fotográficas surrealistas. Paço das Artes. Avenida
da Universidade, 1, Cidade Universitária,
3814-4832. Terça a domingo, 11h às 17h. Grátis.
Até 5 de outubro
IOLE
DE FREITAS. A leveza e a torção marcam as conhecidas
esculturas da artista mineira, ainda que realizadas em materiais
rígidos como aço, cobre e bronze. Iole, em atividade
desde os anos 70, dá nova mostra da flexibilidade de sua
arte numa única instalação, que cobre dois
andares. Tubos de aço inox sustentam chapas de policarbonato
jateado, com dimensões de até 6 metros. Centro Universitário
Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque,
3255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado e domingo,
9h às 21h. Grátis. Até 27 de outubro.
ISMÊNIA
COARACY. Aos 83 anos, a pintora, gravadora, ilustradora e professora
nascida no interior paulista demonstra vitalidade para uma nova
cartada. Aluna de Lívio Abramo nos anos 50 e depois de Clóvis
Graciano, Ismênia buscou numa aquisição do passado
o mote de sua mostra de óleos sobre tela e pastel sobre papel
camurça e xérox. As 23 obras são baseadas nas
figuras das cartas de baralho, tradição que a artista
renova com cores fortes e recursos de duplicidade. Como complemento
à mostra, o colecionador José Luiz Pagliari traz em
quarenta painéis a história dos jogos de carta. Centro
Brasileiro Britânico. Rua Ferreira de Araújo, 741,
Pinheiros,
3039-0567. Segunda a sexta, 9h às 20h; sábado e domingo,
10h às 16h. Grátis. Até sábado (21).
O
MAPA DO AGORA - COLEÇÃO JOÃO SATTAMINI. Meio
século de arte brasileira sustenta essa síntese da
coleção do empresário carioca João Leão
Sattamini. A mostra reúne 120 trabalhos, entre pinturas,
esculturas, objetos e outros suportes, reunidas em três segmentos.
Os anos 50 estão representados pelos herdeiros dos modernistas
e nomes abstratos, como Antonio Maluf, Maurício Nogueira
Lima e Samson Flexor; os experimentais anos 60 e 70 reúnem
Lygia Clark e Nelson Leirner, entre outros. Por fim, os artistas
dos anos 80 em diante, como Daniel Senise, Beatriz Milhazes a Paulo
Pasta. Instituto Tomie Ohtake. Rua dos Coropés, 88, Pinheiros,
6844-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis.
Até 3 de novembro.
MARIA
TERESA LOURO. Mal encerra uma simpática individual no
espaço da Faculdade Santa Marcelina, a artista emenda outra
realização, agora com novidades. São 21 desenhos,
nas técnicas de acrílica e lápis sobre tela,
inspirados nas paisagens de Barra do Una, no litoral norte paulista.
Galeria Nara Roesler. Avenida Europa, 655, Jardim Europa,
3063-2344. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h
às 15h. Até dia 28.
O
MISTÉRIO DA SOMBRA. Os treze artistas desta coletiva
têm ligação com o ateliê italiano Bottega
del Tintoretto, um tradicional endereço de pesquisa artística
em Veneza. A técnica da gravura aparece nas peças
de calcografia, xilografia, litografia e serigrafia, mas há
também aquarelas. Comparecem, entre outros, Ann Aspinwall,
Florence Caval e Roberto Mazzetto - este, o criador do espaço.
Faculdade Santa Marcelina - Espaço Eugenie Villien. Rua Doutor
Emílio Ribas, 89, Perdizes,
3826-9700. Segunda a sexta, 9h às 21h. Grá-tis. Até
dia 27.
NAÏF
BRASILEIROS. Antonio Poteiro, José de Freitas e Rosina
Becker são os artistas reunidos sob o amplo conceito da arte
ingênua, naïf ou primitiva. Em 45 trabalhos de uma coleção
particular, técnicas de óleo sobre tela e guache remetem
a temáticas habituais, coloridas e singelas, a exemplo da
infância e das paisagens do interior. Espaço Caixa.
Avenida Paulista, 2083 (Conjunto Nacional), Metrô Consolação.
Informações,
3107-0498. Segunda a sábado, 10h às 19h; domingo,
12h às 19h. Até 13 de outubro.
ODETTE
EID. Octogenária, a escultora libanesa radicada na cidade
iniciou-se tarde no ofício. Só aos 60 anos assinou
sua primeira peça. Essa individual com 22 bronzes, peças
em pano e desenhos realizados no computador traduzem seus interesses
por lendas, mitologia, balé e esportes, entre outros temas.
Galeria do Complexo Júlio Prestes (acesso para a Secretaria
do Estado da Cultura). Praça Júlio Prestes, s/nº,
Luz,
3351-8104, Metrô Luz. Segunda a sexta, 9h às 17h. Grátis.
Até 5 de outubro.
PARIS
1900 - NO ACERVO DO PETIT PALAIS E NO ACERVO DO MASP. O título
da exposição define o período enquadrado, mais
conhecido como belle époque. A seleção de 165
obras vem do museu parisiense do Petit Palais e inclui pinturas
de Renoir, Cézanne e Gustave Moreau, uma escultura de Rodin,
gravuras de Toulouse-Lautrec, fotografias, jóias e objetos
da art nouveau. Há salas dedicadas à atriz Sarah Bernhardt,
representada num retrato grandioso de George Clairin, e ao marchand
Ambroise Vollard, descobridor de talentos da época e pintado
por vários deles. O Masp colabora com um lote de vinte obras
de seu acervo. Masp. Avenida Paulista, 1578,
251-5644, Metrô Trianon-Masp. Terça e quarta, sexta
a domingo e feriados, 11h às 18h; quinta, até 20h.
R$ 5,00 (estudantes) e R$ 10,00. A bilheteria fecha uma hora antes.
Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 anos
e grupos de estudantes de escolas públicas agendadas (
283-2585). Até 6 de outubro.
REBOLO.
Paulistano da Mooca, Francisco Rebolo Gonsales (1902-1980) é
homenageado com a maior retrospectiva de seu trabalho até
hoje. São 150 óleos sobre tela, que relembram o aglutinador
do Grupo Santa Helena, uma turma de pintores do início dos
anos 30. O artista, filho de espanhóis, teve uma trajetória
peculiar: foi jogador de futebol, de longa carreira no Corinthians,
para o qual criou o distintivo oficial. Além de paisagens,
retratos e naturezas-mortas, está exposta a tela na qual
ele se auto-retrata em campo com a bola. MAM. Parque do Ibirapuera,
portão 3,
5549-9688. Terça, quarta e sexta, 12h às 18h; quinta,
12h às 22h; sábado e domingo, 10h às 18h. R$
2,50 (estudantes) e R$ 5,00. Grátis às terças
(exceto feriados), quintas a partir das 17h e todos os dias para
menores de 10 anos e pessoas com mais de 65 anos. Até 6 de
outubro. www.mam.org.br
REGINA
SILVEIRA. Mais uma vez, a grandiosidade marca o retorno da consagrada
artista em individual. Um conjunto de quatro peças tridimensionais
forma a instalação A Lição. Um cone,
acompanhado de um cubo e uma peça cilíndrica, atinge
7 metros. Há ainda uma esfera já mostrada na coletiva
Estratégias para Deslumbrar, na Fiesp. Objetos habituais
em sua carreira, as chamadas Sombras ocupam o mezanino do espaço.
R$ 1.500,00 a R$ 45.000,00. Galeria Brito Cimino. Rua Gomes de Carvalho,
842, Vila Olímpia,
3842-0634. Terça a sábado, 11h às 19h. Até
dia 28.
REMBRANDT.
A face do mestre holandês que vem à luz não
é tão conhecida quanto a do pintor de tons sombrios.
Por isso mesmo, é instigante conhecer seu trabalho de gravador,
em 83 peças na técnica de água-forte, seleção
vinda do Museu Casa de Rembrandt, de Amsterdã. Rembrandt
van Rijn (1606-1669) foi um inovador no método, que utiliza
placa de cobre coberta de cera e depois mergulhada em ácido.
Da impressão da tinta no baixo-relevo, surgiram cenas religiosas,
como a gravura Cristo Pregando, e paisagens, a exemplo de Vista
de Amsterdã. Completam a exposição outras quarenta
gravuras de autores que influenciaram o genial pintor holandês
ou por ele foram influenciados, como Picasso. De terça a
domingo, das 12h às 19h30, uma oficina de desenho propicia
ao público a oportunidade de conhecer na prática a
técnica do bico-de-pena, em processo semelhante ao usado
por Rembrandt. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares
Penteado, 112, centro,
3113-3651, Metrô Sé.
Terça a domingo, 12h às 19h30. Grátis. Estac.
com serviço de van na Rua da Consolação, 228
(R$ 7,00 por três horas). Visitas monitoradas abertas ao público
em geral, de terça a sábado, 12h30, 15h e 17h; grupos
devem agendar previamente (
3113-3649). Até 3 de novembro.
