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REPORTAGEM DE VEJA
Enfim,
a esperança
Um
novo coquetel de drogas
anima os cientistas a falar no
fim da Aids como doença fatal
Eurípedes
Alcântara, de Nova York
Nesta semana, Vancouver, no Canadá, marcará
seu lugar na história da medicina como a cidade de
onde partiu o anúncio das primeiras vitórias
significativas da ciência na batalha contra a síndrome
da imunodeficiência adquirida. Sede da 11ª Conferência
Internacional da Aids, Vancouver está atraindo 15 000
pesquisadores, médicos e ativistas de todas as partes
do mundo. Até o próximo sábado, cientistas
se revezarão em palestras e mesas-redondas para anunciar
com orgulho, quase como uma vingança, os mais estupendos
resultados já obtidos na luta contra o HIV, o vírus
causador da Aids, a doença que em quinze anos de misteriosa
e selvagem proliferação matou 4 milhões
de pessoas.
Depois de centenas de tentativas com as mais disparatadas
terapêuticas, cientistas conseguiram descobrir e fabricar
um coquetel de drogas capaz de conter o crescimento do HIV
no organismo humano. O coquetel é 100 vezes mais poderoso
do que o AZT, até então o único remédio
disponível contra o vírus da Aids. As experiências
são animadoras. Pacientes terminais ganham peso, controlam
as infecções oportunistas típicas da
doença e voltam a caminhar. Alguns retornaram ao trabalho.
Ao cabo de três meses de tratamento, pessoas que se
infectaram recentemente com o HIV livram-se de maneira quase
total do vírus e não sobra o menor sinal dele
na corrente sanguínea, mesmo sob o escrutínio
dos métodos mais completos de detecção.
"Pela primeira vez temos os instrumentos para combater
a Aids: estamos de volta ao comando", diz, eufórico,
o imunologista Martin Shechter, o canadense que preside a
conferência de Vancouver. A palavra "cura"
baila nos lábios dos médicos mas não
é pronunciada, pelo menos publicamente. A terapia com
o coquetel de drogas é ainda recente e, mesmo diante
dos formidáveis casos de recuperação
de pacientes, não se pode falar em cura. Os pesquisadores
admitem abertamente, porém, que está próximo
o dia em que a Aids sairá da lista de doenças
fatais para integrar o rol das moléstias crônicas
graves. É um alívio sem precedentes na história
da doença, e o único sinal de esperança
para 1,3 milhão de aidéticos espalhados por
hospitais nos cinco continentes. A pandemia de Aids já
levou o vírus a 21 milhões de pessoas, entre
elas 700 000 no Brasil, que, diagnosticadas ou não,
vivem como uma bomba-relógio humana. São reféns
do instante pavoroso em que seu organismo finalmente perde
a luta silenciosa contra o minúsculo invasor e a doença
se instala. A nova multiterapia pode reverter esse cenário.
Ela está calçada em surpreendentes descobertas
teóricas recentes sobre a origem, a evolução
e a natureza do HIV. Ela também se ampara em avanços
farmacêuticos que não se supunha possíveis
antes da virada do século.
FAÇANHAS - Na semana passada, VEJA ouviu em Nova York
os dois cientistas que serão as estrelas maiores em
Vancouver. Um é Roy Gulick, pesquisador do Bellevue
Hospital, ligado à Universidade de Nova York. O outro
é David Ho, virologista que dirige o Centro de Pesquisa
da Aids Aaron Diamond, cuja equipe e recursos técnicos
rivalizam com o famoso Instituto Pasteur, de Paris. Ali, Ho
dirige meia centena dos mais talentosos microbiologistas do
mundo. Quando se for premiar, talvez até com o Nobel
de medicina, o pai teórico do coquetel de drogas, a
figura carismática e agitada do professor Ho terá
de ser lembrada. Ele é autor de duas façanhas
que revolucionaram a maneira como a ciência encarava
a Aids.
