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Perguntas & Respostas
• Viajar
de avião continua sendo uma das formas de transporte mais seguras?
• Quais
são as maiores causas de acidentes em vôos comerciais e particulares?
• O número
de acidentes aéreos vem aumentando ou diminuindo nos últimos anos?
• E o número
de vítimas fatais de acidentes, cresceu ou caiu nos últimos anos?
• Qual é
a chance de sobrevivência em caso de acidente em um avião comercial?
• Qual parte
do avião dá ao passageiro maior chance de sobreviver a acidentes?
• O que
um passageiro pode fazer para reduzir sua chance de estar num acidente?
• A escolha
da companhia certa pode ajudar a baixar a chance de sofrer acidente?
• Quais
são as áreas mais perigosas do mundo para se voar em aviões comerciais?
• Que tipo
de emergência um passageiro tem mais chances de enfrentar em um vôo? Viajar
de avião continua sendo uma das formas de transporte mais seguras?
Sim, conforme os levantamentos e estudos mais recentes. Apesar do tráfego
aéreo cada vez mais intenso, das dificuldades financeiras de muitas companhias
do setor e da ameaça constante do terrorismo, a freqüência de
acidentes envolvendo aviões comerciais segue sendo baixa - afinal, os avanços
tecnológicos e operacionais do setor compensam as novas dificuldades. Uma
pesquisa divulgada há alguns anos pela revista americana Newsweek mostrou
que o transporte aéreo registra média de 0,01 morte a cada 100 milhões
de milhas viajadas, enquanto os trens somam 0,04 morte e os carros, 0,94. Quais são as maiores
causas de acidentes em vôos comerciais e particulares? As
falhas humanas, sejam elas combinadas a condições meteorológicas
adversas, sejam somadas a problemas técnicos. Conforme um levantamento
do site especializado PlaneCrashInfo.com, 56% dos acidentes aéreos dos
anos 90 ocorreram em função de erro humano - porcentual parecido
com o registrado nas décadas de 50 e 60, quando a aviação
comercial começou a se popularizar. Em 30% dos casos, o erro seria do piloto;
em 20%, falha humana motivada por condições adversas; e em 6%, erro
motivado por dificuldades com o equipamento. Os aviões de hoje estão
menos vulneráveis a quedas causadas por tempo ruim (de 15% nos anos 50
para 8% agora). Cerca de 20% dos desastres são causados por falhas mecânicas. O número de acidentes
aéreos vem aumentando ou diminuindo nos últimos anos?
O número e a freqüência de acidentes estão em trajetória
descendente. A frota mais nova e a evolução dos sistemas de segurança
do setor tornaram os acidentes mais raros - mesmo com uma quantidade cada vez
maior de vôos por todo o planeta. O número anual de acidentes aéreos,
que estava em 61 no fim da década de 80, jamais voltou a esse patamar.
Entre 1991 e 1996, por exemplo, ficou na casa dos 50; entre 1997 e 1999, na casa
dos 40; entre 2000 e 2002, na casa dos 30. Em 2003 foram apenas 19 acidentes,
e em 2004, 20. Nesse mesmo período, entre os anos 80 e agora, subiu sem
parar o número de vôos no mundo. Se em 1989 eram 12,3 milhões,
em 1996 eram 16 milhões, e em 2005, cerca de 22,2 milhões de decolagens. E o número de vítimas
fatais de acidentes, cresceu ou caiu nos últimos anos? O
número de mortes também teve queda - desde 1989, quando foram 1.855
as vítimas, jamais as estatísticas retornaram a esse patamar: 2001,
2002 e 2003 tiveram perto de 1.000 mortes e 2004, 517. As chances de sofrer um
acidente de avião e de morrer em um dos desastres despencaram. Em 1989,
eram 4,95 acidentes com fatalidades a cada milhão de decolagens. O índice
jamais voltou a ser tão elevado - e em 2004, a marca era de 0,9 acidente
com fatalidade a cada milhão de decolagens. Caiu também o número
médio de fatalidades por milhão de decolagens: de 150,8 em 1989
para 100,2 em 1994, para 49,85 em 2001 e 23,29 em 2004. Qual é a chance de
sobrevivência em caso de acidente em um avião comercial?
Depende do tipo de acidente. Nas quedas, ela praticamente inexiste. Nos pousos
de emergência e problemas na decolagem ou descida, pode ser bastante grande.
