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Cães em VEJA
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Você e seu cachorro
Para acompanhar a reportagem de capa de 24 de janeiro de 2007, VEJA on-line abriu espaço para o leitor contar histórias interessantes e engraçadas sobre seus cães - e enviar fotos de seus mascotes. A seguir, alguns dos melhores relatos e imagens enviados à redação.

Charlie

Querida VEJA, vocês não têm idéia de quanto a capa da edição nos emocionou. Perdemos nosso cãozinho Charlie na sexta-feira (19/01) e adivinha que raça era: um Waimaraner. Parece ser um recado de Deus. Sabemos sim boas respostas, sem precisar da ciência, para explicar o por que essa parceria de 12.000 anos dá tão certo. Simplesmente com uma palavra temos a resposta: "AMOR". Talvez não o que temos por eles e sim o que eles têm por nós. Eles não ligam se estamos desarrumados ou mais pobres, mesmo que a gente bata neles ou chame a atenção, eles não guardam rancor, depois de meia hora vêm abanar o rabo (ou toquinho) para nós, com a mesma felicidade; como se não tivéssemos feito nada com eles. Sabemos de uma coisa, Charlie só nos trouxe felicidade e alegria, apenas uma tristeza: a sua morte, por isso escrevo com os olhos lacrimejando e lembrando o quanto ele nós deixava feliz, e fazia questão disso, sem interesse próprio, diferente dos humanos, que sempre buscam algo em troca. Eu, minha esposa e nossos três filhos estamos de luto, pois ele fazia parte da nossa família. Charlinho nós te amávamos muito.
Eduardo Porphirio e família (Rio Claro, SP)

Charlie II
Uma tristeza, uma dor profunda ... em seguida o vazio ! Sentimentos esses, tomaram conta de mim, e de minha família, na ultima sexta-feira (19/01) ao depararmos com o nosso cachorro, Charlie de seis anos, morto em sua casinha, seu cantinho....
Uma sensação terrível de culpa tomou meu coração e minha mente..., porque não fiz mais por ele? Também não passava por minha cabeça que iria deparar com essa situação.... ingênua inconsciência de que a morte é o fim da vida ... Dois dias após, ao retirar a embalagem plástica de VEJA, a surpresa! A capa estampada pela ternura de um cão, diga-se, belo e singular Waimaraner. Daí a coincidência da qual reputo à providência divina, em focar a dor que sentíamos, "até que a morte nos separe...". Para fazer dela uma compreensão, embora isso não amenize a perda, segue a lição: amar incondicionalmente aquele que nos ama, sem pedir nada em troca, amar, pois neles há um sentimento verdadeiro de fidelidade, e exprimir esse amor, no dia-a-dia, nas bolinhas jogadas, nos passeios ao entardecer, no carinho atrás da orelha. Agora me questiono, quanto eu poderia ter feio a mais pelo meu animalzinho? Para quem tem a oportunidade: faça!
O meu Charlie foi único, fico com as lembranças e a saudade do meu cão bagunceiro!
Luciana Assoni Porphirio (Rio Claro, SP)
Kika
Kika, poodle, branca, 4 quilos, 4 anos. Ela pode ser possessiva, autoritária, manhosa, rabugenta, orgulhosa, encrenqueira e brava. Mas ao mesmo tempo é fiel, ao extremo, carinhosa, atenciosa, engraçada, divertida. Todos os cães merecem o céu!!!
Maria Niete Vasconcelos
Carteiro
Sou carteiro e minha relação com os cães não é das melhores.
Em uma das ruas as quais trabalho tem um cão enorme, não pelo seu tamanho em si, pois nunca o vi por inteiro, somente vejo o tamanho de sua boca e de seus afiados dentes por entre a fresta da caixa do correio. E olha que é grande! Também não sei seu nome, porque nunca tem ninguém em casa para repreendê-lo quando ele começa a latir ( e não pára mais).
Todos os dias em que chego na rua, lá na esquina ele já começa a latir, é incrível! quando vou depositar as cartas, normalmente contas a pagar, ele começa a pular desesperadamente na caixa, e quando as cartas estão na caixa ele as abocanha e destrói todas, uma a uma, as vezes todas de uma vez, enfim, simplesmente tritura todas.
E sigo minha nobre vida de carteiro, entre um latido e outro.
Cleversom Ribeiro Borges, São Francisco do Sul - SC
Twingo
Há cerca de sete anos Twingo está conosco. filhote Pinscher miniatura. Assumiu todo o poder sobre a família. Na grande verdade, preenche o vazio de um casal de idosos deixado pelo afastamento dos filhos criados, que hoje têm sua própria família. Twingo parece saber dessa necessidade de carinho e se comporta como se fora um menininho levado e sadio; permanece o tempo todo junto a um de nós. Adora ficar no colo enquanto escrevemos ou "navegamos" pelo computador.
Alvaro Rogers Wambier
Nicolau
Não posso escrever qualquer história sobre o Nicolau porque para mim ele nunca foi um cachorro. Ele é meu filho e eu sou o pai e a mãe dele.
João Paulo Medrado

