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Exclusivo
on-line
Quem são eles
Para
a escolha dos jovens que aparecem na capa, VEJA entrevistou quarenta
jovens de São Paulo. Eles foram escolhidos em dois colégios tradicionais,
na Galeria Ouro Fino, reduto da rapaziada descolada, e em duas escolas
públicas da região metropolitana. Dezessete foram selecionados e
fotografados em estúdio, dos quais seis foram aproveitados na imagem
da capa. Outros tiveram suas fotos publicadas em outras matérias,
dentro da revista. Por fim, uns poucos só podem ser visto nesta
edição online. Saiba mais sobre os dezessete jovens que participaram
da produção fotográfica.
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Marina
Ramos Turra Vieira, 18 anos |
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O
sonho de Marina é ter a sua própria grife. E ela não poupa esforços
para alcançar esse objetivo. Acaba de entrar numa faculdade
de moda e começou a trabalhar como vendedora de uma loja de
roupas na Galeria Ouro Fino, reduto dos descolados de São Paulo.
"Precisava de capital para começar a costurar e contatos no
mundo da moda", diz. Marina usa saia em cima de calça, adora
cores fortes, como verde e roxo, e usa anéis em todos os dedos
das mãos, mas não gosta de baladas e música tecno. "Não é porque
eu uso roupa moderna e piercing no nariz que tenho de gostar
desse tipo de música. Não pertenço a nenhuma tribo", afirma.
Marina já teve alguns rolos e o namoro mais longo durou quatro
meses, mas essa não é uma de suas principais preocupações. Além
do sucesso profissional, Marina também quer conhecer o mundo:
Índia, Ilhas Fiji e África, para começar. "Amo conhecer gente
e novas culturas", diz. |
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Gabriel
Sinisgalli Reginato, 17 anos |
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Aluno
do último ano do ensino médio, Gabriel é popular na escola.
Está sempre rodeado de amigos e marca presença nas competições
esportivas. Ele se define como vaidoso. Não sai de casa sem
gel no cabelo e usa roupas de marca combinadas com acessórios
modernos. Balada é com ele mesmo. Gabriel freqüenta festas rave,
vai a shoppings, curte bares da moda e adora viajar nos finais
de semana. Gosta de qualquer tipo de música e vai bastante ao
cinema. Seus melhores amigos são da turma do colégio. Ele não
bebe, não fuma e pratica esporte quase todos os dias - treina
futebol e basquete na escola. "Não suporto a idéia de ficar
velho, careca e com barriga", diz. No final deste ano, Gabriel
vai prestar vestibular para Administração de Empresas. Sonha
em entrar numa boa faculdade, conseguir um bom emprego e ganhar
muito dinheiro. "Meu objetivo de vida é obter estabilidade financeira.
Depois, posso pensar em ter um relacionamento amoroso estável
e uma família", afirma. |
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Roberto
Spaggiari, 17 anos |
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O
que Roberto mais gosta de fazer? "Dormir e comer", diz ele.
De temperamento introspectivo, o estudante confessa que não
gosta muito de baladas. Raramente acompanha os amigos quando
eles resolvem ir a barzinhos ou danceterias. Em casa, ocupa
o tempo assistindo à TV e navegando na internet. Este ano Roberto
termina o ensino médio, mas ainda não decidiu o que vai fazer
da vida. "Preciso escolher uma carreira em pouquíssimos meses",
preocupa-se. Ao contrário da maioria dos colegas de sua turma,
o estudante nunca se preocupou com a alimentação. Odeia comida
saudável e engole qualquer coisa que estiver na mesa. "Tudo,
menos salada. Essa parte eu pulo", diz. |
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Jullyanne
Marques Souza Teixeira, 15 anos |
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Todos
os dias é o mesmo ritual. Ela acorda às 5 da manhã e gasta uma
hora e quinze minutos diante do espelho. Passa cremes, coloca
base no rosto, disfarça as espinhas, pinta as bochechas, passa
lápis nos olhos, batom, arruma o cabelo e coloca uma lente colorida
nos olhos - dependendo do seu humor, escolhe entre a verde e
a cinza. Depois, decide que roupa vai usar. "Gosto de me arrumar
e me preocupo muito com a aparência", admite. Católica praticante,
Jullyanne vai três vezes por semana à igreja. Não suporta cigarro,
nunca bebeu álcool e não curte noitadas em danceterias. "Vou
no máximo ao cinema e ao shopping com amigos", diz. Ela compra
CDs, revistas e todos os produtos ligados ao cantor Junior,
da dupla Sandy&Junior. "Só dá ele no meu quarto", conta. E o
namorado? "Ele morre de ciúmes dessa minha paixão pelo Junior.
