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Guia | Especial
Doenças virais sexualmente transmissíveis
Orlando  |
O que são: conjunto de doenças
causadas por vírus transmitidos principalmente por via sexual, sendo o
HPV e o HIV os mais freqüentes Quantas pessoas atingem no Brasil:
1 milhão (HIV) e 34 milhões (HPV) O
PACIENTE RECEBE UM DIAGNÓSTICO DE HIV POSITIVO
Outro
exame é tudo que o incrédulo paciente quer fazer... Ele deve insistir
com o médico? Um bom médico
vai, com toda a certeza, pedir um teste definitivo para detectar a presença
do vírus e saber o grau de evolução da doença. Se
o médico não pedir novos exames, insista. Pergunte se não
seria esse o procedimento correto e por quê. Vão
ser feitos novos exames, mas, por segurança, o paciente deve se comportar
socialmente como se já tivesse HIV? Sim. O médico vai iniciar
o tratamento no momento em que não restarem dúvidas sobre a presença
do HIV. Mas ele deve recomendar ao paciente que evite desde já contatos
sexuais de risco para o parceiro. O diagnóstico
positivo de HIV em geral sugere a presença de outras doenças. Se
o médico prescrever remédios apenas para controlar o vírus...
...insista em ser testado para a presença de hepatite B e C e sífilis.
Essas doenças podem sabotar o tratamento anti-HIV. O
paciente tem um parceiro ou parceira também com teste de HIV positivo.
Se o médico disser que não há problema em continuarem se
relacionando sem proteção, ele está correto? Existem
versões geneticamente diferentes dos vírus. O contato com um novo
tipo de vírus pode agravar o quadro da doença. Se
o médico insistir no tratamento com o uso de velhos remédios contra
o HIV, preferindo-os aos novos, como o Fuzeon, o paciente deve desconfiar?
Não. O fato de o médico não receitar um remédio recém-chegado
ao mercado não significa que ele desconheça os mais recentes progressos
científicos. Nem sempre uma novidade, como o Fuzeon, é o medicamento
mais indicado para o paciente. No caso do HIV, há um tipo diferente de
remédio para cada fase da infecção. O Fuzeon faz parte de
uma nova geração de remédios que conseguem impedir a entrada
do vírus na célula portanto, uma etapa bem específica
da infecção. O PACIENTE RECEBE
O DIAGNÓSTICO DE HPV POSITIVO Ele deve insistir
em fazer um novo exame para confirmar o diagnóstico? Sim. Lesões
semelhantes às causadas pelo HPV ocorrem em 70% da população
sexualmente ativa, o que aumenta os riscos de um diagnóstico errado. Por
essa razão, o médico deverá pedir ao paciente que faça
um exame para analisar o material genético do vírus, para apenas
depois disso dar a palavra final. O médico
insiste em tratar o paciente mesmo sem a presença de sintomas. É
um exagero? Não. Quase todos os casos de câncer de colo de
útero no Brasil estão associados à presença do vírus
HPV. Quando a infecção é tratada no estágio inicial,
o risco de aparecer um tumor é quase nulo. Há
motivo para desconfiar do médico se ele não mencionar a vacina contra
o HPV? Não. O fato de não ter falado sobre essa vacina não
quer dizer que a desconheça. Ela só chegará ao Brasil nos
próximos meses e, aí sim, terá uso preventivo contra quatro
tipos de vírus de HPV que causam tumores. O
médico minimiza a possibilidade de existirem infecções paralelas.
Ele está certo? Não. Uma pessoa com HPV está mais
propensa a infectar-se com o vírus da aids, por sífilis ou clamídia.
O médico deve pedir exames para investigar a presença dessas doenças.
O médico recomenda o uso da camisinha
mesmo na ausência das lesões causadas pelo HPV. É exagero?
Não. As lesões causadas pelo vírus são curadas
em 90% dos casos, mas mesmo assim persistem os riscos de contaminação.
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