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Exposições

Orlando Margarido


ESTRÉIAS

IOLE DE FREITAS. As oito esculturas transparentes de policarbonato, cristal ou jateado, da artista vêm se juntar à instalação exposta no Centro Universitário Maria Antônia. Como de hábito no trabalho de Iole, as formas se retorcem e se articulam, criando o efeito de volumes maiores ou menores, de acordo com a posição do olhar. US$ 6.000 a US$ 25.000. Gabinete de Arte Raquel Arnaud. Rua Artur de Azevedo, 401, Pinheiros, 3083-6322. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até 27 de outubro. A partir de quinta (19). Vernissage na quarta (18), 20h.

JULIO VILLANI E TEMPORADA DE PROJETOS. O artista paulistano residente em Paris há duas décadas banca o "padrinho" de Adalgisa Campos e Laura Belém nesta nova etapa do projeto. A criação de Villani tem fôlego. Em uma instalação, dois vídeos mostram um papagaio interagindo com pinturas históricas, a exemplo da Mona Lisa e do Abaporu. Em conjunto, quinze acrílicas com algodão homenageiam o argentino Lucio Fontana. Há ainda um objeto feito com papel, madeira, molas de batedores de claras e um ventilador a provocar um jogo de sombras e transparências com rostos humanos. Também paulistana, Adalgisa exibe uma seleção de desenhos com diversos padrões de piso, resultado da técnica com fita adesiva que aplica diretamente no chão. Discípula do teatro de bonecos do alemão Thomas Kampe, a mineira Laura Belém apresenta dezesseis figuras batizadas de birutas, infladas ou esvaziadas por um sistema de computador. Paço das Artes. Avenida da Universidade, 1, Cidade Universitária, 3814-4832. Segunda a sexta, 11h30 às 18h30; sábado e domingo, 12h30 às 17h30. Grátis. Até 13 de outubro. A partir deste domingo (15).

MARCIA PASTORE. Formas que sugerem instabilidade são trabalhadas pela artista em duas peças de gesso com dimensões de até 2,5 metros. As esculturas de Marcia estão muito bem acompanhadas por trabalhos de outras três colegas. Regina Johas expõe obras de duração limitada. Os objetos de adesivo translúcido, uma vez aplicados na parede, só saem se destruídos. A artista também mostra suas esculturas-jogos, módulos de acrílico que podem ser manipulados pelo visitante. Já Ricardo Homem se volta às linguagens tradicionais da pintura e do desenho, presentes em quinze trabalhos. Marcelo Coutinho apresenta a instalação Alhime, que inclui um inesperado cercado de madeira e arame com galinhas vivas. A obra dá seqüência ao projeto audiovisual desenvolvido por ele desde 1999. Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 9h às 21h. Grátis. Até 6 de outubro. A partir de sexta (20). Vernissage na quinta (19), 20h.


Anônimo/Marlene Dietrich Collection, Berlin

Marlene Dietrich: retratos de uma diva


MARLENE DIETRICH - UM LENDA EM IMAGENS.
Para acompanhar o evento em homenagem a Marlene Dietrich - e também a sua conterrânea, a diretora Leni Riefenstahl - foram escolhidas 38 imagens de um espólio de 15.000 registros da celebrada intérprete alemã. Dietrich (1901-1992), a predi-leta do diretor Josef von Sternberg e por ele descoberta em O Anjo Azul, pode ser vista em grandes momentos da carreira hollywoodiana e também na intimidade. Sala Cinemateca. Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana,
5084-2318. Terça a domingo, 17h às 22h. Grátis. Até 6 de outu-bro. A partir de quarta (18).

