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| Perfil:
Mahmoud Abbas O sucessor de Arafat
Co-fundador da Fatah ao lado de Yasser Arafat, Mahmoud Abbas, conhecido também como Abu Mazen, foi eleito presidente da Autoridade Palestina em janeiro de 2005. Aliado histórico de Arafat, se tornou seu sucessor, assumindo a função de interlocutor dos palestinos no mundo, na tentativa de formação de um estado independente. Para tanto, contava coma vantagem de ser aceito dentro e fora dos territórios palestinos. Isso até o rompimento com o Hamas, que desde junho de 2007 mantém um governo paralelo ao de Abbas na Faixa de Gaza, território simpático ao grupo radical islâmico. Carreira política - Abbas foi nomeado primeiro-ministro da Autoridade Palestina em maio de 2003. Até então, o poder entre os palestinos estava concentrado nas mãos de Arafat - uma administração mão-de-ferro que, para Israel e os Estados Unidos, não seria capaz de levar a paz ao Oriente Médio. A aceitação a Abbas no exterior ficou evidente logo nas primeiras semanas de seu mandato como primeiro-ministro - ele foi convidado para duas reuniões com o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon e outra mediada por George W. Bush, presidente dos EUA. Arafat queria ir, mas teve sua presença vetada. Após assumir a cadeira de primeiro-ministro, ele foi revelando o que espera para o futuro dos palestinos: o fim dos ataques terroristas contra alvos israelenses, a revisão dos erros estratégicos do passado e uma maior atenção ao problema dos refugiados. Durante a campanha para presidente, ele manteve suas posições, e comprometeu-se a acabar com a segunda Intifada palestina, que já dura mais de quatro anos. Mas, além dos desafios externos, Abbas vem lidando com delicadas questões internas: a reconstrução da Autoridade Palestina e a agressiva rivalidade do Hamas, grupo militante que tem como principal estratégia os ataques com foguetes e morteiros contra alvos israelenses. Intelectual da causa - Nascido em Safed, na antiga Palestina, em 1935, Mahmoud Abbas é um dos poucos membros-fundadores da Fatah ainda vivos. Estudou Direito no Cairo, Egito, e fez doutorado em Moscou, Rússia. Exilado no Catar durante a década de 50, ele ajudou a recrutar árabes para a causa palestina. Depois da formação da Organização para a Libertação da Palestina, ele ganhou o respeito dos militantes e subiu à chefia da entidade. Considerado um intelectual da causa palestina, ele escreveu vários livros, entre eles um polêmico estudo sobre o Holocausto judeu. De acordo com outros dirigentes palestinos, o relacionamento entre ele e Arafat sempre foi de amizade e fidelidade. O primeiro-ministro seguiu o líder máximo dos palestinos em temporadas de exílio na Jordânia, no Líbano e na Tunísia. Mas enquanto Arafat se transformava no porta-voz da causa, o pragmático Abbas ganhava importância nos bastidores, construindo uma sólida rede de financiadores e contatos políticos. Foi um dos primeiros a dialogar com os israelenses e defender as negociações de paz. Os palestinos apontam-no como principal responsável pelos acordos de Oslo, assinados na Casa Branca, em 1993 - Abbas foi a Washington, mas foi Arafat quem apertou a mão de Yitzak Rabin ao lado de Bill Clinton, na mais famosa cena da negociação de paz. |