Fusão Itaú-Unibanco
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Reuters

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Itaú
e Unibanco assinaram no dia 3 de novembro
de 2008 um contrato de fusão de suas operações
financeiras, criando o maior banco do país
e um dos vinte maiores do mundo. A nova instituição,
chamada Itaú Unibanco Holding, contará com
aproximadamente 4.800 agências e 14,5 milhões
de clientes de conta corrente. O banco terá
ainda 575 bilhões de reais em ativos e patrimônio
líquido de cerca de 51,7 bilhões de reais.
A seguir, entenda como vai se processar a
fusão.
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1.
Como será administrada a nova instituição?
A holding – sociedade criada para administrar a
nova instituição – terá um modelo de governança
compartilhada. O presidente do conselho do Itaú
Unibanco Holding será Pedro Moreira Salles, atualmente
no Unibanco, e o presidente executivo será Roberto
Egydio Setúbal, do Itaú. No total, o Conselho Administrativo
será composto por 14 membros – seis dos quais indicados
pelo Itaú e pela família Moreira Salles.
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2.
O que vai acontecer a partir da fusão?
Por enquanto, as ações do Unibanco vão migrar para
uma nova empresa, chamada Itaú Unibanco Holding
Financeira, que será controlada pela Itaúsa - Investimentos
Itaú S.A. e pelos controladores da Unibanco Holdings,
por meio de holding não financeira.
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3.
Como isso vai acontecer?
As ações ordinárias da Itaú Unibanco Holding Financeira
irão substituir as ações ordinárias do Unibanco
e da Unibanco Holdings. Cada 1,1797 ação dos dois
bancos irá valer uma ação do Itaú Unibanco Holding
e cada 1,7391 ação Unit do Unibanco valerá 1 ação
preferencial.
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4.
A criação do "superbanco" prejudica as instituições
de menor porte?
O desafio para os bancos menores não muda. Eles
continuam tendo de sobreviver concorrendo com outras
instituições grandes. Segundo o professor de economia
da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),
Frederico Turolla, a fusão pode até ajudar as instituições
de menor porte, caso ela reduza o risco global do
sistema financeiro. "O desafio de hoje dos pequenos
– num mercado instável – é conseguir ser financiado
para financiar. Num mercado estável, as coisas tendem
a melhorar", disse Turolla.
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5.
A fusão precisa ser aprovada por alguma instância
reguladora?
Sim. A operação precisa ser aprovada por órgãos
reguladores como o Conselho Administrativo de Defesa
da Concorrência (Cade), vinculado ao Ministério
da Justiça, e a Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), além do Banco Central (BC).
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6.
Há algum obstáculo à operação?
O Cade irá analisar eventuais danos concorrenciais
provocados pela fusão. Além disso, será analisado
se os clientes podem ter prejuízos. Por exemplo,
se o mercado ficar muito concentrado em uma praça,
a nova instituição poderia elevar os preços, deixando
os correntistas sem alternativas. "Caso tenha alguma
chance disso acontecer, o Cade não deixará a fusão
ser realizada", disse Frederico Turolla, professor
de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing
(ESPM).
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7.
Muda algo para quem é correntista do Itaú ou do
Unibanco?
De acordo com representantes dos dois bancos, essa
fusão não altera "nada operacionalmente neste momento".
Ainda segundo as instituições, todos os clientes
continuarão a utilizar "normalmente os diferentes
canais de atendimento, cheques, cartões e demais
produtos e serviços".
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8.
Podem ocorrer demissões?
É possível. Esse, aliás, é
sempre o maior temor dos funcionários quando
ocorre uma fusão entre empresas. O Itaú
e Unibanco anunciaram, porém, que os bancos
continuarão a operar separadamente, mantendo
suas agências.
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9.
Qual será a estrutura da nova instituição?
De acordo com o comunicado distribuído
pelo Itaú, o conglomerado contará com cerca de 4.800
agências, representando 18% da rede bancária brasileira,
e 14,5 milhões de clientes de conta corrente, ou
18% do mercado do país. Em volume de crédito, a
Holding representará 19% do sistema brasileiro,
e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas
atingirá 21%. Em valor de mercado, o novo banco
é o sexto maior das Américas: 41 bilhões de dólares.
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