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Economia
O novo
gigante do mercado
A rapidez
do crescimento econômico da China impressiona. Nos últimos
25 anos, depois da abertura econômica, 400 milhões
de chineses passaram para o lado bom da linha de pobreza e se tornaram
consumidores de produtos modernos. No mesmo período, o PIB
da China aumentou 5 vezes e as exportações saltaram
de 20 bilhões para mais de 300 bilhões de dólares
em 2002. E a tendência é crescer mais. Só nos
primeiros noves meses de 2003, o país já registrou
um aumento de 32,3% nas exportações e a economia acumulou
um crescimento de 9% - um percentual invejável para qualquer
nação do mundo.
O
país mais populoso do planeta também é o campeão no recebimento
de investimentos externos. Em 2003, conseguiu atrair 52,7 bilhões
de dólares e desbancou os Estados Unidos no ranking mundial
de países que mais receberam investimentos diretos do exterior.
Um dos setores mais prestigiados é o automobilístico.
Em outubro, a Ford americana anunciou um reforço de 1 bilhão
de dólares em seus investimentos no país para os próximos
anos.
Apesar
do acelerado crescimento econômico, o maior desafio dos chineses
é a desigualdade social. Dois terços dos chineses
vivem em áreas rurais muito pobres e a renda per capita é
compatível com as piores do terceiro mundo. Nos centros urbanos
da China, o salário varia de 30 a 80 dólares mensais e a renda per
capita é de 760 dólares anuais. No campo, onde vivem 900 milhões
de chineses, ganha-se menos de 250 dólares por ano.
Abertura
econômica -
O país começou a se preparar para a abertura econômica
em 1978, quando o então líder Deng Xiaoping trocou
os dogmas de Karl Marx pelos de Adam Smith e deu uma guinada que
incluiu a abertura de zonas comerciais nas províncias costeiras,
aumento de investimentos estrangeiros e liberalização
do comércio e do mercado agrícola, tendo como ingredientes
fartos subsídios, mão-de-obra barata e repressão
brutal à oposição. Foi quando sob o bordão
Enriquecer é glorioso, o então país
de Mao começou a experimentar os desafios e prazeres da livre
iniciativa na economia.
O
princípio básico do comunismo, a propriedade estatal,
começou a cair por terra em 1997, quando o Congresso chinês
anunciou um gigantesco programa de privatização. Dois
anos depois, os chineses comemoraram cinqüenta anos de comunismo
ao mesmo tempo em que realizava uma manobra histórica: depois
de treze anos de negociações, fecharam um acordo para
a esperada abertura de sua economia à globalização.
Foi quando em menos de uma década o país se tornou a sétima economia
do mundo com perspectiva de vir a ser a segunda em breve.
Em
2001, a China oficializou sua entrada no mundo globalizado ao ingressar
de forma definitiva na Organização Mundial do Comércio
(OMC). Com um fabuloso mercado potencial de mais de 1 bilhão
de consumidores, o gigante oriental representava um dos mais tentadores
e difíceis mercados internacionais, mas enfim abria as suas
portas para o mundo.
Com
a economia globalizada, a China precisa atualmente criar 80 milhões
de empregos e, ao mesmo tempo, assimilar o golpe que deverá
arrasar setores inteiros defasados em relação à
concorrência externa, como a indústria automobilística.
Já as indústrias têxtil, de calçados
e de brinquedos, que já nadam de braçadas, deverão
aumentar as exportações em 200%.
A
mão-de-obra barata é o grande chamariz para a entrada
de capital externo. Na maioria das regiões da China, o salário,
por exemplo, na linha de montagem é de menos de 2 reais por
hora. Um operário brasileiro ganha quatro vezes mais. Um
mexicano, seis vezes. Um americano não pega no batente por
menos de um salário vinte vezes maior. Nessas condições,
montar bases para exportar é um ótimo negócio.
A China já responde por metade da produção
mundial de máquinas fotográficas. Três em cada
dez aparelhos de ar condicionado e de TV produzidos são feitos
lá. Mais de 25% das máquinas de lavar e 20% das geladeiras
no mundo levam o selo "Made in China."
Arquivo
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22
de janeiro de 2003
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10
de abril de 2002
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