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Cartas
"Arautos
x TFP"
Com
surpresa, deparei-me com a reportagem "A TFP do B" (28
de abril). Gostei! Quem diria que a tradicional associação
TFP passaria por uma divisão! Mas para melhor. Nada como
estar ligado à Igreja. Já fazia tempo que não
se ouvia falar dela. Agora, os Arautos do Evangelho sim, também
com a bela indumentária que eles usam, não há
quem não os veja. Foi uma riqueza para a Igreja. Com freqüência
eu os vejo nas igrejas da zona sul de São Paulo, com seus
belos trajes animando a liturgia das missas dominicais. E observo
que o público acompanha com muito agrado, sem deixar de transparecer
uma imensa curiosidade para saber melhor quem eles são. Achei
interessante a revista VEJA ter entrevistado os dois lados. Jogo
aberto. "Pelos frutos se conhece a árvore", segundo
o velho adágio. Conheço os frutos dos Arautos, são
excelentes! Da TFP há tempo que não ouvi falar mais.
Parabéns! Pela reportagem e atualização que
vocês nos deram, trazendo estampado três páginas
em sua revista e bem diagramada. Muito obrigado!
Sérgio Ueda
Ponta Grossa, PR
Meus
cumprimentos pela reportagem do jornalista João Gabriel de
Lima, a respeito dos Arautos do Evangelho, força jovem da
TFP. Eu teria vários reparos a apontar, mas acredito que
no conjunto a reportagem completa o que o público brasileiro
já conhece ao vivo, isto é, pelos concertos apresentados
pela banda e coral. É de se supor que assunto não
está esgotado. Teremos desdobramentos futuros, e espero que
as novas reportagens sejam ainda mais completas e objetivas.
Christóvão Nunes Pires
São Paulo, SP
Sou
muito católico e fui congregado mariano há já
algumas décadas. Sempre tive relacionamento com a Igreja.
Tenho uma filha freira que trabalha em Moçambique, em um
povoado perto de Maputo, a capital. Mandarei para ela a reportagem
que vocês fizeram aos Arautos do Evangelho. Sei que ficará
contente por existir no Brasil uma associação como
a deles. Fazem uma labor extraordinária, embora sejam simples
leigos. Quiçá minha filha já os conheça,
lá em Moçambique, pois a reportagem fala de sua existência
em mais de 50 países.
Antônio Peres Rodrigues
Belo Horizonte, MG
Sou
assinante e quero dar os meus parabéns pela reportagem que
trata do afastamento do grupo liderado pelo Sr. João Clá
das fileiras da TFP. A reportagem foi totalmente isenta, sem aqueles
preconceitos que tanto caracterizavam as reportagens em geral sobre
o assunto. A criação da associação Arautos
do Evangelho e a constituição da mesma pelo Papa João
Paulo II como Associação Internacional de Fiéis
de Direito Pontifício, atestam que o Sr. João Clá
está no caminho certo utilizando a música como instrumento
da nova evangelização preconizada pelo Papa.
Jessé Santos
Salvador, BA
Fiquei
chocado ao saber que o Vaticano reconheceu como entidade de direito
pontifício um grupo de elementos tão oportunistas
como esses Arautos do Evangelho. Pois, não são nem
progressistas sinceros, nem sinceros tefepistas. A matéria
publicada também informa que trava-se uma luta pelo patrimônio
da entidade brasileira, seus símbolos e o dístico
Tradição, Família e Propriedade. Mas gostaria
de ponderar que a importância dos bens terrenos, das insígnias,
dos nomes é por si mesma limitada à existência.