Primeiro, Ho descobriu um método de medir a quantidade
de vírus circulante no organismo. Ele mostrou o que
todo mundo intuía, mas nunca se tinha visto uma prova:
quanto mais vírus circulante, mais violenta será
a Aids e menor a sobrevida do paciente. Sua descoberta resolveu
o enigma da razão por que pacientes com contagens altas
de células de defesa tinham, muitas vezes, infecções
oportunistas mais severas do que pacientes com contagens baixas.
Ao provar que a tarefa mais urgente era diminuir quantidade
de partículas viróticas no sangue, Ho abriu
o caminho teórico para as multiterapias. Depois dessa
descoberta, perdeu força a busca de uma vacina para
a Aids. Ou seja, os cientistas constataram que seria mais
produtivo tentar enfraquecer o vírus do que fortalecer
o organismo humano.
O segundo feito importante de David Ho foi demonstrar que
o HIV nunca descansa no organismo. Mesmo no longo período
assintomático, que varia de sete a mais de dez anos,
o HIV continua se reproduzindo loucamente no organismo. Ho
descobriu que o vírus se entrincheira nos nódulos
linfáticos, pontos-chave do sistema imunológico
humano. Dali, de seu quartel-general privilegiado, fora do
alcance dos testes e drogas convencionais, o HIV se fortalece
para o assalto final ao paciente. Sua descoberta mostrou que
é preciso e possível combater o vírus
desde o primeiro dia em que ele se instala no organismo -
e não mais apenas quando ele começa a causar
problemas. Seu lema é "atacar cedo e forte".
É exatamente isso o que Ho está fazendo.
IDOLATRIA - No 7º andar do centro de pesquisas
que dirige em Manhattan, David Ho é conhecido por não
se sentar quase nunca e por ter sido o médico do astro
de basquete Earvin Magic Johnson, o mais famoso portador do
vírus da Aids do planeta. Todo assessor de Ho conta
aos visitantes, num exercício de idolatria, que há
dois anos ele recebeu e recusou, no mesmo telefonema, o convite
do presidente Bill Clinton para ser o czar da Aids nos Estados
Unidos. "Por nada neste mundo trocaria o laboratório
melhor equipado do mundo por um trabalho burocrático",
afirma Ho, 46 anos, a face de lua cheia, irrequieta e risonha.
Do pesado sotaque chinês dos pais sobrou apenas o ritmo
das frases em que as palavras saem aos jatos, seguidos de
longos silêncios. Ele recebe informes de experiências
semelhantes em todo o mundo. Ho é uma espécie
de centro mundial de referência da doença. "Sei
que no Brasil a Merck tem um importante programa de monitoramento
do efeito dessas drogas novas", diz Ho.
Em Vancouver, ele mostrará os resultados espetaculares
obtidos com o novo coquetel em dezoito voluntários,
pessoas que contraíram o vírus da Aids há
menos de dez meses. "As drogas são muito poderosas,
tanto que em três meses eles não têm mais
sinal do vírus no sangue", explica Ho, que recentemente
conseguiu obter de alguns dos voluntários permissão
para colher amostras de seus nódulos linfáticos
e pesquisar neles a existência do vírus. "Caso
as biópsias mostrem que não há vírus
nos nódulos, vamos interromper as drogas", conta
Ho. Se o vírus não voltar em cinco anos, os
médicos podem declarar os pacientes clinicamente sadios.
Cinco anos é um período de tempo meio cabalístico
entre os pesquisadores. Em dez anos, sabe-se, o organismo
renova quase todos os 70 trilhões de células
do corpo humano. Em cinco anos, se um câncer estirpado
cirurgicamente, por meio de drogas ou radiação,
não reaparece, o paciente é considerado curado.
Dificilmente terá restado no organismo alguma semente
do mal.
Ho não fala em cura da Aids. Mas ele conta com a certeza
de que o coquetel de drogas quebrou a espinha dorsal da doença:
a capacidade do vírus de se multiplicar no organismo.