MORAR NA METRÓPOLE - O OLHAR DE QUINZE ARQUITETOS. A revista Arquitetura & Construção comemora quinze anos e para celebrar convidou o mesmo número de arquitetos a participar de uma empreitada instigante. Alexandre Brasil, Bruno Padovano, Francisco Hue, Marcelo Rosenbaum, Roberto Loeb, entre outros, projetaram uma casa para o morador urbano da era digital. O resultado da curadoria de José Luiz Favaro é exposto em maquetes virtuais que podem ser acessadas pelo público em cinco computadores. Em paralelo, quinze painéis reproduzem as capas de aniversário da publicação, além de trinta projetos arquitetônicos bem-sucedidos. Há ainda uma homenagem a mestres da arquitetura como Oscar Niemeyer, Oswaldo Bratke, Gregori Warchavichik, Rino Levi e Lúcio Costa. Espaço Cultural Citibank. Avenida Paulista, 1111, 5576-1880, Metrô Trianon-Masp. Segunda a domingo, 8h às 20h. Até 10 de outubro. A partir de sexta (20). Vernissage na quinta (19), 20h.

Rômulo Fialdini

Dança de Bandeirantes (1943), de Clóvis Graciano: na mostra Operários na Paulista


OPERÁRIOS NA PAULISTA - MAC/USP E ARTISTAS ARTESÃOS.
Trata-se de um belo complemento à homenagem ao pintor Francisco Rebolo, que inclui uma individual do artista no MAM. Aqui, ele comparece ao lado dos colegas do Grupo Santa Helena, a turma de artistas sediada no palacete homônimo da Praça da Sé, no início dos anos 30. O prédio foi derrubado para dar espaço ao metrô, mas a herança dos nove paisagistas permaneceu. De origem humilde, os filhos de imigrantes operários Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Fulvio Pennachi, Humberto Rosa, Manoel Martins e Mario Zanini legaram magníficos registros da São Paulo de arredores bucólicos, naturezas-mortas e retratos. Uma centena dessas obras está reunida nesta coletiva com peças do Museu de Arte Contemporânea, Instituo de Estudos Brasileiros e Palácio do Governo, além de coleções particulares. Centro Cultural Fiesp - Galeria de Arte do Sesi. Avenida Paulista, 1313,
3146-7405, Metrô Trianon-Masp. Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 10h às 19h. Grátis. Até 19 de janeiro. A partir de terça (17). Vernissage na segunda (16), 19h.

 

EM CARTAZ

ANA ELISA DIAS BAPTISTA E NORMA MOBILON. As duas artistas tiveram bons orientadores na arte da gravura. Ana Elisa, que estudou com Evandro Carlos Jardim e Edith Derdyk, apresenta uma série em metal e desenhos na técnica de água-forte. Sua colega Norma, que já colaborou com Marcello Grassmann, prefere a técnica gráfica e os desenhos de nanquim. R$ 100,00 a R$ 500,00. Gravura Brasileira. Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1325, Jardim Paulistano, 3064-8779. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 10h às 14h. Até 5 de outubro.

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ANTÔNIO CARELLI. Este pintor e ceramista paulista sempre esteve próximo de grandes personalidades das artes. Apesar disso, é um nome pouco conhecido. Na década de 50, depois de integrar o Grupo 15, na companhia de Takaoka e Geraldo de Barros, Carelli rumou para a França. Em Paris, executou painéis junto com Fernand Léger e, assim como Tarsila do Amaral, foi aluno do pintor André Lhote. De volta a São Paulo, virou parceiro de Bonadei. Agora, numa amostra de sua produção recente, a relação se dá em forma de homenagem. Em óleos sobre tela, ele faz releituras de El Greco e Francis Bacon. Para Lucas Cranach (1472-1553), criou Ninfa na Paisagem, menção aos nus femininos do pintor alemão. Há ainda cinco murais e dois mosaicos, faces exemplares da trajetória figurativa de Carelli. No mesmo espaço, há mais três individuais. A pintora Vera Martins reúne diversas técnicas exploradas ao longo de sua trajetória, de tecidos a espinha de peixe, em instalação com quarenta objetos e doze telas. O japonês Nobuo Mitsunashi ocupa o espaço octogonal do prédio com 32 peças de cerâmica e fibra de vidro, num resultado semelhante ao de sua participação na 21ª Bienal de Arte de São Paulo. Por fim, um muro construído com canudos plásticos de refrigerante e caixas de acrílico, criação de Pazé, busca o efeito óptico. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. Grátis. Até dia 29.

