Depressão
A depressão tem algumas características que
muitas vezes passam despercebidas, não somente
por quem sofre da doença, mas também por familiares
e amigos, podendo ser confundida com tristeza.
Ficar atento aos seus sintomas é importante
- afinal, isso possibilita um diagnóstico
precoce e um tratamento mais eficaz, de acordo
com a recomendação dos médicos. A seguir,
saiba um pouco mais sobre a doença, que atinge
milhões de pessoas no mundo todo.
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1.
Quais são os principais sintomas da depressão?
Mudanças de humor, perda de interesse ou prazer
nas atividades, sentimento de culpa ou perda de
auto-estima, distúrbio de sono ou de apetite, perda
de energia e falta de concentração.
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2.
Quais são as suas conseqüências?
Se não tratada devidamente, pode levar a uma incapacidade
de gerenciar a própria vida e à perda da responsabilidade
em relação aos outros. A depressão pode levar a
casos extremos como o suicídio. A doença está associada
à morte de cerca de 850.000 pessoas por ano, conforme
dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
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3.
É uma doença ligada aos tempos modernos?
A doença é muito mais antiga do que muitos imaginam.
Há registros de casos de depressão que remontam
à antiguidade..
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4.
Quantas pessoas sofrem de depressão?
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS),
a depressão atinge 121 milhões de pessoas ao redor
do mundo e está entre as principais causas que contribuem
para incapacitar um indivíduo. A OMS prevê que até
o ano de 2020 a depressão passe a ser a segunda
maior causa de incapacidade e perda de qualidade
de vida..
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5.
E no Brasil, quantas pessoas são atingidas
pela doença?
Estima-se que cerca de 17 milhões de brasileiros
tenham a doença. De acordo com um levantamento feito
pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS),
74.418 trabalhadores foram afastados de suas atividades
em 2007 em decorrência de depressão.
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6.
A doença só atinge um grupo específico
de pessoas?
Não. A depressão pode ocorrer tanto em homens como
em mulheres, de todas as idades e de qualquer classe
social. No entanto, a incidência é muito maior entre
as mulheres do que entre os homens (a proporção
é de dois casos entre elas para cada caso entre
eles). Entre os indivíduos que também apresentam
maior risco de desenvolver a doença estão as pessoas
com casos de depressão na família, usuários de drogas,
medicamentos e álcool, e mulheres nos dezoito meses
seguintes a um parto.
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7.
Por que as mulheres são mais sujeitas
à depressão?
Ainda não existe uma explicação científica que
justifique o fato de a mulher ser mais sensível
à depressão. Há algumas teorias, entre elas a que
relaciona esse efeito aos hormônios femininos.
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8.
E quais são as causas da doença na
terceira idade?
No idoso, é comum que a depressão esteja associada
à diminuição da autonomia, da capacidade funcional,
ao isolamento, e à perda de familiares e amigos.
Conforme a Associação Brasileira de Psiquiatria,
cerca de 15% da população de idosos apresentam os
sintomas clínicos da doença.
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9.
Como é feito o tratamento da depressão?
O tratamento tradicional é feito à base de antidepressivos
com acompanhamento psicológico. A complementação
ao tratamento com atividades esportivas aeróbicas
também é recomendável por alguns profissionais de
saúde.
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10.
Existe cura para a doença?
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria,
a depressão tem natureza recorrente, como uma enxaqueca.
Porém, 70% dos depressivos respondem bem ao tratamento.
Os outros 30% têm resposta parcial ou não apresentam
qualquer sinal de melhora. De acordo com a OMS,
pouco mais de 25% das pessoas afetadas pela doença
no mundo recebem o tratamento adequado. No Brasil,
esse índice só não é maior devido à falta de preparo
de uma parcela de profissionais de saúde em reconhecer
os sintomas da doença e encaminhar os pacientes
para o tratamento adequado.
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