O PRESIDENTE
Delcídio Amaral
Senador, PT-MS

Antes de ingressar no PT, Delcídio Amaral teve ligações com integrantes do PFL, PMDB e PSDB. A entrada no PT, no entanto, foi influenciada diretamente por José Dirceu e Luiz Inácio Lula da Silva. Ocupando seu primeiro cargo eletivo, o senador está no Congresso desde 2003. Um de seus antigos coordenadores de campanha é um dos sacadores das contas da SMP&B de Marcos Valério.

• Engenheiro, 50 anos
• 1º mandato (496.879 votos em 2002, 25,8% dos válidos) foi também ministro de Minas e Energia (1994-1995)
• Em 2006: candidato a governador do Mato Grosso do Sul
Frase

"É uma pressão muito grande. Não podemos patinar. O país será passado à limpo. Ou punimos ou nos arrebentamos."
(sobre o papel da comissão presidida por ele)

O RELATOR
Osmar Serraglio
Deputado, PMDB-PR

Peemedebista fiel ao governo, Osmar Serraglio afirma ter uma "boa relação" com o ex-ministro José Dirceu. Deputado do Paraná, ele apoiou a candidatura do filho de Dirceu, José Carlos Becker, à prefeitura de uma cidade do interior do Estado. Disse ter ficado "surpreso e assustado" com sua escolha para a relatoria da comissão, já que tem perfil discreto e costuma falar pouco.

• Advogado e professor, 57 anos
• 2º mandato (101.019 votos em 2002, 1,96% dos válidos); foi também vice-prefeito de Umuarama
• Em 2006: provável candidato à reeleição na Câmara
Frase

"Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa sua conduta? A que extremos há de precipitar a tua audácia sem freios?"
(no depoimento de Delúbio Soares, citando discurso de Cícero no Senado de Roma)

O VICE
Asdrúbal Bentes
Deputado, PMDB-PA
Ele substitui o senador Maguito Vilela (PMDB-GO), que se licenciou do cargo na Casa. Bentes foi da Arena de 1976 a 1979, ingressando então no PMDB, em 1980. Assumiu seu primeiro mandato em 1987 como deputado pelo Pará, apesar de ser natural de Humaitá, no Amazonas.
• Advogado e servidor público, 66 anos
• 4º mandato (42.280 votos em 2002); foi também prefeito de Salinópolis (PA), de 1983 a 1985; e deputado federal constituinte), 1987 a 1991.
O COMANDO DA OPOSIÇÃO
O principal grupo de parlamentares oposicionistas na CPI é formado por lideranças do PFL e PSDB. Candidato derrotado à chefia da comissão, César Borges comanda as tentativas de convocar figuras do PT e do governo Lula. Álvaro Dias é um dos principais examinadores dos documentos remetidos à comissão. E Heráclito Fortes e Demóstenes Torres têm papel destacado nos depoimentos.
 
César Borges
Senador, PFL-BA
• Engenheiro, 56 anos
• 1º mandato (2.731.596 votos em 2002, 27,8% dos válidos); em 2004, foi candidato derrotado à prefeitura de Salvador; antes, fora deputado estadual, vice-governador e governador da Bahia
• Em 2006: não precisa ser candidato, já que tem mandato até 2010
Frase

"Se o senhor não estivesse protegido por um habeas corpus, sairia daqui preso. Eu não tenho a menor dúvida disso."
(no depoimento de Delúbio Soares, irritado com as respostas do ex-tesoureiro)

O COMANDO DA OPOSIÇÃO
O principal grupo de parlamentares oposicionistas na CPI é formado por lideranças do PFL e PSDB. Candidato derrotado à chefia da comissão, César Borges comanda as tentativas de convocar figuras do PT e do governo Lula. Álvaro Dias é um dos principais examinadores dos documentos remetidos à comissão. E Heráclito Fortes e Demóstenes Torres têm papel destacado nos depoimentos.
 
