JOSÉ DIRCEU

Antes da crise
Líder da ala Campo Majoritário do PT, foi o grande artífice da eleição de Lula, costurando alianças e moldando a nova imagem do candidato a presidente. Segundo deputado federal mais votado do país em 2002, não assumiu a vaga na Câmara: Lula o colocou na Casa Civil. Dirceu tornou-se o principal ministro do governo. Comandava e seguia de perto tudo o que ocorria no Planalto.

Depois da crise
Acusado por Roberto Jefferson e Marcos Valério de conhecer e integrar o esquema de movimentação de recursos ilegais, deixou a Casa Civil dois dias depois que o rival petebista afirmou: "Rápido, sai daí rápido, Zé!". De volta à Câmara, prometeu ser um defensor do governo, mas sumiu dos holofotes. Acuado, falou ao Conselho de Ética e não convenceu. Pode ter o mandato cassado.

LUIZ GUSHIKEN

Antes da crise
Amigo pessoal do presidente e figura importante de todas as campanhas de Lula - foi o coordenador de três das quatro que ele disputou -, foi nomeado ministro de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica. Além de controlar os contratos publicitários do governo, tratava com outros ministros, fazia indicações para postos de poder estratégico e falava em nome do presidente.

Depois da crise
Citado nas denúncias em função de contratos publicitários e indicações políticas suspeitas, foi rebaixado e deixou o cargo de ministro - só teria escapado da demissão por ser amigo de Lula. Primeiro, o presidente tirou o status de ministro do cargo na Secretaria de Comunicação de GOverno. Depois, perdeu poder sobre a área de publicidade, tornando-se apenas assessor de Lula.

VALDEMAR COSTA NETO

Antes da crise
Presidente do PL, o deputado federal viabilizou a aliança com o PT para a eleição presidencial de 2002, abrindo caminho para a eleição de José Alencar à vice-presidência. A inclusão do empresário na chapa diminuiu a rejeição a Lula e foi decisiva para a vitória. Por causa disso, foi um importante interlocutor do governo em seu início, com atuação influente no Congresso.

Depois da crise
Acusado por Roberto Jefferson e pela própria ex-mulher, Maria Christina Caldeira, de receber "mensalão", Costa Neto tornou-se o primeiro parlamentar a renunciar ao mandato em função do escândalo. Como reconhece ter recebido dinheiro do PT ilegalmente, terá de responder à Justiça Eleitoral. Mantido na presidência do PL, tornou-se um obstáculo à repetição da aliança com o PT.

JOSÉ GENOINO

Antes da crise
Deputado federal de grande prestígio, foi escolhido pelo PT para disputar o governo de São Paulo. Perdeu, mas teve desempenho elogiado pela cúpula petista, que o colocou na presidência do partido. Chefiando a legenda que detinha o poder no Executivo e a maioria no Legislativo, tornou-se um importante porta-voz do governo, rebatendo as críticas da oposição e defendendo Lula.

Depois da crise
Acusado por Roberto Jefferson e Marcos Valério de conhecer e integrar o esquema de movimentação de recursos ilegais, teve de renunciar ao cargo. Passou pelo constrangimento de ter seu irmão citado no caso dos dólares na cueca. Deixou a presidência do PT em meio à pior crise do partido. Disse que voltaria à rotina de "simples cidadão" e pediu sua aposentadoria como deputado.

DELÚBIO SOARES

Antes da crise
Tesoureiro responsável por transformar o PT num dos partidos mais ricos do país, controlou os cofres da campanha vitoriosa de Lula à presidência. Com o PT no poder, tinha livre acesso em Brasília e circulava com desenvoltura pelo Planalto. Chegou a integrar a comitiva de Lula em viagem ao exterior, pedir verbas para sua cidade natal e participar de reuniões em ministério.

Depois da crise
Acusado por Roberto Jefferson de operar o "mensalão" junto com Marcos Valério, pediu afastamento do cargo de tesoureiro do PT no início de julho. Um mês depois, se licenciou do partido. Como assumiu sozinho a responsabilidade pelos empréstimos obtidos com Marcos Valério, deve ter de responder criminalmente por dívidas milionárias contraídas em nome do partido em 2003 e 2004.

SILVIO PEREIRA

Antes da crise
Secretário-geral do PT nacional, tinha trânsito livre no Palácio do Planalto, apesar de não ter sido eleito para nenhum cargo e de não ocupar função formal dentro do governo federal. Segundo relatos, tinha até uma sala reservada dentro da Casa Civil. Tinha enorme influência na distribuição de cargos. Participava até das negociações com deputados e senadores da base aliada.