Mas tem de entender que é diferente. É coisa de fã, né?" |
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Juliana
Maria da Silva, 18 anos |
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A
jovem adora música rap. Há três anos, montou um grupo de rap
com quatro amigos. Juliana leva o hobby muito a sério. Toda
quarta-feira, tem aula de canto livre para soltar a voz e, durante
o resto da semana, ensaia com a turma. Seu sonho é ganhar dinheiro
com música. "Queria fazer o que mais gosto, que é cantar, e
ainda conseguir viver disso", diz. Juliana terminou o ensino
médio no final do ano passado e, como não gosta de ficar parada,
está procurando cursos de línguas e informática para ocupar
suas manhãs. À tarde, ela trabalha como assistente de cabeleireiro.
E o pouco tempo livre que tem passa com o namorado. "É meu primeiro
namoro sério, mas acho que tem futuro", diz. |
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Sara
Ferreira da Cruz, 20 anos |
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Namoro
é um assunto tabu na casa de Sara. Quando a garota resolveu
assumir o relacionamento com um rapaz mais velho e divorciado,
a mãe dela, que é evangélica, ameaçou expulsá-la de casa. Sara
não desistiu do namoro, nem rompeu com a família. "Eu briguei
muito e consegui ficar com os dois", conta. Depois de três anos,
o namoro terminou, mas Sara aprendeu a lição: nunca mais vai
discutir temas polêmicos em família. Sara vive com a mãe, padrasto
e um irmão no bairro de Sapopemba, Zona Leste de São Paulo.
Trabalha nos Jardins, na Zona Sul, e está estudando para entrar
numa faculdade no final do ano. Ela quer cursar Ciências Sociais
e trabalhar em projetos de educação de jovens carentes e menores
abandonados. |
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Fabrício
Mariano Gonçalves
Ichimura Fukumori, 16 anos |
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Está
no terceiro ano do ensino médio e sabe muito bem o que quer:
"Vou ser um grande arquiteto", diz. Durante o dia, ele trabalha
como desenhista em um escritório de arquitetura. À noite, estuda
o terceiro colegial. Mesmo no trabalho, Fabrício não tira seu
uniforme: bermuda larga, camiseta preta de banda de rock, coturnos
velhos e um gorro na cabeça. "Não adianta meu pai reclamar,
enquanto puder ando assim mesmo", conta. O garoto mora com o
pai, a madrasta e um casal de irmãos em Cotia, na Grande São
Paulo, e reclama por ter de dividir seu quarto com os irmãos.
"Queria espalhar meus pôsteres do Nirvana e do Pearl Jam por
toda a parede, mas não posso", lamenta. Ele anda de skate nas
ruas, joga futebol uma vez por semana com os amigos e pratica
hóquei no clube. "É o melhor exercício para descontar a raiva
do dia-a-dia", garante. Fabrício também toca violão e está montando
uma banda de rock. |
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Edmilson
de Oliveira Barbosa, 22 anos |
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Seu
sonho é ser modelo profissional. "Já participei de alguns comerciais
na TV e quero investir nessa profissão", diz. Vaidoso, pratica
musculação e faz exercícios de flexão e abdominais em casa.
"Me preocupo com a aparência por causa da carreira", explica.
Edmilson terminou o terceiro colegial há três anos e parou de
estudar. "Pretendo fazer faculdade de Educação Física no futuro",
afirma. Ele mora com os pais e a irmã de 19 anos na Zona Leste
de São Paulo. Seu pai é dono de uma marcenaria. "Ele me ensinou
a fazer vários objetos na oficina e de vez em quando eu o ajudo
nos serviços", conta. Nos finais de semana, Barbosa joga basquete
com os amigos e à noite, vai a danceterias que tocam black music.
Já teve três namoradas, mas atualmente está sozinho. "De vez
em quando fico com algumas garotas, pois ninguém é de ferro",
afirma. Barbosa é católico como sua família, mas não vai à igreja.