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ARTHUR LUIZ PIZA. Hoje com 74 anos, mais de vinte deles vivendo em Paris, Piza tornou-se um símbolo da arte abstrata brasileira. Seus delicados relevos ora escondem, ora valorizam a luz. A Pinacoteca promove uma retrospectiva composta de 180 obras. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. Grátis. Até dia 29.

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CAETANO DE ALMEIDA. As belas e coloridas composições desse paulista de Campinas se equilibram entre o geométrico e o figurativo, lembrando padronagens de tecidos ou elementos arquitetônicos. As telas batizadas de Mundo Plano se inspiram em lembranças de viagens à França e à Índia. US$ 3.500 a US$ 8.000. Galeria Luisa Strina. Rua Oscar Freire, 502, Jardim Paulista, 3088-2471. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até 9 de outubro.

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CHINA - A ARTE IMPERIAL, A ARTE DO COTIDIANO, A ARTE CONTEMPORÂNEA. Nos moldes didáticos da exposição sobre o Egito, a supermostra reúne mais de 1.800 obras, entre objetos de barro, bronze, porcelana e palha. Começa no período do império, da fase neolítica às dinastias, como a Ming. A arte de viver é relembrada no módulo seguinte, fincado na Revolução Cultural de Mao Tsé-tung e na medicina. A década de 80 marca a abertura e a chegada de uma vanguarda chinesa. Há ainda uma sala dedicada ao artista Chang Dai-Chien, nome de referência para a arte moderna chinesa. Museu de Arte Brasileira - Faap. Rua Alagoas, 903, Pacaembu, 3662-1662. Terça a sexta, 10h às 20h; sábado e domingo, 10h às 17h. Grátis. Até 3 de novembro.

COM QUE CORPO EU VOU? Além do estilista Ronaldo Fra-ga, a coletiva agrupa cinco artistas para discutir a visão do corpo humano contemporâneo: Felix Bressan, com suas esculturas de ferro fundido, Marta Strambi (objetos), Rosana Mariotto (cerâmica) e os videoartistas Lia Chaia e Pazé. Espaço de Artes da Universidade Cidade de São Paulo. Rua Cesário Galeno, 475, Tatuapé, 6190-1200, Metrô Carrão. Segunda a sexta, 9h30 às 21h; sábado, 10h às 15h. Grátis. Até dia 28.

FLÁVIA RIBEIRO. A carreira da artista paulista se inicia em um contexto privilegiado. Integrante da Escola Brasil, Flávia estudou desenho e gravura com Dudi Maia Rosa, um dos fundadores do grupo nos anos 70. Desde então vieram novas experiências. Esta individual comprova as mudanças. São dez esculturas de metal dourado ou pátina escura, em formato esférico, fundidas com moldes de gesso e cera. Há ainda a utilização de materiais como o veludo. R$ 5.000,00 a R$ 45.000,00. Bolsa de Arte do Rio de Janeiro/Galeria André Millan. Rua Rio Preto, 63, Jardim Paulista, 3062-2333/5722. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até 31 de outubro.

A FORMA E A IMAGEM TÉCNICA NA ARTE DO RIO DE JANEIRO -- 1950/1975. A idéia é apontar a contribuição carioca na introdução da tecnologia na arte brasileira. Foram reunidos quinze nomes nascidos ou radicados no Rio de Janeiro. Entre eles, o potiguar Abraham Palatnik e seus sedutores Cinecromáticos, e Athos Bulcão, o múltiplo artista que realizou experiências fotográficas surrealistas. Paço das Artes. Avenida da Universidade, 1, Cidade Universitária, 3814-4832. Terça a domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 5 de outubro

IOLE DE FREITAS. A leveza e a torção marcam as conhecidas esculturas da artista mineira, ainda que realizadas em materiais rígidos como aço, cobre e bronze. Iole, em atividade desde os anos 70, dá nova mostra da flexibilidade de sua arte numa única instalação, que cobre dois andares. Tubos de aço inox sustentam chapas de policarbonato jateado, com dimensões de até 6 metros. Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado e domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 27 de outubro.

ISMÊNIA COARACY. Aos 83 anos, a pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no interior paulista demonstra vitalidade para uma nova cartada. Aluna de Lívio Abramo nos anos 50 e depois de Clóvis Graciano, Ismênia buscou numa aquisição do passado o mote de sua mostra de óleos sobre tela e pastel sobre papel camurça e xérox. As 23 obras são baseadas nas figuras das cartas de baralho, tradição que a artista renova com cores fortes e recursos de duplicidade. Como complemento à mostra, o colecionador José Luiz Pagliari traz em quarenta painéis a história dos jogos de carta. Centro Brasileiro Britânico. Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, 3039-0567. Segunda a sexta, 9h às 20h; sábado e domingo, 10h às 16h. Grátis. Até sábado (21).

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O MAPA DO AGORA - COLEÇÃO JOÃO SATTAMINI. Meio século de arte brasileira sustenta essa síntese da coleção do empresário carioca João Leão Sattamini. A mostra reúne 120 trabalhos, entre pinturas, esculturas, objetos e outros suportes, reunidas em três segmentos. Os anos 50 estão representados pelos herdeiros dos modernistas e nomes abstratos, como Antonio Maluf, Maurício Nogueira Lima e Samson Flexor; os experimentais anos 60 e 70 reúnem Lygia Clark e Nelson Leirner, entre outros. Por fim, os artistas dos anos 80 em diante, como Daniel Senise, Beatriz Milhazes a Paulo Pasta. Instituto Tomie Ohtake. Rua dos Coropés, 88, Pinheiros, 6844-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 3 de novembro.

MARIA TERESA LOURO. Mal encerra uma simpática individual no espaço da Faculdade Santa Marcelina, a artista emenda outra realização, agora com novidades. São 21 desenhos, nas técnicas de acrílica e lápis sobre tela, inspirados nas paisagens de Barra do Una, no litoral norte paulista. Galeria Nara Roesler. Avenida Europa, 655, Jardim Europa, 3063-2344. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h. Até dia 28.

O MISTÉRIO DA SOMBRA. Os treze artistas desta coletiva têm ligação com o ateliê italiano Bottega del Tintoretto, um tradicional endereço de pesquisa artística em Veneza. A técnica da gravura aparece nas peças de calcografia, xilografia, litografia e serigrafia, mas há também aquarelas. Comparecem, entre outros, Ann Aspinwall, Florence Caval e Roberto Mazzetto - este, o criador do espaço. Faculdade Santa Marcelina - Espaço Eugenie Villien. Rua Doutor Emílio Ribas, 89, Perdizes, 3826-9700. Segunda a sexta, 9h às 21h. Grá-tis. Até dia 27.

NAÏF BRASILEIROS. Antonio Poteiro, José de Freitas e Rosina Becker são os artistas reunidos sob o amplo conceito da arte ingênua, naïf ou primitiva. Em 45 trabalhos de uma coleção particular, técnicas de óleo sobre tela e guache remetem a temáticas habituais, coloridas e singelas, a exemplo da infância e das paisagens do interior. Espaço Caixa. Avenida Paulista, 2083 (Conjunto Nacional), Metrô Consolação. Informações, 3107-0498. Segunda a sábado, 10h às 19h; domingo, 12h às 19h. Até 13 de outubro.

ODETTE EID. Octogenária, a escultora libanesa radicada na cidade iniciou-se tarde no ofício. Só aos 60 anos assinou sua primeira peça. Essa individual com 22 bronzes, peças em pano e desenhos realizados no computador traduzem seus interesses por lendas, mitologia, balé e esportes, entre outros temas. Galeria do Complexo Júlio Prestes (acesso para a Secretaria do Estado da Cultura). Praça Júlio Prestes, s/nº, Luz, 3351-8104, Metrô Luz. Segunda a sexta, 9h às 17h. Grátis. Até 5 de outubro.

