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Os
homenzinhos verdes
Publicado
em VEJA em 19 de junho de 2002
Divulgação
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| Cena
do filme Missão: Marte (2000), de Brian De Palma. |
No
que dependesse da ficção, o sistema solar poderia
conter não mais do que a Terra e Marte. Escritores,
desde meados do século XIX, e cineastas, a partir do
século XX, têm-se ocupado em demonstrar as similaridades
do planeta vizinho com o nosso e exaltar seu potencial para
abrigar vida. É claro que, se algum dia forem encontrados
vestígios dela, a coisa não deve lembrar em
nada a figura do homenzinho verde que, ao que
se sabe, foi atribuída aos marcianos pelo escritor
Edgar Rice Burroughs, em 1911, e que é a grande piada
de comédias recentes como o filme Marte Ataca!.
Uma
das peças mais importantes na formação
da, por assim dizer, mitologia marciana veio com a publicação,
em 1898, do romance A Guerra dos Mundos. Nele, o inglês
H.G. Wells imaginava o que aconteceria se marcianos planejassem
uma invasão à Terra. Quarenta anos depois, a
idéia ainda foi capaz de causar pânico, quando
Orson Welles a transformou numa simulação de
noticiário na rádio americana. Mesmo com as
expedições recentes a Marte, essa aura não
se dissipa. Só nos últimos dois anos, três
filmes - Missão: Marte, Planeta Vermelho
e Fantasmas de Marte - escolheram o planeta como
cenário. Em todos, havia alienígenas, bons ou
ruins, à espera dos terráqueos. Para parafrasear
Jornada nas Estrelas, Marte não é a
última fronteira. É, sim, a primeira porta.
DOS
ARQUIVOS DE VEJA
Crônicas
marcianas
19
de junho de 2002

Missão:
Marte, de Brian De Palma
3
de maio de 2000 |
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