BUSCA

Revistas
Notícias
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado








SEÇÕES ON-LINE

Perguntas & Respostas

 
Junho de 2008
Campanha eleitoral americana

Reuters

O presidente americano, George W. Bush, tem pouco mais de seis meses de mandato pela frente e a sucessão é o tema do momento nos EUA. Com a definição dos candidatos dos dois principais partidos, Democratas e Republicanos, a briga pelo posto na Casa Branca deve esquentar ainda mais. Entenda quais são os próximos passos até o dia da votação (4 de novembro):

1. Quando os eleitores americanos elegerão seu novo presidente?
2. Por que os pré-candidatos começaram essa campanha tão cedo?
3. Como funciona o processo de eleição do presidente americano?
4. Por que a escolha do presidente não é feita pela votação popular?
5. Como os candidatos são indicados por democratas e republicanos?
6. Qual é o calendário depois de concluída as primárias?
7. Quem é o candidato da oposição democrata?
8. Quem é o candidato dos republicanos (governistas)?
9. Quais os pontos fortes de cada candidato?
10. Existe um favorito?
11. Qual será o papel de George W. Bush e Dick Cheney na eleição?
12. Qual é o peso da guerra do Iraque para a campanha presidencial?
13. Qual resultado é melhor para o Brasil? Democrata ou republicano?

Leia também:
- Mapa interativo com o resultado das primárias democratas.

1. Quando os eleitores americanos elegerão seu novo presidente?

A eleição está marcada para 4 de novembro de 2008. O pleito indicará o 44º presidente dos Estados Unidos, pois o atual ocupante do cargo, George W. Bush, do Partido Republicano, não pode concorrer outra vez – ele já foi reeleito em 2004, quando derrotou John Kerry, do Partido Democrata. Ao contrário do que geralmente ocorre nos EUA, onde um presidente reeleito costuma apoiar seu vice na eleição seguinte, Dick Cheney não será candidato. Por escolha própria, o vice de Bush abdicou da disputa antes mesmo da votação de 2004 (quando Bush chegou a cogitar a troca de seu companheiro de chapa). Será a primeira eleição sem um presidente ou vice em 80 anos.

 
topo

2. Por que os pré-candidatos começaram essa campanha tão cedo?

Por causa da realização das eleições primárias, no início de 2008, e da busca de recursos para financiar as campanhas, a corrida começou nos primeiros meses de 2007. Em primeiro lugar, os pré-candidatos precisavam ganhar projeção nacional (em palestras, comícios e viagens) e viabilizar uma candidatura vitoriosa. Só assim teriam chances de chegar às primárias com força. Em relação à arrecadação, é uma necessidade legal. A legislação eleitoral americana é muito rigorosa no controle das doações feitas pelos simpatizantes de cada pré-candidato. Para poder receber qualquer valor, o político que almeja chegar à Casa Branca deve obrigatoriamente formar um "comitê exploratório", tornando oficial sua intenção de concorrer.

 
topo

3. Como funciona o processo de eleição do presidente americano?

O presidente não é eleito por voto popular, mas sim por um colégio eleitoral. O colégio tem 538 votos, divididos entre os estados. Em quase todos, o vencedor do voto popular leva todos os votos do colégio eleitoral do estado. Na eleição de 2000, Bush venceu assim: mesmo tendo menos votos que o rival Al Gore na soma do país todo, foi o mais votado na Flórida, e levou todos os votos do colégio eleitoral naquele estado. A distribuição dos votos no colégio é feita de acordo com o número de deputados e senadores de cada estado. O estado mais populoso, a Califórnia, tem 55 votos no colégio (ou cerca de 10% do total, apesar de abrigar 12% da população americana).

 
topo

4. Por que a escolha do presidente não é feita pela votação popular?

O sistema de colégio eleitoral é uma velha tradição americana, e por isso jamais foi alterado. Ele surgiu na constituição de 1787, quando os treze estados que formavam o país na época não quiseram entregar a eleição do presidente ao povo. Assim, cada assembléia legislativa estadual ficava encarregada de votar no colégio. Com o tempo, os membros do colégio passaram a ser apontados pelos partidos e, em seguida, pela votação popular – o que ocorre até hoje. De tempos em tempos aparecem tímidas propostas para mudar o sistema. A possibilidade de transformação, porém, é considerada remota, pelo menos a curto e médio prazos.

 
topo

5. Como os candidatos são indicados por democratas e republicanos?

Através das convenções dos partidos, em que delegados de todos os estados se reúnem e indicam quem é o candidato de sua preferência. Os delegados, por sua vez, são escolhidos nos meses que antecedem as convenções, em votações primárias e assembléias ("caucuses"), nos estados. Nas primárias, os eleitores filiados a cada partido vão às urnas – de forma voluntária – e indicam qual candidato preferem. Na assembléia, ou caucus, os eleitores se reúnem em locais públicos ou residências, discutem qual é o melhor nome e optam por um deles. A porcentagem de votos nas primárias e de adesões nas assembléias corresponde ao número de delegados enviados à convenção para defender cada candidato. Na prática, o favorito dos seguidores de cada partido é apontado pelos próprios eleitores e depois consagrado publicamente nas convenções.

