| Três vozes se
levantaram neste ano para denunciar as maquinações da quadrilha
do mensalão que se instalou no governo Lula. Em abril, o procurador-geral
da República, Antonio Fernando de Souza, lançou um documento devastador
que acusa a cúpula do PT de formar uma "sofisticada organização
criminosa", que se especializou em "desviar dinheiro público
e comprar apoio político", com o objetivo de "garantir a continuidade
do projeto de poder" do PT e denunciou quarenta pessoas, sob a acusação
de integrarem uma "organização criminosa" comandada pelos
petistas José Dirceu, José Genoino, Silvio Pereira e Delúbio
Soares. Em maio, o ministro Marco Aurélio Mello, presidente
do Tribunal Superior Eleitoral, fez um discurso de posse que vai ficar na história
como um marco de lucidez e coragem ao afirmar que o Brasil se tornou o país
do "faz-de-conta". "Faz de conta que não se produziu o maior
dos escândalos nacionais e que os culpados de nada sabiam - o que lhes daria
uma carta de alforria prévia para continuar agindo como se nada de mal
houvessem feito. Faz de conta que não foram usadas as mais descaradas falcatruas
para desviar milhões de reais. Faz de conta que tais tipos de abuso não
continuam se reproduzindo à plena luz, num desafio cínico à
supremacia da lei." Por fim, em junho, o presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, enviou à Procuradoria-Geral
da República uma notícia-crime, pedindo o aprofundamento das investigações
contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a OAB "é
indesculpável e inexplicável a omissão do presidente nos
episódios do mensalão e formação do caixa dois".
Também foram citados o caso da Gamecorop, a empresa de Fábio Luiz
da Silva, o Lulinha, filho do presidente, que recebeu aporte de 5 milhões
de reais da Telemar, concessionária de serviço público, e
o decreto promulgado pelo presidente que permitiu ao BMG atuar no crédito
a aposentados e pensionistas, já que a instituição não
faz parte da rede de pagamentos da Previdência. Íntegra
da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de
Souza Íntegra
do discurso de posse do ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE
Íntegra
da notícia-crime da OAB contra Lula
As descobertas de VEJA
Banditismo
e podridão (24/5/2006)
Reportagens de VEJA
Lulinha
O
negocião do Lulinha (13/7/2005) Como
presidente, Lula é ótimo pai (20/7/2005) É
ainda pior do que se pensava (1/3/2006) Banco
BMG Uma
coincidência e tanto (13/7/2005) Fábrica
de fraudes (27/7/2005) O
caixa dois foi mesmo o seu, o meu, o nosso suado dinheirinho (9/11/2005) Duda
Mendonça Choque
de realidade (17/8/2005) A
nova conta secreta de Duda (11/1/2006) Marketing
bandido (15/1/2006) 15
milhões de dólares (25/1/2006) Duda
tenta emparedar a CPI (25/1/2006) Ele
está em todas (31/5/2006) Mensalão/Caixa
2/Corrupção/Amigos O
homem-chave do PTB (18/5/2005) Diga-me
com quem anda... (25/5/2005) Mesada
de 400 000 reais para o PTB (25/5/2005) A
maior crise de Lula (25/5/2005) O
PT assombra o Planalto (15/6/2005) Lula
à sombra da crise (6/7/2005) Ação
entre amigos (6/7/2005) A
maioria acha que ele sabia (13/7/2005) E
depois do show? (20/7/2005) Quanto
ele sabia? (20/7/2005) Escondeu
mas apareceu (20/7/2005) Operação
Saci (5/10/2005) Não
esqueçam do amigão do homem... (5/10/2005) E
viva o caixa dois, Brasil! (19/10/2005) Vavá
foi mais longe (19/10/2005) Campanha
de Lula recebeu dinheiro de Cuba (2/11/2005) O
paradoxo de Okamotto (8/3/2006) O
"Paloccigate" e a morte da ética (29/3/2006) O
riso virou choro (5/4/2006) O
sujeito oculto (19/4/2006) Todos
os homens do presidente (19/4/2006) |