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Copa do Mundo:
violência,
crise financeira e atrasos
Na
reta final para a preparação para a Copa do
Mundo de 2010, a África do Sul enfrenta obstáculos
que podem manchar a realização da maior festa
do futebol mundial. Violência, falta de dinheiro e atrasos
são alguns dos problemas mais aparentes. De acordo
com o presidente do comitê organizador, Danny Jordaan,
a crise financeira mundial agravou os entraves.
A
África do Sul está modernizando cinco estádios
e construindo outros cinco para o torneio. A estimativa inicial
de gastos para construção e renovação
era de pouco menos de 6 bilhões de rands (o equivalente
a 670 milhões de dólares), enquanto outros 13,6
bilhões de rands (1,5 bilhões de dólares)
estão sendo usados em obras de infra-estrutura ligadas
diretamente ao Mundial.
Em
visita ao país, o secretário-geral da Fifa,
Jerome Valcke, afirmou estar preocupado com o futuro do evento
e não soube dizer se tudo estará pronto em julho
de 2010. "Nós temos de cruzar os dedos e torcer
para que tudo dê certo. Não há um dia
a perder", disse o dirigente.
As
autoridades locais também se manifestaram. O presidente
sul-africano, Jacob Zuma, prometeu combater a criminalidade
desenfreada, que ameaça macular a Copa. A nação
registra, segundo dados oficiais, cerca de 19.000 assassinatos
por ano – taxa considerada alta, segundo os padrões
internacionais. Pesquisas apontam ainda crescimento de roubos
e estupros. O temor é que as ocorrências assustem
os turistas e eventuais torcedores.
Dentro
de campo, o país enfrentará problemas. Longe
de ser uma potência do esporte, os analistas apostam
que o time nacional vai apenas fazer número na Copa.
Para tentar mudar a história, a Confederação
Sul-Africana de Futebol buscou inspiração brasileira
e contratou o técnico Carlos Alberto Parreira, tetracampeão
do mundo com o Brasil em 1994, para dirigir a seleção.
Após maus resultados, porém, Parreira pediu
demissão – motivado também por um problema de
doença na família. Começou, então,
a era Joel Santana, outro brasileiro. O atual treinador também
não colheu grandes resultados, mas a torcida sul-africana
segue confiante em um bom desempenho na primeira Copa realizada
em seu continente.
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