PARIS 1900 - NO ACERVO DO PETIT PALAIS E NO ACERVO DO MASP. O título da exposição define o período enquadrado, mais conhecido como belle époque. A seleção de 165 obras vem do museu parisiense do Petit Palais e inclui pinturas de Renoir, Cézanne e Gustave Moreau, uma escultura de Rodin, gravuras de Toulouse-Lautrec, fotografias, jóias e objetos da art nouveau. Há salas dedicadas à atriz Sarah Bernhardt, representada num retrato grandioso de George Clairin, e ao marchand Ambroise Vollard, descobridor de talentos da época e pintado por vários deles. O Masp colabora com um lote de vinte obras de seu acervo. Masp. Avenida Paulista, 1578, 251-5644, Metrô Trianon-Masp. Terça e quarta, sexta a domingo e feriados, 11h às 18h; quinta, até 20h. R$ 5,00 (estudantes) e R$ 10,00. A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 anos e grupos de estudantes de escolas públicas agendadas ( 283-2585). Até 6 de outubro.

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REBOLO. Paulistano da Mooca, Francisco Rebolo Gonsales (1902-1980) é homenageado com a maior retrospectiva de seu trabalho até hoje. São 150 óleos sobre tela, que relembram o aglutinador do Grupo Santa Helena, uma turma de pintores do início dos anos 30. O artista, filho de espanhóis, teve uma trajetória peculiar: foi jogador de futebol, de longa carreira no Corinthians, para o qual criou o distintivo oficial. Além de paisagens, retratos e naturezas-mortas, está exposta a tela na qual ele se auto-retrata em campo com a bola. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5549-9688. Terça, quarta e sexta, 12h às 18h; quinta, 12h às 22h; sábado e domingo, 10h às 18h. R$ 2,50 (estudantes) e R$ 5,00. Grátis às terças (exceto feriados), quintas a partir das 17h e todos os dias para menores de 10 anos e pessoas com mais de 65 anos. Até 6 de outubro. www.mam.org.br

REGINA SILVEIRA. Mais uma vez, a grandiosidade marca o retorno da consagrada artista em individual. Um conjunto de quatro peças tridimensionais forma a instalação A Lição. Um cone, acompanhado de um cubo e uma peça cilíndrica, atinge 7 metros. Há ainda uma esfera já mostrada na coletiva Estratégias para Deslumbrar, na Fiesp. Objetos habituais em sua carreira, as chamadas Sombras ocupam o mezanino do espaço. R$ 1.500,00 a R$ 45.000,00. Galeria Brito Cimino. Rua Gomes de Carvalho, 842, Vila Olímpia, 3842-0634. Terça a sábado, 11h às 19h. Até dia 28.

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REMBRANDT. A face do mestre holandês que vem à luz não é tão conhecida quanto a do pintor de tons sombrios. Por isso mesmo, é instigante conhecer seu trabalho de gravador, em 83 peças na técnica de água-forte, seleção vinda do Museu Casa de Rembrandt, de Amsterdã. Rembrandt van Rijn (1606-1669) foi um inovador no método, que utiliza placa de cobre coberta de cera e depois mergulhada em ácido. Da impressão da tinta no baixo-relevo, surgiram cenas religiosas, como a gravura Cristo Pregando, e paisagens, a exemplo de Vista de Amsterdã. Completam a exposição outras quarenta gravuras de autores que influenciaram o genial pintor holandês ou por ele foram influenciados, como Picasso. De terça a domingo, das 12h às 19h30, uma oficina de desenho propicia ao público a oportunidade de conhecer na prática a técnica do bico-de-pena, em processo semelhante ao usado por Rembrandt. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3651, Metrô Sé. Terça a domingo, 12h às 19h30. Grátis. Estac. com serviço de van na Rua da Consolação, 228 (R$ 7,00 por três horas). Visitas monitoradas abertas ao público em geral, de terça a sábado, 12h30, 15h e 17h; grupos devem agendar previamente ( 3113-3649). Até 3 de novembro.

