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Guia | Especial
Doenças cerebrais degenerativas
Orlando  |
O que são: males
que comprometem o funcionamento dos neurônios no cérebro. Os mais
freqüentes são Alzheimer e Parkinson Quantas pessoas atingem
no Brasil: 1,5 milhão
O PACIENTE
FICA SABENDO QUE SOFRE DA DOENÇA DE PARKINSON O
médico informa que pode evitar a progressão da doença. Mas
isso é possível? Sim. Os médicos certamente indicarão
uma das únicas medidas preventivas de efeito comprovado: a prática
de exercícios físicos regulares hábito que minimiza
as perdas típicas de flexibilidade e mobilidade do corpo, além de
ajudar no controle da ansiedade. Funciona tão bem quanto as pílulas
para conter a doença, segundo concluiu um recente estudo feito na Universidade
Harvard. O médico proíbe o paciente
de dirigir automóvel. Como ele pode saber que a pessoa perdeu essa capacidade?
Com uma detalhada avaliação clínica, ele pode saber,
sim. Na dúvida, converse com o médico a respeito de um novo teste
neuropsicológico desenvolvido por pesquisadores australianos, justamente
para medir a capacidade de dirigir do paciente.
Na primeira consulta, o médico aconselha a cirurgia. Não é
afobação? É estranho. Só se deve recorrer
à cirurgia quando todos os outros tratamentos deixaram de surtir efeito.
Em havendo a decisão de ir para a cirurgia, o paciente deve se informar
sobre os possíveis resultados. A operação é delicada,
mas pode aliviar os sintomas. Não tem poder de cura. O
PACIENTE TEM HISTÓRICO FAMILIAR DA DOENÇA DE ALZHEIMER, MAS
NÃO APRESENTA NENHUM SINTOMA
O médico
diz que não se deve esperar pelos sintomas e aconselha a agir já.
Está certo? Está amparado em pesquisas. O histórico
familiar para a doença de Alzheimer é um sinal de perigo. Discuta
com seu médico o grau de parentesco da pessoa que teve a doença
na família e pergunte a ele se o fato de você se parecer muito fisicamente
com o doente significa risco maior de herdar a doença de Alzheimer. Pesquisas
indicam que o uso de antiinflamatórios e estatinas, aliado à prática
de exercícios físicos e à atividade intelectual, tem efeito
positivo na prevenção da doença.
O PACIENTE RECEBE O DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER
O médico diz que não tem
dúvida, mas exige mais exames de imagem do cérebro. É um
sacrifício inútil? Não. Depois de fazer a avaliação
clínica do paciente, o médico recorrerá à tomografia
computadorizada ou à ressonância magnética para traçar
com maior precisão os danos já provocados no cérebro e as
áreas mais afetadas. De posse dos exames,
o médico diz que o tratamento vai apenas diminuir o ritmo do avanço
da doença. Ele não está sendo conservador? Infelizmente
não. A única abordagem do problema são os inibidores da colinesterase.
Em 40% dos casos, eles conseguem manter o paciente no mesmo estágio da
doença por um prazo de dois anos. |