O que perdura "ad aeternum" é a coerência,
a fidelidade, e o amor aos princípios. Nos dissidentes da
TFP brasileira que agora perfilam nos quadros dos Arautos do Evangelho,
e que ademais, serviram-se do Judiciário para tomar o poder
da TFP para melhor destrui-la, não temos nada disso. Temos
aquilo que a sociedade neopagã mais preza, e numa perspectiva
que cultua o "momento", o "hic et nunc", o "poder"
obtido com rapidez e sem escrúpulos. Os meios para o atingir:
são todos os disponíveis, pois para eles "os
fins justificam os meios". Que os senhores da TFP autêntica
não esmoreçam, pois sua luta ainda está no
começo e a vitória é certa para o bem. Que
nunca se esqueçam de seu fundador Plinio Corrêa de
Oliveira.
Gonçalo Pereira
Lisboa, Portugal
Veio
a cair como mão na luva para o MST a investida da Associação
Cultural Nossa Senhora de Fátima (vulgo Arautos do Evangelho),
que agora parecem estar bafejados pela CNBB, contra a TFP. Pois
assim o abril vermelho, proposto pelo Stedile do MST, terá
menos um opositor, e que opositor: a entidade que mais rijamente
combateu a Reforma Agrária, enquanto esta vai sendo abolida
sucessivamente até em países politicamente socialistas,
como na Rússia, no México e no Egito. Como o mundo
está louco: Enquanto Putin veste um casaco de burguês,
com algumas privatizações, os tais Arautos ditos do
Evangelho passam a ajudar, com hábito medieval, o MST!
Candido Santo Borsato
Ponta Grossa, PR
Tive
vontade de sorrir a respeito da atitude dos velhinhos da TFP, quando
li a descrição da "TFP do B". Há
muito tempo que não ouvia falar dessa organização,
que no tempo da Revolução do 64, tinha tido um papel
muito relevante contra o comunismo. A reportagem me pareceu estupenda,
embora se limitasse a proporcionar dados e a não entrar no
coração da luta que se trava na organização.
Os autores da reportagem, se quisessem, poderiam ter sido mais categóricos
sem fugir da realidade objetiva. Para não ficar só
nisso, devo, por outro lado, agradecer o fato da revista me ter
dado oportunidade de rever um pouco a história recente dessa
organização. Lamento que uns tantos deles, querendo
bancar os ditadores, parece que não fizeram outra coisa senão
tentar destruir uma obra que marcou o Brasil por longas décadas.
Parabéns para João Clá, que seguiu, como disse
muito bem a reportagem, fiel ao fundador Plinio Corrêa de
Oliveira, que sempre foi um católico fiel à hierarquia
e aos seus ideais. Parabéns também para a VEJA, que
trouxe à tona esta problemática, sendo de justiça
que se mostre ao povo brasileiro os méritos do fundador dos
Arautos, Sr. João Clá.
Fabiana Sánchez
Por e-mail
Fiquei
agradavelmente surpreendido com o artigo "A TFP do B".
Afinal, o que ficou da antiga TFP? Parece que quatro gatos, todos
ou quase todos, sexagenários e sem expressão. Que
pena que os autores da reportagem não tivessem abordado esse
dado. Uma vez que a Justiça se pronunciou contra os assim
chamados seguidores de P.C.O. eles não têm outra coisa
que fazer senão entregar os pontos. Além do mais,
ao que parece, como disse atrás, estão reduzidos a
um número insignificante, sem gente nova e sem aquele garbo
que tinha a TFP no tempo em que vivia Plinio Corrêa de Oliveira.
Com velhos e, ademais, com a justiça contra eles, acho que
o melhor que podem fazer é se declararem liquidados. Agradeço
os dados proporcionados pela reportagem e espero que da próxima
vez nos dêem mais elementos sobre os estupendos progressos
dos Arautos do Evangelho.