Ele usa em seus pacientes uma combinação do
velho AZT com duas novidades farmacêuticas, o 3TC e
o Ritonavir. O AZT e o 3TC são parecidos. Eles podem
bloquear os estágios iniciais do ciclo reprodutivo
do vírus HIV na célula humana. Já o Ritonavir,
sintetizado pelo laboratório Abbott, é capaz
de interferir no estágio final do ciclo reprodutivo
do vírus. Ou seja, as drogas permitem um ataque múltiplo
e combinado ao inimigo. As drogas que atacam o primeiro estágio
do vírus são chamadas de "bloqueadores
de transcriptase reversa". As que atacam no final do
ciclo são conhecidas como "inibidores de protease".
O médico Roy Gulick utiliza uma ligeira variação
do coquetel de Ho. Em vez de Ritonavir, ele usa um outro inibidor
de protease, o Indinavir, do laboratório Merck. Gulick
trabalha com doentes já maltratados pelas infecções
oportunistas da Aids.
ALEGRIA - Os funcionários e colegas de Gulick
no Bellevue, o mais antigo hospital público dos Estados
Unidos, nunca o viram tão disposto. Antes da descoberta
dessas novas drogas, ele chegava ao hospital cabisbaixo, mudo,
impenetrável. Parecia mais um doente do que um médico.
"A diferença é que antes eu não
podia dar alívio a meus pacientes, e agora voltei a
ser um médico: trato deles como se tivessem uma doença
crônica e acho que, num futuro próximo, será
como se sofressem, digamos, de pressão alta e não
de Aids", diz Gulick, cujo consultório é
separado do de David Ho apenas pelo tráfego pesado
da Primeira Avenida, em Manhattan. É coincidência
que Nova York tenha sido a cidade onde foram feitos os experimentos
mais positivos com as novas drogas? "As experiências
devem ter ocorrido aqui porque nenhum médico sofreu
como a gente", diz Gulick. "Em números absolutos,
Nova York, e em especial nossa vizinhança, foi campeã
de Aids durante muitos anos." Gulick sente-se vingado
contra o vírus HIV, uma peste microscópica que
contém apenas nove genes e mesmo assim se vinha impondo
contra o complexo organismo humano e seus 100 000 orgulhosos
genes. O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia,
André Villela Lomar, acusa a mesma sensação
de alívio. "É uma alegria ver um paciente
que vivia prostrado dizer que nunca se sentiu tão bem
quanto agora", diz Lomar.
A maioria dos pacientes de Gulick estava beirando a fase terminal
da doença. Tinha contagens de linfócitos, as
células do sistema imunológico que são
a principal vítima do HIV, abaixo de 440 por mililitro
de sangue. O normal é 1 000 células por mililitro.
Menos de 500 já é começo do fim. Seis
meses depois das primeiras doses, os sinais animadores começaram
a aparecer. No início, sumiram as infecções
da boca. Em seguida, os pacientes começaram a ganhar
peso. Logo não se podia mais encontrar as vermelhidões
e inflamações da pele que a Aids provoca. Mas
a maior vitória ocorreu nas duas últimas semanas.
Gulick não revela a ninguém os dados coletados
mais recentemente, pois quer reservá-los para a platéia
científica de Vancouver. Mas quem viu os manuscritos
de Roy Gulick sabe que ele vai contar em Vancouver que, ao
cabo de doze meses de tratamento, o novo coquetel de drogas
curou um paciente do sarcoma de Kaposi e em outro fez essa
terrível doença associada à Aids reverter
ao ponto da remissão quase total.
O ponto fundamental da ação das novas drogas
é impedir a reprodução do HIV, que se
propaga de maneira assustadoramente rápida no organismo.
Se não for atacada por drogas, a população
virótica se renova 50% a cada dois dias. Ou seja, em
48 horas morre metade dos vírus que estão perdendo
a guerra contra o corpo humano. Mas eles logo são substituídos
por novos vírus mutantes, ainda mais capazes de enfrentar
o combate com as defesas do organismo. Esse processo de seleção
natural dos vírus mais fortes é muito eficiente.
