Política e diplomacia
Golpes e ditaduras militares. Agora, a democracia

Depois de um sangrento período de ditaduras, país vive regime estável

A história política argentina passou por sucessivos golpes de estado e implantações de ditaduras militares entre os anos de 1930 e 1983. Hoje, o país vive um momento de democracia. Um regime republicano, representativo e federal, com um sistema de governo presidencialista. Desde a implantação da Lei Sáenz Peña, em 1916, o voto é universal e obrigatório para maiores de 18 anos. Para garantir a descentralização, o poder é dividido em Legislativo, Executivo e Judiciário.

O Legislativo argentino é bicameral, composto pelo Senado (72 membros, com três senadores por província e três para a cidade de Buenos Aires, eleitos de forma direta com mandatos de seis anos, com 1/3 renovado a cada triênio) e Câmara dos Deputados (257 membros eleitos de forma direta por quatro anos e reelegíveis, renovados na metade de cada biênio).

O Poder Executivo é personificado na figura do presidente e seu vice, sendo eleito por voto popular direto em segundo turno (no caso de não obter mais que 45% dos votos válidos no primeiro). O presidente tem mandato de quatro anos e direito a uma reeleição consecutiva.

O Poder Judicial (Judiciário no Brasil) é formado pela Corte Suprema de Justiça (9 magistrados), câmaras federais de apelação e juízes federais.

O país é dividido em províncias mais a cidade de Buenos Aires, que elegem por voto direto seus governadores e legisladores provinciais.

Constituição - A Constituição argentina foi escrita em 1853 e está em vigor até hoje, embora tenha sofrido expressivas modificações em 1860, 1866, 1898, 1949, 1957 e 1994. A primeira reforma incluiu a Província de Buenos Aires ao texto constitucional, enquanto que a segunda permitiu que os direitos de exportação fossem submetidos ao controle estatal. Em 1949, a reforma permitiu a reeleição imediata do então presidente Domingo Perón e em 1957, mediante decreto, foi incluído o artigo "14 bis", que trata dos direitos sociais. A última modificação, oriunda do "Pacto de Olivos", determinou a publicação do texto oficial da Constituição nacional sancionada em 1853, com todas as reformas subseqüentes.

Fontes: sites do Palácio do Planalto brasileiro, da Presidência da Argentina e da Embaixada da Argentina no Brasil.