"Usei
revólver na cintura. Eu era um troglodita, sim. Descobri isso na terapia
que fiz para fazer a cirurgia. Hoje, melhorei, estou muito mais sereno, mais calmo.
Hoje eu canto ao invés de dar tiros". Deputado Roberto Jefferson
(PTB-RJ), em discurso na Câmara.
"É
mais barato pagar o exército mercenário do que dividir o poder.
É mais fácil alugar um deputado do que discutir um projeto de governo.
É por isso. Quem é pago não pensa." Deputado Roberto
Jefferson (PTB-RJ), na entrevista em que fez
a denúncia.
"Ele
pediu que avisasse ao país, à sociedade, que não tem fitas,
que fita é coisa de araponga, e araponga ele não é."
Deputado José Múcio (PTB-PE), sobre
o presidente de seu partido, Roberto Jefferson.
"Foi
como se ele recebesse uma facada. O presidente chorou, se levantou, me deu um
abraço e me mandou embora. Vi um inocente desabar. Um homem de bem, simples,
correto, que se sentiu traído." Jefferson, sobre
a reação de Lula ao ouvir sobre o "mensalão".
"Agora vou para a Câmara, vou
para o PT e vou para o Brasil, percorrer o País para prestar contas à
sociedade e mostrar as realizações do governo Lula." José
Dirceu, em discurso durante encontro do Campo
Majoritário do PT.
"Em
nenhum momento foi dito na reunião que as CPIs não seriam instaladas. O que eu
disse era que não havia cenário que contribuísse para instalarmos mais três ou
quatro CPIs no Senado". Do líder do governo no Senado, Aloizio
Mercadante, negando acordo para enterrar a CPI dos Bingos.
"Era um entra e sai de homens... e a Simone dizia
que não agüentava mais passar o dia contando dinheiro." Da
ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina, a respeito da estadia
do ex-chefe em Brasília com outra secretária.
"Ganhei este dinheiro fazendo negócios com verduras
na Ceagesp." José Adalberto Vieira da Silva, assessor do
deputado José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão de José Genoino, ao tentar justificar
os 450.000 reais em dinheiro com que tentava embarcar no aeroporto de Congonhas
– dos quais US$ 100.000 escondidos na cueca.
"Volto agora à rotina
de um simples cidadão, o cidadão José Genoino Netto.
E tenho de pensar agora como sobreviver." José Genoino,
depois de anunciar que deixava a presidência do PT.
"Não sentes
que os teus planos estão à vista de todos? Não vês
que a tua conspiração todos aqui a conhecem?" Osmar
Serraglio, relator da CPI dos Correios, citando discurso de Cícero
contra Catilina, um grande conspirador, durante depoimento de Delúbio Soares.
"A única coisa que ele (Valério)
me falou foi que o dr. José Dirceu sabia dos empréstimos e que houve uma reunião
da direção do Banco Rural, em Belo Horizonte, com o então ministro José Dirceu,
para resolver sobre o pagamento desses financiamentos. E houve uma reunião em
Brasília, da direção do BMG, para acertar o pagamento das contas, porque o banco
também quer receber." Renilda de Souza, mulher de Marcos Valério,
em depoimento na CPI
"Não
tem como acabar em pizza. Mesmo que eventualmente no Conselho de Ética
não haja cassação, isso não afasta a corrupção.
Estamos investigando coisas que independem de acordo. Não vai ser acordo
que acabará com crime." Do relator da CPI dos Correios, deputado
Osmar Serraglio (PMDB-PR)
"Guardei aquilo para
a acareação com o Zé Dirceu. E na hora, ele até falou
fino." Roberto Jefferson, sobre a acusação de
o ex-ministro intermediar ajuda financeira da Portugal Telecom ao PT e PTB
"É evidente que não vamos encontrar documentos
escritos com a assinatura do presidente da República, mas é preciso?" Senador Álvaro Dias (PSDB-PR), sobre o envolvimento do presidente Lula
com o mensalão.
"Tenham piedade de uma
pessoa! Queria pedir para ser retirado da lista. A única situação
que tem é do delinqüente do Roberto Jefferson." Do líder
do PL na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), na CPI dos Correios,
citado como um dos beneficiários de recebimentos de mensalão.
"Não
tem conversa. Não serei uma rainha da Inglaterra. O partido precisa de
uma ruptura." Do presidente do PT Tarso Genro, sobre a permanência
de José Dirceu na chapa que encabeça à sucessão no
partido.
"Crise nesse país já levou
o Getúlio a se matar, Juscelino a ser mais achincalhado do que qualquer
outro, Jânio desistiu por causa do inimigo tão oculto que ele nem
apontou para a gente, e o Jango foi obrigado a renunciar. Eu não farei
como Getúlio, Jânio ou João Goulart. O meu comportamento será
o mesmo de JK: paciência, paciência, paciência."
Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
"Acho que alguém da República
teve responsabilidade. Minha percepção é que não chega
ao presidente Lula. Mas alguém é responsável por isso. Aparentemente
havia um chefe de governo e um chefe de Estado. E Dirceu era o chefe de governo"
Do deputado Osmar Serraglio, relator da CPI dos Correios.
"Ele tem que perceber que não tem
mais condições nem autoridade para conduzir a Câmara.
Agora, o Severino só tem um caminho, que é se afastar." ACM Neto (BA), vice-líder do PFL na Câmara
"É
um dos momentos mais difíceis da minha vida. Mas vou saber separar o papel
de corregedor do de amigo dele e cumprir meu dever." Deputado
Ciro Nogueira (PP-PI), corregedor da Câmara, amigo e afilhado político
de Severino Cavalcanti.
