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Antes
da chegada dos espanhóis, os maias, toltecas e astecas ocupam
a região. Por volta de 1325, os astecas fundam Tenochtitlán
(atual Cidade do México) e consolidam um poderoso império.
Entre 1519 e 1521, a civilização asteca é arrasada
pelo conquistador espanhol Hernán Cortés. O México
passa a integrar o Vice-Reino da Nova Espanha, cuja riqueza se apoia
na exploração de prata nos séculos XVII e XVIII.
A corrupção e o autoritarismo da metrópole
alimentam a insatisfação dos mexicanos descendentes
de espanhóis. Em 1824, é proclamada a República.
Perda
de territórios - O general Antonio López de Santa
Anna domina a política mexicana nos 30 anos seguintes. Ele
não consegue impedir a independência do Texas, em 1836,
nem sua anexação aos EUA, em 1845, o que provoca uma
guerra entre os dois países (1846-1848). Derrotado, o México
perde ainda a Alta Califórnia, o Novo México, Utah,
Nevada, Arizona e o oeste do Colorado. Em 1857 eclode a Revolução
Liberal, liderada por Benito Juárez, que assume a presidência
e expropria as terras da Igreja. A resistência dos conservadores
mergulha a nação na guerra civil (1858-1861), vencida
pelos liberais. Os franceses invadem a capital em 1863, coroando
o arquiduque austríaco Maximiliano de Habsburgo imperador
do México. Em 1867, a monarquia é derrubada e Maximiliano,
fuzilado. Em 1876, o general Porfirio Díaz estabelece uma
ditadura.
Revolução
Mexicana - O candidato da classe média mexicana Francisco
Madero perde as eleições presidenciais de 1910 para
Porfirio Díaz. Alegando fraude, camponeses liderados por
Pascual Orozco e Pancho Villa (norte) e Emiliano Zapata (sul) pegam
em armas exigindo a reforma agrária. É o início
da Revolução Mexicana. Madero torna-se presidente,
mas o general Victoriano Huerta o depõe. As tropas de Zapata,
Villa e dos constitucionalistas de Venustiano Carranza mobilizam-se
contra Huerta, que renuncia em 1914. Novos conflitos levam Villa
e Zapata a unir-se contra Carranza, que prepara a Constituição
de 1917, nacionalizando os recursos minerais e devolvendo aos índios
as terras comunitárias que lhes haviam sido tiradas.
O general
Álvaro Obregón derruba Carranza e é eleito
presidente em 1920. Zapata é assassinado em 1919 e Villa,
em 1923. O Partido Revolucionário Nacional (PRN), fundado
em 1929 e rebatizado de Partido Revolucionário Institucional
(PRI) em 1946, torna-se o virtual partido único do México.
O general Lázaro Cárdenas, presidente entre 1934 e
1940, aprofunda a reforma agrária e nacionaliza as empresas
de petróleo. Nas décadas de 1950 e 1960, a prosperidade
gera uma classe média urbana que lidera reivindicações
democráticas. A queda das exportações e o aumento
das taxas de juro levam o país a decretar, em 1982, a moratória
da dívida externa.
Chiapas
- Em 1988, Carlos Salinas de Gortari, do PRI, arquiteto das
reformas econômicas, é eleito presidente e privatiza
a maioria das estatais. Em 1993, o México ingressa no Nafta.
No ano seguinte, o governo é abalado pela rebelião
no estado de Chiapas, iniciada pelo Exército Zapatista de
Libertação Nacional (EZLN). Após os combates
iniciais, o EZLN, formado por camponeses indígenas, suspende
as ações armadas e aposta em ações pacíficas.
Os rebeldes exigem a ampliação da autonomia política
e dos direitos sociais dos indígenas.
Efeito
tequila - Ainda em 1994, o candidato do PRI à presidência,
Luis Donaldo Colosio, é assassinado. O PRI elege Ernesto
Zedillo presidente. Com a abertura às importações,
o déficit na balança comercial se agrava, e, no fim
do ano, a fuga de capitais provoca desvalorização
de 40% na moeda. Numa reação em cadeia, conhecida
como efeito tequila, caem em todo o mundo as cotações
dos títulos dos países emergentes. Para evitar uma
crise mundial de liquidez, os EUA ajudam o México.
Crise
no PRI - Nas eleições de 1997, os partidos de
oposição, somados, obtêm 261 das 500 cadeiras
da Câmara dos Deputados e acabam com 68 anos de maioria absoluta
do PRI. Com a reforma no sistema eleitoral, o país realiza,
em 2000, sua primeira eleição presidencial considerada
sem fraudes. O oposicionista Vicente Fox, do Partido da Ação
Nacional (PAN), obtém 42,5% dos votos e vence o candidato
do governo. O PRI, no entanto, é o mais votado para o Parlamento.
Fonte: Almanaque Abril
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