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cinema
Divulgação
Meu Tio Matou um Cara: humor e paixão adolescente

Meu Tio Matou um Cara (Brasil, 2004. Em cartaz desde sexta-feira) – Depois de Houve uma Vez Dois Verões e do ótimo O Homem que Copiava, o diretor e roteirista gaúcho Jorge Furtado mostra, com seu novo filme, que sua carreira cinematográfica promete ser das mais consistentes. Darlan Cunha, o Laranjinha de Cidade dos Homens, é o adolescente Duca, cujo tio notoriamente atrapalhado (Lázaro Ramos) chega em casa um dia anunciando ter matado, por acidente e em legítima defesa, o ex-marido de sua namorada (Deborah Secco). Metido a detetive, Duca logo desconfia que essa história está mal contada, e com os melhores amigos, Isa e Kid (Sophia Reis e Renan Gioelli), decide fazer sua própria investigação. Além do humor impecável, Furtado tem olho clínico para a dinâmica e os detalhes da rotina da classe média – chega a ser enternecedor, por exemplo, o cuidado com que o pai de Duca (Ailton Graça) prepara as refeições da família. Furtado também compreende como poucos o universo dos adolescentes: o grande objetivo da investigação de Duca não é outro, claro, que se aproximar de Isa, por quem ele morre de amores. Um ótimo casamento, em suma, de romance e comédia de costumes. Veja cenas.



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