RODRIGO
ANDRADE E CRISTINA LAMAS. Nesta individual, o paulistano Rodrigo
Andrade evidencia as transformações de seu trabalho
já apontadas em coletivas recentes, como no Centro Universitário
Maria Antônia. As grossas camadas coloridas de acrílica
sobre a tela quase resultam em relevos e formatam traços
geométricos que soterram um passado figurativo e ex-pressionista,
herança do grupo Casa 7. Já a portuguesa Cristina
Lamas, artista de nova geração, flerta diretamente
com a tradição de seu país ao apresentar oitenta
desenhos em azulejos. R$ 300,00 a R$ 18.000,00. Marília Razuk
Galeria de Arte. Avenida Nove de Julho, 5719, loja 2, Jardim Europa,
3079-0853. Segunda a sexta, 10h30 às 19h; sábado,
11h às 14h. Até sábado (21).
RUGENDAS
NO MÉXICO. Chegam do Instituto Ibero-Americano de Berlim
150 óleos sobre cartão pintados pelo paisagista alemão
Johann Moritz Rugendas (1802-1858) durante sua expedição
ao México. O pintor lá esteve entre 1831 e 1834, pouco
depois de sua conhecida passagem pelo Brasil, integrando o grupo
de Alexander von Humboldt, cientista e explorador na América
Latina. Nas imagens, um mundo novo de paisagens, fauna e flora.
Memorial da América Latina - Galeria Marta Traba. Avenida
Auro Soares de Moura Andrade, 664, portão 6,
3823-4600, Metrô Barra Funda. Terça a domingo, 9h às
18h. Grátis. Até 20 de outubro.
SANDRA
CINTO. Com forte presença no circuito internacional,
a artista nascida em Santo André ficou quatro anos sem expor
na capital. Uma instalação que preenche todo o espaço
do marchand Ricardo Trevisan marca a volta em grande estilo. Fotografias-objetos,
esculturas, desenhos nas paredes e pinturas representam objetos
e situações em deterioração, mas que
podem ser recuperados. US$ 3.000 a US$ 15.000. Casa Triângulo.
Rua Bento Freitas, 33, centro,
3331-5910. Terça a sábado, 11h às 19h. Até
3 de outubro.
II
MOSTRA DO PROGRAMA DE EXPOSIÇÕES. Depois da coletiva
que reuniu todos os selecionados, prossegue a etapa de desmembramento
em pequenos grupos. Desta vez fazem parte Amilcar Parker, Beatriz
Carvalho, Cláudio Elisabetsky e outros. Albano Afonso e Edith
Derdyk comparecem na condição de "padrinhos"
desses novos artistas. Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro,
1000, Paraíso,
3277-3611, Metrô Vergueiro.
Terça a sexta, 10h às 19h; sábado e domingo,
10h às 18h. Grátis. Até 20 de outubro.
SONIA
MÜLLER. A individual da artista pode ser vista de forma
conjunta e articulada ou de maneira autônoma. Entre as 25
obras, há pinturas encaixadas no teto, uma instalação
de manta acrílica, desenhos sobre papel e objetos como cubos
com folhas secas. Para a curadora Maria Alice Milliet, as peças
traduzem uma face diversificada da paulista de Marília. R$
600,00 a R$ 8 000,00. Valu Oria Galeria de Arte. Alameda Gabriel
Monteiro da Silva, 1403, Jardim Paulistano,
3083-0811. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h
às 14h. Até dia 28.
VALDIR
ROCHA. A individual do gravador paulistano tem fôlego.
São mais de sessenta peças, entre xilogravuras e técnicas
de metal como água-forte, águatinta, ponta-seca e
buril. Há inclusive matrizes que foram pintadas pelo artista.
Para tratar de temas como poder, religião, cultura e outras
vertentes da dominação, Rocha utiliza habitualmente
a imagem de cabeças humanas. Ele também assina um
livro de gravuras, lançado por ocasião da mostra.
Sala Mário Pedrosa. Rua Frei Caneca, 1402, térreo,
Cerqueira César,
3253-2331, Metrô Consolação. Segunda a sexta,
9h às 20h; sábado, 9h às 13h. Grátis.
Até dia 28.
VERA
FERRO. A artista carioca tem sua formação ligada
à gravura, inclusive com orientação em ateliê
para novatos. Mas também estudou desenho e pintura na Faap
e é esta a face representada nesta mostra. São dezoito
telas nas técnicas de óleo sobre tela e aquarela.