Depois da crise
Acusado por Roberto Jefferson de ajudar a operar o esquema do "mensalão", se afastou da secretaria-geral petista. Depois, em função de outra denúncia, pediu sua desfiliação do partido. Uma reportagem da Rede Globo, revelou que Pereira ganhou um jipão de mais de 70.000 reais de presente da empresa baiana GDK, que venceu cinco licitações para prestar um serviço à Petrobras.

PAULO ROCHA

Antes da crise
Deputado federal eleito pelo Pará, o petista Paulo Rocha era o líder da bancada de seu partido na Câmara dos Deputados. Muito próximo do ministro da Casa Civil, era o preferido de José Dirceu para assumir o cargo de ministro da Coordenação Política - Lula, no entanto, escolheu Aldo Rebelo. Por ter influência no partido, Rocha participou de indicações para cargos no governo.

Depois da crise
Acusado por Marcos Valério de ser um dos beneficiários dos saques feitos das contas de suas empresas, Rocha pediu licença da liderança da bancada petista na Câmara. Segundo ele, a saída era temporária, para "evitar constrangimentos" enquanto ele se explica. Mas as contradições em suas versões sobre o caso devem impedir o retorno. Sua assessora teria sacado 920.000 reais.

JOÃO PAULO CUNHA

Antes da crise
Deputado federal eleito por São Paulo, o petista João Paulo Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados no início do governo Lula. No período em que presidiu a Casa, João Paulo comandou as votações que aprovaram reformas prioritárias de Lula. Prestigiado, tentou até mudar as regras do Congresso para ser reeleito. Era cotado para concorrer a governador de SP em 2006.

Depois da crise
Além do constrangimento de ter presidido a casa na época do suposto pagamento do "mensalão" aos deputados (e de não ter feito avançar a investigação do caso quando surgiu a primeira denúncia), foi citado na lista de sacadores de contas de Valério. Foi pego em contradição e, segundo interlocutores, quase renunciou. Ficou enfraquecido no PT e não deve mais disputar o governo.

ALDO REBELO

Antes da crise
Deputado federal eleito por São Paulo, era o líder do governo na Câmara, ajudando o Palácio do Planalto a obter votos para as reformas prioritárias do início do governo Lula. No início de 2004, foi convocado por Lula, que o considera um "amigo", para assumir uma nova pasta, da Coordenação Política. O cargo era estratégico: Rebelo comandaria as articulações com o Congresso.

Depois da crise
O ministro não foi citado nas denúncias, mas o escândalo foi o golpe que faltava para provocar sua demissão do cargo. Rebelo já vinha sendo criticado pela ineficácia no comando da base aliada, e as acusações de corrupção contra parlamentares ligados ao governo minaram sua imagem de vez. Lula ainda cogitou dar outro ministério a ele; não conseguiu, e Rebelo voltou à Câmara.

JOSÉ NOBRE GUIMARÃES

Antes da crise
Irmão do dirigente petista José Genoino, o advogado cearense José Nobre Guimarães foi presidente estadual do PT em seu estado e trabalhou como coordenador regional da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1998. Líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará, era representante e principal interlocutor da ala petista Campo Majoritário dentro da direção estadual.

Depois da crise
José Nobre Guimarães foi pressionado a se licenciar da liderança da bancada petista na Assembléia Legislativa cearense depois que um assessor seu, José Adalberto Vieira da Silva, foi detido em flagrante pela Polícia Federal num aeroporto de São Paulo. Vieira da Silva carregava 100.000 dólares escondidos na cueca e mais 200.000 reais. Guimarães nega participação no episódio.

JOSÉ BORBA

Antes da crise
Deputado federal eleito pelo Paraná, ocupava a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. À frente de uma das maiores e mais importantes bancadas da Casa, tinha papel destacado na interlocução com o governo, participando pessoalmente de reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e discutindo nomeações para cargos dentro do governo federal e nas empresas estatais.

Depois da crise
Acusado por Marcos Valério, Fernanda Karina e Simone Vasconcelos de participar dos saques no Banco Rural em Brasília, figurou na lista com 2,1 milhões de reais. Tornou-se o primeiro integrante do PMDB citado no escândalo. Foi afastado da liderança do partido na Câmara dos Deputados após afirmar, em nota, que Marcos Valério discutia indicações para cargos públicos federais.

