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Gente
As musas vestidas
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Patricia Santos/AE

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Fernanda Calfat
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| Gisele: mais poses, mais graças e mais zeros na conta
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Daniella, direto de Madri: fotos, desfile, 150 000 reais e
poucos sorrisos |
Para quem aprecia
essas coisas (acreditem, até lá tem quem aprecie),
foi uma tremenda injustiça: as duas grandes estrelas da São
Paulo Fashion Week desfilaram cobertas da cabeça aos pés.
Fora só um pedacinho de pernas (divinas, é verdade)
aqui e ali, parecia praticamente um desfile no Afeganistão.
Irmanadas nas quase-burkas, Gisele Bündchen e Daniella
Cicarelli diferiram no comportamento. Faturando com o ímpeto
de uma divisão Panzer (1,7 milhão de reais pela campanha-desfile
da Colcci no Rio, cerca de 150 000 por três rodopios na passarela
da Triton em São Paulo, novas campanhas milionárias),
Gisele fez embaixadinhas, deu autógrafos, riu e falou com
todo mundo. Numa das quinze entrevistas, expôs a VEJA alguns
de seus pontos de vista:
Sobre as contribuições para vítimas do tsunami
(seu namorado, Leonardo DiCaprio, anunciou doação
de 1 milhão de dólares): "As pessoas mentem sobre
os valores. Tenho certeza absoluta. Estou na mídia e sei
como é".
Sobre concorrência e carreira : "Quem é Carol Trentini
(quando perguntada sobre a jovem modelo em ascensão, inspiração
das iniciantes)? Eu não entrei nesse business (negócio)
para ser inspiração para ninguém. Queria ser
profissional, ajudar a mim e a minha família. É um
plus (benefício extra) ter pessoas que admiram meu
trabalho. Eu não faço o que faço para ser admirada
ou ser famosa".
Já Daniella praticamente
não abriu a boca fenomenal: chegou de Madri, fotografou e
desfilou para a Ellus, falou pouco, sorriu menos ainda e, 150 000
reais depois, voltou correndo para cuidar de Ronaldo e da festa
de casamento em Paris.
Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Laura Bordokan, Marcelo Carneiro e Sandra
Brasil
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