Demóstenes Torres
Senador, PFL-GO
• Advogado, 43 anos
• 1º mandato (1.239.352 votos em 2002, 26,74% dos válidos); foi também Secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás
• Em 2006: não precisa ser candidato, já que tem mandato até 2010
Frase

"Como em 'Quadrilha', de Drummond, as coisas não vão acabar bem. O presidente amava Dirceu, que amava Delúbio, que amava Sereno, que amava Genoino, que amava Silvinho, que amava Valério, que pagava mensalão e faturava bilhão."
(segundo o jornal 'Folha de S. Paulo')

O COMANDO DA OPOSIÇÃO
O principal grupo de parlamentares oposicionistas na CPI é formado por lideranças do PFL e PSDB. Candidato derrotado à chefia da comissão, César Borges comanda as tentativas de convocar figuras do PT e do governo Lula. Álvaro Dias é um dos principais examinadores dos documentos remetidos à comissão. E Heráclito Fortes e Demóstenes Torres têm papel destacado nos depoimentos.
 
Álvaro Dias
Senador, PSDB-PR
• Professor, 62 anos
• 2º mandato (2.532.010 votos em 1998); foi também vereador de Londrina, deputado estadual, deputado federal e governador do Paraná
• Em 2006: possível candidato à reeleição no Senado ou a governador do Paraná
Frase
"Fico preocupado com a nossa imagem. Essa cena me lembrou as assembléias do meu tempo de secundarista."
(depois de um bate-boca entre Heloísa Helena e Maurício Rands)
O COMANDO DA OPOSIÇÃO
O principal grupo de parlamentares oposicionistas na CPI é formado por lideranças do PFL e PSDB. Candidato derrotado à chefia da comissão, César Borges comanda as tentativas de convocar figuras do PT e do governo Lula. Álvaro Dias é um dos principais examinadores dos documentos remetidos à comissão. E Heráclito Fortes e Demóstenes Torres têm papel destacado nos depoimentos.
 
Heráclito Fortes
Senador, PFL-PI
• Servidor público, 54 anos
• 1º mandato (671.076 votos em 2002, 27,03% dos válidos); foi também deputado federal e prefeito de Teresina
• Em 2006: não precisa ser candidato, já que tem mandato até 2010
Frase
"Buraco de político tem mola no fundo!"
(durante uma sessão transmitida ao vivo pela TV)
OS FRANCO-ATIRADORES
O bloco de deputados novatos destacados pelos partidos de oposição para "esquentar" os depoimentos e acelerar o andamento das investigações. Onyx Lorenzoni eleva o tom no questionamento aos depoentes. Eduardo Paes e Gustavo Fruet apostam em perguntas de grande impacto. E ACM Neto é a grande revelação - sempre um dos primeiros na lista de perguntas, ganhou reconhecimento nacional com a CPI.
 
Eduardo Paes
Deputado, PFL-RJ
• Advogado, 36 anos
• 2º mandato (186.221 votos em 2002, 2,3% dos válidos); foi também vereador do Rio
• Em 2006: provável candidato à reeleição na Câmara
Frase
"O Banco do Brasil devolve todos os requerimentos dizendo que eles não são claros. As torcidas do Corinthians e a do Flamengo sabem o que queremos, só o BB não sabe."
(reclamando dos problemas para obter dados sobre movimentações financeiras)
OS FRANCO-ATIRADORES
O bloco de deputados novatos destacados pelos partidos de oposição para "esquentar" os depoimentos e acelerar o andamento das investigações. Onyx Lorenzoni eleva o tom no questionamento aos depoentes. Eduardo Paes e Gustavo Fruet apostam em perguntas de grande impacto. E ACM Neto é a grande revelação - sempre um dos primeiros na lista de perguntas, ganhou reconhecimento nacional com a CPI.
 
Onyx Lorenzoni
Deputado, PFL-RS
• Veterinário, 50 anos
• 1º mandato (62.160 votos em 2002, 1,046 dos válidos); em 2004, foi candidato derrotado à prefeitura de Porto Alegre; antes, fora deputado estadual
• Em 2006: provável candidato à reeleição na Câmara
Frase
"Daqui a pouco vamos assistir a uma cena em que Fernando Henrique, Lula e Aécio Neves erguem as mãos e cantam juntos, como naquelas missas do Padre Marcelo Rossi."
(sobre tentativa do governo e parte da oposição de firmar acordo de governabilidade)
OS FRANCO-ATIRADORES
O bloco de deputados novatos destacados pelos partidos de oposição para "esquentar" os depoimentos e acelerar o andamento das investigações. Onyx Lorenzoni eleva o tom no questionamento aos depoentes. Eduardo Paes e Gustavo Fruet apostam em perguntas de grande impacto. E ACM Neto é a grande revelação - sempre um dos primeiros na lista de perguntas, ganhou reconhecimento nacional com a CPI.
 
ACM Neto
Deputado, PFL-BA
• Advogado, 26 anos
• 1º mandato (400.275 votos em 2002, 6,72% dos válidos)
• Em 2006: provável candidato à reeleição na Câmara
Frase
"O deputado, que estava morto, soltou uma nota acusando a imprensa de linchá-lo publicamente. O deputado deve parar de falar e ir à CPI para explicar a sua relação com o Marcos Valério"
(sobre o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu)
OS FRANCO-ATIRADORES
O bloco de deputados novatos destacados pelos partidos de oposição para "esquentar" os depoimentos e acelerar o andamento das investigações. Onyx Lorenzoni eleva o tom no questionamento aos depoentes. Eduardo Paes e Gustavo Fruet apostam em perguntas de grande impacto. E ACM Neto é a grande revelação - sempre um dos primeiros na lista de perguntas, ganhou reconhecimento nacional com a CPI.
 
Gustavo Fruet
Deputado, PSDB-PR
• Advogado, 42 anos
• 2º mandato (105.180 votos em 2002, 2,04% dos válidos); foi também vereador de Curitiba
• Em 2006: possível candidato à reeleição na Câmara ou a governador do Paraná
Frase
"Se a CPI não chegar em determinado momento e jogar duro, vai virar piada. Vão chegar lá, contar um monte de mentira e fica por isso mesmo."
(irritado com os depoimentos de Marcos Valério e Delúbio Soares)
A DEFESA GOVERNISTA
Grupo composto por parlamentares petistas dispostos a apurar a culpa do governo e do partido. Apesar dessa posição, defendem o presidente e tentam destacar os indícios de envolvimento de figuras da oposição no escândalo. Ideli Salvatti é uma das principais figuras durante depoimentos. Jorge Bittar e Maurício Rands são os mais empenhados em implicar oposicionistas. José Eduardo Cardozo é discreto e moderado.
 
Ideli Salvatti
Senadora, PT-SC
• Física e professora, 53 anos
• 1º mandato (1.054.304 votos em 2002, 18,8% dos válidos); foi também deputada federal
• Em 2006: não precisa ser candidata, já que tem mandato até 2010
Frase
"Não vou ser chamada de pagadora de mensalão!"
(de pé e aos gritos, no depoimento de Roberto Jefferson, que insinuara que todos os parlamentares tinham cometido irregularidades)
A DEFESA GOVERNISTA
Grupo composto por parlamentares petistas dispostos a apurar a culpa do governo e do partido. Apesar dessa posição, defendem o presidente e tentam destacar os indícios de envolvimento de figuras da oposição no escândalo. Ideli Salvatti é uma das principais figuras durante depoimentos. Jorge Bittar e Maurício Rands são os mais empenhados em implicar oposicionistas. José Eduardo Cardozo é discreto e moderado.
 
