Página principal
downloads

. Para acessar áudio, vídeo e animações, você vai precisar destes plug-ins. Clique para fazer o download
. Real Player
. Quick Time
. Windows Media Player
. Shockwave Flash

 
livros

Além do Fim do Mundo, de Laurence Bergreen (tradução de Ana Luiza Dantas Borges; Objetiva; 460 páginas; 57,90 reais) – O navegador português Fernão de Magalhães zarpou da Espanha, em 1519, decidido a chegar até as especiarias do Oriente seguindo o rumo do oeste. Ele provou que a nova rota era navegável, contornando a América pelo estreito que hoje leva o seu nome. Magalhães morreu em uma batalha nas Filipinas, em 1521, e apenas um dos cinco navios de sua frota retornou à Espanha. A história dessa pioneira circunavegação do mundo é reconstituída pelo jornalista americano Laurence Bergreen em uma narrativa que mistura a sólida reportagem com um certo tom de romance de aventura.

Leia trechos

Em 6 de setembro de 1522, um navio depauperado surgiu no horizonte, próximo ao porto de Sanlúcar de Barrameda, na Espanha.

A embarcação que estava sendo conduzida ao porto era tripulada por homens esqueléticos, uma tripulação de apenas 18 marinheiros e três cativos, todos gravemente malnutridos.

Victoria era um navio de mistério, e cada rosto desolado em seu deque estava pleno dos segredos sombrios de uma longa viagem a terras desconhecidas. Apesar das adversidades, o Victoria e sua tripulação reduzida realizaram o que nenhum outro navio tinha realizado até então. Navegando a oeste até alcançar o leste, e prosseguindo na mesma direção, tinham concretizado uma ambição tão antiga quanto a imaginação humana: a primeira circunavegação do globo terrestre.

Três anos antes, o Victoria tinha pertencido a um frota de cinco embarcações com aproximadamente 260 marinheiros, todos sob o comando de Fernão de Magalhães. Nobre navegador português, ele deixara seus país navegando para a Espanha com uma concessão para explorar partes desconhecidas do mundo e reivindicá-las para a coroa espanhola. A expedição liderada por ele foi uma das maiores e mais bem equipadas da Era dos Descobrimentos. Agora, o Victoria e sua reduzida tripulação eram tudo que restava, um navio fantasma assombrado pela memória de mais de 200 marinheiros ausentes. Magalhães, o capitão-mor, havia sido brutalmente morto. Apesar de seu nome, o Victoria não foi um navio de triunfo, foi uma embarcação de desolação e angústia.

E ainda assim, que história os poucos sobreviventes tinham para contar - uma história de motim, de orgias em litorais distantes, da exploração de todo o globo terrestre. Uma odisséia que mudou o curso da história e maneira como olhamos o mundo. A viagem marítima mais importante já empreendida.


 
Voltar
 
VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio