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desde o século VII a.C por tribos celtas, as ilhas britânicas permanecem,
ente 55 a.C. e o século V sob controle do Império Romano. A invasão
de povos germânicos anglos e saxões principalmente
determina o fim da presença romana e começa a moldar o que viria
a ser o estado anglo-saxônico, fundado no século IX, simultaneamente
à expansão do feudalismo britânico. Principais
fatos históricos
Monarquia
e Parlamento - A Idade Média registou a união gradual dos diferentes
povos britânicos sob o comando de duas monarquias, a inglesa e a escocesa,
tendo a inglesa desempenhado papel de maior destaque na história. Em 1215,
nobres ingleses insatisfeitos com os impostos abusivos do rei João Sem-Terra
lhe impõem a Magna Carta, marco fundador do sistema político britânico,
que limita o poder do monarca em benefício dos senhores feudais. A partir
dela, para tomar decisões os reis têm de consultar um Grande Conselho
formado por representantes do clero e da nobreza que, com a posterior adesão
de membros da burguesia, daria origem ao Parlamento britânico. Durante este
período, ingleses e franceses envolvem-se em inúmeros conflitos,
entre eles a Guerra dos Cem Anos (1337 a 1453), disputa territorial com motivações
comerciais. Tendo perdido possessões para a França ao final do confronto,
a Grã-Bretanha mergulha num violento conflito interno: a Guerra das Duas
Rosas (1455-1485), disputa pelo trono entre as famílias York e Lancaster,
assim chamada pois ambas as famílias exibiam rosas em seus brasões.
A paz é obtida por Henrique VII, descendente dos Lancasters e ligado aos
York por matrimônio. Inaugurando a dinastia Tudor em 1485, o novo rei experimenta
um período de poder absoluto sobre a nobreza e o clero, enfraquecidos pelo
conflito pelo trono. Seu sucessor, Henrique VIII aproveita-se do fato de o papa
não autorizar seu divórcio e rompe com a Igreja Católica.
Apodera-se das propriedades do papado e funda a Igreja Anglicana, da qual se torna
chefe. Outra figura emblemática do absolutismo inglês é a
rainha Elizabeth I, segunda filha de Henrique VIII. Muito hábil em suas
relações com o Parlamento, vitoriosa em sua guerra contra a Espanha,
firme em relação às pressões da Igreja Católica,
Elizabeth é uma das soberanas mais populares de toda a história
inglesa. Morre sem deixar herdeiros, o que leva ao nascimento de uma nova dinastia,
os Stuart, de origem escocesa. A Revolução Gloriosa e
a Revolução Industrial - Divergências religiosas e tributárias
entre o Parlamento e o rei Charles I (1625-1649) desencadeiam uma revolta chefiada
pelo parlamentar calvinista Oliver Cromwell. Vitorioso no conflito que se segue
à rebelião, Cromwell manda decapitar o rei, proclama a República
em 1649 e governa o país com mão firme até sua morte, em
1658. Durante seu período à frente da Inglaterra, a economia cresce,
o que lhe garante o apoio da florescente burguesia local. A monarquia, contudo,
é restaurada pelos Stuart em 1660, mas não dura muito tempo. Em
1688, o rei James II é deposto por um grupo de parlamentares, no movimento
que ficou conhecido como Revolução Gloriosa. Seus sucessores - a
filha Mary e seu marido William III só recebem permissão
para assumir o trono após assinarem a Declaração de Direitos,
que limita o poder real e dá ao Parlamento o verdadeiro controle do país
- surge a monarquia constitucional como ela é hoje. Em 1707 oficializa-se
a formação do Reino Unido da Grã-Bretanha, que agrupa Inglaterra,
Escócia e País de Gales. A Irlanda integra-se ao bloco em 1801.
Paralelamente ao processo de transformação política britânico,
a economia se desenvolve apoiada principalmente na produção têxtil
e a Inglaterra se torna, além da maior potência naval da Europa do
século XVII, o mais poderoso império colonial de então. A
expansão ultramarina abre aos ingleses uma infinidade de novos mercados
e fontes de matérias-primas, e estimula o setor produtivo a se reinventar
- surgem então os primeiros esboços do que viriam a ser as máquinas
de produção industrial. Com a adoção dos novos processos
produtivos, cria-se também uma nova divisão do trabalho: manufaturas
se tornam indústrias, artesãos se transformam em operários
e donos de fábricas viram capitalistas industriais. A evolução
aqui não ocorre somente na Inglaterra, mas não teria sido possível
sem a sua liderança. No governo da rainha Victoria, de 1837 a 1901, o império
britânico alcança seu ápice - são conquistados territórios
na Ásia, na África e na Oceania. Guerras mundiais -
O insaciável apetite imperial das potências européias, ansiosas
por expandir seus mercados ao máximo durante o século XIX, leva
à eclosão da I Guerra Mundial, da qual o Reino Unido sai vitorioso,
ao lado da França e dos EUA. A paz européia dura até 1939,
quando tropas de Hitler invadem a Polônia e motivam Reino Unido e França
a declararem guerra à Alemanha em resposta. Para comandar o gabinete de
guerra, unindo conservadores e trabalhistas sob o mesmo objetivo, Winston Churchill
é chamado e assume como primeiro-ministro em 1940. Duramente bombardeada
pelos alemães, a Inglaterra, unida à força militar e humana
dos Estados Unidos e da União Soviética, vence a II Guerra Mundial.