Lingüicinha
Tenho um cachorro da raça lingüicinha. Um dia de manhã ouvi um barulho muito estranho na sala. Meu pai estava dormindo no sofá e a minha lingüicinha estava comendo a dentadura dele... eu não conseguia para de rir...
Mauricio Mugnol, Caxias do Sul

Georgia Alberta

Ela é uma típica vira-lata. Apareceu um dia no aeroporto de Viracopos, onde trabalho, e foi ficando. Ganhava restos de comida e estava doente. Resolvi tentar curar a doença. Comprei remédios, ração, vitaminas, e no fim de semana levava a cadelinha para casa. Ela me adotou!
Lílian Véras Souza Lima

Lica
Em um domingo de 2006, fui visitar o túmulo de meu pai e encontrei a cadela deitada ao lado de túmulo de seu antigo dono. Dei água e ela me seguiu quando saía. Hoje é o motivo de nossa alegria em todos os momentos.
Valter Jorge Schäffel, São Leopoldo (RS)
Bobby
Resolvi comprar um cão para meu filho Pedro Henrique e foi amor à primeira vista. É um Waimaraner lindo, mas terrivel: a última que aprendeu foi abrir a porta de casa quando está para fora e quer entrar.
Fatima
Jimmy
Tenho um Yorkshire chamado Jimmy, que ganhei do meu marido em julho de 2006. A companhia dele se tornou muito importante na minha vida. Saí do meu último emprego há exatamente um ano e dois meses e, sua companhia tem sido muito valiosa. O Jimmy passou a ser um integrante fiel e divertido na família, até a minha hipertensão foi amenizada. Ele passou a ser o meu segundo e verdadeiro amor.
Debora Mary

Eros
A história do meu cachorro parece coisa de novela, mas aconteceu exatamente assim: em setembro de 2005 perdi o Habor, meu dogue alemão, vítima de uma torção gástrica, relativamente comum em animais de grande porte. Arrasada, entrei em contato com uma conhecida para quem eu havia dado um filhote dele há 6 anos, quando meu filho nasceu e ficou difícil criar um bebê e dois dogues em casa. A mulher me disse que o cão estava na chácara de seu pai, pois ela havia tido um bebê e pelo mesmo motivo que eu precisou que alguém ficasse com ele. Diante da minha tristeza, ela me ofereceu o Eros de volta. Fiquei exultante e fui com um primo buscá-lo na tal chácara, distante à beça. Chegando lá, fui informada que ele havia fugido duas semanas antes, e ninguém sabia seu paradeiro. Foi uma decepção, pois criei o Eros até 1 ano de idade e ele sempre foi muito fofo, além de ser quinto descendente do primeiro dogue que tivemos. Aí é que vem o incrível da história. Coincidentemente, no dia seguinte a empregada da minha tia chegou comentando que apareceu na casa dela um cão que mais parecia um bezerro, todo malhado e de olhos azuis. Pensou que só podia ser o cão que estávamos procurando e meu primo foi até sua casa para vê-lo. Não teve dúvidas de que se tratava do Eros, devido a semelhança com o Habor, e o trouxe para mim. Foi uma emoção indescritível, e desde então ele está conosco, feliz da vida! Sua adaptação foi instantânea, parece que ele se lembrava da gente e da casa. E a nossa alegria voltou graças ao Eros!
Cristina Souza, Marília (SP)

Madonna e Nicolau
Madonna e Nicolau não desgrudam. A brincadeira favorita dela é abocanhar a cabeça dele. Tempos atrás, ela teve pneumonia e precisou ser hospitalizada. A solução foi interná-lo junto com ela. O amor não é lindo?
Giuseppina H. Loffredo