"O presidente Lula é uma espécie de Genoíno
na Presidência da República, não sabe o que lê, não sabe o que assina, não sabe
o que faz. S.Exa. é o Genoíno do Planalto, e deu a mãos erradas, a Luiz Gushiken
e José Dirceu, a confiança que o povo do Brasil depositou nele. S.Exa. errou.
O meu conceito do Presidente Lula é que ele é malandro, preguiçoso. Não sei se
já chegou da Guatemala. O negócio dele é passear de avião. Governar que é bom
ele não gosta. E delegou." Roberto Jefferson, em sua defesa
no plenário, antes da votação para a cassação do seu mandato.
"Os elementos são bastante consistentes
quanto à participação de Severino Cavalcanti (no esquema
de cobrança de propina). Recebi documentos que confirmam o envolvimento
do presidente da Câmara, dados mais concretos e materiais do que os da polícia,
o que talvez dispense a quebra de sigilo." Do procurador-geral da
República, Antonio Fernando de Souza.
"Se
essas mazelas continuarem, eu não vou me prestar a esse papel; não
presido a comissão se essas manobras continuarem". Delcídio
Amaral, sobre partidos aliados que manobravam para não votar os requerimentos
de quebra de sigilo de corretoras financeiras.
"Estou
esperando a CPI dos Bingos chamar um bingueiro." De Lula, irritado
com a convocação de seu chefe-de-gabinete, Gilberto Carvalho, pela
CPI dos Bingos, para acareação com João Francisco e Bruno
Daniel, irmãos do prefeito assassinado Celso Daniel.
"O
lugar onde os deputados devem exercer o direito de defesa é o Conselho.
Será o primeiro teste de fogo para Aldo." Do primeiro vice-presidente
da Casa, José Thomaz Nonô (PFL-AL)
"Ele não era apenas um legista. Era uma testemunha
muito importante. Temos de apurar se ele foi coagido para não omitir alguma informação."
Do senador Romeu Tuma (PFL-SP), autor
do pedido de quebra de sigilo do legista morto.
"Com
exceção da campanha presidencial de 2002, jamais vi outra cujos
custos fossem compatíveis com os declarados à Justiça Eleitoral" Delúbio
Soares, ex-tesoureiro expulso do PT
"Para
você convencer um técnico a vir trabalhar no governo para ganhar
5.000, 6.000 reais, só se a pessoa for realmente muito, muito comprometida
ideologicamente. Se não, não vem." Do presidente Lula,
em discurso de improviso
"Está
comprovada a mistura de dinheiro e de interesses públicos e privados pelo
PT. E não há mais autoridade neste governo que não esteja
sob suspeição. Eles são insustentáveis." Do
líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM)
"Eu
não me lembro de ter dados estas declarações. Mas se
dei, elas são falsas, mentirosas e inverídicas". Vladimir
Poleto, em depoimento à CPI dos Bingos, sobre entrevista a VEJA.
"Não me considero uma pessoa
acima de qualquer suspeita. Estarei sempre aberto para todas as investigações
que vierem a ser feitas." Do ministro da Fazendo Antonio
Palocci
"Se
falei que vou para disputa, cometi um lapso. Eu poderia dizer que sou candidato,
mas não decidi." Do presidente Lula, em
entrevista a repórteres de rádio.
"Só
o presidente Lula pode dar uma resposta. Vou colaborar com o presidente até
o momento em que ele achar que estou ajudando a ele e ao país." Do
ministro da Fazenda Antonio Palocci sobre sua saída do governo.
"O Palocci é uma
figura extremamente importante nesse momento político e econômico
do Brasil. Por que mexeria no Palocci? Seria a mesma coisa que tirar o Ronaldinho
do Barcelona. O Palocci foi convidado por mim, continuará e será
o meu ministro da Fazenda. Isso não tem discussão, especulação.
Quem quiser especular que vá para a Bolsa de Valores, não faça
isso com o nome de ministros." Do presidente Lula em entrevista
a emissoras de rádio.
"A CPI vai demonstrar quais as razões pelas quais
entende que o ‘mensalão’ está comprovado. Vai ratificar as razões pelas quais
entendeu que há o ‘mensalão’. Já disse que tem e vai confirmar." Do relator
da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que apresentaria
novo relatório parcial sobre as investigações da comissão, entre 10 e 15 de dezembro.
"Cheguei a um ponto em que a minha situação se transformou
em agonia, em degola, em inferno, em fuzilamento político... Não quero misericórdia.
Não quero clemência. Tenho repetido para cada um e cada uma de vocês: Quero justiça." José Dirceu, na tribuna da Câmara antes de ser cassado.
"Antes não podíamos chamá-lo para depor porque ele
era deputado e tinha foro privilegiado no Supremo." De um dos promotores
do caso de corrupção em Santo André, Roberto Wider Filho
"Nada contra o Zé Dirceu foi provado.
Ele é um cidadão que não cometeu um delito. Ele não é culpado nem por omissão."
Do presidente Lula ao declarar que levaria
o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu ao seu palanque eleitoral.
"O governo não faz sinalizações,
não traça cenários, objetivos nem estabelece meios para atingi-los... Há uma sensação
geral de desânimo no país. A sensação de desânimo está afetando as iniciativas
da sociedade e decisões de cidadãos ou empresas." Do ministro Luiz
Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em
Hong Kong.