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Gustavo
Poloni [e-mail:
hipertexto@abril.com.br]
A maratona pelos gigahertz
Líder
absoluta no mercado de processadores, a Intel superou recentemente a barreira
de 2 GHz de velocidade em seus chips para computadores. Mesmo assim, não
parece satisfeita. Tanto que anunciou na semana passada que arrumou uma
maneira de produzir chips de até 20 GHz. A façanha é conseguida graças
à nova acomodação de cerca de 1 bilhão de transistores, responsáveis pela
transmissão dos impulsos elétricos. Hoje, o número de transistores não
passa de 42 milhões.
Além de buscar
mais e mais gigahertz, os fabricantes se preocupam com um problema importante:
a estrutura atual dos processadores está chegando ao limite de velocidade.
Um dos motivos é a alta temperatura no núcleo do chip, que pode atingir
800 graus centígrados quando ele está operando. Quanto mais gigahertz,
mais quente esse núcleo fica. O limite dos processadores é 1.300 graus,
o ponto de ebulição do silício, responsável pela transmissão dos impulsos
elétricos. O jeito vai ser deixar o silício na estrada e buscar novos
materiais.
A Motorola
(foto acima) está apostando suas fichas no gálio e arsenieto, metais
capazes de transmitir o impulso com velocidade até 35 vezes superior à
atual. O problema é que os metais testados são muito mais caros que o
silício. E a regra do mercado é clara: não adianta ser mais eficiente
se for muito mais caro. A IBM também mostrou suas armas recentemente.
Desenvolveu um componente essencial num microcircuito baseado em carbono
cujo ponto de ebulição está na casa dos 3.000 graus.
Com tantos
fabricantes de peso envolvidos nesta corrida, é quase certo que o ponto
de ebulição do silício deixará de ser uma restrição ao aumento na velocidade
dos processadores. A dúvida fica por conta de quanto tempo isso vai demorar.
Mesmo os mais otimistas afirmam que os chips turbinados só estarão no
mercado em cinco anos. No calendário acelerado da indústria de tecnologia,
é uma eternidade.

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Com
vocês, o Catar
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Depois
de Osama bin Laden, George W. Bush, Mohamed Atta, a semana passada
apresentou um novo personagem no conflito internacional envolvendo
nações e terroristas. Desta vez, trata-se de um país. O Catar, localizado
no Oriente Médio, entre a Arábia Saudita e o Golfo Pérsico, é a
sede da rede de televisão árabe Al Jazira que está transmitindo
imagens de dentro do Afeganistão. Foi também no Catar que a Organização
da Conferência Islâmica, que representa 56 países do mundo árabe,
se encontrou na semana passada para unificar uma posição na guerra
ao terrorismo. Para quem quiser conhecer mais sobre este país, um
mergulho na internet é a melhor pedida. O Hipertexto selecionou
uma lista de endereços cujos visitantes podem rapidamente virar
catedráticos no Catar.

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| Notas
A
vingança nossa de cada dia
Não
é nenhuma novidade que Osama bin Laden, o terrorista acusado de
ser o responsável pelos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono,
é considerado o inimigo número 1 dos Estados Unidos. Na internet,
essa raiva foi traduzida em dezenas de jogos on-line em que Laden
é trucidado com facas, revólveres e metralhadoras. A mais nova moda
na rede para hostilizar o terrorista está no site Make Them Pay.
Lá, é possível ao visitante comprar canecas e camisetas
com o rosto de Laden em meio a um alvo. Quem quiser ir mais longe
pode comprar um rolo de papel higiênico "decorado" com a imagem
do terrorista.

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Novo capítulo na guerra virtual
Primeiro
foram os Dispatchers que organizaram ataques hackers em resposta
aos atentados terroristas que atingiram os Estados Unidos. Na semana
passada, mais uma milícia eletrônica anunciou que está voltando
suas armas virtuais contra alvos afegãos. Batizada de Yihat (Jovens
e Inteligentes Hackers Contra o Terrorismo, em inglês), a organização
declarou uma ciberguerra ao terror. O grupo garante ter obtido informações
sobre movimentações financeiras entre o terrorista Osama bin Laden
e seu bando, a Al Qaeda. O próximo passo seria retaliar pela rede.
São 31 piratas virtuais engajados na missão.