Anakin

Recém-mudada para um apartamento, voltei das compras e deixei a porta de serviço aberta. Com minha atenção voltada para às sacolas, o Anakin foi até o corredor e entrou no elevador. Só dei conta do "desaparecimento" dele quando o porteiro avisou que um cachorro sozinho estava passeando pelo jardim da entrada.
Simone Spitz

Isabela
Ela foi encontrada ainda filhotinha. Estava em um ponto de ônibus, muito assustada pois algumas crianças estavam maltratando a pobrezinha. Hoje ela é essa menina alegre da foto, cheia de vida com muito carinho e amor para dar. Ela está castrada e vacinada e pronta para ser adotada. Hoje sou voluntária de uma organização chamada Patinhas Online (www.patinhasonline.com.br). Nosso trabalho consiste em buscar um lar para cães abandonados que muitas vezes foram vítimas de crueldades ou maus tratos.
Juliana Borges
Kika
Kika é a grande felicidade da casa! Quando está feliz corre igual a um foguetinho por todo o quintal. Apesar de pequena e meiga já impediu que um ladrão entrasse em nossa casa, pois latiu tanto que acordou meus pais e pegou o bandido pulando o muro. Nossa vida mudou completamente quando ela chegou em nosso lar. Hoje, certamente não saberíamos o que fazer se ela partisse. Eu a amo!
Sabrina Maria de Souza (BH)

Banzé

Meu cachorro Banzé e as calopcitas (a amarela chama-se Lampião e a cinza, Maria Fujona). Os três convivem harmoniosamente.
Ivan

Nani
Eu sou uma maluca por cães, adoro todos: com raça, sem raça, pequeno, grande, qualquer um...Tenho dois poodles: Nani (9 anos) e Dunga (12 anos). São companheiros e muito amorosos. A Nani é uma cachorra extremamente agitada, vive correndo de um lado para o outro e pulando sem parar. Um dia percebi que ela estava mancando. Aguardei um pouco achando que melhoraria sozinha, mas como não melhorou, levei-a até o veterinário. Após um raio x, o veterinário me explicou que ela havia rompido os ligamentos cruzados do joelho esquerdo! Isto me pareceu superestranho, porque eu nunca tinha me dado conta que cachorro tinha joelho...
A mocinha teve que fazer uma longa e difícil cirurgia, que, graças a Deus e à competência dos médicos, correu superbem. Em quinze dias ela nem mancava mais, ficou ótima! O médico ficou satisfeito, mas, me alertou que para a recuperação total seriam necessários pelo menos 60 dias!
Para minha decepção, ela voltou a mancar e, feita nova avaliação, foi constatado que ela teria que fazer nova cirurgia! Ela refez a cirurgia e desta vez restringimos sua atividade e parece vai ficar bem. Hoje, 21/01, está fazendo dois meses da última cirurgia e cheguei à conclusão que a minha "Ronaldinha" não vai mais bater aquele "bolão" de antigamente! Vejam a foto, ela não é linda?
Eunice Oliveira

Paco

Tenho um cocker spaniel de seis anos e há dois anos descobri que tinha epilepsia. Em um ataque, ele ficou muito mal e foi internado Depois de 15 dias, o veterinário me disse que as chances do Paco eram poucas naquele momento. Naquela noite, ele me permitiu entrar na UTI para me despedir. Fiquei ali ao seu lado por várias horas. Saí da clínica completamente arrasado. Mas, na manhã seguinte, o veterinário me ligou e disse que surpreendentemente Paco tinha acordado logo ao amanhecer. Em poucos dias saiu da clínica e hoje leva uma vida normal ao meu lado.
Eduardo Garretto Cerqueira, Belo Horizonte (MG)

