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Novembro de 2008
Fusão Itaú-Unibanco

Reuters
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Itaú e Unibanco assinaram no dia 3 de novembro de 2008 um contrato de fusão de suas operações financeiras, criando o maior banco do país e um dos vinte maiores do mundo. A nova instituição, chamada Itaú Unibanco Holding, contará com aproximadamente 4.800 agências e 14,5 milhões de clientes de conta corrente. O banco terá ainda 575 bilhões de reais em ativos e patrimônio líquido de cerca de 51,7 bilhões de reais. A seguir, entenda como vai se processar a fusão.

1. Como será administrada a nova instituição?
2. O que vai acontecer a partir da fusão?
3. Como isso vai acontecer?
4. A criação do "superbanco" prejudica as instituições de menor porte?
5. A fusão precisa ser aprovada por alguma instância reguladora?
6. Há algum obstáculo à operação?
7. Muda algo para quem é correntista do Itaú ou do Unibanco?
8. Podem ocorrer demissões?
9. Qual será a estrutura da nova instituição?

1. Como será administrada a nova instituição?

A holding – sociedade criada para administrar a nova instituição – terá um modelo de governança compartilhada. O presidente do conselho do Itaú Unibanco Holding será Pedro Moreira Salles, atualmente no Unibanco, e o presidente executivo será Roberto Egydio Setúbal, do Itaú. No total, o Conselho Administrativo será composto por 14 membros – seis dos quais indicados pelo Itaú e pela família Moreira Salles.

 
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2. O que vai acontecer a partir da fusão?

Por enquanto, as ações do Unibanco vão migrar para uma nova empresa, chamada Itaú Unibanco Holding Financeira, que será controlada pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A. e pelos controladores da Unibanco Holdings, por meio de holding não financeira.

 
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3. Como isso vai acontecer?

As ações ordinárias da Itaú Unibanco Holding Financeira irão substituir as ações ordinárias do Unibanco e da Unibanco Holdings. Cada 1,1797 ação dos dois bancos irá valer uma ação do Itaú Unibanco Holding e cada 1,7391 ação Unit do Unibanco valerá 1 ação preferencial.

 
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4. A criação do "superbanco" prejudica as instituições de menor porte?

O desafio para os bancos menores não muda. Eles continuam tendo de sobreviver concorrendo com outras instituições grandes. Segundo o professor de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Frederico Turolla, a fusão pode até ajudar as instituições de menor porte, caso ela reduza o risco global do sistema financeiro. "O desafio de hoje dos pequenos – num mercado instável – é conseguir ser financiado para financiar. Num mercado estável, as coisas tendem a melhorar", disse Turolla.

 
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5. A fusão precisa ser aprovada por alguma instância reguladora?

Sim. A operação precisa ser aprovada por órgãos reguladores como o Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além do Banco Central (BC).

 
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6. Há algum obstáculo à operação?

O Cade irá analisar eventuais danos concorrenciais provocados pela fusão. Além disso, será analisado se os clientes podem ter prejuízos. Por exemplo, se o mercado ficar muito concentrado em uma praça, a nova instituição poderia elevar os preços, deixando os correntistas sem alternativas. "Caso tenha alguma chance disso acontecer, o Cade não deixará a fusão ser realizada", disse Frederico Turolla, professor de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

 
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7. Muda algo para quem é correntista do Itaú ou do Unibanco?

De acordo com representantes dos dois bancos, essa fusão não altera "nada operacionalmente neste momento". Ainda segundo as instituições, todos os clientes continuarão a utilizar "normalmente os diferentes canais de atendimento, cheques, cartões e demais produtos e serviços".

 
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8. Podem ocorrer demissões?

É possível. Esse, aliás, é sempre o maior temor dos funcionários quando ocorre uma fusão entre empresas. O Itaú e Unibanco anunciaram, porém, que os bancos continuarão a operar separadamente, mantendo suas agências.

 
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9. Qual será a estrutura da nova instituição?

De acordo com o comunicado distribuído pelo Itaú, o conglomerado contará com cerca de 4.800 agências, representando 18% da rede bancária brasileira, e 14,5 milhões de clientes de conta corrente, ou 18% do mercado do país. Em volume de crédito, a Holding representará 19% do sistema brasileiro, e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas atingirá 21%. Em valor de mercado, o novo banco é o sexto maior das Américas: 41 bilhões de dólares.

 

 
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