A vitória, entretanto, não impede que Churchill e seu Partido Conservador
sejam derrotados nas eleições subseqüentes ao combate, em 1945.
O trabalhista Clement Atlee assume o gabinete e, entre outras medidas, estatiza
indústrias do país. Entre 1945 e 1979, trabalhistas e conservadores
se alternam no controle do Parlamento, enquanto a nação oficializa
sua entrada na Comunidade Econômica Européia (1973), atual União
Européia. Thatcherismo
- Em 1979, os conservadores saem vencedores das eleições e Margaret
Thatcher torna-se primeira-ministra, cargo que manterá por toda a década
de 1980, alinhada fortemente com o governo republicano de Ronald Reagan nos EUA.
Durante o período Thatcher, grande parte do setor público é
privatizada, os sindicatos se enfraquecem e o desemprego cresce. Fortalecida pela
vitória na Guerra das Malvinas-Falklands contra a Argentina em 1982, Thatcher
se reelege. Entre 1984 e 1985 enfrenta, sem fazer concessões, uma greve
de mineiros que se estende por mais de um ano. Consolida, assim, o apelido de
Dama de Ferro e abre caminho para mais um sucesso eleitoral, em 1987. A criação
de um novo imposto predial, porém, desagrada a opinião pública
e derruba sua popularidade. O processo termina com a sua renúncia em 1990,
quando é substituída por John Major, também conservador. Governo
Blair - Nas eleições de 1997, o Partido Trabalhista elege 418
parlamentares, e os conservadores, há 18 anos no poder, conquistam apenas
165 cadeiras - é sua maior derrota em nove décadas. Tony Blair assume
como primeiro-ministro e, proclamando-se líder de uma chamada terceira
via - entre a social-democracia e o liberalismo -, reduz gastos sociais
e anuncia cortes na Previdência. Paralelamente, a história da Monarquia
Britânica seria marcada por um trágico episódio em agosto
do mesmo ano - a morte da princesa Diana em um acidente de carro em Paris. Ela
estava divorciada do príncipe Charles, herdeiro do trono, desde 1996. No
plano externo, Blair leva o país a participar do ataque da Organização
do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra a Iugoslávia (atual Sérvia
e Montenegro) e o Kosovo em 1999. Quando, em 11 de setembro de 2001, os EUA são
atacados pela Al Qaeda, organização comandada pelo líder
terrorista islâmico Osama bin Laden, Tony Blair, reeleito com facilidade
em junho, oferece forte apoio à retaliação americana, e contribui
com 5.000 soldados para a ação militar dos EUA no Afeganistão.
Guerra no Iraque - Maior aliado internacional dos EUA - e do presidente
George W. Bush - desde então, o governo britânico se junta aos americanos
na defesa de uma ação militar contra o Iraque, acusado de possuir
armas de destruição em massa. Em janeiro de 2003, Blair despacha
tropas para o golfo Pérsico junto dos Estados Unidos e mais sete países
europeus e enfrenta uma onda de protestos pacifistas em Londres. Mesmo sem a anuência
da Organização das Nações Unidas (ONU), o Reino Unido
participa da invasão do Iraque com 45.000 mil soldados, em março
daquele ano. O conflito dura até abril, quando a ditadura de Saddam Hussein
é derrubada e as forças britânicas permanecem no país
árabe, sob o comando norte-americano. Terror
em Londres - Dois meses após a segunda reeleição dos
trabalhistas e de Blair, agora com maioria reduzida, e um dia após Londres
ser escolhida a sede dos jogos Olímpicos de 2012, a capital inglesa é
alvo de um ataque terrorista coordenado que deixa 54 mortos e mais de 700 feridos.
Em 7 de julho de 2005, quatro homens-bomba explodem três estações
de metrô e um ônibus no centro londrino. O governo reage com duras
medidas antiterrorismo e, alguns dias depois, o brasileiro Jean Charles de Menezes
é baleado com sete tiros na cabeça pela polícia britânica
e morre em uma estação do metrô de Londres. A Al Qaeda assumiria
a autoria dos atentados três meses depois. Em fevereiro de 2007, um impopular
e enfraquecido Tony Blair anuncia a primeira grande retirada de tropas britânicas
do Iraque para meados do mesmo ano. Fontes:
Almanaque Abril e BBC
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