O que é pneumonia asiática?
Qual é sua origem e provável causa?
Como ela é transmitida?
Quais são seus sintomas?
Quais são os riscos para os pacientes?
A nova doença tem cura?
Em quanto tempo a doença se manifesta
nas pessoas infectadas?

Quem está sob risco de contágio?
Que tipo de pessoa tem mais chances de ficar doente?
O Brasil foi afetado pela epidemia?
O que fazer em caso de suspeita da doença?
O que fazer em caso de viagem recente a
um dos países afetados?

O que fazer em caso de viagem marcada
para um dos países afetados?

Como evitar a transmissão da doença?
A doença pode ser transmitida antes do
surgimento dos sintomas?

Qual é o grau de ameaça representado
pela nova epidemia?

A pneumonia asiática pode estar relacionada
a algum ato de terrorismo?



O que é pneumonia asiática?
É uma nova doença respiratória, de causa ainda não-confirmada, surgida em países da Ásia. Ela também é conhecida como pneumonia atípica, como Sars, sigla para severe acute respiratory syndrome, ou SRAG, sigla para síndrome respiratória aguda grave.

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Qual é sua origem e provável causa?
A pneumonia asiática foi detectada pela primeira vez em seres humanos no fim de 2002. A primeira região afetada pela epidemia foi a província de Guangdong, no sul da China. Os médicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) acreditam que o vírus que causa a doença é uma variação do corona, que provoca a gripe comum. A nova doença foi reconhecida pela OMS em fevereiro de 2003.

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Como ela é transmitida?
A transmissão é feita por contato pessoal, mas ainda há dúvidas sobre suas circunstâncias - não se sabe, por exemplo, como funciona a transmissão pelo ar ou outros meios. A única forma confirmada de contágio até agora é o contato com algum tipo de secreção respiratória de pacientes da doença.

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Quais são seus sintomas?
De acordo com a definição da OMS, a pneumonia asiática pode se manifestar através de febre (com temperatura superior a 38 graus), dor de cabeça, mal estar e dores no corpo. Depois de um período de dois a sete dias, os pacientes da doença podem apresentar uma tosse seca e dificuldades para respirar. No entanto, a OMS alerta: são considerados casos suspeitos de pneumonia asiática apenas aqueles em que a pessoa viajou para uma das áreas afetadas ou teve contato íntimo com um paciente da doença até dez dias antes dos primeiros sintomas. Com exceção desses dois casos, os sintomas da pneumonia asiática podem ser confundidos com os de doenças como a gripe e a pneumonia comum.

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Quais são os riscos para os pacientes?
Nos casos mais graves, a morte. Porém, o índice de mortalidade da pneumonia asiática ainda é considerado baixo: entre 4% e 6% são vitimados pela doença. Os outros se recuperam dentro de alguns dias, e não sofrem seqüelas. Em 80% a 90% dos casos há significativa melhora a partir do sexto dia. Em 10% a 20% dos casos, os pacientes evoluem para um quadro clínico mais grave, que progride para insuficiência respiratória aguda, exigindo entubação e ventilação mecânica.

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A nova doença tem cura?
Ainda não há nenhum tratamento com eficácia garantida contra a pneumonia asiática. Os tratamentos com antibióticos e drogas antivirais comuns vêm apresentando resultados incertos - em alguns dos pacientes, os remédios parecem funcionar bem; em outros, porém, eles não resolvem o problema. Os médicos da OMS estão trabalhando em parceria com equipes de pesquisa do mundo todo na busca por uma vacina. No entanto, o possível caráter mutante do novo vírus pode atrasar bastante a tarefa.

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Em quanto tempo a doença se manifesta
nas pessoas infectadas?

Em média, o período de incubação (tempo decorrido entre o contágio e o desenvolvimento dos sintomas) é de dois a sete dias, mas pode chegar a dez dias.

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Quem está sob risco de contágio?
Até agora, apenas os moradores dos países afetados e pessoas que viajaram para esses países.

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Que tipo de pessoa tem mais chances de ficar doente?
Os casos mais numerosos são de adultos com idades entre 25 e 70 anos, em especial parentes de pacientes e pessoas que mantiveram contato íntimo com os doentes. Os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, também estão sob risco. A doença é mais letal em vítimas com mais de 40 anos.

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O Brasil foi afetado pela epidemia?
Não, pelo menos por enquanto. O Brasil ainda não tem nenhum caso confirmado de pneumonia asiática. O país poderá permanecer protegido da epidemia se adotar medidas eficazes de prevenção em portos, aeroportos e fronteiras. Até abril, dezoito casos suspeitos de pneumonia asiática foram registrados em nove estados do país. Apenas três deles se encaixam no conjunto de definições da OMS para os pacientes da doença, mas nenhum foi confirmado oficialmente.

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O que fazer em caso de suspeita da doença?
As pessoas que apresentarem os sintomas da pneumonia asiática devem procurar os hospitais com estrutura para tratar doenças infecto-contagiosas. Há ao menos um em cada estado (o endereço
www.funasa.gov.br/epi/sars/hospitais_sars.htm tem a lista completa)). Os casos suspeitos podem ser notificados pelos médicos ou por autoridades de saúde à Funasa. Os telefones: (61) 314-6533 ou (61) 314-6553, de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 18 horas; (61) 9987-3709, em outros horários e nos finais de semana. Mas atenção: o contato com as autoridades federais deve ser feito pelos profissionais da saúde, e não por pessoas que suspeitam estar doentes.

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O que fazer em caso de viagem recente a
um dos países afetados?
Se as pessoas que estiveram num dos países com casos confirmados tiverem sintomas num período de até dez dias depois do retorno para casa, é preciso procurar um hospital imediatamente e informar os médicos sobre a viagem.

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O que fazer em caso de viagem marcada
para um dos países afetados?

A Organização Mundial da Saúde desaconselha todas as viagens não-indispensáveis aos países mais afetados, como China, Hong Kong e Cingapura (leia mais no item viagens internacionais).

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Como evitar a transmissão da doença?
Os pacientes devem ser colocados em quarentena, isolados em unidades hospitalares preparadas para o tratamento e com funcionários equipados de máscaras e outros equipamentos.

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A doença pode ser transmitida antes do
surgimento dos sintomas?

Acredita-se que não, felizmente. Os médicos dizem que os pacientes que ainda não apresentam sintomas da pneumonia asiática mas já têm o vírus não contaminam os outros. Isso facilita o combate, já que basta isolar o paciente logo no início dos sintomas para evitar que ele contagie outras pessoas.

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Qual é o grau de ameaça representado
pela nova epidemia?

Ainda não se sabe. Alguns especialistas dizem que a pneumonia asiática pode ser controlada de forma eficaz, e talvez até erradicada. Para outros, provocar o fim da epidemia não é impossível, mas a tarefa será bastante difícil e pode jamais resultar numa erradicação total. Os mais pessimistas, porém, acreditam ser possível até que a doença tenha um impacto similar à epidemia de gripe de 1918, que matou 50 milhões de pessoas no mundo, ou à atual epidemia de global Aids. Isso pode ocorrer principalmente se a doença se estabelecer em países pobres, com sistemas de saúde frágeis.

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A pneumonia asiática pode estar relacionada
a algum ato de terrorismo?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa possibilidade já foi descartada de forma definitiva. Essa nova doença tem origem natural, e sua epidemia não pode ter sido provocada de forma intencional pelo homem.

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