"Acredito em Deus e gosto de ler sobre mitologia", diz. |
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Vanderson
Elidio Marinho, 19 anos |
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Terminou
o 3º colegial há um ano, mas por enquanto não pensa em cursar
uma faculdade. "O que eu quero agora é me dedicar ao meu grupo
de pagode, o Eterno Prazer", diz. Vanderson montou o grupo há
pouco mais de um ano com outros oito amigos e nele toca tam-tam,
um tipo de tambor. O grupo se apresenta em festas, salões e
danceterias de Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Vanderson
mora, e toca canções de músicos conhecidos, como Fundo de Quintal
e Raça Negra. Quando o grupo não se apresenta de graça, ganha
uma mixaria por cada show. "Ainda não dá para viver só de música",
lamenta Vanderson. Por isso, há um mês, ele começou a trabalhar
meio período em um supermercado como ajudante-geral. Ganha 10
reais por dia. Marinho é filho único e mora com os pais. Seu
pai trabalha como fiscal da prefeitura e a mãe é dona-de-casa.
O rapaz nunca namorou sério, mas já ficou com várias garotas.
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Valter
Aparecido dos Santos, 18 anos |
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Ele
cursa o terceiro ano em uma escola estadual de Guarulhos, na
Grande São Paulo, e pretende fazer faculdade. "Meu sonho é trabalhar
em alguma grande empresa de veículos e, por isso, quero fazer
o curso de Administração de Emprsas", diz ele. "Adoro carros.
Quando vejo algum modelo diferente na rua, pego papel e lápis
e começo a desenhá-lo", afirma. Alguns anos atrás, Valter pensou
em estudar Arquitetura. "Mas hoje não quero mais", diz. O estudante
mora com os pais e uma irmã. Há um ano, namora Juliana, de 16
anos. Nos finais de semana, o rapaz trabalha em um lotação e
ganha 40 reais por dia. Com o dinheiro, consegue sair com a
namorada ou ir a danceterias com os amigos. |
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Edivaldo
José da Silva, 20 anos |
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Ao
lado do amigo Vanderson Elidio Marinho, Edivaldo é integrante
do grupo de pagode Eterno Prazer. Ele é o vocalista do grupo
e sonha em um dia ser famoso como seus ídolos do Fundo de Quintal,
Raça Negra ou Art Popular. Edivaldo terminou o 3º colegial há
dois anos e parou de estudar. "Quero seguir a carreira de músico",
afirma. No ano passado, trabalhou como ajudante em um supermercado,
mas agora está desempregado. Edivaldo já teve três relacionamentos
sérios. O último durou 11 meses e terminou há um ano. Nos finais
de semana, ele se apresenta com seu grupo de pagode em salões
e danceterias e fica com algumas garotas. |
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Luís
Álvaro de Castro Gallelo, 17 anos |
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O
objetivo de Luís é estudar muito para ser um advogado bem-sucedido.
"Acho que meus pais vão gostar de me ver cursando direito, mas
a decisão é totalmente minha", afirma. Luís mora com os pais
e seus dois irmãos mais novos, de 11 e 15 anos. Ele é católico,
como sua família, e de vez em quando vai à igreja para rezar.
De manhã, cursa o 3º colegial no colégio Dante Alighieri, um
dos mais tradicionais de São Paulo, e à tarde, vai ao clube,
faz musculação e natação. Nas noites de sextas e sábados, freqüenta
danceterias badaladas com os amigos. "Só não saio quando a grana
está curta", explica. Gallelo não recebe mesada. "Meu pai vai
me dando dinheiro aos poucos", conta. Ele diz nunca ter se apaixonado
e é avesso a namoro. "Para mim, é perda de tempo", diz, categoricamente.
Isso não significa que ele não fique com as garotas. "Mas não
é nada sério", desconversa. |
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Priscilla
Cristine Alves Sbarra, 16 anos |
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A
estudante sonha em ser socióloga. "Gosto de causas sociais",
diz ela, que está no segundo colegial do Colégio Santa Maria,
em São Paulo. Priscilla adora ir ao shopping center nos finais
de semana. À noite, quase não sai. "Vou apenas a reuniõezinhas
ou festas de aniversário na casa de amigos", afirma. Nas horas
vagas, também gosta de dedilhar o violão e atualmente está fazendo
um curso para tocar melhor. No ano passado, teve aulas de teatro,
mas parou. Seu primeiro namorado foi aos 14 anos. O segundo
namoro sério durou três meses e foi rompido no início do ano.
Priscilla não segue uma religião, mas é simpatizante do budismo.
