O que há por trás do estereótipo
  Pesquisas mostram as melhoras na vida profissional das mulheres e os problemas emocionais que elas enfrentam
 

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Os infernos femininos

Esposa, mãe, trabalhadora, a mulher vive
exposta a muitas
pressões. Efeitos colaterais:
a obesidade e o stress



Raul Junior
Spa Lapeano de Saúde, no Paraná: exercícios e boa alimentação reduzem o stress e o peso


Alguns dos distúrbios emocionais típicos dos homens estão se tornando mais freqüentes nas mulheres. Elas já são as maiores vítimas do stress, da depressão e da ansiedade. Hoje, no Brasil, 70% dos consumidores de tranqüilizantes e antidepressivos são do sexo feminino. Mulheres estressadas, deprimidas e ansiosas tendem a comer mais. Conseqüentemente, também formam a maioria entre os obesos, o que aumenta a depressão. É, com o perdão da expressão, uma bola de neve.

A participação feminina em todas as atividades da vida moderna tem sido custosa, do ponto de vista do equilíbrio emocional e da manutenção da forma física. E não é fácil enfrentar tanto problema.

 
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A boa notícia é que descobertas médicas têm ajudado as mulheres na busca pela qualidade de vida. Hoje já há tratamento eficiente para a tensão pré-menstrual (TPM), que transforma num inferno uma semana em cada mês de praticamente toda a população feminina brasileira. Um leque de antidepressivos e ansiolíticos de última geração permite o tratamento dos desequilíbrios emocionais em curto espaço de tempo, com baixo risco. Há também drogas que impedem o organismo de absorver gordura e podem encurtar o suplício das dietas. Para as que odeiam farmácias, existe a opção dos fitoterápicos, poções formuladas com aquelas plantinhas que a vovó usava no século passado, que têm sido largamente pesquisadas e adotadas na Europa.

Outro conselho dos entendidos em psicologia feminina: solidão faz mal. Ter amigos é um bom remédio contra a infelicidade. No mais, os especialistas recomendam que a mulherada relaxe. Não há como ser perfeita em tudo.

 

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Os perigos da gordura

A taxa de mortalidade entre os 25 e os 45 anos de idade é 12 vezes maior entre os obesos
O sobrepeso aumenta em 3,5 vezes o risco de uma mulher desenvolver problemas cardiovasculares
A incidência de diabetes é 3 vezes maior entre as gordinhas

Ouça também
O cardiologista Whady Hueb, do Instituto do Coração, de São Paulo, falou a VEJA on-line em abril de 2001 sobre a polêmica tese segundo a qual gordura não faz mal à saúde.


Por que o stress engorda

Faça o teste e descubra qual seu tipo, se seus quilos a mais se devem ao stress e como contornar o problema. Quando marcar mais de um item em um tipo, você se enquadra nele*

TIPO 1

No meio da tarde você quase sempre come algo doce

Você está sempre tão ocupada que não chega a perceber os primeiros sinais de fome. Quando nota, e decide que precisa comer, está esfomeada

Nunca parece que você dormiu o suficiente. Então come para obter energia extra

Geralmente você está superocupada e apressada


TIPO 2

Freqüentemente você come salgadinhos ou bolachas sem prestar atenção ao que faz, em frente ao aparelho de TV, por exemplo

Você se sente extenuada e parece não ter mais interesse por nada

Quando está muito preocupada você logo toma um copo de vinho ou come um doce

Freqüentemente você fica ansiosa e irritada


TIPO 3

Se briga com o namorado ou o marido você se conforta com um sorvete

Antes de dar um telefonema complicado você passa pela geladeira

Você anda tão ocupada que quando consegue sentar à mesa come até quase explodir

As responsabilidades são uma armadilha na qual você se sente presa


TIPO 4

Você terminou suas obrigações - é hora da pizza!

As crianças dão muito trabalho o dia inteiro. Quando finalmente vão para a cama, você se trata com um belo sanduíche

Quando se serve de outro copo de vinho ou de outro bombom, a explicação é a seguinte: você merece

Você comemora um bom dia de trabalho, num restaurante, com um prato de massa e dois drinques



respostas
"tipo 1"
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"tipo
2"
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"tipo 3"
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"tipo
4"

 

RESPOSTAS
TIPO 1 - Quando uma pessoa tem atividades demais, e atinge seu limite físico e psicológico, é comum que busque a comida como fonte de energia para manter a concentração e permanecer acordada

TIPO 2 - Pessoas deprimidas, ansiosas, entediadas e infelizes tendem a exagerar na mesa. Doces em geral e chocolates em particular funcionam como estimulantes e dão uma sensação de satisfação momentânea

TIPO 3 - Mulheres com responsabilidades demais, que vivem sob pressão, tendem a se sentir esgotadas, tensas e estressadas. Para elas, a comida funciona como um despressurizador. Dá uma sensação de liberdade
TIPO 4 - Há mulheres que de tão cansadas e estressadas se tornam auto-indulgentes, deixam de se preocupar com a própria aparência. Isso é um perigo
 
CONSELHOS
TIPO 1 - Se este é o seu caso, organize o tempo para dormir pelo menos sete horas por noite. E se possível caminhe ao ar livre, mesmo que apenas por quinze minutos diários
caminhe ao ar livre, mesmo que
TIPO 2 - Se você se enquadra neste tipo, identifique as causas de sua insatisfação e tente resolvê-las. Em casos de depressão e ansiedade acentuadas, recomenda-se a consulta a um médico psiquiatra
apenas por quinze minutos diários
TIPO 3 - Racionalizar as tarefas, conversar com a família para que ela seja mais compreensiva e separar algum tempo para seu lazer podem reduzir bastante sua compulsão pela comida. Uma caminhada ou um bom banho de chuveiro são relaxantes eficientes
TIPO 4 - Em vez de comer ou beber demais, passe uma hora num massagista, compre uma roupa ou um lindo vaso de floresas por quinze minutos diários

 

* É possível se enquadrar em mais de um tipo

Fontes: Understanding Obesity, de Lance Levy, The Solution: Six Winning Ways to Permanent Weight Loss, de Laurel Mellin, Fight Fat After Forty, de Pamela Peeke, e Thin Tastes Better, de Stephen Gullo