PROPINA NOS CORREIOS

A suspeita: VEJA mostra Mauricio Marinho (foto), chefe de departamento dos Correios, embolsando pacote de dinheiro dado por corruptor

O desmentido: "Não pedi propina na fita. Não sou corrupto", afirmou Marinho, que disse ter "prestado consultoria" pelo dinheiro

Os indícios: Cinco dias depois, o autor da gravação do vídeo confirma na CPI que pagou propina a Marinho para ganhar licitação

O recuo: Em depoimento na Corregedoria da Câmara, Marinho abandonaa a versão da consultoria, mas não explica o recebimento

O fato: Como o próprio Marinho reconheceu na CPI, havia o pagamento de propina nos Correios, inclusive em seu departamento

DEZ MILHÕES AO PTB

A suspeita: VEJA revela que o PT comprara o apoio do PTB de Roberto Jefferson (foto)por 10 milhões de reais e só entregara parte do dinheiro

O desmentido: Em nota, Jefferson disse que a denúncia era "maldosa insinuação" e garantiu que “não houve qualquer acordo" com o PT

A confissão: Em depoimento, Jefferson admitiu que mentiu para não prejudicar a campanha de Marta Suplicy à prefeitura paulistana

O fato: Conforme o deputado, o valor do acordo era de 20 milhões de reais, e não 10 de milhões, mas o PT só pagou 4 milhões

A MESADA DO IRB
A suspeita: VEJA revela que Jefferson pressionava Lídio Duarte (foto), então presidente do IRB, a repassar 400.000 reais mensais ao PTB

O desmentido: Ao prestar depoimento na Polícia Federal, Duarte negou tudo. Disse que jamais havia contado a VEJA sobre o episódio

Os indícios: VEJA mostra a gravação da entrevista de Lídio Duarte. "Cada indicado tem de colocar 400.000 reais por mês", afirmava

O recuo: Duarte cala sobre a entrevista. Jefferson admite que pressionava o presidente do IRB a arrancar dinheiro de clientes

O fato: Duarte assumiu compromisso da mesada e depois não quis pagar. Pressionado por Jefferson, deixou a presidência do IRB
O MENSALÃO DO PT

A suspeita: Em 6 de junho, Roberto Jefferson diz que PT pagava "mensalão" a deputados da base aliada em troca de apoio ao governo

O desmentido: No mesmo dia, a direção do PT afirma que a denúncia do deputado petebista "não tem o mínimo fundamento na realidade"

Os indícios
: Análises de dados bancários das empresas de Valério mostram pagamentos diretos ou indiretos aos parlamentares aliados

O recuo: "Há indícios muito fortes de que possa ter existido o mensalão", admite José Eduardo Cardozo (PT-SP) em 20 de julho

O fato: Ainda não há comprovação oficial, mas o relator da CPI, Osmar Serraglio, afirma que "há provas materiais do mensalão"

O PAPEL DE DIRCEU

A suspeita: Jefferson diz que o então ministro da Casa Civil sabia do esquema ilegal do "mensalão" - e nada fez para desmontá-lo

O desmentido: Em 12 de junho, Dirceu (foto) desqualificou a acusação, dizendo que faltavam provas, e disse que não pensava em sair do cargo

Os indícios: Em 14 de junho, Jefferson diz que Dirceu complicaria Lula. Ex-secretária de Valério diz que ministro se reunia com ele

O recuo: Em 16 de junho, Dirceu volta atrás e deixa o governo: "Vou esclarecer essas denúncias infundadas contra minha pessoa"

O fato: Todos os envolvidos confirmam que Dirceu foi avisado da suposta existência do "mensalão". Não se sabe o que ele fez depois

O CAIXA DOIS DO PT

A suspeita: Jefferson diz que Valério (foto) operava o "mensalão" com dinheiro de empresas estatais e privadas

O desmentido: O empresário diz, em nota, que acusação não pode ser comprovada e que processará o deputado

Os indícios: Relatório de operações financeiras aponta saques de empresas de Valério e confirma denúncia de Jefferson

O recuo: A VEJA, Valério diz que o dinheiro sacado (20,9 milhões de reais) era usado para comprar gado e cavalos

A segunda versão: Na CPI, Valério dá outra explicação sobre os saques: o dinheiro seria usado para pagar fornecedores

