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Bossa Negra,
Elza Soares (Dubas) – Lançado
em 1961 e há décadas fora de catálogo, o segundo
disco de Elza Soares é uma aula sobre como cruzar MPB com
música negra americana. Elza coloca aqui as suas arrancadas
roufenhas à la Louis Armstrong a serviço de um repertório
calcado em sambas-canções dos anos 40 e 50. Astor
Silva, maestro responsável pelos arranjos do disco, sonhava
em fazer da cantora uma Sarah Vaughan brasileira – referência
da qual Elza, que teve infância miserável, nunca ouvira
falar. Uma das melhores faixas do disco é Boato,na
qual ela mostra sua versatilidade vocal ao imitar com perfeição
os ídolos Dalva de Oliveira, Alaíde Costa e Miltinho.
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