Funarte - Galeria Mário Schenberg. Alameda Nothmann, 1058,
Campos Elíseos,
3662-5177, Metrô Marechal Deodoro. Segunda a sexta, 9h às
17h. Grátis. Até sexta (20).
VERA
GOULART. A múltipla artista é também prolífica.
Em janeiro, ocupou o Museu Brasileiro da Escultura com suas instalações,
desenhos, gravuras, pinturas e esculturas. Volta agora com uma mais
setenta peças, sempre com a representação de
personagens bizarros, absurdos e teatrais. Vera divide-se entre
o Rio de Janeiro, onde já expôs no Museu Nacional de
Belas Artes, e Berna, na Suíça, onde mantém
ateliê. R$ 190,00 a R$ 25.000,00. Espaço Augusta 664.
Rua Augusta, 664, Consolação,
3346-4504. Terça a domingo, 11h às 17h. Até
domingo (22).
ESPECIAL
ARTE
E INCONSCIENTE - TRÊS VISÕES SOBRE O JUQUERY. O
lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957), a fotógrafa
alemã Alice Brill e os internos do Hospital Psiquiátrico
do Juquery estão reunidos numa mostra de sessenta obras sob
o mesmo foco. Segall visitou essa instituição paulistana
no início dos anos 40 e produziu uma série de desenhos
sobre a loucura, tema que já aparecia em seu trabalho em
1919. Alice Brill, também radicada no Brasil, visitou o hospício
em 1950 e lá registrou imagens de pacientes. Parte dessas
chapas em preto-e-branco estão no saguão dos cinemas
do Shopping Frei Caneca. Há ainda um lote de trabalhos dos
internos, criados nas décadas de 40 e 50. Completam a exposição
documentos raros, como uma carta de Freud elogiando o Juquery pelo
incentivo à arte. Instituto Moreira Salles. Rua Piauí,
844, 1º andar, Higienópolis,
3825-2560. Terça a sexta, 13h às 19h; sábado
e domingo, 13h às 18h. Grátis. Até 17 de novembro.
Galeria IMS - Saguão do Frei Caneca Arteplex. Shopping Frei
Caneca, 3472-2365.
Segunda a domingo, 12h às 22h. Grátis. Até
19 de novembro.
A
CIDADE DE SÃO PAULO - COTIDIANO E INDEPENDÊNCIA.
Em dois módulos e cerca de vinte manuscritos originais, a
mostra oferece uma visão da cidade nos anos próximos
ao 7 de setembro, entre 1820 e 1825. No primeiro bloco, há
documentos e cartas de José Bonifácio e dom Pedro
I debatendo, por exemplo, a data para celebrar o aniversário
da Independência. Em outro, decretos da Câmara põem
ordem na então provinciana vila, como estabelecer que porcos
e outros animais não fiquem soltos na rua. Monumento da Independência
- Espaço Museológico. Parque da Independência,
s/nº, Ipiranga. Informações,
6168-0012. Terça a domingo, 9h às 17h. Até
3 de novembro.
EMOÇÃO
ART.FICIAL. É o universo digital, da web art, das criações
em computador, dos áudios e vídeos em terceira dimensão,
games e até robôs, o mote para reunir 38 obras de dez
países, incluindo o Brasil. Embora recentes, já há
nomes de apelo na arte, a exemplo do australiano Jeffrey Shaw, ligado
ao grupo alemão ZKM. O brasileiro Eduardo Kac se destaca
pela arte transgênica. Itaú Cultural. Avenida Paulista,
149,
3268-1776, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 10h às
21h; sábado e domingo, 10h às 19h. Grátis.
Até 13 de outubro. www.itaucultural.org.br
MURILO
MENDES - 1901-2001. A homenagem ao centenário do poeta
mineiro, morto em 1975, é acolhida pela casa que mantém
vínculos com a biografia do autor. Murilo Mendes e Lasar
Segall trocaram correspondências freqüentes. Admirador
das artes plásticas, o escritor de Juiz de Fora publicou
artigos sobre a obra do pintor lituano. Mas também era um
colecionador de bom gosto. Ismael Nery, Guignard e Portinari estão
entre os brasileiros que compõem sua coleção
de pinturas. Os nomes internacionais incluem a portuguesa Vieira
da Silva, Picasso, Braque e Max Ernst, os três últimos
representados em gravuras. Organizada em torno de questões
como o movimento modernista, religião e surrealismo, a mostra
inclui ainda edi-ções de livros raros, catálogos
e publicações. Museu Lasar Segall. Rua Berta, 111,
Vila Mariana,
5574-7322, Metrô Vila Mariana. Terça a sábado,
14h às 19h; domingo, 14h às 18h. Até 23 de
outubro.