A contradição: Em 15 de julho, Valério dá a terceira versão: o dinheiro financiava campanhas do PT sem declaração à Justiça Eleitoral

O fato: Ainda não há confirmação oficial sobre o destino do dinheiro

O TESOUREIRO PETISTA

A suspeita: Jefferson afirma que o tesoureiro do PT Delúbio Soares (foto) pagava o "mensalão" com ajuda de um "operador", Marcos Valério

O desmentido: Delúbio disse que estava "indignado" sobre a acusação "infundada" e que o partido "não compactua e não aceita" compra de votos

Os indícios: Surgem relatos da relação bastante próxima de Delúbio e Marcos Valério. O empresário admite ter cedido dinheiro ao PT

O recuo: Delúbio Soares confirma ter pedido a Valério a formação de um caixa dois; desmente, porém, a existência do "mensalão"

O fato: Ainda não há informação oficial sobre o destino do dinheiro: Delúbio se negou a revelar os nomes dos beneficiários

OS EMPRÉSTIMOS DE VALÉRIO

A suspeita: Reportagem de VEJA revela que Valério avalizou e até pagou parcela de empréstimo ao PT; Delúbio também foi avalista

A versão: Delúbio Soares se afasta do cargo mas só admite a operação irregular duas semanas depois, dizendo que agiu "sozinho"

Os indícios: Em depoimento à CPI dos Correios, Renilda de Souza (foto), mulher e sócia de Valério, diz que Dirceu sabia dos empréstimos e chegou a se reunir com diretores do Banco Rural e BMG

O recuo: Dirceu admite que participou da reunião mencionada por Renilda - mas desmente ter discutido os empréstimos na data

O fato: Ainda não há informação oficial sobre quem sabia dos empréstimos, mas a CPI suspeita de que Delúbio não agiu sozinho

A ASSINATURA DE GENOINO

A suspeita: VEJA apura que o PT fez um empréstimo de 2,4 milhões de reais no BMG com Genoino (foto), Delúbio e Valério como avalistas

O desmentido: Procurado por VEJA antes da publicação da reportagem, Genoino negou a existência do empréstimo: "Não tem isso, não."

Os indícios: VEJA publica capa com reprodução de registro do empréstimo es assinaturas do então presidente do PT e a de Valério

O recuo: Genoino muda a versão e passa a dizer que assinou o documento sem ler; uma semana depois, deixa a presidência do PT

O fato: O então presidente do PT avalizou e assinou uma dívida milionária envolvendo o seu partido e um empresário suspeito

O DIRETOR DO BB

A suspeita: Coaf indica que um auxiliar a serviço da Previ sacou 327.000 reais da conta da DNA de Marcos Valério no Banco Rural

O desmentido: O auxiliar, Luiz Eduardo Ferreira da Silva, diz nunca ter feito um saque daquele porte: "Não entendo o que ocorreu"

O recuo: Três dias depois, Silva muda a versão: diz ter entregue um pacote ao diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato (foto)

O fato: Quatro dias antes da revelação do caso, Pizzolato pediu aposentadoria no BB e renunciou ao cargo que tinha na Previ

A CONTA DE JOÃO PAULO

A suspeita: CPI revela que Márcia, a mulher do ex-presidente da Câmara, o petista João Paulo Cunha (foto), esteve no Banco Rural de Brasília três vezes em um dia

O desmentido: Em nota, Cunha disse que a mulher foi ao Rural para resolver um problema relativo a uma conta de TV a cabo

Os indícios: CPI confirma que Márcia esteve no Rural e mostra que ela sacou 50.000 reais de contas de agências de Marcos Valério

O recuo: João Paulo deixou de lado a versão sobre a conta de TV a cabo mas não quis comentar publicamente o saque da mulher

O fato: Cunha é ligado a Valério: além do saque, houve outra retirada por uma auxiliar, e Valério fez sua campanha na Câmara

O LÍDER DO PP

A suspeita: Roberto Jefferson diz que José Janene (foto) é um dos operadores do "mensalão", fazendo inclusive a distribuição do dinheiro

O desmentido: Janene negou a acusação, dizendo que não há provas e chamando Jefferson de "louco", "canalha" e "maníaco-depressivo"

Os indícios: CPI revela que o chefe de gabinete de Janene, João Carvalho Genu, fez retiradas de contas de Valério no Banco Rural

