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Glossário •
Aerovias: as "estradas
virtuais" segundo as quais o tráfego aéreo é organizado.
Nas aerovias, é possível que dois aviões voem em sentidos
opostos, mas em diferentes níveis de altitude. •
Arremeter: procedimento adotado
quando um piloto decide abortar o pouso de um avião. Quando arremete o
aparelho, acelera os motores e retoma a subida, de forma a possibilitar uma nova
tentativa de pouso. •
Bimotor: qualquer tipo de aeronave,
seja avião ou helicóptero, dotado de dois motores para impulsionar
o vôo. •
Caixa-preta: equipamento resistente
a quedas que serve para registrar as circunstâncias de cada vôo. Os
aparelhos guardam os dados de sistemas (velocidade, temperatura, altitude, horizonte,
estabilidade e outros) e também os sons emitidos na cabine de comando.
Sua função é ajudar a esclarecer acidentes com as aeronaves. •
Cenipa: sigla para Centro de
Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos,
órgão ligado ao Ministério da Defesa. •
Cindacta: sigla para Centro
Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo. São
os centros que controlam o tráfego aéreo do país, com auxílio
de estações de monitoramento espalhadas pelo solo. São 4
centros, distribuídos pelas diferentes regiões do país. O
Cindacta-1 monitora o centro do país; o 2, o sul; o 3, o nordeste; e o
4, o norte. •
Controlador de vôo: profissional
responsável por coordenar o tráfego aéreo, através
do monitoramento ininterrupto das telas de radar. É uma das atividades
mais estressantes do mundo. Num avião a 800 quilômetros por hora,
poucos segundos podem fazer a diferença para evitar um acidente. A jornada
diária é de oito horas, mas, destas, duas devem ser obrigatoriamente
dedicadas a pausas para descanso. O salário inicial em 2006 era o de um
sargento da Aeronáutica: em média, 1.600 reais. •
DAC: sigla para Departamento
de Aviação Civil, a entidade do Comando da Aeronáutica que
tem a função de regulamentar e fiscalizar o sistema de aviação
civil do país. •
Monomotor: qualquer tipo de
aeronave dotada de apenas um motor; são geralmente de pequeno porte. •
Pouso forçado: é
quando o avião tem de descer em circunstâncias não previstas
pelo plano de vôo. Problemas mecânicos, meteorológicos, com
passageiros e tripulantes ou relativos a terrorismo podem provocar pousos forçados. •
Pouso de emergência: é
quando um pouso forçado é realizado sob circunstâncias perigosas,
em locais que oferecem risco para os aviões e seus passageiros. •
Pressurização:
criação artificial de condições confortáveis
ao ser humano dentro das cabines durante os vôos. Sem a pressurização
dos aviões, os passageiros podem sofrer de sangramentos, falta de ar e
desmaios. •
Sivam: sigla para Sistema de
Vigilância da Amazônia, projeto concluído em 20045 e que custou
aos cofres públicos 1,4 bilhão de dólares. Os radares do
projeto são usados para o controle do tráfego aéreo na região
da Amazônia. •
TCAS: sistema anticolisão
dos aviões de hoje. O aparelho monitora os aviões num raio de até
50 quilômetros e informa o piloto sobre o risco de eventuais colisões.
Quando o choque é iminente, o aparelho aciona um alarme e informa o piloto
sobre a melhor manobra de evasão a ser feita. Para que dois aviões
em rota de colisão não façam a mesma manobra de fuga e acabem
se chocando, os TCASs "conversam" entre si e "tomam" decisões
conjuntas. •
Teres: um ponto de referência
da carta de aviação brasileira. O acidente entre o jato Legacy e
o Boeing da Gol, em setembro de 2006, ocorreu a menos de 15 minutos, na velocidade
em que voavam os aviões, de Teres. •
Transponder: aparelho que transmite
os dados sobre velocidade, altitude e direção do avião para
o controle aéreo em terra. Seu funcionamento ajuda a evitar acidentes entre
aeronaves em trajetória de colisão em pleno ar. •
Turbinas: motores à reação que impulsionam as aeronaves.
As turbinas transformam em trabalho mecânico-rotatório a energia
cinética de um fluido em movimento. As grandes aeronaves contemporâneas
funcionam com turbinas. |