Edição 1952 . 19 de abril de 2006

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Doenças virais sexualmente transmissíveis

Orlando

O que são: conjunto de doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por via sexual, sendo o HPV e o HIV os mais freqüentes
Quantas pessoas atingem no Brasil:
1 milhão (HIV) e 34 milhões (HPV)


O PACIENTE RECEBE UM DIAGNÓSTICO DE HIV POSITIVO

Outro exame é tudo que o incrédulo paciente quer fazer... Ele deve insistir com o médico?
Um bom médico vai, com toda a certeza, pedir um teste definitivo para detectar a presença do vírus e saber o grau de evolução da doença. Se o médico não pedir novos exames, insista. Pergunte se não seria esse o procedimento correto e por quê.

Vão ser feitos novos exames, mas, por segurança, o paciente deve se comportar socialmente como se já tivesse HIV?
Sim. O médico vai iniciar o tratamento no momento em que não restarem dúvidas sobre a presença do HIV. Mas ele deve recomendar ao paciente que evite desde já contatos sexuais de risco para o parceiro.

O diagnóstico positivo de HIV em geral sugere a presença de outras doenças. Se o médico prescrever remédios apenas para controlar o vírus...
...insista em ser testado para a presença de hepatite B e C e sífilis. Essas doenças podem sabotar o tratamento anti-HIV.

O paciente tem um parceiro ou parceira também com teste de HIV positivo. Se o médico disser que não há problema em continuarem se relacionando sem proteção, ele está correto?
Existem versões geneticamente diferentes dos vírus. O contato com um novo tipo de vírus pode agravar o quadro da doença.

Se o médico insistir no tratamento com o uso de velhos remédios contra o HIV, preferindo-os aos novos, como o Fuzeon, o paciente deve desconfiar?
Não. O fato de o médico não receitar um remédio recém-chegado ao mercado não significa que ele desconheça os mais recentes progressos científicos. Nem sempre uma novidade, como o Fuzeon, é o medicamento mais indicado para o paciente. No caso do HIV, há um tipo diferente de remédio para cada fase da infecção. O Fuzeon faz parte de uma nova geração de remédios que conseguem impedir a entrada do vírus na célula – portanto, uma etapa bem específica da infecção.

 

O PACIENTE RECEBE O DIAGNÓSTICO DE HPV POSITIVO

Ele deve insistir em fazer um novo exame para confirmar o diagnóstico?
Sim. Lesões semelhantes às causadas pelo HPV ocorrem em 70% da população sexualmente ativa, o que aumenta os riscos de um diagnóstico errado. Por essa razão, o médico deverá pedir ao paciente que faça um exame para analisar o material genético do vírus, para apenas depois disso dar a palavra final.

O médico insiste em tratar o paciente mesmo sem a presença de sintomas. É um exagero?
Não. Quase todos os casos de câncer de colo de útero no Brasil estão associados à presença do vírus HPV. Quando a infecção é tratada no estágio inicial, o risco de aparecer um tumor é quase nulo.

Há motivo para desconfiar do médico se ele não mencionar a vacina contra o HPV?
Não. O fato de não ter falado sobre essa vacina não quer dizer que a desconheça. Ela só chegará ao Brasil nos próximos meses e, aí sim, terá uso preventivo contra quatro tipos de vírus de HPV que causam tumores.

O médico minimiza a possibilidade de existirem infecções paralelas. Ele está certo?
Não. Uma pessoa com HPV está mais propensa a infectar-se com o vírus da aids, por sífilis ou clamídia. O médico deve pedir exames para investigar a presença dessas doenças.

O médico recomenda o uso da camisinha mesmo na ausência das lesões causadas pelo HPV. É exagero?
Não. As lesões causadas pelo vírus são curadas em 90% dos casos, mas mesmo assim persistem os riscos de contaminação.

 
NESTA REPORTAGEM
Doenças virais sexualmente transmissíveis
Diabetes
Transtornos do humor
Obesidade
Distúrbios cardiovasculares
Câncer
Doenças cerebrais degenerativas
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Dor de cabeça crônica
Alergias

 
 
 
 
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