MANOEL SEVERINO

Antes da crise
Militante e fundador do PT no Rio de Janeiro, era presidente da Casa da Moeda, autarquia subordinada ao Ministério da Fazenda responsável pela fabricação das cédulas e moedas que circulam no país. Foi o secretário estadual de Articulação no governo de Benedita da Silva. Era ligado ao ex-secretário petista Marcelo Sereno e amigo do ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz.

Depois da crise
Após admitir que se reuniu com Marcos Valério em sete ocasiões desde 2003, Manoel Severino dos Santos apareceu nas listas dos sacadores das contas do publicitário - recebeu 2,676 milhões de reais entre agosto de 2003 e julho de 2004. Com a informação, pediu demissão do cargo. Deve ser chamado a explicar os saques, que podem ter beneficiado candidatos do PT do Rio de Janeiro.

ROBERTO JEFFERSON

Antes da crise
Deputado federal com 23 anos de atuação na Câmara e presidente do PTB, comandou a aproximação entre seu partido e o PT depois da derrota de seu candidato à Presidência, Ciro Gomes, em 2002. Ao lado da bancada petebista, integrou a base aliada a Lula, tornando-se interlocutor do próprio presidente. Lula dizia confiar em Jefferson, nome sempre atuante na articulação do bloco.

Depois da crise
Citado na denúncia de corrupção nos Correios, Jefferson resolveu partir para a ofensiva, revelando o esquema do mensalão. Ele apontou os nomes dos supostos beneficiários, envolveu pela primeira vez o publicitário Marcos Valério e provocou a queda de José Dirceu. Em 14 de setembro, teve seu mandato cassado por quebra de decoro, pois confessara ter cometido irregularidades.

CARLOS RODRIGUES

Antes da crise
Deputado federal eleito pelo PL no Rio de Janeiro, o antigo bispo da Igreja Universal do Reino de Deus teve posição destacada na bancada do partido, parte integrante da base aliada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rodrigues atuou na defesa dos projetos de interesse do governo na Casa, ajudando a votar reformas importantes e matérias prioritárias para Lula.

Depois da crise
Acusado pelo deputado Roberto Jefferson de ser um dos beneficiários do esquema de pagamento de mensalão, Carlos Rodrigues foi alvo de um pedido de abertura de processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. Antes que o processo fosse aberto, renunciou ao mandato de deputado para escapar da cassação. Com isso, poderá ser candidato na eleição do ano que vem.

MAURÍCIO MARINHO

Antes da crise
Chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, funcionário de carreira que entrara na estatal através de concurso público, negociava acordos paralelos com os fornecedores em nome do PTB, o partido do ex-deputado Roberto Jefferson. Ele trabalhava na empresa havia 28 anos e tinha amplo conhecimento dos bastidores da estatal.

Depois da crise
Flagrado na fita que desencadeou a maior crise política dos últimos anos, Maurício Marinho foi demitido, por justa causa, no início de setembro. A decisão foi anunciada depois que o Departamento Jurídico e a Comissão de Sindicância Interna concluíram que o acusado cometeu "várias faltas comportamentais". A demissão só seria efetivada quando terminasse a licença médica dele.

DUDA E A SÓCIA
A suspeita: Zilmar da Silveira, sócia de Duda Mendonça, é citada como a sacadora de 250.000 reais de conta da SMP&B de Valério

O desmentido: Zilmar diz que uma empresa sua recebeu 500.000 reais do PT por "serviços". Ela nega irregularidades e Duda silencia

Os indícios: Nova versão da lista inclui o próprio Duda. Valor total repassado a pessoas ligadas a ele dispara para 15,5 milhões

A versão: Duda diz que Valério tenta "confundir a investigação" ao citar seu nome. Os saques "jamais aconteceram", afirma ele

O fato: Pessoas ligadas a Duda, principal publicitário ligado a Lula, receberam, em ano não eleitoral, 50% a mais do que todo o valor declarado como pagamento aos marqueteiros pela campanha petista em 2002
PORTUGAL TELECOM
A suspeita: Jefferson diz ter participado de reunião em que se discutiu com Dirceu uma estratégia para PT e PTB embolsarem 24 milhões de reais da Portugal Telecom. Valério e Emerson Palmieri, do PTB, seriam os enviados a Lisboa

O desmentido: Dirceu disse que o encontro não ocorreu e que jamais tratou do assunto. Valério admitiu a viagem, mas não a negociata. Disse ainda que Palmieri foi junto porque estava "estressado"