Jorge Bittar
Deputado, PT-RJ
• Engenheiro, 56 anos
• 2º mandato (140.848 votos em 2002, 1,74% dos válidos); em 2004, foi candidato derrotado à prefeitura do Rio; antes, fora vereador e secretário de Planejamento do Estado do Rio
• Em 2006: provável candidato à reeleição na Câmara
Frase
"É legítimo que um partido recorra a empréstimo e busque avalistas. Não vejo nenhum ato ilícito ou até mesmo imoral."
(depois que VEJA revelou um empréstimo ao PT com Marcos Valério como avalista)
A DEFESA GOVERNISTA
Grupo composto por parlamentares petistas dispostos a apurar a culpa do governo e do partido. Apesar dessa posição, defendem o presidente e tentam destacar os indícios de envolvimento de figuras da oposição no escândalo. Ideli Salvatti é uma das principais figuras durante depoimentos. Jorge Bittar e Maurício Rands são os mais empenhados em implicar oposicionistas. José Eduardo Cardozo é discreto e moderado.
 
Maurício Rands
Deputado, PT-PE
• Advogado e professor, 43 anos
• 1º mandato (107.741 votos em 2002, 2,82% dos válidos); foi também secretário de Assuntos Jurídicos da prefeitura de Recife
• Em 2006: provável candidato à reeleição na Câmara
Frase
"Não é a diretriz desviar o foco para a administração anterior, mas se a gente quer verificar o que acontece, será que essas irregularidades só existiram de 2003 pra cá?"
(sobre a investigação de episódios anteriores ao governo Lula)
A DEFESA GOVERNISTA
Grupo composto por parlamentares petistas dispostos a apurar a culpa do governo e do partido. Apesar dessa posição, defendem o presidente e tentam destacar os indícios de envolvimento de figuras da oposição no escândalo. Ideli Salvatti é uma das principais figuras durante depoimentos. Jorge Bittar e Maurício Rands são os mais empenhados em implicar oposicionistas. José Eduardo Cardozo é discreto e moderado.
 
José Eduardo Cardozo
Deputado, PT-SP
• Advogado e professor, 46 anos
• 1º mandato (303.033 votos em 2002; 1,54% dos válidos); foi também vereador por São Paulo
• Em 2006: possível candidato à reeleição na Câmara
Frase
"Não é hora de dar espetáculo. É hora de confrontar dados, checar informações."
(criticando as tentativas da oposição de convocar petistas de primeiro escalão)
A JUÍZA
Denise Frossard
Deputada, PPS-RJ
Magistrada que conquistou notoriedade ao punir figuras importantes do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Denise Frossard ficou famosa na CPI por defender os direitos dos depoentes e criticar os abusos cometidos por alguns colegas de comissão. Em suas intervenções, sempre faz questão de lembrar de seu passado como juíza e de seu conhecimento do sistema judiciário brasileiro.

• Juíza e professora, 54 anos
• 1º mandato (385.111 votos em 2002, 4,77% dos válidos)
• Em 2006: possível candidata à reeleição na Câmara

Frase
"O senhor tem consciência de que é integrante de uma quadrilha que trafica influência, que praticava crimes de corrupção e que lavava dinheiro? O senhor conhece uma prisão?"
(no depoimento de Delúbio Soares, sobre as acusações contra o ex-tesoureiro)
A EX-PETISTA
Heloísa Helena
Senadora, PSOL-AL
Integrante mais conhecida da CPI, Heloísa Helena costuma ser a primeira a questionar depoentes - para isso, chega até quatro horas antes da sessão e coloca seu nome no topo da lista de presença. Expulsa do PT por votar contra orientações do governo, vem usando a comissão para contestar os procedimentos da cúpula petista - justamente o grupo que definiu a punição.

• Enfermeira e professora, 40 anos
• 1º mandato (374.931 votos em 1998); foi também deputada estadual e vice-prefeita de Maceió
• Em 2006: possível candidata à reeleição no Senado ou à presidência da República

Frase
"Se o governo Lula, junto com sua base de bajulação, acha que a camarilha do Planalto pode me impor o medo, a velha ameaça dos expurgos e da tirania, para desmoralizar ou matar quem não se curva, pode tirar o cavalinho da chuva porque ele vai morrer de pneumonia."
(sobre as ameaças de morte que diz ter recebido)
OS VETERANOS
Dois dos parlamentares de maior idade na CPI são também os mais indignados e incomodados com os escândalos apurados pela CPI. Sem envolvimento com irregularidades graves em seus longos currículos políticos, Jefferson Peres e Roberto Saturnino aparecem relativamente pouco nas sessões.
 