Em alguns anos o exército de vírus livra-se
de todas as cepas fracas, e tem em suas fileiras apenas os
espécimes mais violentos. É nesse instante que
a Aids sai do controle e destrói o sistema imunológico,
abrindo caminho para as infecções oportunistas.
INDAGAÇÃO
- O coquetel de drogas, em primeiro lugar, diminui em
uma centena de vezes o ritmo de reprodução do
vírus. Em segundo, ele interfere no processo natural
de mutação do vírus de um modo muito
engenhoso: o HIV não consegue mais escapar do ataque
químico pelo caminho natural. Ou seja, desenvolvendo
resistência à droga. Em dezoito meses o vírus
fica resistente a uma única droga - ao AZT por exemplo.
As chances, porém, de que ele ao mesmo tempo desenvolva
resistência ao AZT, ao 3TC e ao ritonavir são
matematicamente quase nulas. "Se o vírus escolhe
o caminho evolutivo de ficar resistente ao AZT, ele acaba
se tornando suscetível ao ritonavir. Ele não
consegue mutar nas duas direções ao mesmo tempo",
explica Gulick. "Pela primeira vez nós conseguimos
combater o vírus no campo dele e por enquanto estamos
vencendo."
"Charles Darwin ficaria radiante se soubesse que, mais
de 100 anos depois de formulada sua teoria da evolução,
ajudou a combater uma doença fatal", comenta Gulick.
O pesquisador americano Robert Gallo e o francês Luc
Montagnier, pioneiros da luta contra o vírus, têm
razões de sobra para comemorar. Eles apostaram suas
carreiras na hipótese de que sem HIV não existiria
a Aids. Uma teoria paralela, dando conta de uma Aids de origem
não virótica, vinha ganhando corpo nos últimos
anos, alimentada principalmente pelo fato de que aparentemente
muitas pessoas tinham HIV no corpo, mas não desenvolviam
a doença. A teoria não virótica está
sepultada por ora pelos coquetéis de drogas. Para alegria
de Gallo e Montagnier, os experimentos mostram que, sempre
que a carga de vírus diminui no organismo, caem na
mesma proporção as doenças associadas
à Aids. Ou seja, o HIV é mesmo culpado.
A perturbadora indagação que todos os cientistas
se fazem agora é: até quando se conseguirá
dominar o vírus com a multiterapia? "Realmente,
a nova terapia baixa muito a quantidade de vírus no
organismo, mas só o tempo vai dizer se esses benefícios
podem ser mantidos para sempre e a que custo para o organismo",
diz David Uip, infectologista do Hospital das Clínicas.
Pela primeira vez, desde os primeiros diagnósticos
da Aids, em 1981, tais indagações não
têm como resposta apenas um assustador "ninguém
sabe". Pelo menos agora se sabe que a resposta independe
menos do poder de reação do vírus e mais
da capacidade do organismo de absorver e conviver com os remédios.
Os cientistas estão convencidos de que a multiterapia
é um ardil evolutivo para o vírus. Ela força
o surgimento de vírus cada vez mais fracos. A questão
crucial no momento é manter o organismo dos pacientes
forte o bastante para suportar a agressão da terapia.
O AZT, por exemplo, é muito tóxico. Alguns pacientes
simplesmente não o toleram. O ritonavir interage com
os antibióticos e antifungais usados por muitos pacientes
aidéticos. O indinavir sozinho pode levar os vírus
a desenvolver resistência a ele e a outros bloqueadores
de protease. Há outros problemas grandes com as multiterapias
- mas cuja solução nem se compara em magnitude
e complexidade à situação anterior de
combater o HIV apenas com o AZT. "Parece que estamos
vivendo uma época de trégua do vírus",
conta Dráuzio Varella, oncologista de São Paulo.