RODRIGO ANDRADE E CRISTINA LAMAS. Nesta individual, o paulistano Rodrigo Andrade evidencia as transformações de seu trabalho já apontadas em coletivas recentes, como no Centro Universitário Maria Antônia. As grossas camadas coloridas de acrílica sobre a tela quase resultam em relevos e formatam traços geométricos que soterram um passado figurativo e ex-pressionista, herança do grupo Casa 7. Já a portuguesa Cristina Lamas, artista de nova geração, flerta diretamente com a tradição de seu país ao apresentar oitenta desenhos em azulejos. R$ 300,00 a R$ 18.000,00. Marília Razuk Galeria de Arte. Avenida Nove de Julho, 5719, loja 2, Jardim Europa, 3079-0853. Segunda a sexta, 10h30 às 19h; sábado, 11h às 14h. Até sábado (21).

RUGENDAS NO MÉXICO. Chegam do Instituto Ibero-Americano de Berlim 150 óleos sobre cartão pintados pelo paisagista alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858) durante sua expedição ao México. O pintor lá esteve entre 1831 e 1834, pouco depois de sua conhecida passagem pelo Brasil, integrando o grupo de Alexander von Humboldt, cientista e explorador na América Latina. Nas imagens, um mundo novo de paisagens, fauna e flora. Memorial da América Latina - Galeria Marta Traba. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, portão 6, 3823-4600, Metrô Barra Funda. Terça a domingo, 9h às 18h. Grátis. Até 20 de outubro.

SANDRA CINTO. Com forte presença no circuito internacional, a artista nascida em Santo André ficou quatro anos sem expor na capital. Uma instalação que preenche todo o espaço do marchand Ricardo Trevisan marca a volta em grande estilo. Fotografias-objetos, esculturas, desenhos nas paredes e pinturas representam objetos e situações em deterioração, mas que podem ser recuperados. US$ 3.000 a US$ 15.000. Casa Triângulo. Rua Bento Freitas, 33, centro, 3331-5910. Terça a sábado, 11h às 19h. Até 3 de outubro.

II MOSTRA DO PROGRAMA DE EXPOSIÇÕES. Depois da coletiva que reuniu todos os selecionados, prossegue a etapa de desmembramento em pequenos grupos. Desta vez fazem parte Amilcar Parker, Beatriz Carvalho, Cláudio Elisabetsky e outros. Albano Afonso e Edith Derdyk comparecem na condição de "padrinhos" desses novos artistas. Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3277-3611, Metrô Vergueiro. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado e domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 20 de outubro.

SONIA MÜLLER. A individual da artista pode ser vista de forma conjunta e articulada ou de maneira autônoma. Entre as 25 obras, há pinturas encaixadas no teto, uma instalação de manta acrílica, desenhos sobre papel e objetos como cubos com folhas secas. Para a curadora Maria Alice Milliet, as peças traduzem uma face diversificada da paulista de Marília. R$ 600,00 a R$ 8 000,00. Valu Oria Galeria de Arte. Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1403, Jardim Paulistano, 3083-0811. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até dia 28.

VALDIR ROCHA. A individual do gravador paulistano tem fôlego. São mais de sessenta peças, entre xilogravuras e técnicas de metal como água-forte, águatinta, ponta-seca e buril. Há inclusive matrizes que foram pintadas pelo artista. Para tratar de temas como poder, religião, cultura e outras vertentes da dominação, Rocha utiliza habitualmente a imagem de cabeças humanas. Ele também assina um livro de gravuras, lançado por ocasião da mostra. Sala Mário Pedrosa. Rua Frei Caneca, 1402, térreo, Cerqueira César, 3253-2331, Metrô Consolação. Segunda a sexta, 9h às 20h; sábado, 9h às 13h. Grátis. Até dia 28.

VERA FERRO. A artista carioca tem sua formação ligada à gravura, inclusive com orientação em ateliê para novatos. Mas também estudou desenho e pintura na Faap e é esta a face representada nesta mostra. São dezoito telas nas técnicas de óleo sobre tela e aquarela. Funarte - Galeria Mário Schenberg. Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, 3662-5177, Metrô Marechal Deodoro. Segunda a sexta, 9h às 17h. Grátis. Até sexta (20).