O recuo: Janene diz que os saques foram usados para pagar dívidas eleitorais: "Infelizmente não é uma coisa nova na política"

O fato: CPI já afirmou ter provas materiais da existência do pagamento do "mensalão" através das contas de Valério no Rural; Genu confirma ter feito saques no banco

O PRESIDENTE DO PL

A suspeita: No Conselho de Ética, Jefferson diz que Valdemar Costa Neto (foto), presidente do PL, recebe "mensalão"

O desmentido: Valdemar, que abrira processo contra Jefferson no Conselho de Ética, nega acusação e diz que processará o petebista

Os indícios: Ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, é citado entre possíveis sacadores de contas de Valério. Ex-mulher de Costa Neto diz ter ouvido conversas que confirmariam "mensalão"

A contradição: Lamas e Costa Neto dão versões diferentes para o afastamento do tesoureiro do PL. O primeiro fala em "motivos pessoais"; o outro, em "incompatibilidade administrativa"

A conseqüência: Valdemar Costa Neto renuncia para evitar cassação; ele admite que recebia dinheiro do esquema de Valério - mas, diz ele, só para pagar campanhas eleitorais.

OS RASTROS NA OPOSIÇÃO

A suspeita: Agência de Valério passou 1,9 milhão de reais a campanhas ligadas à candidatura de Eduardo Azeredo (foto), do PSDB, em MG

O desmentido: Azeredo nega ter participado de esquema ilegal e diz que caso não é igual ao do PT: "Fico indignado. Foi há 7 anos"

Os indícios: Empréstimo a tesoureiro da campanha tucana foi avalizado por Valério. Diretora da SMP&B integrou o governo Azeredo

O recuo: O presidente regional do PSDB-MG reconhece que houve esquema paralelo de financiamento na campanha estadual de 1998

A conseqüência: Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais abriu inquérito civil para investigar caixa dois em 1998

OS DÓLARES NA CUECA

A suspeita: José Vieira da Silva (foto), assessor do irmão de Genoino, é flagrado em aeroporto com 200.000 reais e mais 100.000 dólares escondidos na cueca

O desmentido: Preso, ele diz que dinheiro saiu de venda de verduras. PT, Genoino e o irmão, José Guimarães , negam irregularidade

Os indícios: Outro auxiliar de Guimarães comprou a passagem do homem da cueca. O suposto dono do dinheiro, Kennedy Moura, também seria ligado a Guimarães

As versões: Os principais envolvidos apresentam outras explicações para o destino do dinheiro. Todas são conflitantes entre si

A conseqüência: Procuradoria eleitoral do Ceará pediu quebra de sigilo de todos os envolvidos

DUDA E A SÓCIA
A suspeita: Zilmar da Silveira, sócia de Duda Mendonça, é citada como a sacadora de 250.000 reais de conta da SMP&B de Valério

O desmentido: Zilmar diz que uma empresa sua recebeu 500.000 reais do PT por "serviços". Ela nega irregularidades e Duda silencia

Os indícios: Nova versão da lista inclui o próprio Duda. Valor total repassado a pessoas ligadas a ele dispara para 15,5 milhões

A versão: Duda diz que Valério tenta "confundir a investigação" ao citar seu nome. Os saques "jamais aconteceram", afirma ele

O fato: Pessoas ligadas a Duda, principal publicitário ligado a Lula, receberam, em ano não eleitoral, 50% a mais do que todo o valor declarado como pagamento aos marqueteiros pela campanha petista em 2002
PORTUGAL TELECOM
A suspeita: Jefferson diz ter participado de reunião em que se discutiu com Dirceu uma estratégia para PT e PTB embolsarem 24 milhões de reais da Portugal Telecom. Valério e Emerson Palmieri, do PTB, seriam os enviados a Lisboa

O desmentido: Dirceu disse que o encontro não ocorreu e que jamais tratou do assunto. Valério admitiu a viagem, mas não a negociata. Disse ainda que Palmieri foi junto porque estava "estressado"

Os indícios: Agenda de Dirceu comprova reunião com Valério e representante do banco que controla a Portugal Telecom. O encontro ocorreu 13 dias antes da viagem de Valério e Palmieri a Portugal

Os recuos: Dirceu defendeu-se dizendo que quem marcou a reunião não foi Valério, mas o banco. Valério disse que só apresentou o banqueiro português ao ministro

