Edição 1853 . 12 de maio de 2004

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Cartas

"Arautos x TFP"

Com surpresa, deparei-me com a reportagem "A TFP do B" (28 de abril). Gostei! Quem diria que a tradicional associação TFP passaria por uma divisão! Mas para melhor. Nada como estar ligado à Igreja. Já fazia tempo que não se ouvia falar dela. Agora, os Arautos do Evangelho sim, também com a bela indumentária que eles usam, não há quem não os veja. Foi uma riqueza para a Igreja. Com freqüência eu os vejo nas igrejas da zona sul de São Paulo, com seus belos trajes animando a liturgia das missas dominicais. E observo que o público acompanha com muito agrado, sem deixar de transparecer uma imensa curiosidade para saber melhor quem eles são. Achei interessante a revista VEJA ter entrevistado os dois lados. Jogo aberto. "Pelos frutos se conhece a árvore", segundo o velho adágio. Conheço os frutos dos Arautos, são excelentes! Da TFP há tempo que não ouvi falar mais. Parabéns! Pela reportagem e atualização que vocês nos deram, trazendo estampado três páginas em sua revista e bem diagramada. Muito obrigado!
Sérgio Ueda
Ponta Grossa, PR

Meus cumprimentos pela reportagem do jornalista João Gabriel de Lima, a respeito dos Arautos do Evangelho, força jovem da TFP. Eu teria vários reparos a apontar, mas acredito que no conjunto a reportagem completa o que o público brasileiro já conhece ao vivo, isto é, pelos concertos apresentados pela banda e coral. É de se supor que assunto não está esgotado. Teremos desdobramentos futuros, e espero que as novas reportagens sejam ainda mais completas e objetivas.
Christóvão Nunes Pires
São Paulo, SP

Sou muito católico e fui congregado mariano há já algumas décadas. Sempre tive relacionamento com a Igreja. Tenho uma filha freira que trabalha em Moçambique, em um povoado perto de Maputo, a capital. Mandarei para ela a reportagem que vocês fizeram aos Arautos do Evangelho. Sei que ficará contente por existir no Brasil uma associação como a deles. Fazem uma labor extraordinária, embora sejam simples leigos. Quiçá minha filha já os conheça, lá em Moçambique, pois a reportagem fala de sua existência em mais de 50 países.
Antônio Peres Rodrigues
Belo Horizonte, MG

Sou assinante e quero dar os meus parabéns pela reportagem que trata do afastamento do grupo liderado pelo Sr. João Clá das fileiras da TFP. A reportagem foi totalmente isenta, sem aqueles preconceitos que tanto caracterizavam as reportagens em geral sobre o assunto. A criação da associação Arautos do Evangelho e a constituição da mesma pelo Papa João Paulo II como Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício, atestam que o Sr. João Clá está no caminho certo utilizando a música como instrumento da nova evangelização preconizada pelo Papa.
Jessé Santos
Salvador, BA

Fiquei chocado ao saber que o Vaticano reconheceu como entidade de direito pontifício um grupo de elementos tão oportunistas como esses Arautos do Evangelho. Pois, não são nem progressistas sinceros, nem sinceros tefepistas. A matéria publicada também informa que trava-se uma luta pelo patrimônio da entidade brasileira, seus símbolos e o dístico Tradição, Família e Propriedade. Mas gostaria de ponderar que a importância dos bens terrenos, das insígnias, dos nomes é por si mesma limitada à existência. O que perdura "ad aeternum" é a coerência, a fidelidade, e o amor aos princípios. Nos dissidentes da TFP brasileira que agora perfilam nos quadros dos Arautos do Evangelho, e que ademais, serviram-se do Judiciário para tomar o poder da TFP para melhor destrui-la, não temos nada disso. Temos aquilo que a sociedade neopagã mais preza, e numa perspectiva que cultua o "momento", o "hic et nunc", o "poder" obtido com rapidez e sem escrúpulos. Os meios para o atingir: são todos os disponíveis, pois para eles "os fins justificam os meios". Que os senhores da TFP autêntica não esmoreçam, pois sua luta ainda está no começo e a vitória é certa para o bem. Que nunca se esqueçam de seu fundador Plinio Corrêa de Oliveira.
Gonçalo Pereira
Lisboa, Portugal

Veio a cair como mão na luva para o MST a investida da Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima (vulgo Arautos do Evangelho), que agora parecem estar bafejados pela CNBB, contra a TFP. Pois assim o abril vermelho, proposto pelo Stedile do MST, terá menos um opositor, e que opositor: a entidade que mais rijamente combateu a Reforma Agrária, enquanto esta vai sendo abolida sucessivamente até em países politicamente socialistas, como na Rússia, no México e no Egito. Como o mundo está louco: Enquanto Putin veste um casaco de burguês, com algumas privatizações, os tais Arautos ditos do Evangelho passam a ajudar, com hábito medieval, o MST!
Candido Santo Borsato
Ponta Grossa, PR

Tive vontade de sorrir a respeito da atitude dos velhinhos da TFP, quando li a descrição da "TFP do B". Há muito tempo que não ouvia falar dessa organização, que no tempo da Revolução do 64, tinha tido um papel muito relevante contra o comunismo. A reportagem me pareceu estupenda, embora se limitasse a proporcionar dados e a não entrar no coração da luta que se trava na organização. Os autores da reportagem, se quisessem, poderiam ter sido mais categóricos sem fugir da realidade objetiva. Para não ficar só nisso, devo, por outro lado, agradecer o fato da revista me ter dado oportunidade de rever um pouco a história recente dessa organização. Lamento que uns tantos deles, querendo bancar os ditadores, parece que não fizeram outra coisa senão tentar destruir uma obra que marcou o Brasil por longas décadas. Parabéns para João Clá, que seguiu, como disse muito bem a reportagem, fiel ao fundador Plinio Corrêa de Oliveira, que sempre foi um católico fiel à hierarquia e aos seus ideais. Parabéns também para a VEJA, que trouxe à tona esta problemática, sendo de justiça que se mostre ao povo brasileiro os méritos do fundador dos Arautos, Sr. João Clá.
Fabiana Sánchez
Por e-mail