 
topo

6. Qual é o calendário depois de concluída as primárias?

Apesar dos candidatos dos dois principais partidos já estarem definidos, a convenção que oficializa a candidatura de cada um deles ainda não ocorreu. Entre 25 e 28 de agosto, os democratas realizam a sua convenção, em Denver, Colorado. Entre 1 e 4 de setembro, é a vez dos republicanos, em St. Paul, Minnesota. Só então a campanha começa oficialmente. Depois da votação de 4 de novembro, os integrantes do colégio eleitoral se reúnem em 15 de dezembro para confirmar o vencedor. No dia 6 de janeiro de 2009, o resultado oficial é apresentado ao Congresso dos EUA. Em 20 de janeiro, o novo presidente é empossado.

 
topo

7. Quem é o candidato da oposição democrata?

O senador por Illinois, Barack Obama, alcançou o número de delegados suficiente para garantir sua candidatura à Casa Branca. Foram cinco meses de disputa com a senadora por Nova York, Hillary Clinton. Obama cresceu nas pesquisas com o apoio declarado da apresentadora de TV Oprah Winfrey.

 
topo

8. Quem é o candidato dos republicanos (governistas)?

O senador pelo Arizona, John McCain, foi o escolhido para representar o partido Republicano nas eleições de novembro. Ele foi nomeado em março, depois de vencer as prévias em quatro Estados, entre eles Texas e Ohio. MacCain alcançou o número de delegados necessário e ganhou o apoio do atual presidente George W. Bush.

 
topo

9. Quais os pontos fortes de cada candidato?

De um lado o candidato democrata, Barack Obama, aproveita-se da esperança de mudança de boa parte dos americanos para atrair votos. Com carisma e juventude chama a atenção dos mais jovens, cansados do continuismo na política, depois de dois mandatos seguidos de George W. Bush. Se eleito, Obama será o primeiro negro na presidência. No outro canto do ringue, o experiente republicano John McCain, de 71 anos. Combatente na guerra do Vietnã, o republicano criticou Bush nos casos de tortuna na base de Guantánamo, mas mantém uma postura mais firme que Obama em relação às questões de segurança do país e não admite conversa com os inimigos.

 
topo

10. Existe um favorito?

Não, os Estados Unidos normalmente ficam dividos entre os principais partidos. Por isso, é impossível prever o resultado das eleições. Pesquisas que simulavam o confronto entre Obama e McCain, divulgadas em maio, dão vantagem ao primeiro. Obama teve 46,1% das intenções de voto, segundo a Real Clear Politics (RCP). Contudo, com o sistema de colégio eleitoral, um candidato favorito disparado na eleição popular pode não conseguir vencer o pleito.

 
topo
 
 

11. Qual será o papel de George W. Bush e Dick Cheney na eleição?

Se a popularidade do presidente continuar baixa, Bush deverá se afastar da campanha. Se recuperar pelo menos parte de sua aprovação popular, deverá subir ao palanque do candidato republicano para pedir votos e tentar garantir a manutenção do partido no poder. Em qualquer cenário, porém, Bush e Cheney serão personagens centrais da disputa. Os democratas deverão centrar fogo nos fracassos da gestão republicana. Os governistas tentarão defender as escolhas do atual presidente – ou, numa jogada mais arriscada, criticar o próprio governo Bush e tentar ganhar votos com a insatisfação provocada pelo atual governo.

 
topo
 
 

12. Qual é o peso da guerra do Iraque para a campanha presidencial?

Todos os analistas políticos americanos apontam a guerra como o tema central da disputa presidencial de 2008. A crescente falta de apoio popular à presença americana no Iraque pode minar as chances de vitória dos republicanos. Barack Obama deve insistir no assunto, pois não estava no Congresso quando os EUA atacaram o Iraque, por isso, não tem histórico de votações favoráveis a Bush na questão. Nos últimos meses, Obama foi um dos principais críticos da guerra na política americana.

 
topo
 
 

13. Qual resultado é melhor para o Brasil? Democrata ou republicano?

Ainda não se sabe. Os governos republicanos geralmente são menos protecionistas do que os democratas, o que em teoria beneficia os produtores brasileiros que exportam para os EUA. Mesmo assim, os políticos democratas têm a simpatia de muitos setores importantes da política brasileira, enquanto a rejeição ao partido de Bush é grande no país.

 
topo
 
 

14. Mapa interativo

 
topo
 
 
NA REVISTA
Reportagens de capa

26/2/2003

Arquivo VEJA
A constelação Barack Obama
02/07/2008
Democratas preparam-se para a festa
22/08/2007
Um presidente negro na casa branca?
21/2/2007
Decisões amargas
17/1/2007
O presidente encolheu
8/11/2006
Sem moral no Congresso
11/10/2006
A dona do mundo
22/2/2006
LINKS EXTERNOS
OUTROS TEMAS
 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |