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O crescimento acelerado dos
últimos anos Desde
que entrou para a União Européia (ex-Comunidade Econômica
Européia), em 1986, a Espanha passou de país rural e atrasado a
nação de Primeiro Mundo. As indústrias se modernizaram e,
hoje, estão entre as mais produtivas da Europa - no período entre
1995 e 2000, houve crescimento de 15%. As taxas de desemprego caíram de
23% para 11,4% em vinte anos, os investimentos no exterior cresceram e os turistas
também – hoje, o país recebe 82,6 milhões deles por
ano. Apenas Londres, Paris, Frankfurt e Estocolmo têm bolsas de valores
com maior movimento do que a de Madri. Um
dos governantes que mais colaboraram para prosperidade do país foi José
Maria Aznar, eleito primeiro ministro em 1996 após 14 anos de governo do
socialista Felipe González. Mas Aznar (que em 2004 perdeu o governo para
José Luiz Rodríguez Zapatero) apenas colheu os louros das obras
de muitos dirigentes espanhóis. A evolução do país
começou em 1977, com o fim da ditadura, e ganhou um empurrão com
a injeção de subsídios que a Espanha recebeu quando entrou
para a União Européia. Os socialistas abriram o país e modernizaram
a economia. Aznar privatizou muitas das empresas do governo, reduziu as taxas
de juro e liberalizou as leis trabalhistas. A inflação também
caiu em seu governo. Catapultadas
pelos investimentos e fusões européias, as empresas espanholas começaram
a investir em países como Brasil, Chile, México, Argentina e Venezuela.
A grande concentração desses investimentos ocorreu entre 1995 e
2002. Além da América Latina, os espanhóis também
encontraram grande público nos Estados Unidos, onde a presença de
cidadãos hispânicos faz do espanhol a segunda língua mais
falada no país. Com a incerteza econômica que tomou conta da América
Latina a partir de 2002, Aznar dirigiu os principais investimentos espanhóis
até 2004 para as nações que entraram na UE no início
deste ano: Bulgária, República Checa, Estônia, Chipre, Letônia,
Lituânia, Hungria, Malta, Polônia, Romênia, Eslovênia,
Eslováquia e Turquia. Enquanto
o crescimento das economias européias se mantém estável ou
em baixa, o da Espanha se mostra resistente e extraordinariamente rico. Entre
1990 e 2000, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em média 2,5% ao ano,
chegando a ser o oitavo maior do mundo. O setor de serviços é o
mais forte, seguido pela indústria – juntos, os dois representam
quase 90% do PIB espanhol. O peso da agricultura diminuiu notavelmente com o crescimento
econômico do país. Hoje, representa apenas 4% da economia. As taxas
de crescimento continuam elevadas. Em 2003, o crescimento foi de 2,4% - muito
acima da UE, cuja média foi de 0,6%. A inflação continua
acima dos níveis recomendados pelo banco central europeu, mas caiu de 5%
em 1993 para 2,1% em 2004 (fevereiro). | |