Fiquei agradavelmente surpreendido com o artigo "A TFP do B". Afinal, o que ficou da antiga TFP? Parece que quatro gatos, todos ou quase todos, sexagenários e sem expressão. Que pena que os autores da reportagem não tivessem abordado esse dado. Uma vez que a Justiça se pronunciou contra os assim chamados seguidores de P.C.O. eles não têm outra coisa que fazer senão entregar os pontos. Além do mais, ao que parece, como disse atrás, estão reduzidos a um número insignificante, sem gente nova e sem aquele garbo que tinha a TFP no tempo em que vivia Plinio Corrêa de Oliveira. Com velhos e, ademais, com a justiça contra eles, acho que o melhor que podem fazer é se declararem liquidados. Agradeço os dados proporcionados pela reportagem e espero que da próxima vez nos dêem mais elementos sobre os estupendos progressos dos Arautos do Evangelho.
Florentino Gonzales
Por e-mail

A quem realmente interessa a imposição da lei da mordaça nos Ícones da TFP, órgão Cívico-Religioso que desde sua fundação nunca cedeu sequer uma ponta de unha à esquerda igualitária e aos inimigos da fé católica? Em tempos em que nosso país, rico por natureza, bate recordes de crescimento agropecuário, vejo cada vez mais a intenção da esquerda católica, coligada ao MST, em promover uma luta de classes e o nivelamento por baixo no estilo cubano. Daqui para frente é só esperar que outras notícias venham, comprovando a tentativa de ex-membros da TFP, rebelados, maquiados sobre o nome de Arautos Evangélicos, digo Arautos do Evangelho, de calarem a Instituição que um dia pertenceram? Que Deus tenha piedade, pois eles não sabem o que fazem! Ou sabem muito bem!
Paulo Asinelli
Maringá, PR

Como espanhol, fiquei sensibilizado pela solidariedade de VEJA com a tragédia dos atentados terroristas em Madri, no dia 11 de março passado (edição 1845). Mas agora quero expressar meu contentamento com as mudanças na TFP, das quais nos informa seu número de 28 de abril. Não concordo com muitas colocações da entidade. Sobretudo suas atuações dos últimos anos estavam desastrosas. Escreviam manifestos e longas cartas nas nuvens. Ainda estavam com a idéia fixa do comunismo. Agora os problemas de nossa sociedade são outros. Precisamos de religião, moral, cultura, tranqüilidade, bondade. Agora a associação ficou com os jovens, que admiro por seu idealismo e forma de ser. Vamos dar um crédito de confiança neles! Meus parabéns!
Manuel Calavia Plano
Sorocaba, SP

Admirada, mas interrogativa, a sociedade brasileira vinha acompanhando as cerimônias dos Arautos do Evangelho em igrejas, momentos cívicos e culturais. A interrogação ficou parcialmente respondida na muito oportuna reportagem de João Gabriel de Lima. Ainda bem que no racha - se entendi bem - os dinossauros ficaram enjaulados. E quem venceu foram os jovens do "grupo do João Clá", maestro cheio de glamour... Viva a beleza!
Maura Guimarães
Londrina, PR

Queria dizer que senti um alívio muito grande, quando tomei conhecimento através do artigo, de que os novos diretores da TFP parecem ser mais abertos e mais moderados que os anteriores. E queria parabenizá-los pelo poder de síntese que teve o autor neste artigo. Com poucas palavras, disse tudo. Oxalá a TFP agora passe a fazer um trabalho tão estupendo como fazem os Arautos do Evangelho. Sigam assim.
Beatriz Rivera
Rio de Janeiro, RJ

A reportagem sobre a "TFP do B" me trouxe tantas recordações à cabeça que não me contive. Interrompi meu trabalho e, contra meus hábitos, pus-me quase inconscientemente a escrever este e-mail. Conheci de perto as feras da TFP nos meus tempos de estudante de Direito e tive muitas discussões acaloradas com eles. A gente só não se pegava a socos porque afinal éramos... estudantes de Direito! Conhecedores de quão importante é garantir a todas as correntes políticas ou ideológicas, liberdade de expressão. Que esse João Clá, de origem modesta, tenha tido coragem de peitar essa "tropa" de dentro da própria entidade, me parece fantástico. Apesar de que já passou tanto tempo, afinal é uma vitória. Ao corajoso João Clá, meus cumprimentos!
Neimar Menegotto
Por e-mail

Dissidentes, utilizando métodos do MST, tomam o poder dos sócios fundadores da TFP. A defesa do direito de propriedade terá agora a orientação da CNBB. Que será do Brasil?
Norbert Nowak
Curitiba, PR

Realmente os tempos mudaram, e como bem disse João Gabriel, nem a esquerda e nem a direita não são mais as mesmas. Já estava na hora da cúpula velha da TFP dar voz e vez para as lideranças mais jovens e democráticas. Penso que não houve uma luta de classes na TFP mas uma natural evolução para adaptar a TFP aos tempos modernos. Mesmo a custa de processos judiciais um pouco dolorosos.
Marcos Navarro
Por e-mail

 
 
 
 
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