As contradições: O banco português informou que tentara agendar o encontro por três vezes, mas só conseguiu com ajuda de Valério. Palmieri negou a versão do "estresse" e confirmou que Dirceu participou da negociação
A CHANTAGEM DE VALÉRIO
A suspeita: VEJA revela que Marcos Valério ameaçava o governo de contar tudo o que sabe sobre o esquema de corrupção. Exigiu, para silenciar-se, 200 milhões de reais, que, segundo ele, viriam da intermediação do fim da liquidação do Banco Econômico

O desmentido: Valério negou a acusação e atribuiu a informação falsa ao PT. "Estou cobrando o que me devem. A acusação de chantagem é purpurina para darem cano"

Os indícios: Três semanas depois, o surgimento do caso Portugal Telecom reforça a suspeita. Descobre-se que Valério se aproximou do Banco Millenium, também de Portugal, para tentar viabilizar a liquidação do Econômico - o Millenium também tem dinheiro enterrado ali

A versão: A VEJA, o Millenium confirma o interesse na liquidação do Econômico, mas nega qualquer negociação com Valério

O fato: Como as regras do BC proíbem que os liquidados do Econômico saiam com dinheiro no bolso, o negócio foi inviabilizado e não se concretizou
O HOMEM DA MALA
Marcos Valério
Fernandes de Souza,

publicitário
Acusado de ser o encarregado do pagamento do mensalão aos deputados que participavam do esquema e de emprestar dinheiro ilegalmente ao PT. Valério é suspeito de sacar o dinheiro, depositado nas contas de suas agências, e levá-lo a Brasília em malas para a distribuição aos líderes de partidos aliados. Marcos Valério é sócio das agências SMP&B Comunicação e a DNA Propaganda, que têm cinco contas do governo federal.
O que diz
O publicitário nega as acusações sobre o mensalão e afirma que "nunca fez entrega" de dinheiro aos parlamentares em nome do PT. Sobre os empréstimos, porém, ele admite ter atendido um pedido de Delúbio para alimentar o caixa de campanha do PT. Não diz o que recebia em troca da ajuda ao partido.
O ESCUDO
José Genoino,
ex-presidente do PT
O ex-deputado é acusado por Roberto Jefferson de conhecer e aprovar o esquema do mensalão. Também teria acertado com o PTB a doação de 4 milhões de reais para campanhas do partido de Jefferson. Presidente do PT desde o início do governo Lula, teria conhecimento de detalhes da distribuição de cargos a aliados, inclusive nos Correios. No partido, defende Silvio e Delúbio.
O que diz
Genoino negou diversas vezes a existência do mensalão. Sobre os Correios, afirma que não há participação direta do PT e diz que a oposição usa o caso indevidamente para atrapalhar o governo. Ao falar tenta desvincular a cúpula petista das denúncias.
O CONFIDENTE
Luiz Gushiken,
secretário da Comunicação de Governo e Gestão Estratégica
Ao lado de Palocci, o ministro ocupa o lugar de principal interlocutor de Lula. Desta forma, poderia dizer até que ponto o presidente sabia do suposto esquema do mensalão. Nos Correios, ele é alvo de uma suspeita mais direta: em sua gestão, a Secom mudou as regras de concorrência para um contrato de publicidade na estatal. Uma agência de Valério se beneficiou da mudança.
O que diz
Gushiken não falou sobre o caso.
O MANDANTE
Arthur Wascheck Neto,
empresário
Um dos donos da empresa Comam, que fornecia material para a área de informática dos Correios. Ele contratou o bacharel em direito Joel Santos Filho para gravar em vídeo a entrega da propina a Maurício Marinho. Segundo o depoimento de Wascheck à CPI dos Correios, a fita foi gravada porque ele suspeitava que "algo andava errado" nas licitações realizadas sob Marinho.
O que diz
O empresário desmentiu qualquer intenção política com a gravação, dizendo que não pretendia fazer uma denúncia ou iniciar uma crise. Negou também o envolvimento da Abin na gravação e a acusação de fazer a fita para tentar extorquir Antônio Osório.
O LÍDER DO GOVERNO
Fernando Bezerra,
senador do PTB
Líder do governo Lula no Congresso, Bezerra tentou e não conseguiu nomear Ezequiel Ferreira de Souza, seu afilhado político, para a Diretoria de Tecnologia dos Correios. A indicação tinha sido sugerida por Silvio Pereira, secretário-geral do PT, mas a escolha foi barrada. Bezerra recebeu uma carta anônima explicando o motivo do veto: haveria um esquema ilegal naquela vaga.
O que diz
Em depoimento a VEJA, o senador do PTB disse ter procurado José Dirceu para saber o motivo do veto da Casa Civil à indicação de Ezequiel. Não obteve resposta. Assinou o requerimento da CPI dos Correios porque diz desejar ver o episódio esclarecido.
O LÍDER DO PMDB
José Borba
O então líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), também foi citado pela ex-secretária de Valério como muito próximo do ex-chefe. Eles sef alariam semanalmente e teriam estado juntos em Brasília pelo menos "umas quatro vezes".
O que diz
Divulgou uma nota dizendo que "nunca recebi do senhor Marcos Valério qualquer numerário ou recursos financeiros". E esclareceu que seu "relacionamento com líderes do PT, integrantes de sua Executiva Nacional e o sr. Marcos Valério sempre foi delimitado pela tratativa da ocupação de cargos". No mesmo dia também pediu afastamento do cargo.
O PROCURADOR
Glênio Guedes,
analista Conselho de Recursos do Sistema Financeiro

