| Janeiro de 2008 Febre
amarela
Ilustração
André Luiz Gomes
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Depois de pouco mais de vinte anos da
última corrida aos postos de vacinação, a população voltou a formar filas para
se proteger contra a febre amarela. Em janeiro de 2008, novamente foi registrada
uma série de mortes pelo país em conseqüência da doença, tida como erradicada
pelas autoridades sanitárias desde 1942 em áreas urbanas – mas ainda ocorre a
transmissão silvestre. Saiba quem precisa ser vacinado e as características da
doença. | |  |
1. O que é febre
amarela? A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta
duração (no máximo 10 dias) e gravidade variável. É transmitida por mosquitos
contaminados por um vírus do gênero flavivirus, da família Flaviviridae.
Ocorre na América Central, na América do Sul e na África. No Brasil, a contaminação
pode ocorrer em áreas silvestres e rurais. | | |
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2. Quais
são seus transmissores? Nas zonas urbanas e em algumas rurais a
transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado; nas
selvas da América do Sul, pela picada de mosquitos silvestres, como os Haemagogus
janthinomys, Haemagogus albomaculatus, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes
chlopterus. O período de incubação no homem varia de três a seis dias. Não
existe transmissão de pessoa para pessoa. | | |
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3. Quais
são os sintomas da febre amarela? O quadro clínico caracteriza-se
por febre alta, cefaléia (dor de cabeça), calafrio, dor lombar, dores musculares
na região do estômago, náuseas, vômitos, mialgia, prostração e congestão conjuntival
com duração em torno de três dias. Após esse período a doença pode evoluir para
a cura ou agravamento do caso. Nos quadros graves aparece febre alta, icterícia,
hemorragias (bucais e cutâneas, hematêmese e melena), hipotensão, entre outros
quadros. | | | | •
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4. Por
que a doença tem este nome? A febre amarela é uma doença
sistêmica que acomete o fígado. Ao inflamar, o órgão deixa a pessoa com coloração
amarelada na pele e no branco dos olhos – é a icterícia e daí vem o nome. Há formas
muito leves da doença que não chegam a formar a icterícia, mas a febre ocorre
em todas as situações. | | | | •
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5. A
partir de que idade se deve tomar a vacina? Se os bebês
residerem ou forem viajar para as áreas endêmicas, a partir dos 9
meses; em situações de epidemia ou surtos pode-se antecipar a idade da vacinação
para 6 meses. Não é preciso jejum nem preparação especial. A vacina começa a fazer
efeito após o décimo dia de aplicação e protege por 10 anos. |
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6. Quem
não pode ser vacinado? Crianças menores de 6 meses; portadores de
imunodeficiência congênita ou adquirida ou leucemias, linfomas e aids; pacientes
sob tratamentos com imunossupressores (corticóide, quimioterapia antineoplásica,
radioterapia, etc.); gestantes - como regra geral nenhuma vacina viral atenuada
deve ser administrada na gravidez; pessoas com história de reação anafilática
após ingestão de ovo. O adiamento da vacinação é recomendado durante doenças febris
graves e tratamento com imunossupressor (até três meses após a suspensão de seu
uso). Não há contra-indicação em relação a vacinação simultânea - recomenda-se
intervalo de pelo menos duas semanas entre as vacinas virais atenuadas (sarampo,
rubéola, caxumba), exceto em situações especiais (por exemplo, vacinação contra
o sarampo). | | | | •
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7. A
vacina causa efeitos colaterais? Uma pequena porcentagem de pessoas
pode apresentar - após o sexto dia da aplicação - febre, mialgia, reações de hipersensibilidade
e dor de cabeça. | | | | •
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8. Em
quanto tempo sai o resultado de um exame para a identificação
do vírus no sangue?
O exame leva no mínimo 15 dias por conta da técnica para o isolamento
do vírus. Outro exame, a sorologia, fica pronto em 48 horas. |
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9.
Quem deve tomar a vacina?
Residentes de área endêmica -- em que existe a doença
-- ou quem for viajar para qualquer área de risco de
contaminação da doença. |
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10.
Quais são as áreas endêmicas?
Devem tomar a vacina as pessoas que
residem ou vão para os estados do Amapá, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Roraima,.Amazonas, Pará, Goiás e Distrito
Federal. São áreas de transição – próximas das áreas endêmicas – alguns municípios
dos estados de Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e
Rio Grande do Sul. E são áreas de risco potencial alguns municípios dos estados
da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. Alguns países também exigem
a vacinação para permitir ingresso de estrangeiros. |
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Fontes: Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde | |  |
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