James
Minha história com meu cão é algo muito profundo. Após me casar, resolvi comprar um cão da raça Coocker Spaniel, a contragosto do meu esposo, que até então não tinha nenhum contato com animais. Batizamos ele de James, nome escolhido pelo meu esposo, que sempre foi fã dos filmes do 007. O James tem os olhos de mel, pêlos que brilham como o sol em um final de tarde!!! E as patas mais parecem pantufas de tão macias e gordinhas! Um charme!!!!
Com seu jeito doce e meigo conquistou-me e não só a mim e meu esposo, mas a todas as pessoas do edifício ao qual morávamos.
Aos 3 anos de idade ele apresentou a primeira crise, e foi diagnosticado "epilepsia". A luta tinha começado, meu esposo ficou atônito, afinal ele também é epiléptico. Noites e madrugadas de crises em claro. Diversos veterinários tentaram em vão controlar as crises do meu cachorro, fizemos diversos tratamentos com florais de Bach, medicamentos típicos para o tratamento, mas nada.... Fizemos tudo o que estava no nosso alcance. Mas não suportei tamanho sofrimento, cada vez que via o James se sentindo mal, meu coração apertava pois meu medo era de que meu esposo também sofresse uma crise, e com ambos desacordados, eu os perderia de vez....Infelizmente abri mão do meu único amigo, ele foi adotado por outra família que o levara para uma casa de praia... Nunca mais o vi.
Não me arrependo, pois ainda penso que o enclausuramento dele no apartamento fazia com que as crises se tornassem constantes. Mas sei que o amor que sentimos um pelo outro foi verdadeiro e profundo. Hoje nos sentimos mais abertos para ajudar outros cães, participando de feiras de adoção. Graças ao James, e nossa experiência com ele, hoje meu esposo sabe, conhece e respeita não só os cães mas todos os animais!
Danielle Aperecida Herneque
Timóteo e Raulzito
Eu e meu marido temos 2 schnauzer: Timóteo (preto e prata - 10 meses) e Raulzito (sal e pimenta - 8 meses). Eles têm temperamento muito diferente, enquanto o Timóteo é calmo e bonzinho, Raulzito é maluco e agitado!
Nós moramos no Rio de Janeiro mas nossa família é de Sorocaba, interior de São Paulo. A viagem de carro dura cerca de 6 horas, e nós fomos para lá - com os cães - para passar as festas de fim de ano. Saímos do Rio às 21:00, e chegamos em Sorocaba de madrugada, às 3:00, com muito sono e cansaço. Chegando lá, embicamos o carro na garagem e eu desci para tocar a campainha - somente meu cunhado estava lá. Como demorou para atender à campainha, meu marido também desceu do carro e deixou a chave dentro para o ar ficar ligado nos cachorros... e foi quando os dois se animaram lá dentro e o Raulzito - sempre ele - pulou na porta e, como era um Palio, ele bateu na fechadura e eles ficaram trancados dentro do carro com a chave dentro! Enquanto isso, eu e meu marido na rua, às 3 da manhã, sem bolsa, celular, nada! Pelo menos o cunhado acordou e nos ajudou a procurar a chave reserva - que nem tínhamos certeza se estava em Sorocaba!! Após meia hora de procura e já estávamos pensando se chamaríamos chaveiro ou arrebentaríamos a fechadura do carro, finalmente encontramos a chave reserva e resgatamos os dois - que estavam um sentado no banco do motorista e outro no banco do passageiro. Infelizmente a câmera ficou trancada dentro do carro com eles, não pude tirar foto do momento!
Ana Érica Monte Morbiolo Buffa (RJ)
Floquinho
Floquinho é da raça poodle e tem 10 anos. Há quase dez anos, eu ganhei um casal de pintinhos. Achei esquisito, mas decidi ficar com eles, até encontrar um lugar para eles. Eu os deixava dentro de uma caixa de papelão grande, no terreiro junto com meu cachorro. Até num sábado chuvoso, saí para fazer um passeio com minha mãe e quando cheguei ao terreiro, só tinha algumas penas no chão. Eu procurei dentro da caixa e não tinha nada! Então, vi que o Floquinho tinha comido os dois. Bom, com essa carinha mais fofa do mundo (como é possível ver na foto) o Floquinho comeu dois (quase) frangos!!!!
Nathália Henriques

Rock e Luna
Esta poesia foi feita para nossos dois cachorrinhos Rock e Luna, da raça Sptiz Alemão, que são o xodó da casa. Segue anexa uma foto do Rock, com meu filho Edgar enquanto dormia. Chamamos esta foto de "Abraço Canino". Eis a poesia :

Meu Cão
Uma família é uma família
Um cão é um cão.
A família é do cão.
O cão é da família.
A família - A matilha.
O cão da família.
A família do cão.
O cão - a família - a trilha ...
Uma estrela que brilha
No lado canino do meu coração,
Você ....( Rock ) ,
meu cão.
Iara Loureiro Laborne Mendonça

Mel
Mesmo eu sendo filha única, a mais mimada da casa é a Mel, minha cadelinha. De todos cachorros que já vi, ela á a única que sorri! Não apenas abanando o rabo sem parar, mas sorri de verdade, levantando o canto da boca e mostrando os dentes. Na primeira vez que aconteceu, foi muito engraçado. Estava chegando em casa, na madrugada de sábado, quando entrei em casa, ainda escuro com a luz apagada, tropecei num degrau e caí no chão, quando me levantei e acendi a luz, a Mel estava lá, sentadinha na minha frente e "rindo". Imagino que era de alegria por me ver, mas coincidentemente foi a primeira vez que ela riu assim pra mim, ou de mim (risos).
Juliana Bergamasco