Jefferson Péres
Senador, PDT-AM
• Advogado e professor, 72 anos
• 2º mandato (543.158 votos em 2002, 26,2% dos válidos); foi também vereador de Manaus
• Em 2006: não precisa ser candidato, já que tem mandato até 2010
Frase
"Seria inútil. Isso é uma ópera bufa."
(abrindo mão de interrogar Delúbio Soares, que tinha habeas corpus preventivo)
OS VETERANOS
Dois dos parlamentares de maior idade na CPI são também os mais indignados e incomodados com os escândalos apurados pela CPI. Sem envolvimento com irregularidades graves em seus longos currículos políticos, Jefferson Peres e Roberto Saturnino aparecem relativamente pouco nas sessões.
 
Roberto Saturnino Braga
Senador, PT-RJ
• Engenheiro, 73 anos
• 3º mandato (2.349.372 votos em 1998); foi também deputado federal, vereador e prefeito do Rio de Janeiro
• Em 2006: possível candidato à reeleição no Senado
Frase
"Não sou nenhum santo. Já andei transitando pelo Conselho de Ética, mas nunca fiz caixa dois. Todo mundo faz é uma ova!"
(no depoimento de Delúbio Soares, depois que o ex-tesoureiro disse que o caixa dois seria prática comum)
OS RIVAIS
As sessões da CPI criaram forte animosidade entre os parlamentares Arnaldo Faria de Sá e Sibá Machado. O deputado petebista, o mais agressivo durante as sessões de depoimentos, contesta freqüentemente o senador petista, o mais acalorado defensor do governo na comissão. Uma sessão foi suspensa quando um desentendimento entre os adversários quase acabou em agressão física.
 
Sibá Machado
Senador, PT-AC
• Agricultor, 47 anos
• 1º mandato (suplente de Marina Silva, eleita com 157.588 votos, 32,29% dos válidos)
• Em 2006: possível candidato a uma vaga no Congresso
Frase
"O caixa dois é tão crime quanto a história do mensalão."
(sobre a versão de Delúbio Soares para sua ligação com Marcos Valério)
OS RIVAIS
As sessões da CPI criaram forte animosidade entre os parlamentares Arnaldo Faria de Sá e Sibá Machado. O deputado petebista, o mais agressivo durante as sessões de depoimentos, contesta freqüentemente o senador petista, o mais acalorado defensor do governo na comissão. Uma sessão foi suspensa quando um desentendimento entre os adversários quase acabou em agressão física.
 