"Minha família é católica, mas os princípios do budismo me atraem
mais", diz ela. Os pais dela são separados e Priscilla mora
com a mãe e um irmão de 11 anos. Adora comer pizza e de vez
em quando não resiste a um pacote de salgadinhos. "Às vezes
eu me culpo porque gostaria de ser mais saudável", afirma. |
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Alexandre
Brito, 18 anos |
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Trabalha
em um salão de beleza durante o dia e estuda à noite. "Quero
fazer faculdade de moda e ser um estilista famoso", diz. Alexandre
não gosta de praticar esportes, mas adora sair à noite. "Vou
ao cinema, ao teatro e a danceterias", conta. "Freqüento locais
que tocam rock e música eletrônica." Ele se veste sempre de
preto e calça jeans e exibe tatuagens nos dois braços. "Já usei
piercings, mas tirei", diz. Seu corte de cabelo é inusitado:
um pouco comprido atrás, tampando a nuca, e totalmente raspado
dos lados, no melhor estilo moicano. Em ocasiões especiais,
passa gel e coloca todos os fios para cima. Brito mora com os
pais e se dá bem com eles. "São caretas, mas respeitam o meu
jeito de ser", diz. Ele acredita em Deus, mas não segue nenhuma
religião. Brito, que é magro para a altura que tem - 1,70 metro
e 57 quilos -, diz que vive de dieta. "Já fui gordo", explica.
"Para piorar, gosto de tudo o que engorda, principalmente massas
e chocolate." |
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Franco
Messina, 16 anos |
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Aluno
do terceiro ano do ensino médio, Franco adora malhar. Pratica
kung fu e corre regularmente no Parque do Ibirapuera. Nos finais
de semana, vai com os amigos a danceterias na Vila Olímpia,
bairro badalado de São Paulo. Sai depois das 10 da noite e só
volta para casa de madrugada. "Volto de táxi", diz. Mas é capaz
de trocar a companhia dos amigos por um jantar com os pais.
"Eles são separados, eu moro com a minha mãe e sinto saudades
do meu pai", conta. "Então, sempre que posso, procuro ficar
perto da minha família." Messina não tem namorada e nunca namorou
sério, só ficou com algumas meninas. De família católica, Messina
considera-se não-praticante e não freqüenta a igreja. "Mas rezo
todas as noites em casa", diz. |
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Fernanda
Figueiredo de Oliveira, 16 anos |
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Mesmo
estando em plena forma, com 1,66 metro de altura e 51 quilos,
Fernanda vive de regime. "O problema é que gosto de comer de
tudo, principalmente alimentos calóricos", diz. "Procuro sempre
incluir muita salada nas refeições e comer pouca quantidade
de comida para não correr o risco de engordar." Fernanda estuda
de manhã e nas horas vagas trabalha como monitora em um bufê
infantil. Seus pais são divorciados e ela mora com a mãe e os
dois irmãos, um de 9 e outro de 10 anos. Nos finais de semana,
freqüenta as danceterias da Vila Olímpia, bairro badalado de
São Paulo. Sai de casa por volta das 10 e meia da noite e volta
às 3h. "Meus pais e os pais dos meus amigos fazem revezamento",
diz ela. "Quando um leva, o outro vai buscar a gente na volta
da danceteria", diz. Fernanda já teve namorado, mas atualmente
está sozinha. |
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Camila
Copia Oliveira França, 21 anos |
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O
lema de Camila é viver o dia de hoje, sem pensar no futuro.
Ela trabalha como vendedora de loja e, por enquanto, não quer
voltar a estudar. Filha de pais separados, mora com a mãe,
o padrasto e o irmão de 19 anos. Camila exibe um visual peculiar.
Pintou as pontas de seus longos cabelos castanho-escuros de
rosa pink. No corpo, tem 22 piercings e brincos: nos lóbulos
das orelhas, na língua, uma argola no nariz, no umbigo e até
nos mamilos. Ela também tem três tatuagens. Camila adora junk
food. "Mas como muita salada, para compensar e faço muita
ginástica. Pratico corrida nas ruas perto de casa", diz. Também
gosta bastante de sair à noite. "Vou a danceterias que tocam
black music, rock, sons psicodélicos, não me prendo a um único
estilo", afirma ela, que se considera eclética. Namorar, nem
pensar. "Já namorei sério e hoje não quero mais, antes só
do que mal acompanhada", afirma.
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