Citado pela ex-secretária de Valério, Guedes teria suas contas de celular pagas pela SMP&B, agência do acusado de operar o mensalão, além de passagens aéreas e diárias em hotéis. Segundo relatório do Coaf, o procurador recebeu duas transferências de dinheiro de Valério, uma de 782.000 reais e outra de 120.000 reais, no fim de 2003. Sua função no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro, órgão do Ministério da Fazenda, era fazer pareceres sobre recursos de instituições financeiras contra punições impostas pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Imobiliários ou pela Secretaria de Comércio Exterior.

O que diz
Afastado das suas funções, disse que não comenta o assunto e alega que reembolsava as passagens pagas por Valério.
Marcelo Sereno,
ex-secretário de Comunicação do PT
Faz parte do grupo acusado por Jefferson de coordenar o mensalão. Foi assessor especial de José Dirceu na Casa Civil e caiu depois do escândalo Waldomiro Diniz, acusado de saber de tudo e nada fazer. Virou secretário de comunicação social do partido por indicação de Dirceu.
O que diz
Também pediu afastamento da função, diz que ‘será mais útil ao partido na militância", e nega todas as acusações.
A 'DONA DE CASA'
Renilda Maria Santiago Fernandes de Souza,
mulher e sócia de Marcos Valério
Por ser co-proprietária das empresas de publicidade envolvidas no escândalo, poderá ser responsabilizada junto do marido por fazer empréstimos suspeitos ao Partido dos Trabalhadores através do Banco Rural e BMG. Esse possível envolvimento ganha força diante da existência de documentos e cheques das contas bancárias citadas no escândalo com a assinatura de Renilda Santiago.
O que diz
Ao prestar depoimento à CPI, disse que não tinha nenhum conhecimento sobre as atividades das empresas de Marcos Valério - de acordo com Renilda, que afirmou ser apenas uma "dona de casa, esposa e mãe", o empresário cuidava de todos os negócios sempre sem consultá-la. Renilda revelou, no entanto, que José Dirceu sabia da existência dos empréstimos feitos por Delúbio Soares.
A 'DONA DE CASA'
Renilda Maria Santiago Fernandes de Souza,
mulher e sócia de Marcos Valério
Por ser co-proprietária das empresas de publicidade envolvidas no escândalo, poderá ser responsabilizada junto do marido por fazer empréstimos suspeitos ao Partido dos Trabalhadores através do Banco Rural e BMG. Esse possível envolvimento ganha força diante da existência de documentos e cheques das contas bancárias citadas no escândalo com a assinatura de Renilda Santiago.
O que diz
Ao prestar depoimento à CPI, disse que não tinha nenhum conhecimento sobre as atividades das empresas de Marcos Valério - de acordo com Renilda, que afirmou ser apenas uma "dona de casa, esposa e mãe", o empresário cuidava de todos os negócios sempre sem consultá-la. Renilda revelou, no entanto, que José Dirceu sabia da existência dos empréstimos feitos por Delúbio Soares.