Arnaldo Faria de Sá
Deputado, PTB-SP
• Advogado e radialista, 59 anos
• 5º mandato (86.490 votos em 2002, 0,44% dos válidos); foi também secretário municipal de Esportes e Lazer e secretário de governo da prefeitura de São Paulo
• Em 2006: possível candidato à reeleição na Câmara
Frase
"Parece um macaquinho..."
(sobre a reação de Sibá Machado à tentativa da oposição de votar quebras de sigilo)
Senadores
Aelton Freitas (PL-MG)
Álvaro Dias (PSDB-PR)
César Borges (PFL-BA)
Delcídio Amaral (PT-MS)
Demostenes Torres (PFL-GO)
Fernando Bezerra (PDT-RN)
Heloísa Helena (PSOL-AL)
Heráclito Fortes (PFL-PI)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Jefferson Peres (PDT-AM)
Luiz Otavio (PMDB-PA)
Maguito Vilela (PMDB-GO)
Ney Suassuna (PMDB-PB)
Roberto Saturnino (PT-RJ)
Sérgio Guerra (PSDB-PR)
Wirlande da Luz (PMDB-RR)
Deputados
ACM Neto (PFL-BA)
Álvaro Dias (PDT-RN)
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
Asdrubal Bentes (PMDB-PA)
Carlos Abicalil (PT-MT)
Denise Frossard (PPS-RJ)
Eduardo Paes (PFL-RJ)
Fernando Diniz (PMDB-MG)
Gustavo Fruet (PSDB-PR)
Jorge Bittar (PT-RJ)
Maurício Rands (PT-PE)
Nélio Dias (PP-RN)
Nelson Meurer (PP-PR)
Onyx Lorenzoni (PFL-RS)
Osmar Serraglio (PMDB-PR)
Welinton Fagundes (PL-MT)
Senadores suplentes
Almeida Lima (PSDB-SE)
Ana Júlia Carepa (PT-PA)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Efraim Morais (PFL-PB)
Fátima Cleide (PT-RO)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Geraldo Mesquita Júnior (PSOL-AC)
Gerson Camata (PMDB-ES)
José Jorge (PFL-PE)
Juvêncio da Fonseca (PDT-MS)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Leonel Pavan (PSDB-SC)
Romeu Tuma (PFL-SP)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Sibá Machado (PT-AC)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Deputados suplentes
Alberto Fraga (PFL-DF)
Alberto Goldman (PSDB-SP)
Anibal Gomes (PMDB-CE)
Benedito de Lira (PP-AL)
Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Geraldo Thadeu (PPS-MG)
Henrique Fontana (PT-RS)
Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG)
Jamil Murad (PCdoB-SP)
José Eduardo Cardozo (PT-SP)
Luiz Antonio Fleury (PTB-SP)
Murilo Zauith (PFL-MS)
Pompeo de Mattos (PDT-RS)
Sandro Mabel (PL-GO)
Wilson Santiago (PMDB-PB)
O COMANDO DA OPOSIÇÃO

O principal grupo de parlamentares oposicionistas na CPI é formado por lideranças do PFL e PSDB. Candidato derrotado à chefia da comissão, César Borges comanda as tentativas de convocar figuras do PT e do governo Lula. Álvaro Dias é um dos principais examinadores dos documentos remetidos à comissão. E Heráclito Fortes e Demóstenes Torres têm papel destacado nos depoimentos.

OS FRANCO-ATIRADORES

O bloco de deputados novatos destacados pelos partidos de oposição para "esquentar" os depoimentos e acelerar o andamento das investigações. Lorenzoni eleva o tom no questionamento aos depoentes. Paes e Fruet apostam em perguntas de grande impacto. E o neto de ACM é a grande revelação - sempre um dos primeiros na lista de perguntas, ganhou reconhecimento nacional com a CPI.

A DEFESA GOVERNISTA

Grupo composto por parlamentares petistas dispostos a apurar a culpa do governo e do partido. Apesar dessa posição, defendem o presidente e tentam destacar os indícios de envolvimento de figuras da oposição no escândalo. Salvatti é uma das principais figuras durante depoimentos. Bittar e Rands são os mais empenhados em implicar oposicionistas. Cardozo é discreto e moderado.

OS VETERANOS

Dois dos parlamentares de maior idade na CPI são também os mais indignados e incomodados com os escândalos apurados pela CPI. Sem envolvimento com irregularidades graves em seus longos currículos políticos, Jefferson Peres e Roberto Saturnino aparecem relativamente pouco nas sessões - o desgosto provocado pela situação parece afastá-los das principais discussões da comissão.

OS RIVAIS

As sessões da CPI criaram forte animosidade entre os parlamentares Arnaldo Faria de Sá e Sibá Machado. O deputado petebista, o mais agressivo durante as sessões de depoimentos, contesta freqüentemente o senador petista, o mais acalorado defensor do governo na comissão. Uma sessão foi suspensa quando um desentendimento entre os adversários quase acabou em agressão física.