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Antropologia
O habitante
mais antigo do território da África do Sul é
chamado hominídeo, precursor de espécies mais
evoluídas como o homo habilus, o homo erectus
e homo sapiens. Em 1947, fósseis de hominídeos
de três milhões de anos foram descobertos nas cavernas
Sterkenfontein, perto de Krugersdorf, a oeste de Joanesburgo. Já
os registros mais antigos do homem moderno são datados em
3.000 anos. Nesta época, o povo khoisan, que vivia na região
norte de Botsuana, abriu mão da caça para criar gado,
atividade que os outros africanos já dominavam. Eles chamavam
a si mesmos de khoikhoi, homens dos homens, e se referiam aos que
permaneceram caçadores como san. Não havia fronteiras
naquela época e os dois grupos povoaram as terras.
Colonização
A história
conta que o comandante Jan van Riebeeck, da Holanda, se desentendeu
com os khoikhois na Cidade do Cabo, em 1652, e declarou guerra ao
povo Khoikhoi. Com a vitória, o holandês aprisionou
os adversários em Robben Island e deu início ao período
de colonização. Van Riebeeck estabeleceu ainda uma
colônia de escravos, cuja maioria eram indonésios.
Em 1795, as forças inglesas tomaram o controle da região
do Cabo. Uma das primeiras iniciativas dos ingleses foi atacar o
povo xhosa, que estava enraizado dentro das áreas dos colonizadores
brancos. O conflito durou cem anos e arrasou a tribo.
Guerras
Em
1819, os britânicos enviaram 4.000 colonizadores às
margens do rio Great Fish, com ordens para destruir os boers
– descendentes dos holandeses. Uma das artimanhas usadas
para o feito foi um decreto de 1828, que aboliu o trabalho forçado
e a diferença de cor em relação às leis,
abrindo o caminho para a abolição da escravatura,
em 1834. Como resposta, os Boers partiram para as terras além
do rio Orange, que ainda estavam fora do controle britânico,
e venceram os zulus na batalha de Blood River. Deste período
até 1953, quatro guerras ocorreram em fronteiras. Além
disso, um forte guerra foi travada entre os britânicos e os
xhosas.
Diamante
e ouro
Em
1866, o jovem Erasmus Jacobs estava brincando na fazenda de seu
pai, perto de Hopetown, quando achou uma pedra. Um vizinho quis
comprá-la, mas a família de Erasmus achou que a pedra
não tivesse valor e acabou dando-a. A peça era um
diamante Eureka, de 21,25 quilates. Motivadas pela descoberta de
Erasmus, mais de 50.000 de diversas partes do mundo todo migraram
para a África do Sul em busca da riqueza. O episódio
deu início a uma das maiores fontes de riqueza do país,
a extração de metais preciosos.
Independência
e apartheid
A criação
da União da África do Sul foi proclamada em 1910,
iniciando também uma grande segregação racial
por parte de estado. Graças ao conjunto de leis Land Acts,
de 1913 e 1936, os negros, cujo a maioria vivia em tribos, foram
proibidos de comprar terras fora das reservas. O racismo foi oficializado
em 1943, com a vitória em eleição do Partido
Nacional, composto de brancos. Em 1948, Hendrick Verwoerd e D.F.
Malan criaram o regime apartheid. Com essa posição
política, os negros foram praticamente transformados em animais:
estavam proibidos os casamentos inter-raciais, os negros devia sentar-se
em bancos públicos distintos dos brancos e eram obrigados
a carregar um documento, que os impedia de entrar em determinadas
cidades – ou lhes franqueava o acesso. Nos anos seguintes, os choques
entre negros e brancos se agravariam, provocando sanções
da comunidade internacional ao país.
Liberdade
Em
1990, o presidente F.W. de Klerk deu o primeiro passo para o fim
do regime de segregação racial. Com um discurso significativo
diante do Parlamento, ele repudiou o apartheid e revogou leis que
protegiam a discriminação. No mesmo ano, deu ainda
outro sinal de que estava falando sério e libertou Nelson
Mandela, após 27 anos de prisão. Em 1994, foram realizadas
as eleições diretas, um movimento que gerou quilômetros
de filas de pessoas que queriam votar. Nelson Mandela foi eleito
presidente.
Sucessores
Nelson
Mandela se aposentou em 1999 e seu vice-presidente, Thabo Mbeki,
foi eleito para seguir os seus passos. Economista educado em Londres,
Mbeki foi o arquiteto da recuperação econômica
do país. Desde 2004, a África do Sul cresce 4,5% ao
ano. Em 2008, porém, Mebki renunciou à presidência
devido à luta interna no Congresso Nacional Africano. Seu
sucessor, Jacob Zuma, é um retorno às trevas do populismo
africano. O novo presidente Sul tem um carreira marcada por escândalos
de corrupção, lavagem de dinheiro, extorsão,
fraude e sonegação de impostos.
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