Também depende do tipo de aeronave e do local do acidente. Um estudo dos
acidentes registrados entre os anos 70 e 90 nos EUA e na Europa Ocidental, que
têm muitas das principais companhias aéreas do mundo, mostra que
de um total de 164 ocorrências com pelo menos uma fatalidade, 68 acidentes
mataram todos os passageiros. Quinze outros acidentes tiveram mais de 90% de passageiros
mortos e 37, menos de 10% dos ocupantes da aeronave mortos. Qual parte do avião
dá ao passageiro maior chance de sobreviver a acidentes?
Para alguns especialistas, não há diferença: segundo essas
fontes, um acidente grave com um avião coloca todas as pessoas sob o mesmo
tipo de risco de morrer. Outros analistas lembram, contudo, que em alguns casos
a localização pode sim ajudar: ficar perto das asas, onde a fuselagem
é mais reforçada, seria favorável às chances de sobrevivência.
Da mesma forma, a localização do assento em relação
às saídas de emergência também pode pesar, já
que numa evacuação rápida quem está mais perto das
portas tem chance de deixar o avião antes. É improvável,
porém, que alguém se salve por ter planejado com antecedência
onde ficar. O que um passageiro pode
fazer para reduzir sua chance de estar num acidente? Em teoria,
é possível tentar escapar dos acidentes pesando uma série
de fatores na hora de comprar a passagem aérea. Alguns especialistas recomendam,
por exemplo, que se evite viagens com um número excessivo de escalas, já
que a maioria dos acidentes ocorre nas fases de decolagem, subida, descida e pouso
- portanto, um vôo sem escalas teria menos riscos. Também se recomenda
a escolha de aviões de grande porte em detrimento dos aparelhos com menos
de 30 lugares. As aeronaves maiores têm de cumprir requisitos mais rigorosos
para voar e, em alguns tipos de acidentes, oferecem maior chance de sobrevivência.
Vale lembrar, contudo, que há registros de acidentes em todos os tipos
de viagem - portanto, não há como se garantir a segurança. A escolha da companhia certa
pode ajudar a baixar a chance de sofrer acidente? Sim, apesar de
não existir qualquer garantia nesse sentido. O Boeing da Gol que caiu em
2006, por exemplo, era da última geração de aeronaves de
passageiros, tinha pouquíssimas viagens realizadas e era de propriedade
de uma companhia muito elogiada por sua excelência técnica. Mesmo
assim, foi envolvido em uma acidente em que todos os ocupantes morreram. De qualquer
forma, os especialistas costumam recomendar aos viajantes que prefiram empresas
de países desenvolvidos (onde as exigências e vistorias são
mais rigorosas), sem histórico conhecido de problemas técnicos,
com número reduzido de queixas dos clientes e, de preferência, sem
problemas financeiros graves. Quais são as áreas
mais perigosas do mundo para se voar em aviões comerciais?
Da mesma forma que as empresas dos países mais ricos têm padrões
de segurança mais elevados, as companhias de regiões menos desenvolvidas
trabalham sob circunstâncias desfavoráveis. As áreas mais
problemáticas seriam a África, os países da antiga União
Soviética e partes da Ásia. As nações africanas têm
supervisão frágil da aviação civil e equipamentos
deteriorados, além de problemas com o sistema de radares e controle de
võo. Na ex-URSS, as aeronaves obsoletas que continuam voando são
freqüentemente envolvidas em acidentes. Algumas regiões da Ásia
também têm dificuldades no monitoramento dos vôos. Europa e
Estados Unidos têm as melhores marcas, já que sofrem poucos acidentes
mesmo realizando um número muito grande de vôos. Que tipo de emergência
um passageiro tem mais chances de enfrentar num vôo? Há
dezenas de tipos de acidentes aéreos, e um grande número deles envolve
a necessidade de evacuação da aeronave (após um pouso forçado
ou de emergência, por exemplo). Mesmo nessas circunstâncias, os passageiros
são instruídos a deixar o avião por precaução,
não por causa de algum perigo iminente. O mesmo ocorre para o uso de máscaras
de oxigênio, que não deve ser visto necessariamente como sinal de
situação grave. Em qualquer cenário, a recomendação
é a mesma: os passageiros precisam manter a calma e seguir a orientação
da tripulação em todos os momentos. | |