VERA GOULART. A múltipla artista é também prolífica. Em janeiro, ocupou o Museu Brasileiro da Escultura com suas instalações, desenhos, gravuras, pinturas e esculturas. Volta agora com uma mais setenta peças, sempre com a representação de personagens bizarros, absurdos e teatrais. Vera divide-se entre o Rio de Janeiro, onde já expôs no Museu Nacional de Belas Artes, e Berna, na Suíça, onde mantém ateliê. R$ 190,00 a R$ 25.000,00. Espaço Augusta 664. Rua Augusta, 664, Consolação, 3346-4504. Terça a domingo, 11h às 17h. Até domingo (22).

 

ESPECIAL

ARTE E INCONSCIENTE - TRÊS VISÕES SOBRE O JUQUERY. O lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957), a fotógrafa alemã Alice Brill e os internos do Hospital Psiquiátrico do Juquery estão reunidos numa mostra de sessenta obras sob o mesmo foco. Segall visitou essa instituição paulistana no início dos anos 40 e produziu uma série de desenhos sobre a loucura, tema que já aparecia em seu trabalho em 1919. Alice Brill, também radicada no Brasil, visitou o hospício em 1950 e lá registrou imagens de pacientes. Parte dessas chapas em preto-e-branco estão no saguão dos cinemas do Shopping Frei Caneca. Há ainda um lote de trabalhos dos internos, criados nas décadas de 40 e 50. Completam a exposição documentos raros, como uma carta de Freud elogiando o Juquery pelo incentivo à arte. Instituto Moreira Salles. Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis, 3825-2560. Terça a sexta, 13h às 19h; sábado e domingo, 13h às 18h. Grátis. Até 17 de novembro. Galeria IMS - Saguão do Frei Caneca Arteplex. Shopping Frei Caneca, 3472-2365. Segunda a domingo, 12h às 22h. Grátis. Até 19 de novembro.

A CIDADE DE SÃO PAULO - COTIDIANO E INDEPENDÊNCIA. Em dois módulos e cerca de vinte manuscritos originais, a mostra oferece uma visão da cidade nos anos próximos ao 7 de setembro, entre 1820 e 1825. No primeiro bloco, há documentos e cartas de José Bonifácio e dom Pedro I debatendo, por exemplo, a data para celebrar o aniversário da Independência. Em outro, decretos da Câmara põem ordem na então provinciana vila, como estabelecer que porcos e outros animais não fiquem soltos na rua. Monumento da Independência - Espaço Museológico. Parque da Independência, s/nº, Ipiranga. Informações, 6168-0012. Terça a domingo, 9h às 17h. Até 3 de novembro.

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EMOÇÃO ART.FICIAL. É o universo digital, da web art, das criações em computador, dos áudios e vídeos em terceira dimensão, games e até robôs, o mote para reunir 38 obras de dez países, incluindo o Brasil. Embora recentes, já há nomes de apelo na arte, a exemplo do australiano Jeffrey Shaw, ligado ao grupo alemão ZKM. O brasileiro Eduardo Kac se destaca pela arte transgênica. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, 3268-1776, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado e domingo, 10h às 19h. Grátis. Até 13 de outubro. www.itaucultural.org.br

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MURILO MENDES - 1901-2001. A homenagem ao centenário do poeta mineiro, morto em 1975, é acolhida pela casa que mantém vínculos com a biografia do autor. Murilo Mendes e Lasar Segall trocaram correspondências freqüentes. Admirador das artes plásticas, o escritor de Juiz de Fora publicou artigos sobre a obra do pintor lituano. Mas também era um colecionador de bom gosto. Ismael Nery, Guignard e Portinari estão entre os brasileiros que compõem sua coleção de pinturas. Os nomes internacionais incluem a portuguesa Vieira da Silva, Picasso, Braque e Max Ernst, os três últimos representados em gravuras. Organizada em torno de questões como o movimento modernista, religião e surrealismo, a mostra inclui ainda edi-ções de livros raros, catálogos e publicações. Museu Lasar Segall. Rua Berta, 111, Vila Mariana, 5574-7322, Metrô Vila Mariana. Terça a sábado, 14h às 19h; domingo, 14h às 18h. Até 23 de outubro.