Os indícios: Agenda de Dirceu comprova reunião com Valério e representante do banco que controla a Portugal Telecom. O encontro ocorreu 13 dias antes da viagem de Valério e Palmieri a Portugal

Os recuos: Dirceu defendeu-se dizendo que quem marcou a reunião não foi Valério, mas o banco. Valério disse que só apresentou o banqueiro português ao ministro

As contradições: O banco português informou que tentara agendar o encontro por três vezes, mas só conseguiu com ajuda de Valério. Palmieri negou a versão do "estresse" e confirmou que Dirceu participou da negociação
A CHANTAGEM DE VALÉRIO
A suspeita: VEJA revela que Marcos Valério ameaçava o governo de contar tudo o que sabe sobre o esquema de corrupção. Exigiu, para silenciar-se, 200 milhões de reais, que, segundo ele, viriam da intermediação do fim da liquidação do Banco Econômico

O desmentido: Valério negou a acusação e atribuiu a informação falsa ao PT. "Estou cobrando o que me devem. A acusação de chantagem é purpurina para darem cano"

Os indícios: Três semanas depois, o surgimento do caso Portugal Telecom reforça a suspeita. Descobre-se que Valério se aproximou do Banco Millenium, também de Portugal, para tentar viabilizar a liquidação do Econômico - o Millenium também tem dinheiro enterrado ali

A versão: A VEJA, o Millenium confirma o interesse na liquidação do Econômico, mas nega qualquer negociação com Valério

O fato: Como as regras do BC proíbem que os liquidados do Econômico saiam com dinheiro no bolso, o negócio foi inviabilizado e não se concretizou
O HOMEM DA MALA
Marcos Valério
Fernandes de Souza,

publicitário
Acusado de ser o encarregado do pagamento do mensalão aos deputados que participavam do esquema e de emprestar dinheiro ilegalmente ao PT. Valério é suspeito de sacar o dinheiro, depositado nas contas de suas agências, e levá-lo a Brasília em malas para a distribuição aos líderes de partidos aliados. Marcos Valério é sócio das agências SMP&B Comunicação e a DNA Propaganda, que têm cinco contas do governo federal.
O que diz
O publicitário nega as acusações sobre o mensalão e afirma que "nunca fez entrega" de dinheiro aos parlamentares em nome do PT. Sobre os empréstimos, porém, ele admite ter atendido um pedido de Delúbio para alimentar o caixa de campanha do PT. Não diz o que recebia em troca da ajuda ao partido.
O ESCUDO
José Genoino,
ex-presidente do PT
O ex-deputado é acusado por Roberto Jefferson de conhecer e aprovar o esquema do mensalão. Também teria acertado com o PTB a doação de 4 milhões de reais para campanhas do partido de Jefferson. Presidente do PT desde o início do governo Lula, teria conhecimento de detalhes da distribuição de cargos a aliados, inclusive nos Correios. No partido, defende Silvio e Delúbio.
O que diz
Genoino negou diversas vezes a existência do mensalão. Sobre os Correios, afirma que não há participação direta do PT e diz que a oposição usa o caso indevidamente para atrapalhar o governo. Ao falar tenta desvincular a cúpula petista das denúncias.
O CONFIDENTE
Luiz Gushiken,
secretário da Comunicação de Governo e Gestão Estratégica
Ao lado de Palocci, o ministro ocupa o lugar de principal interlocutor de Lula. Desta forma, poderia dizer até que ponto o presidente sabia do suposto esquema do mensalão. Nos Correios, ele é alvo de uma suspeita mais direta: em sua gestão, a Secom mudou as regras de concorrência para um contrato de publicidade na estatal. Uma agência de Valério se beneficiou da mudança.
O que diz
Gushiken não falou sobre o caso.
O MANDANTE
Arthur Wascheck Neto,
empresário
Um dos donos da empresa Comam, que fornecia material para a área de informática dos Correios. Ele contratou o bacharel em direito Joel Santos Filho para gravar em vídeo a entrega da propina a Maurício Marinho. Segundo o depoimento de Wascheck à CPI dos Correios, a fita foi gravada porque ele suspeitava que "algo andava errado" nas licitações realizadas sob Marinho.
O que diz
O empresário desmentiu qualquer intenção política com a gravação, dizendo que não pretendia fazer uma denúncia ou iniciar uma crise. Negou também o envolvimento da Abin na gravação e a acusação de fazer a fita para tentar extorquir Antônio Osório.
O LÍDER DO GOVERNO
Fernando Bezerra,
senador do PTB
Líder do governo Lula no Congresso, Bezerra tentou e não conseguiu nomear Ezequiel Ferreira de Souza, seu afilhado político, para a Diretoria de Tecnologia dos Correios. A indicação tinha sido sugerida por Silvio Pereira, secretário-geral do PT, mas a escolha foi barrada. Bezerra recebeu uma carta anônima explicando o motivo do veto: haveria um esquema ilegal naquela vaga.
O que diz
Em depoimento a VEJA, o senador do PTB disse ter procurado José Dirceu para saber o motivo do veto da Casa Civil à indicação de Ezequiel. Não obteve resposta. Assinou o requerimento da CPI dos Correios porque diz desejar ver o episódio esclarecido.
O LÍDER DO PMDB
José Borba
O então líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), também foi citado pela ex-secretária de Valério como muito próximo do ex-chefe. Eles sef alariam semanalmente e teriam estado juntos em Brasília pelo menos "umas quatro vezes".
O que diz
Divulgou uma nota dizendo que "nunca recebi do senhor Marcos Valério qualquer numerário ou recursos financeiros". E esclareceu que seu "relacionamento com líderes do PT, integrantes de sua Executiva Nacional e o sr. Marcos Valério sempre foi delimitado pela tratativa da ocupação de cargos". No mesmo dia também pediu afastamento do cargo.
O PROCURADOR
Glênio Guedes,
analista Conselho de Recursos do Sistema Financeiro