O
TESOURO DOS MAPAS - A CARTOGRAFIA NA FORMAÇÃO DO BRASIL.
A mostra da milenar arte das cartas geográficas foi prorrogada
por mais dois meses. O proprietário do lote, o banqueiro
e colecionador Edemar Cid Ferreira, é um entusiasta da cartografia.
Ele reuniu em quinze anos um acervo de 3.000 peças. Dessas,
220 compõem a exposição, cobrindo do século
XV ao atual. São atlas, cartas-portulanos, maquetes de embarcações,
objetos náuticos e, claro, mapas. Instituto Cultural Banco
Santos. Rua Hungria, 1100, Jardim Paulistano,
3818-9387.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado e domingo,
10h às 17h. Grátis. Até 27 de outubro.
VISÕES
DE SÃO PAULO. Um acervo de 120 cartões-postais
confronta o passado e o presente da cidade, com imagens como a Avenida
Paulista de 1900 e a atual. A coleção pertence a Cristóvão
Wieliczka e ainda contempla o antigo Palácio do Governo do
Estado, no Pátio do Colégio, demolido em 1953, e o
Largo da Sé de 1903. União Cultural Brasil-Estados
Unidos. Rua Coronel Oscar Porto, 208, Paraíso,
0800-126474, Metrô Brigadeiro. Segunda a domingo, 14h às
21h. Grátis. Até 6 de outubro.
FOTOGRAFIA
IMAGENS
DO BUNRAKU. A tradicional e celebrada companhia teatral japonesa
Bunraku, de Osaka, vem ao país no final deste mês.
Esta seleção de cinqüenta painéis fotográficos
antecipa a beleza do vestuário e da coreografia do grupo.
São imagens assinadas por Miyake Seisuke e Kawahara Hisao.
Dois vídeos completam a homenagem. Espaço Cultural
Fundação Japão. Avenida Paulista, 37, 1º
andar,
3141-0843/0110, Metrô Brigadeiro. Segunda a sexta, 12h às
18h. Grátis. Até 9 de outubro.
RETRATOS.
Edu Simões, Juan Esteves e Márcio Scavone protagonizam
a mostra dedicada ao tradicional gênero do retrato. Cada um
comparece com doze imagens. Casa da Fotografia Fuji. Avenida Vereador
José Diniz, 3400, Campo Belo,
5091-4000. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 12h
às 17h. Grátis. Até 12 de outubro.
PRÊMIO
PORTO SEGURO DE FOTOGRAFIA. Na segunda edição
do prêmio, foram escolhidos trabalhos de Clayton Camargo Junior,
Evelyn Ruman, Flavio Cannalonga e Sérgio Regho, foram escolhidos trabalhos de Clayton Camargo Junior,
Evelyn Ruman, Flavio Cannalonga e Sérgio Reghin Ranalli,
entre 500 inscritos de todo o país. O tema, Manifestações
Culturais por uma Sociedade Menos Violenta, ainda rendeu uma indicação
especial da comissão julgadora para Claudia Andujar e seu
projeto junto aos ianomâmis. Além das chapas de cada
vencedor, estão expostas fotos de mais dezoito selecionados,
entre eles Antonio Saggese e Cris Bierrenbach. No total, são
125 peças. Espaço Porto Seguro. Alameda Barão
de Piracicaba, 740, Campos Elíseos,
3366-8262. Terça a domingo, 10h às 17h. Até
dia 29.
LEILÃO
ARTE
E ANTIGUIDADES. Há preciosidades como um par de anjos
de madeira do Mestre Valentin criado no século XVIII e recentemente
levado a Nova York pela Mostra 500 Anos. Do mesmo artista, tocheiros
disputam a atenção com quase quinhentos lotes. São
marinas de Benedito Calixto, desenhos de Portinari, geometrias de
Lothar Charoux, cadeiras de Joaquim Tenreiro e um conjunto respeitável
de tapeçarias, mobiliário, objetos e porcelana. As
peças estarão em exposição neste domingo
(15) e na segunda (16), 12h às 23h. Dutra Leilões.
Avenida Brasil, 649, Jardim Paulista,
3887-3234. Terça (17) a quinta (19), 21h50. Grátis.
www.dutraleiloes.com.br
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