![]() ![]() ![]() ![]() |
Perfis Links Galeria de fotos Perfis Links Galeria de fotos |
Bush dividiu o país, mas promete manter mesmo rumo
George W. Bush é o presidente mais polêmico da história dos Estados Unidos - para muitos, é o pior que o país já teve; para outros, já tem lugar entre os gigantes da Casa Branca, como Jefferson e Roosevelt. Amado pelos conservadores e odiado pelos liberais, Bush dividiu a população de forma inédita - e, em novembro, enfrenta, na prática, um "referendo" sobre seu governo. Mais do que um duelo contra o democrata John Kerry, a tentativa de reeleição de Bush será uma julgamento popular sobre quatro anos de muita controvérsia e confusão. Chegando ao governo depois do maior fiasco eleitoral da história dos EUA (denúncia de fraude na Flórida), Bush permaneceu em férias durante 40% do primeiro semestre de 2001 e teve um início de mandato apagado. Tudo mudou quando quatro aviões foram seqüestrados e as torres do World Trade Center desabaram. Além de mudar a vida de todos os americanos, o 11 de setembro de 2001 transformou a presidência de Bush. A promessa de vingar os mortos no ataque, capturar os culpados e exterminar o terrorismo no mundo tornou-se obsessão para um presidente que, até então, não encontrara sua voz. Decisão - A reação de Bush ao 11 de setembro - incluindo a guerra no Afeganistão, as medidas de segurança interna e a criação da política de ataques preventivos, que preparou terreno para a guerra no Iraque - definiu a imagem do presidente: a de líder decidido que não se dobra diante de pressões, a de comandante-chefe forte e disposto a tudo para derrotar seus inimigos. Com índice de aprovação inédito e a confiança da enorme maioria do país, Bush tomou a decisão mais importante de seu governo: atacar o Iraque. Se o 11 de setembro uniu o país e moldou o presidente, a guerra e seus desdobramentos dividiram a população e definiram o futuro da presidência. Desde então, há duas nações nos EUA - uma quer Bush no poder, outra quer qualquer outro. Veredicto - A liderança inflexível de Bush é, ao mesmo tempo, seu maior trunfo e sua maior fraqueza na campanha contra Kerry. Para os governistas, essa característica é a grande virtude de um homem encarregado de comandar uma guerra contra o terror. Para a oposição, é o contrário - sua convicção se transformou em perigosa teimosia. O veredicto sairá das urnas em novembro. |
||||||||||||||||||||||||||||||
| copyright © Editora Abril S.A. — todos os direitos reservados |