Citado pela ex-secretária de Valério, Guedes teria suas contas de celular pagas pela SMP&B, agência do acusado de operar o mensalão, além de passagens aéreas e diárias em hotéis. Segundo relatório do Coaf, o procurador recebeu duas transferências de dinheiro de Valério, uma de 782.000 reais e outra de 120.000 reais, no fim de 2003. Sua função no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro, órgão do Ministério da Fazenda, era fazer pareceres sobre recursos de instituições financeiras contra punições impostas pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Imobiliários ou pela Secretaria de Comércio Exterior.

O que diz
Afastado das suas funções, disse que não comenta o assunto e alega que reembolsava as passagens pagas por Valério.
Marcelo Sereno,
ex-secretário de Comunicação do PT
Faz parte do grupo acusado por Jefferson de coordenar o mensalão. Foi assessor especial de José Dirceu na Casa Civil e caiu depois do escândalo Waldomiro Diniz, acusado de saber de tudo e nada fazer. Virou secretário de comunicação social do partido por indicação de Dirceu.
O que diz
Também pediu afastamento da função, diz que ‘será mais útil ao partido na militância", e nega todas as acusações.
A 'DONA DE CASA'
Renilda Maria Santiago Fernandes de Souza,
mulher e sócia de Marcos Valério
Por ser co-proprietária das empresas de publicidade envolvidas no escândalo, poderá ser responsabilizada junto do marido por fazer empréstimos suspeitos ao Partido dos Trabalhadores através do Banco Rural e BMG. Esse possível envolvimento ganha força diante da existência de documentos e cheques das contas bancárias citadas no escândalo com a assinatura de Renilda Santiago.
O que diz
Ao prestar depoimento à CPI, disse que não tinha nenhum conhecimento sobre as atividades das empresas de Marcos Valério - de acordo com Renilda, que afirmou ser apenas uma "dona de casa, esposa e mãe", o empresário cuidava de todos os negócios sempre sem consultá-la. Renilda revelou, no entanto, que José Dirceu sabia da existência dos empréstimos feitos por Delúbio Soares.
A 'DONA DE CASA'
Renilda Maria Santiago Fernandes de Souza,
mulher e sócia de Marcos Valério
Por ser co-proprietária das empresas de publicidade envolvidas no escândalo, poderá ser responsabilizada junto do marido por fazer empréstimos suspeitos ao Partido dos Trabalhadores através do Banco Rural e BMG. Esse possível envolvimento ganha força diante da existência de documentos e cheques das contas bancárias citadas no escândalo com a assinatura de Renilda Santiago.
O que diz
Ao prestar depoimento à CPI, disse que não tinha nenhum conhecimento sobre as atividades das empresas de Marcos Valério - de acordo com Renilda, que afirmou ser apenas uma "dona de casa, esposa e mãe", o empresário cuidava de todos os negócios sempre sem consultá-la. Renilda revelou, no entanto, que José Dirceu sabia da existência dos empréstimos feitos por Delúbio Soares.