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16 de março de 2005
 
 

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A maioria dos sites de vendas pela internet tem acordos com vários operadores logísticos, não só para garantir a entrega da mercadoria no prazo prometido, em um número maior de cidades do Brasil - e até no exterior -, mas também para poder adequar o custo do frete ao valor do produto. Sem isso, o frete de um livro ou de um CD, por exemplo, poderia sair mais caro do que o próprio produto.

O Extra.com, loja virtual do grupo Pão de Açúcar, trabalha com dez operadores logísticos diferentes, para atender clientes em todo o território brasileiro. "A escolha do transportador vai depender do tipo de produto, do número de itens do pedido e da localidade de entrega", explica Jonas Antonio Ferreira, gerente de comércio eletrônico da loja. Já o Submarino tem acordos com oito operadores logísticos para fazer as encomendas chegarem ao destino - que inclui cidades em mais de 20 países, entre eles Estados Unidos, Japão, Austrália e boa parte da Europa. Um deles são os Correios, que têm até uma base dentro do centro de distribuição da loja virtual, localizado no bairro da Barra Funda, em São Paulo. O Submarino usa os Correios para entregas de até 5 quilos. Encomendas acima de peso são entregues a transportadoras, principalmente com atuação em regiões específicas do Brasil. Para entregas fora do Brasil, o Submarino usa os serviços da DHL.

Quanto ao custo do frete, depende de uma combinação de fatores. Os principais são o tipo e o peso do produto e o destino da entrega. A DHL leva em conta ainda o volume de encomendas encaminhadas pelo cliente (no caso, a loja virtual). "Elaboramos uma espécie de tabela de preços própria para cada cliente", afirma Taís Marca, vice-presidente comercial da DHL no Brasil, que faz cerca de 6.100 entregas mensais de produtos comprados pela internet. Ela diz que todas elas são transportadas por via aérea e chegam ao destino no dia seguinte ao pedido, na maioria das capitais brasileiras. Além disso, a DHL faz entregas em praticamente todo o mundo - são, precisamente, 665 mil localidades. Por isso, lojas como o Submarino e a Americanas.com usam seus serviços para enviar produtos para fora do país. A livraria virtual Amazon.com, dos Estados Unidos, também recorre à DHL toda vez que precisa mandar uma encomenda para qualquer lugar do mundo - inclusive para o Brasil.

É claro que toda essa agilidade e cobertura têm um preço. O custo médio do frete na DHL, para entregas dentro de São Paulo, varia entre 12 a 20 reais, para encomendas de até 1 kg. Esse é o peso mínimo estipulado pela empresa para o cálculo do frete. Por isso, geralmente as lojas virtuais usam a DHL para o transporte de produtos de maior valor agregado, que exigem cuidados especiais (como flores) ou que custam mais caro (como aparelhos eletrônicos e notebooks).

O grande parceiro de boa parte dos sites de comércio eletrônico são mesmo os Correios. Éverton Cabral Machado, vice-diretor comercial da empresa, afirma que a grande vantagem dos Correios é a capilaridade: seus serviços chegam a todos os 5.561 municípios brasileiros. O e-Sedex, serviço criado em 2000 especificamente para atender o mercado de comércio eletrônico, entregou 5 milhões de encomendas em 2004 (em 2003, foram 3,5 milhões). "Isso representa 70% do volume total das entregas de comércio eletrônico no Brasil", diz Machado. Em novembro, os Correios lançaram o serviço Sedex Mundi, destinado a fazer entregas das lojas virtuais em outras cidades do mundo. O Submarino foi um dos primeiros clientes do serviço.

 

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