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O TESOURO DOS MAPAS - A CARTOGRAFIA NA FORMAÇÃO DO BRASIL. A mostra da milenar arte das cartas geográficas foi prorrogada por mais dois meses. O proprietário do lote, o banqueiro e colecionador Edemar Cid Ferreira, é um entusiasta da cartografia. Ele reuniu em quinze anos um acervo de 3.000 peças. Dessas, 220 compõem a exposição, cobrindo do século XV ao atual. São atlas, cartas-portulanos, maquetes de embarcações, objetos náuticos e, claro, mapas. Instituto Cultural Banco Santos. Rua Hungria, 1100, Jardim Paulistano, 3818-9387. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado e domingo, 10h às 17h. Grátis. Até 27 de outubro.

VISÕES DE SÃO PAULO. Um acervo de 120 cartões-postais confronta o passado e o presente da cidade, com imagens como a Avenida Paulista de 1900 e a atual. A coleção pertence a Cristóvão Wieliczka e ainda contempla o antigo Palácio do Governo do Estado, no Pátio do Colégio, demolido em 1953, e o Largo da Sé de 1903. União Cultural Brasil-Estados Unidos. Rua Coronel Oscar Porto, 208, Paraíso, 0800-126474, Metrô Brigadeiro. Segunda a domingo, 14h às 21h. Grátis. Até 6 de outubro.

 

FOTOGRAFIA

IMAGENS DO BUNRAKU. A tradicional e celebrada companhia teatral japonesa Bunraku, de Osaka, vem ao país no final deste mês. Esta seleção de cinqüenta painéis fotográficos antecipa a beleza do vestuário e da coreografia do grupo. São imagens assinadas por Miyake Seisuke e Kawahara Hisao. Dois vídeos completam a homenagem. Espaço Cultural Fundação Japão. Avenida Paulista, 37, 1º andar, 3141-0843/0110, Metrô Brigadeiro. Segunda a sexta, 12h às 18h. Grátis. Até 9 de outubro.

RETRATOS. Edu Simões, Juan Esteves e Márcio Scavone protagonizam a mostra dedicada ao tradicional gênero do retrato. Cada um comparece com doze imagens. Casa da Fotografia Fuji. Avenida Vereador José Diniz, 3400, Campo Belo, 5091-4000. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 12 de outubro.

PRÊMIO PORTO SEGURO DE FOTOGRAFIA. Na segunda edição do prêmio, foram escolhidos trabalhos de Clayton Camargo Junior, Evelyn Ruman, Flavio Cannalonga e Sérgio Regho, foram escolhidos trabalhos de Clayton Camargo Junior, Evelyn Ruman, Flavio Cannalonga e Sérgio Reghin Ranalli, entre 500 inscritos de todo o país. O tema, Manifestações Culturais por uma Sociedade Menos Violenta, ainda rendeu uma indicação especial da comissão julgadora para Claudia Andujar e seu projeto junto aos ianomâmis. Além das chapas de cada vencedor, estão expostas fotos de mais dezoito selecionados, entre eles Antonio Saggese e Cris Bierrenbach. No total, são 125 peças. Espaço Porto Seguro. Alameda Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, 3366-8262. Terça a domingo, 10h às 17h. Até dia 29.

 

LEILÃO

ARTE E ANTIGUIDADES. Há preciosidades como um par de anjos de madeira do Mestre Valentin criado no século XVIII e recentemente levado a Nova York pela Mostra 500 Anos. Do mesmo artista, tocheiros disputam a atenção com quase quinhentos lotes. São marinas de Benedito Calixto, desenhos de Portinari, geometrias de Lothar Charoux, cadeiras de Joaquim Tenreiro e um conjunto respeitável de tapeçarias, mobiliário, objetos e porcelana. As peças estarão em exposição neste domingo (15) e na segunda (16), 12h às 23h. Dutra Leilões. Avenida Brasil, 649, Jardim Paulista, 3887-3234. Terça (17) a quinta (19), 21h50. Grátis. www.dutraleiloes.com.br

         
   
     
 
 
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