Florentino Gonzales
Por e-mail
A quem
realmente interessa a imposição da lei da mordaça
nos Ícones da TFP, órgão Cívico-Religioso
que desde sua fundação nunca cedeu sequer uma ponta
de unha à esquerda igualitária e aos inimigos da fé
católica? Em tempos em que nosso país, rico por natureza,
bate recordes de crescimento agropecuário, vejo cada vez
mais a intenção da esquerda católica, coligada
ao MST, em promover uma luta de classes e o nivelamento por baixo
no estilo cubano. Daqui para frente é só esperar que
outras notícias venham, comprovando a tentativa de ex-membros
da TFP, rebelados, maquiados sobre o nome de Arautos Evangélicos,
digo Arautos do Evangelho, de calarem a Instituição
que um dia pertenceram? Que Deus tenha piedade, pois eles não
sabem o que fazem! Ou sabem muito bem!
Paulo
Asinelli
Maringá, PR
Como
espanhol, fiquei sensibilizado pela solidariedade de VEJA com a
tragédia dos atentados terroristas em Madri, no dia 11 de
março passado (edição 1845). Mas agora quero
expressar meu contentamento com as mudanças na TFP, das quais
nos informa seu número de 28 de abril. Não concordo
com muitas colocações da entidade. Sobretudo suas
atuações dos últimos anos estavam desastrosas.
Escreviam manifestos e longas cartas nas nuvens. Ainda estavam com
a idéia fixa do comunismo. Agora os problemas de nossa sociedade
são outros. Precisamos de religião, moral, cultura,
tranqüilidade, bondade. Agora a associação ficou
com os jovens, que admiro por seu idealismo e forma de ser. Vamos
dar um crédito de confiança neles! Meus parabéns!
Manuel Calavia Plano
Sorocaba, SP
Admirada,
mas interrogativa, a sociedade brasileira vinha acompanhando as
cerimônias dos Arautos do Evangelho em igrejas, momentos cívicos
e culturais. A interrogação ficou parcialmente respondida
na muito oportuna reportagem de João Gabriel de Lima. Ainda
bem que no racha - se entendi bem - os dinossauros ficaram enjaulados.
E quem venceu foram os jovens do "grupo do João Clá",
maestro cheio de glamour... Viva a beleza!
Maura Guimarães
Londrina, PR
Queria
dizer que senti um alívio muito grande, quando tomei conhecimento
através do artigo, de que os novos diretores da TFP parecem
ser mais abertos e mais moderados que os anteriores. E queria parabenizá-los
pelo poder de síntese que teve o autor neste artigo. Com
poucas palavras, disse tudo. Oxalá a TFP agora passe a fazer
um trabalho tão estupendo como fazem os Arautos do Evangelho.
Sigam assim.
Beatriz Rivera
Rio de Janeiro, RJ
A reportagem
sobre a "TFP do B" me trouxe tantas recordações
à cabeça que não me contive. Interrompi meu
trabalho e, contra meus hábitos, pus-me quase inconscientemente
a escrever este e-mail. Conheci de perto as feras da TFP nos meus
tempos de estudante de Direito e tive muitas discussões acaloradas
com eles. A gente só não se pegava a socos porque
afinal éramos... estudantes de Direito! Conhecedores de quão
importante é garantir a todas as correntes políticas
ou ideológicas, liberdade de expressão. Que esse João
Clá, de origem modesta, tenha tido coragem de peitar essa
"tropa" de dentro da própria entidade, me parece
fantástico. Apesar de que já passou tanto tempo, afinal
é uma vitória. Ao corajoso João Clá,
meus cumprimentos!
Neimar Menegotto
Por e-mail
Dissidentes,
utilizando métodos do MST, tomam o poder dos sócios
fundadores da TFP. A defesa do direito de propriedade terá
agora a orientação da CNBB. Que será do Brasil?
Norbert Nowak
Curitiba, PR
Realmente
os tempos mudaram, e como bem disse João Gabriel, nem a esquerda
e nem a direita não são mais as mesmas. Já
estava na hora da cúpula velha da TFP dar voz e vez para
as lideranças mais jovens e democráticas. Penso que
não houve uma luta de classes na TFP mas uma natural evolução
para adaptar a TFP aos tempos modernos. Mesmo a custa de processos
judiciais um pouco dolorosos.
Marcos Navarro
Por e-mail
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