Os comprimidos bloqueadores de protease, por exemplo, são
absorvidos com muita dificuldade pelo organismo. Um teste
feito na Itália mostrou que, mesmo depois de um paciente
ingerir nove comprimidos de indinavir, a quantidade do remédio
que chegou ao seu sangue variou de 0% a 4%. É muito
pouco. Espera-se que em Vancouver os laboratórios anunciem
novidades nessa área. O Hoffman-La Roche vai mostrar
na reunião do Canadá dados sobre o saquinavir,
outro poderoso bloqueador de protease, cuja absorção
pelo organismo é muito mais eficaz. Os médicos
também já souberam que o laboratório
Vertex/Glaxo sintetizou um composto bloqueador de protease,
o VX-478, que seria capaz, segundo os dados preliminares,
de atacar o vírus não apenas na corrente sanguínea,
mas em redutos que se julgavam indevassáveis: o cérebro
e os nódulos linfáticos.
CARO - Uma avaliação geral das novas terapêuticas
deixa os médicos otimistas. Os problemas de intolerância
e absorção das drogas são questões
com as quais os laboratórios sabem lidar. Eles salientam
que o atual estágio da luta contra a Aids lembra os
primeiros tempos da quimioterapia contra o câncer, no
início dos anos 60. Naquela época, os remédios
eram quase tão letais quanto a doença. Atualmente,
a maioria dos tipos de câncer pode ser combatida com
algum sucesso, graças à quimio. Um paciente
que recebe o diagnóstico de câncer hoje vive
quase dez anos mais, em média, do que nos anos 60.
Alguns tipos de câncer, como a leucemia infantil, que
matava 95% de suas vítimas nos anos 60, hoje podem
ser tratados em boa parte dos casos.
"Pelo ritmo dos avanços atuais caminhamos para
uma situação em que a Aids não será
mais uma preocupação para os nossos filhos",
observa Fernando Reinach, pesquisador da Universidade Cornell
e da Universidade de São Paulo. Ele tem filhos com
menos de 10 anos. Superados todos os problemas biológicos
e farmacêuticos, a nova maneira de atacar a Aids ainda
está longe de erradicar a doença do mundo. O
problema maior é o custo. Nove em cada dez aidéticos
moram em países pobres e não têm como
pagar o custo, médio, de 12 000 dólares por
ano pelo tratamento, que talvez tenha de se prolongar por
toda a vida. Os cientistas não gostam de falar no assunto.
"Pergunte aos laboratórios. Não posso pensar
nisso, senão fico paralisado", confessa David
Ho.
Pelos cálculos do Banco Mundial, a pandemia de Aids
terá custado até o ano 2000 1,4% do PIB mundial.
Isso dá algo em torno de 500 bilhões de dólares,
o equivalente a varrer do planeta toda a economia do Brasil.
Tratar o 1 milhão de pacientes de Aids dos países
pobres custaria bem menos, cerca de 12 bilhões de dólares
por ano - uma cifra que não assusta quando se sabe
que no ano passado os países ricos doaram 54 bilhões
de dólares para os pobres. Tratar todos os cerca de
18 milhões de soropositivos pobres, no entanto, exigiria
um esforço jamais tentado. Significaria transferir
todos os anos cerca de 180 bilhões de dólares
do Hemisfério Norte para o Sul. Mas o problema do custo
pode ser resolvido. O básico é ter sido encontrada
uma maneira eficaz de enfrentar a doença.
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A ciência em
ação
1978
- Surgem, em Nova York e San Francisco, os primeiros
casos de uma doença misteriosa e mortífera
que ataca homossexuais
1982 - A doença misteriosa ganha um nome:
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida,
Aids. Descobre-se que a Aids se transmite pelo sangue
ou por relações sexuais
1983 - Um francês, Luc Montagnier, e um
americano, Robert Gallo, encontram o HIV, o vírus
causador da Aids
1985 - O Elisa, o primeiro teste eficaz, faz
com que os bancos de sangue não sejam mais um
foco de disseminação da doença
1986 - O AZT começa a ser ministrado,
aumentando a sobrevida dos pacientes
1995 - Entram em cena os inibidores de protease,
que reduzem drasticamente o número de vírus
no sangue e abrem a perspectiva de que a Aids deixe
de ser uma doença letal
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