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De grão em grão...
Saíram
os números definitivos: 3% dos americanos acompanharam via internet
as primeiras notícias sobre os ataques terroristas ao World Trade
Center e ao Pentágono. Na busca por informações, a maioria absoluta
das pessoas optou pela televisão. Três semanas se passaram até que
os Estados Unidos resolvessem promover a retaliação aos ataques
terroristas. E, quando as primeiras bombas caíram no Afeganistão,
uma pesquisa da Online Publishers Association mostra que 8% dos
americanos procuraram na internet notícias sobre a ofensiva. No
mesmo período, cresceu de 64% para 80% o número de pessoas que afirmam
que a internet é uma fonte de notícia sempre consultada. Dos que
usaram a rede, 63% mostraram-se satisfeitos e 42% acreditam que
nela encontraram informações mais detalhadas.

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Fé virtual também move montanhas
Enquanto
acordos diplomáticos e bombas disparadas por americanos e ingleses
não resolvem o impasse surgido desde os atentados terroristas, que
tal rezar um pouco pela paz e pela serenidade, que parecem andar
em falta no planeta? No site AsReligiões.com.br existem informações
sobre mais de 95 credos em todo o mundo. Doutrinas, personagens
e datas importantes são alguns dos aspectos abordados. Já o World
Prayers oferece aos visitantes orações, meditações, invocações e
louvações de diferentes povos.

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Eu sou da paz
Nem
tudo é guerra contra o terrorismo na internet. Existem endereços
interessados em ajudar a restaurar a paz mundial. O conteúdo dos
sites é bastante variado. Alguns trazem artigos sobre pacifismo.
Destaque para o Nuclear Age Peace Foundation, que defende a extinção
do arsenal nuclear mundial, e o Anti-War, com artigos do lingüista
americano Noam Chomsky. O Peace Brigades International e o Volunteers
for Peace têm informações sobre campanhas e manifestações contra
a guerra. Já o Unite for Peace sugere que internautas coloquem um
banner pela paz em seus sites pessoais.

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Vá aos Correios para enviar um e-mail
A
partir de julho do ano que vem, qualquer pessoa poderá navegar pela
internet nas agências dos Correios. A empresa abriu na semana passada
concorrência para instalação e manutenção de computadores com acesso
à rede em mais de 5.500 cidades do Brasil. Durante 10 minutos, qualquer
pessoa poderá navegar de graça por sites ligados ao governo federal,
enviar e-mails e fazer compras num shopping virtual. Quem quiser
usar o equipamento por mais tempo e acessar qualquer endereço terá
de pagar uma taxa, cujo valor ainda não está definido.

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Alô? É do xadrez? Eu queria... tum-tum-tum
Na
surdina, a Agência Nacional de Telecomunicações testou, no final
de setembro, um equipamento usado para bloquear o sinal de telefones
celulares. A experiência foi realizada na Penitenciária Odon Ramos
Maranhão, em São Paulo. A idéia é evitar que presos usem os aparelhos
para combinar planos de fuga ou tocar seus negócios escusos de dentro
do xadrez. Por motivo de segurança, o cronograma dos testes está
sendo mantido em sigilo. Mas sabe-se que pelo menos outras dezesseis
experiências já estão agendadas. A idéia surgiu no começo deste
ano, quando uma facção criminosa chamada Primeiro Comando da Capital
organizou uma rebelião em dezenove cadeias de São Paulo.

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A primeira impressão não é a que fica
Durou
pouco a euforia dos japoneses com a nova geração de telefones celulares,
lançados oficialmente no país há duas semanas. No primeiro dia,
todos os 4.000 aparelhos postos à venda pela operadora NTT DoCoMo
sumiram rapidamente das prateleiras. Mas os dias passaram e o apetite
dos compradores acabou. Os japoneses alegam que o telefone e os
serviços de internet, celebrados como mais rápidos, eficientes e
completos do mundo, são muito caros. Quem pagou cerca de 500 dólares
pelo novo aparelho também está decepcionado: não há tantos serviços
efetivamente operando. Além disso, como muito pouca gente tem os
aparelhos, é raro encontrar alguém para quem ligar e, ao mesmo tempo,
ver a imagem na telinha do aparelho.

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