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Uma
nação pujante, movida a muito cobre e salmão
Uma revolução
capitalista garante o crescimento sustentado ao país Segundo
o relatório de 2006 do Banco Mundial, o Chile está na 38ª posição
no ranking de nações: ostenta um Produto Interno Bruto (PIB), soma
de todas as riquezas geradas pelo país, de 145,851 bilhões de dólares.
Isso significa uma distribuição per capita de 8.876 dólares.
A economia depende basicamente das exportações de metais, minerais,
produtos industrializados e, em menor parte, de produtos agrícolas. De
todo o comércio exterior, a venda de cobre é a mais significativa:
em 2006, o produto rendeu ao país 32,332 bilhões de dólares,
55,63% de todo o ganho das exportações. Entre os outros itens, destacam-se
o ferro, o iodo, o sal, a uva, o vinho e o salmão. O alto volume de exportações
levou o país a assinar acordos comerciais com diversos países, com
o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos - seu principal parceiro. O
Chile avançou muito graças à disciplina fiscal e à
estabilidade econômica e política. Graças à estabilidade,
converteu-se em um país de baixo risco, o que atrai investimentos importantes.
A aposta no modelo exportador também deu bons resultados. Some-se isso
o fato de o governo concentrar investimentos diretos em saúde e educação
e fazer parcerias com o setor privado para outras áreas, como a de obras
de infra-estrutura. Por fim, instituições estáveis, como
Judiciário independente, criam ambiente seguro para atrair investimentos
externos. Ponto
de mudança - A revolução capitalista foi quase acidental,
iniciada sob a longa noite da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).
Como a maioria dos ditadores latino-americanos, Pinochet era instintivamente um
nacionalista econômico. Depois de dar algumas cabeçadas, teve a boa
idéia de permitir que economistas liberais (os Chicago Boys) usassem o
Chile como laboratório para substituir uma economia de inspiração
européia por outra, do tipo americano. O primeiro resultado foram duas
recessões brutais e o colapso financeiro no início dos anos 80. Políticas
mais pragmáticas colocaram ordem na casa mais tarde, mas a economia só
decolou depois do restabelecimento da democracia, em 1990. O resultado final foi
a criação de um capitalismo empreendedor, diferente do paternalismo
estatal tradicional na região. No governo desde o fim da ditadura, a Concertación
- a coalizão entre socialistas e democratas-cristãos que, pelas
urnas, substituiu Pinochet - mantém intactos esses princípios econômicos. A
comparação dos indicadores recentes com aquelas do início
de década de 1970, quando o país embarcou no socialismo de Salvador
Allende, ilumina os avanços. A inflação anual caiu de 500%
para 3%; a participação das estatais no PIB, de 40% para 9%; o déficit
orçamentário, de - 23% para 4% (superavitário); as tarifas
de importação, de 105%, em média, para 3,7%; o crescimento
do PIB, negativo em 5,6%, subiu para 6,3% em 2006; a proporção de
pobres na população desceu de 30% para 19% e o analfabetismo, de
11% para 4%. | |