Frases


"A reforma agrária é igual a futebol, e o time dos latifundiários vai ser derrotado. O governo joga no nosso time."
João Pedro Stedile,
do MST, em encontro com Lula, em julho de 2003.


"Estamos entregando uma bola cheia porque o senhor está com a bola cheia e temos que aproveitar este momento para escalar o time da reforma agrária. Vamos colocar o senhor como centroavante e, pela esquerda, o ministro Miguel Rossetto. Mas pela direita vai o Antonio Palocci. E o José Dirceu é meia-esquerda."
Ênio Bohnenberger,
do MST, em encontro com Lula, em julho de 2003.


"O MST é muito organizado para lutar pelo acesso à terra, mas não tem o mesmo ímpeto na hora de viabilizar o empreendimento."
Gerd Sparovek,
professor da Universidade de São Paulo (USP), em junho de 2003.


"Antônio Conselheiro não se entregou nem foi morto pelas tropas do governo. Morreu de diarréia. A burguesia amarela quando falo que vou fazer uma nova Canudos."
José Rainha,
do MST, em junho de 2003.


"O governo Lula está moroso."
João Pedro Stedile,
do MST, em junho de 2003.


"O Ministério do Desenvolvimento Agrário não é instituição policial. Não é tarefa do ministério reprimir manifestações."
Miguel Rossetto,
ministro do Desenvolvimento Agrário, em março de 2003.


"Os dirigentes possuem um sonho revolucionário que é construir sobre os escombros do capitalismo uma sociedade socialista. Muitas vezes as aspirações dos dirigentes não são as mesmas da massa. Nesse caso é preciso desenvolver um trabalho ideológico para fazer com que as aspirações da massa adquiram caráter político e revolucionário."
Trecho de cartilha do MST.


"O MST se perdeu, em parte por causa de sua própria estrutura e em parte por não ter sabido adaptar-se às mudanças que vêm ocorrendo tanto no mundo quanto na questão agrária no Brasil."
Raul Jungmann,
ex-ministro da Reforma Agrária, em novembro de 2000.


"Se voltarmos dessa joça sem terra, vamos incendiar os latifúndios."
José Rainha, do MST,
em setembro de 2000.


"Essas pessoas que invadem prédios públicos têm de ser presas. O MST tem posições pré-revolucionárias e suas ações não estão sendo repelidas com a força necessária. Ele tem direito de se manifestar, não de praticar crimes."
Celso Bastos,
professor de direito, em maio de 2000.


"O Brasil cansou da falta de respeito à liberdade, da transformação da liberdade de uns no constrangimento de outros. O Brasil e o presidente não vão mais admitir que funcionários públicos sejam reféns de gente que faz baderna em nome de uma causa que em si é justa."
Fernando Henrique Cardoso,
ex-presidente, em maio de 2000.


"Minha família dedicou os últimos quarenta anos à formação dessas fazendas. Meu pai fez essas pastagens roçando a área com machados. Na minha idade eu não agüento ver minhas terras entregues a esses aventureiros."
Túlio Alves Filho,
fazendeiro do Centro-Oeste, em maio de 1999.


"Nós não temos armas. Quem está armada é a polícia e o latifundiário."
João Paulo Stedile,
do MST, em outubro de 1998.


"Dividir o chimarrão é uma lição de como se deve dividir tudo na vida. A terra, o pão. Não sou padre só para rezar. Sou padre para me engajar na luta por justiça. E a coisa mais importante a ser feita pela Justiça no Brasil é a reforma agrária."
Círio Vandresen,
padre de Santa Catarina, em setembro de 1998.


"Zapatistas, Che Guevara, maoístas, marxistas, leninistas, gostamos um pouco de todos, mas não seguimos nenhum. Temos influência até de Jesus Cristo. Podemos tomar o poder um dia, fazer a revolução, mas não pensamos nisso agora. O povo tem de ocupar o seu lugar neste país. Seja pelo voto, eleição ou pela força dos movimentos."
Jaime Amorim,
do MST, em junho de 1998.


"Enquanto durar o clima de violência, saem de cena o Incra e o Ministério da Política Fundiária e entram a Polícia Federal e o Exército."
Milton Seligman,
ex-presidente do Incra, em abril de 1998.


"Os sem-terra não seriam diferentes de nenhum das dezenas de movimentos rurais, desde Antonio Conselheiro, se não tivessem essa habilidade que demonstram na exploração das câmeras de televisão."
Bolívar Lamounier,
cientista político, em março de 1998.


"Nas décadas de 70 e 80, a grande teta agrária era pegar empréstimos e incentivos do governo para investimentos e benfeitorias fantasmas. Nos anos 90, o filão é entregar terras para a reforma agrária e receber monstruosas indenizações."
Luiz Eduardo Greenhalgh,
advogado do MST, em janeiro de 1998.


"Polícia e fazendeiros têm de andar de mãos dadas para cumprir mandados judiciais."
Iris Rezende,
ex-ministro da Justiça, em setembro de 1997.


"Não existe nada mais moderno que sonhar com o socialismo. Atrasado é continuar defendendo o capitalismo, o latifúndio."
João Paulo Stedile,
do MST, em agosto de 1997.


"É preciso investigar a vida pregressa desses que se dizem líderes do MST e desmascará-los. Eles não querem resolver o problema da reforma agrária, senão ficam sem emprego. Querem é ficar hospedados em hotéis cinco estrelas, ganhar dinheiro à custa de quem precisa mesmo de terra. Falar em desapropriação é fácil. É muito fácil dividir o que é dos outros."
Abelardo Lupion,
da bancada ruralista na Câmara, em abril de 1997.


"Ele tinha dois buracos de bala nos olhos e outro na testa. Só o identifiquei pela roupa. Via-se uma massa de carne disforme no lugar onde havia sido seu rosto."
Carlos Amaral Júnior,
advogado de uma das vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, em abril de 1996.

 
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