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SARS Além das notícias sobre seu crescimento econômico, a China também foi destaque da imprensa mundial no começo deste ano com o aparecimento de uma das maiores epidemias dos últimos anos: a Sars. A Síndrome Respiratória Aguda Grave infectou mais de 5.300 pessoas no país e mais de 8.000 pessoas no mundo - cerca de 700 morreram. O país sofreu com os meses de isolamento. A Organização Mundial da Saúde chegou a não recomendar viagens ao país antes que a epidemia não estivesse controlada. O governo chinês foi bastante criticado pela comunidade médica internacional por ter demorado muito até divulgar a verdadeira dimensão do que ocorria no país. Os efeitos da epidemia logo foram sentidos na economia. Na época, o índice de crescimento chinês caiu para 6,7%, o menor índice desde 1992. Apesar disso, o país se recuperou rápido da crise e voltou em poucos meses a dar resultados positivos. Quase um ano depois, autoridades chinesas ainda enfrentam o fantasma da doença. A preocupação é que à medida que o frio aumente na região, o vírus volte a aparecer, principalmente na província de Guangdong, onde a doença teria surgido. Mas, depois das críticas, o governo da China diz que está preparado para a possibilidade de uma nova epidemia. A Sars é transmitida de modo semelhante ao de uma gripe comum. Essa forma de contágio, por via aérea, é dificílima de evitar. Um infectado que espirra dentro de um elevador pode contaminar todas as pessoas que entrarem no local pelas três horas seguintes. A única maneira de se proteger é aquela mesma usada contra a gripe e se resume basicamente a evitar aglomerações e lugares onde já se saiba que existe a pneumonia. É difícil. Se um portador viajar de avião de Pequim a São Paulo, com escala em Los Angeles, pode levar inocentemente o vírus a três países em apenas um dia. |
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