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Dançarinas, de Margaret
Atwood (tradução de Lia Wyler; Rocco; 214 páginas;
26 reais) A canadense Margaret Atwood é uma das escritoras
mais afiadas da língua inglesa na atualidade. Por baixo dos
enredos sutis e da prosa poética de seus livros, há
sempre algo perturbador ela revela o vazio dos relacionamentos
e traz à tona aspectos da psicologia humana não muito
confortáveis de enfrentar. Coletânea de contos lançada
originalmente no final dos anos 70, Dançarinas
é uma excelente amostra de
seu estilo. Suas catorze histórias contêm doses de
humor, fantasia e violência, mas transmitem sobretudo uma
certa sensação de melancolia. É assim, por
exemplo, no conto que dá título ao livro, em que uma
estudante e seu exótico vizinho de quarto num albergue convivem
por meses sem trocar uma palavra. Leia
trechos do livro.
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