 

Max
O Max estava com mais de dezesseis anos, era mais velho do que eu. Foi primeiro do meu pai, depois do meu irmão, da minha mãe e também ficou meu (na primeira foto meu irmão e o Max ainda eram crianças. Na segunda, ele está comigo, já bem velhinho). Ele não ouvia nem enxergava mais. Da última vez que eu vi ele, não me reconheceu. No seu último ano de vida ele ficava andando sem parar no sítio do meu avô. Foi isso que manteve ele vivo. No último dia 18 de janeiro, minha avó ligou avisando que ele tinha morrido. Foi minha mãe quem me contou. Ela disse que o Max "foi para o céu dos cães, sem sofrer". Eu escolhi o lugar que ele ia ser enterrado, perto de uma árvore que eu costumava brincar no siítio. Tchau, Max.
Lucas, São Paulo (SP)

Pirata
Meu irmão tem quatro cadelas. Três são autênticas vira-latas e a outra é uma cocker. Uma dessas quatro é tremendamente bem comportada (agora). Ela já aprontou de tudo, mas agora é muito comportada. As outras três não são bem assim. Elas adoram roer, comer, cavar, quebrar, arrastar, empurrar, arranhar, pular – tudo que não deve ser feito dentro de uma casa ou mesmo em um quintal.
Pois bem. Essa cachorra (a comportada) aprendeu a chamar minha mãe sempre que alguma das outras três está aprontando alguma coisa. E não é só nesses casos. Ela faz as necessidades dela num jornal. Se o jornal está sujo, ela chama minha mãe. Após terminar de fazer as necessidades, ela chama minha mãe para limpar. Minha mãe já sabe. Se a Pirata está chamando, ela olha no jornal. Se está sujo, ela troca. Se não tem nenhum vestígio, é porque as outras estão aprontando alguma coisa.
Cachorros são seres fantásticos. São verdadeiros anjos (mesmo quando estão aprontando alguma coisa). Afinal de contas, eles comem seus chinelos, mordem seus sapatos, arrastam o lixo pela casa, mas, quando você chega, vão até você e fazem a maior festa do mundo, como se nada tivesse acontecido. E você pode até brigar com eles. Eles vão pedir desculpas depois (com algumas lambidas no seu rosto, um rabinho abanando e uma carinha de pobres coitados) e tudo vai ficar bem. Afinal de contas, quem consegue ficar brigado com seres tão fantásticos?
Mauricio Mendes Caldeira

Gabi

Deus criou os animais para que os homens aprendessem com eles fraternidade, simplicidade, tolerância, dedicação, fidelidade, amizade, amor... Todos eles têm uma lição a ensinar a quem se julga superior a todas as raças: o homem. O cão, zeloso e fiel, mostra quão prestativo e tolerante é, mesmo diante de maus tratos, isolamento e indiferença por quem o cria. Basta um assobio, um estalar de dedos e o amigo cão, esquecendo tudo, põe-se a abanar sua cauda, revirar as orelhas com latidos de alegria. . Porém, o homem egoísta e indiferente, desprezível e egocêntrico e destruidor não aprende nada com as outras formas de vida que aqui estão a ensinar que é na união, na partilha, na doação, no altruísmo que o mundo estabelece relações cordiais para todos os seus habitantes.
Minha collie Gabi é só alegria e fidelidade e, em minha cidade, já é extra-oficialmente a mascote.
Mauro Xavier Biazi (Guarapuava, PR)

NA REVISTA
Reportagens de capa
Amigos até que a morte nos separe
24/1/2007
Dez mil anos de amizade
24/11/2004
Arquivo VEJA
Maluco e irresistível
30/8/2006
Sabe o que seu cachorro está pensando?
16/8/2006
O que seu bicho precisa...
14/12/2005
Na Europa, com lulu
17/09/2003
Um caso de amor animal
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Ao melhor amigo, o luxo
19/6/2002
Guia
Os melhores amigos
27/7/2005
Plano de saúde
26/1/2005
Uma ração para cada idade
17/11/2004
Passeio para cães
5/5/2004
A doce vida de cachorro
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Tá louco, bicho?
13/11/2002
Polêmica sobre alergias
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