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Março de 2009
Vacinação contra a gripe

Reuters

O inverno se aproxima e, com ele, reaparece uma doença que contagia muitas pessoas em todo o mundo: a gripe. Para minimizar o problema, terá início no próximo dia 25 de abril a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que se estende até 8 de maio. O foco da campanha pública, como esclarece seu título, são as pessoas com 60 anos ou mais - mais suscetíveis aos efeitos da doença. Contudo, os demais brasileiros podem buscar a imunização em clínicas particulares. Confira a seguir as principais informações a respeito do tema - como o mecanismo de defesa da vacina e quando vale a pena tomá-la - a partir de dados do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo.

1. Quem deve se vacinar?
2. Por que se vacinar?
3. A vacina tem efeitos colaterais?
4. Há contra-indicações para a vacinação?
5. Por que o outono é o mês indicado para a vacinação?
6. Como a vacina age no corpo humano e qual é o tempo de eficácia?
7. Há diferença na fórmula da vacina para crianças, adultos e idosos?
8. Onde se vacinar? Quanto custa?
9. Quem foi vacinado ainda corre algum risco de contrair a doença?
10. A vacina oferece também proteção contra resfriados e outras doenças relacionadas à gripe?
11. Há mais eficácia se todos da família/trabalho tomarem a vacina?
12. Há outras formas de prevenção contra a gripe?

1. Quem deve se vacinar?

Desde 1999 são realizadas campanhas nacionais com foco no idoso e também no seguinte público, considerado de risco:
- idosos
- pessoas com doenças crônicas: cardiovasculares, pulmonares, renais, metabólicas (diabetes mellitus), hepáticas e hemoglobinopatias
- Imunodeprimidos: transplantados, com neoplasias, infectados pelo HIV
- Profissionais de saúde
- Pessoas com fibrose cística, trissomias e com implante de cóclea
- Pessoas que convivem intimamente (no mesmo domicílio ou cuidadores informais) com pacientes nas situações anteriores.

No entanto, é importante lembrar que a vacina pode ser aplicada em qualquer pessoa a partir dos 6 meses de idade. O Ministério da Saúde, no momento, prioriza os grupos de maior risco, pois têm mais chances de desenvolverem complicações.

 
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2. Por que se vacinar?

A vacina contra a gripe é o meio mas eficaz de se proteger contra a doença: está comprovado que, nos mais velhos, reduz em 70% o número de complicações pulmonares e hospitalização. O vírus influenza é de fácil contaminação. As gotículas de saliva que uma pessoa gripada expele enquanto fala, espirra ou tosse já são suficientes para infectar a todos que estão à sua volta, bem como o contato direto com a secreção nasal de uma pessoa doente.

 
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3. A vacina tem efeitos colaterais?

Geralmente, os efeitos colaterais são leves. Não mais de 10% das pessoas vacinadas costumam apresentar, nas primeiras 48 horas após a imunização, febre, mialgia (dor no corpo) e cefaléia.

 
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4. Há contra-indicações para a vacinação?

Sim, em casos de alergia severa. Pessoas que sofrem reações graves (como edema de mucosas, urticária, falta de ar) após a ingestão de ovos de galinha e seus derivados devem evitar a imunização. Também devem evitá-la pessoas com histórico de reação anafilática a qualquer componente da vacina, a neomicina, ao formaldeído e ao Triton-X-100 (octoxinol 9). Igualmente, a vacina não deve ser utilizada em mulheres grávidas sem orientação médica.

 
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5. Por que o outono é o mês indicado para a vacinação?

O corpo humano leva de um a dois meses, após a vacinação, para conseguir produzir a quantidade máxima de anticorpos. Como a circulação do vírus influenza é sazonal, ou seja, a gripe costuma se espalhar mais facilmente no inverno, o ideal é que as pessoas se vacinem no outono, entre os meses de abril e maio, para estarmos imune ao mal no inverno.

 
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6. Como a vacina age no corpo humano e qual é o tempo de eficácia?

A vacina contra influenza estimula as células do sistema imunológico a produzirem anticorpos específicos contra este vírus. Assim quando realmente entramos em contato com o vírus, já temos anticorpos suficiente para eliminá-lo. A vacina contra gripe é eficaz durante um ano - a brevidade do prazo se deve à rapidez com que o padrão antigênico do vírus (fator que determina a produção de anticorpos específicos pelo organismo humano) sofre mutação.

 
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7. Há diferença na fórmula da vacina para crianças, adultos e idosos?

Não há qualquer diferença na formulação. Vale lembrar: apesar de a campanha de vacinação ser totalmente dirigida aos idosos, é possível tomá-la a partir dos seis meses de vida.

 
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8. Onde se vacinar? Quanto custa?

Para os idosos e pessoas que fazem parte do grupo de risco, a vacina é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e estará disponível do dia 25 de abril a 8 de maio. Para os demais, ela é oferecida em clínicas particulares e seu preço fica em torno dos 50 reais para adultos e 40 reais para crianças com idade até três anos.

 
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9. Quem foi vacinado ainda corre algum risco de contrair a doença?

Sim, apesar da vacina oferecer excelente proteção, cerca de 10% das pessoas vacinadas ainda contraem o vírus. A proteção para as pessoas com 60 anos ou mais fica em torno dos 40%. No entanto, para os idosos, o grande benefício da vacina é a redução de complicações como a pneumonia e a internação hospitalar: cerca de 70%.

 
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10. A vacina oferece também proteção contra resfriados e outras doenças relacionadas à gripe?

A vacina contra gripe oferece proteção apenas contra o vírus influenza. Já os resfriados são provocados pelo rhinovírus. Mas a imunização pode, sim, prevenir complicações como a pneumonia e internações hospitalares.

 
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11. Há mais eficácia se todos da família/trabalho tomarem a vacina?

Sim. Quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a chance da circulação do vírus da infleunza.

 
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12. Há outras formas de prevenção contra a gripe?

É aconselhável manter boas práticas de higiene, como lavar as mãos com água morna e sabão e evitar contato com pessoas que estejam tossindo ou espirrando.

 
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