O ídolo

Passada uma década de sua morte, Ayrton Senna continua a figurar no imaginário nacional como um herói especial. Até hoje, é admirado com a mesma intensidade por diversas gerações. Em 2001, sete anos após sua morte, o piloto foi apontado como o ídolo nº 1 num levantamento que VEJA fez entre os jovens de 14 a 18 anos - ou seja, eram apenas crianças quando Senna arrasava nas pistas.

O piloto não é apenas ídolo no Brasil. Ele é lembrado como um dos grandes nomes do esporte nos quatro cantos do planeta. A prova é que existem ainda inúmeros sites e fã-clubes sobre ele espalhados pelo mundo. Em especial no Japão, onde eles têm até hoje um carinho especial pelo piloto. Para se ter uma idéia, os produtos ligados à marca Senna são vendidos como água no país.

É comum também ver as pessoas que vão ao autódromo Enzo e Dino Ferrari, na Itália, abaixarem a voz e nem mesmo conversar quando se aproximam da curva Tamburello, onde Senna sofreu o acidente que lhe tirou a vida. Naquele local, as reverências e manifestações de carinho ao ídolo, ainda que bem menos numerosas, não cessaram.

Além dos fãs, Senna também faz sucesso entre os especialistas no esporte. Tinha admiração de diversos colegas, como o piloto alemão Michael Schumacher. "O estilo de Senna era muito preciso. Parecia que dirigia sem muito esforço físico, tinha um talento natural", disse em entrevista a VEJA. Recentemente, em 2001, o ídolo brasileiro foi escolhido pela revista italiana Autosprint como o melhor piloto da história da Fórmula 1.

Senna é até hoje lembrado como um grande ídolo, porque além de ter se tornado um campeão mundial, ele tinha carisma, força de vontade e uma disciplina tão rígida que beirava a obsessão. Tem o fato também de ter virado uma espécie de mártir, ao morrer no auge da carreira e no momento em que lutava para melhorar as condições de segurança do automobilismo. E o mais importante: deu como poucos alegria aos brasileiros, que esperavam ansiosamente o domingo para assistir ao seu sucesso nas pistas.

 
 
 
 
 
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