Edição 1889 . 26 de janeiro de 2005

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As musas vestidas

 

Patricia Santos/AE

Fernanda Calfat
Gisele: mais poses, mais graças e mais zeros na conta Daniella, direto de Madri: fotos, desfile, 150 000 reais e poucos sorrisos

Para quem aprecia essas coisas (acreditem, até lá tem quem aprecie), foi uma tremenda injustiça: as duas grandes estrelas da São Paulo Fashion Week desfilaram cobertas da cabeça aos pés. Fora só um pedacinho de pernas (divinas, é verdade) aqui e ali, parecia praticamente um desfile no Afeganistão. Irmanadas nas quase-burkas, Gisele Bündchen e Daniella Cicarelli diferiram no comportamento. Faturando com o ímpeto de uma divisão Panzer (1,7 milhão de reais pela campanha-desfile da Colcci no Rio, cerca de 150 000 por três rodopios na passarela da Triton em São Paulo, novas campanhas milionárias), Gisele fez embaixadinhas, deu autógrafos, riu e falou com todo mundo. Numa das quinze entrevistas, expôs a VEJA alguns de seus pontos de vista:

Sobre as contribuições para vítimas do tsunami (seu namorado, Leonardo DiCaprio, anunciou doação de 1 milhão de dólares): "As pessoas mentem sobre os valores. Tenho certeza absoluta. Estou na mídia e sei como é".

Sobre concorrência e carreira : "Quem é Carol Trentini (quando perguntada sobre a jovem modelo em ascensão, inspiração das iniciantes)? Eu não entrei nesse business (negócio) para ser inspiração para ninguém. Queria ser profissional, ajudar a mim e a minha família. É um plus (benefício extra) ter pessoas que admiram meu trabalho. Eu não faço o que faço para ser admirada ou ser famosa".

Já Daniella praticamente não abriu a boca fenomenal: chegou de Madri, fotografou e desfilou para a Ellus, falou pouco, sorriu menos ainda e, 150 000 reais depois, voltou correndo para cuidar de Ronaldo e da festa de casamento em Paris.

 


Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Laura Bordokan, Marcelo Carneiro e Sandra Brasil

 
 
 
 
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